Criadores de Mundos: Bernard Cornwell

Escrito por: | em 12/11/2009 | Adicionar Comentário |

Bernard Cornwell

Olá leitores e ouvintes do Grifonosso.

Cá estou eu estreando a nova coluna do Grifonosso: Criadores de Mundos, uma coluna que homenageia de forma muito singular os maiores nomes da literatura mundial, e também expande os horizontes do Grifonosso, para que sejamos não só um podcast de literatura, mas um site completo rumo à dominação mundial. E claro que somos bem exclusivistas com literatura, então espere ver os mais conhecidos aqui, mas não necessariamente os autores que vão cair no vestibular.

E para abrir com chave de platina/diamante/electrum/titânio, vamos direto à fonte da literatura imersiva, com um dos autores mais consagrados de nossa época, e é claro que estamos falando de ser consagrado por mérito dele e não de uma nação de fãs impressionáveis (não quis insinuar nada), pois eu não sou facilmente impressionado (Olha! Um carro azul!), mas vamos ao que interessa, como você já deve ter lido o título não deve estar curioso em saber que estamos falando de Bernard Cornwell.

Eu poderia começar falando que Bernard Cornwell é um dos mais importantes escritores britânicos, mas aí eu estaria citando a Wikipedia, portanto eu digo que Bernard Cornwell é um dos mais importantes escritores da nossa galáxia, e não vou muito alem desta dimensão para não confrontar os Vogons.

Enfim, falemos de sua obra:

Bernard Cornwell é um autor conhecido por ser um brilhante romancista histórico, de humor sutil e senso de batalha feroz que é passado facilmente em seu texto, de modo que você entre na batalha e tenha todos os sentidos dos guerreiros que participam dela… literalmente os sentidos, ele descreve, alem de imagens, sons e cheiros em detalhes, e até o tato ocasionalmente. Inclusive este é um comentário recorrente sobre o autor, como ele gosta de narrar guerreiros (pois as histórias de seus livros, como as histórias da humanidade, são histórias de guerras) em seu meio sem cavalheirismos e romaticismos, suas descrições alem de serem carregadas na violência crua, vêm repletas de violações (apesar de graças a deus ele não descrever o coito em si, pois eu acho mais constrangedor ler a descrição de sexo do que ver pornô com a minha família inteira), odores repulsivos e cenas horripilantes, como os verdadeiros campos de batalha.

Ele se atem no limiar da liberdade histórica para suas descrições, com descrições fiéis de localidades, mas tomando liberdades extremas nas lacunas da história conhecida para preenchê-las com  batalhas sangrentas, apesar de muitas pessoas tomarem os fatos que ele narra como verdade.

FATO: Eu acho que a história de Cornwell é MUITO melhor do que a desconhecida e conhecida.

Outro detalhe bastante curioso é como ele se imagina como os personagens principais, sendo que todos são homens fortes e altos e de origem bretã/anglo-saxônica. Pois em suas próprias notas históricas ele admite usar nomes e referências de seus antepassados para seus heróis poderosíssimos.

Outra curiosidade interessante é que Cornwell se tornou escritor pois de casou com uma americana(lembrando que ele é britânico) e se mudou para os Estado Unidos onde seu Green Card foi negado, ele então se tornou escritor pois  é uma profissão que não exige regulamentação no país.

Mas nem tudo é flores, e mesmo livros com temáticas diferentes dele se tornam extremamente similares depois de um tempo, e isso não para no herói imbatível(não que eu não goste disso na maioria das vezes) mas se estende por personagens ligeiramente estereotipados(como o fato de sempre ter um padre mal e um padre bom ).

Mas no geral sua obra é ótima e eu recomendo fortemente para todos (isto significa: LEIAM PELOAMORDEDEUS!!!) , pois me rendeu muitas horas de imaginação com flechas zunindo pelo ar, paredes de escudos se chocando violentamente e canhões ribombando estrondosamente.

Principais Obras Traduzidas: As Crônicas de Sharp(não foram todos traduzidos ainda), As Crônicas de Arthur, As Crônicas Saxônicas(não foram todos traduzidos ainda) A Busca Pelo Graal, O Condenado, Stonehenge e Azincourt.

Você deve ler se: Você é homem, você é mulher, você é um ser senciente.

Você não deve ler se: Você não souber ler, você for cego(a não ser que você arranje um audiobook ou uma versão em braile, que infelizmente são meio raros por aqui no nosso país tropical e cheio de mulatas e carnaval).

Valeu pessoal

Abraços

E leiam com vontade

Gustavo M. Domingues

Enquanto eu escrevia isto eu ouvia: Amon Amarth – Twilight of The Thunder God

Veja Tambem: Bernard Cornwell Brasil

Você achou que não ia ter nenhuma parede de escudos?

Você achou que não ia ter nenhuma parede de escudos?



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Gustavo Domingues

Leitor inveterado e crítico mal humorado, pretende criticar todos os autores até alienar a literatura para sempre!