“Durante a guerra dos Duzentos Anos, muitos habitantes do Mundo Emerso, cansados de tantos combates, deixaram as suas Terras para ir viver no mar. O último contato com eles remonta a cento e cinqüenta anos atrás, quando os reinos unidos da Terra da Água e do Vento tentaram invadir o Mundo Submerso graças a um mapa conseguido de um habitante daquele reino que voltara a morar em terra firme. A expedição teve um fim trágico: nenhum sobrevivente voltou para contar o que aconteceu. Desde então, nada mais se soube daquele continente e perdeu-se a memória de como alcançá-lo.”
Anais do Conselho dos Magos, fragmento
É assim que começa o primeiro volume da trilogia Crônicas do Mundo Emerso, chamado de A Garota da Terra do Vento, ou Nihal da Terra do Vento em Portugal, escrito por Lícia Troisi, uma astrofísica da Itália, a saga já é um sucesso na Europa. Este pequeno parágrafo foi a melhor parte que achei no primeiro livro, e aqui está minha impressão principal:
A Garota da Terra do Vento é o início da saga que apresenta a protagonista da trilogia(que já têm uma trilogia de continuação): Nihal, uma menina meio-elfa, ultima de sua raça que foi caçada pelo infame Tirano, um mago maligno que ameaça dominar todos os territórios do Mundo Emerso com seu exército de Fâmins (Orcs disfarçados). Nihal cresce querendo ser uma cavaleira de dragão (sim, que nem o Eragon) se tornando amiga do mago Senar, protagonista do segundo livro, passando por muitos sofrimentos e desilusões e se tornando uma guerreira inigualável.
Pontos Positivos: Leitura dinâmica e fluída, tema fantástico medieval (para mim é um ponto positivo), bastante ação bem descrita, uma espada de cristal negro, linda arte de capa.
Pontos Negativos: É aqui que a porca torce o rabo. Basicamente achei o livro uma grande falha: Ele falha como livro juvenil por sua linguagem pomposa e cansativa, e falha como livro de fantasia sério, por suas raças e situações claramente infantis. O livro é adulto? É infantil? Pelo comportamento da protagonista eu diria pré-adolescente.
Muitas vezes a protagonista se encontra em situações absolutamente avulsas e desnecessárias. Normalmente isto daria verossimilhança para a trama, pois mostraria o que acontece de fato com pessoas que viajam muito e lutam em guerras, mas as situações são tão ridículas e absurdas que eu me perdia no livro com facilidade me perguntando qual era o sentido daquilo (hã? O que me interessa o casamento multi-racial do rei da terra da água?).
Sem falar nas choradeiras épicas da protagonista, porque se tem algo que ela faz mais do que girar sua espada de cristal negro é sofrer e reclamar de tudo. Isto quebrava o ritmo toda hora porque eram momentos mal colocados e adultos demais se o público alvo era infanto juvenil. Eu esperava muito mais de uma meio-elfa guerreira treinada a vida inteira e capaz de lançar magias de mago armada com uma espada artefato. A autora conseguiu banalizar o preconceito que todos sentiam pela protagonista fazendo-a espancar os preconceituosos sexistas/racistas.
O mundo também me pareceu um remendo grosseiro de outras coisas que já havia visto. Reinos com nomes de elementos como Terra do Vento, da Noite, da Àgua, do Mar, do Terreno Baldio (não me surpreenderia com um certo ninja da aldeia da folha correndo por ali), cavaleiros de dragões diretamente de Dragonlance e já chupinhado por Eragon(sem falar que achei Nihal muito parecida com Tanis Meio-Elfo as vezes e Senar com um Raistlin bonzinho) , raças se unindo para combater um tirano que era um grande mago antigamente. Os clichês não me incomodam normalmente, mas quando você usa uma coisa já muito visada, como os cavaleiros, ou muito tosca, como os nomes preguiçosos dos reinos, há algum grande problema com a criatividade da autora.
Ela gostaria de ser Tolkien, então não perde a chance de apresentar a raça, estrutura política ou organização que ela inventou (ou roubou de alguém, tanto faz). Livros de fantasia podem ser um saco quando você têm de ser apresentado toda hora à um novo mundo, pois o autor não quer narrar só o que está no caminho, mas o que está fora dele também, mesmo que não venha a contribuir em absolutamente nada com o enredo.
Conclusão: Esta foi a minha impressão do livro, espero que os livros seguintes tirem este gosto amargo da minha boca, pelo menos o próximo parece ser melhor, com o mago Senar como protagonista, porque se eu chegar no terceiro livro e ouvir que Nihal chorou baixinho a noite novamente eu vou até a Itália pra defenestrar aquela astrofísica medíocre e mostrar para ela que quem não tem talento com livros não deve se meter a fazer Best-sellers, pois existe sempre uma parcela da população tão ansiosa por livros de determinado tema que é conivente com as maiores abominações.
Se você quer se arriscar e ler o livro a responsabilidade é inteiramente sua. Se você já leu e quer defender, vá em frente, esta é a idéia da coluna. Se você quer destruir o livro tanto quanto eu, sinta-se em casa.
Veredicto: O livro está cheio de boas intenções com o cenário e os temas, mas isto não basta para torná-lo um bom livro. Eu jogo a autora da Rocha Tarpéia, mas só leio de novo este livro para o Podcast.
Tags: Autor, Crônicas do Mundo Emerso, Escritor, Fantasia, Infanto-juvenil, Magia, Medieval, Meio-Elfo, Nihal, Terra do Vento, Tirano














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No natal passado fui a livraria e vi uma série de capas bonitas…
Sim pode-se por em conta a arte gráfica. Ficou realmente bonita de se ter na prateleira, claro que digo da capa.
O livro é muito fácil de se ler, mesmo da tal posposidade narrativa (que estranhei).
Muito cliche o livro… é isso mesmo. Uma história legal para quem nao esta acostumado a ler esta vertente… Só nao pode pensar que todo mundo chora quietinho. Tem de passar a faca e nao ficar chorando no bosque escuro esperando um monte de fada lhe ajuda!!!!
Cutia,
Acho que você resumiu tudo muito bem ao considerar “uma história legal para quem não está acostumado a ler essa vertente”.
Foi mais ou menos isso que eu pensei quando terminei de ler porque o livro em sí não é ruim, apesar de a Nihal ser um pé no saco, mas foi quando eu percebi que talvez eu precise dar um intervalozinho nesse tipo de literatura porque em parte acho que não tem como fugir de alguns elementos e meio que já cansei do negócio de ter que passar o livro conhecendo um mundo novo, um vilão tirano novo, uma politica nova, uma sociedade nova, etc etc.
De certa forma acho que é uma boa leitura principalmente para o pessoal que gosta desse tipo de literatura mas ainda não tem idade para ler livros maiores e mais complexos.
Bem, eu discordo bastante do seu comentário. Na verdade achei o livro excelente (e sim, já li vários livros de fantasia na minha vida e sei que existem elementos bem clichés) e achei excelente justamente por mostrar esse lado humano, esse “chorar baixinho” que vocês tanto desprezaram. O que acho interessante em livros de fantasia é justamente esse lado de amadurecimento psicológico, ou seja, gente chorando, enfrentando medos, tentando se encontrar. “rodar a espada sem derramar lágrima” não tem graça alguma. Na verdade, esse tipo de livro é até muito pobre.
Achei um livro complexo sim, porque aborda temas adultos e bastante originais. Mostra uma heroína com defeitos e problemas sérios como ódio e gosto pela violência. Não é um livro apropriado pra idade? Ué, então qual é a idade do livro? As pessoas associam fantasia a crianças, mas não é verdade. Leia a Torra Negra e veja: fantasia, mas num nível de violência altíssimo. “Crônicas do Mundo Emerso” é um livro juvenil, não infato-juvenil.
Não achei que os dramas pessoais da personagem ofereceram problemas à narrativa, pelo contrário, acho que enriqueceu a história apresentando dramas muito verossímeis. Herói que só ganha e mata e não tá nem aí é totalmente sem noção. Achei as emoções da personagem muito bem desenvolvidas. Ela é uma personagem boa justamente por ser fraca.
E o que você quis dizer com nomes pouco criativos? Quer dizer, tem que inventar um Blinbablobuden pra ser um nome apropriado pra uma terra de fantasia??? Não entendi.
Enfim, essa é a minha opinião. Você abriu espaço, estou falando.
Oi Melissa, seu comentário é muito bem vindo, fique sempre à vontade para opinar o que quiser.
A questão do livro ser “humano” e de nós desprezarmos o “chorar baixinho” e o amadurecimentgo psicológico:
Quanto às choradeiras, eu não falo só do choro físico, mas a Autora se centra tanto na angústia da protagonista que parece que seus problemas são maiores do que de todo mundo ao seu redor, e o resto que enfrente Sauron… ops… o Tirano sozinho, porque apesar de suas habilidades ela está mais preocupada em se encontrar do que ajudar as Terras do Mundo Emerso. Eu acredito que Nihal seja emocionalmente fraca sim, pois ela só vê os interesses dela nas situações extremas, só o amor dela importa, só o ódio dela importa, só a vingança dela importa, só o sucesso dela importa. Se você ler qualquer livro sobre guerreiros que lutam em guerras (Bernard Cornwell, Conn Igulden, R.A. Savatore, Jan Guillou, Margaret Weis e etc) você vê que nenhum deles tem prazer em entrar em luta, eles têm prazer no que decorre dela, e todos eles lutam por uma causa maior do que amor/ódio pessoal. Histórias de amor/ódio são histórias de assassinato e romance, não de guerra, elas podem decorrer de situações de guerra, mas nunca serem um ponto catalisador da trama.
E apesar de tudo isso Nihal é incentivada, ensinada e presenteada por todo mundo, pois só desta forma aquela garotinha de uma raça em extinção é capaz de triunfar e parar de olhar para a ponta de seu próprio nariz, pois ela ganha uma espada poderosa e treino de seu pai, magia de sua tia, mais treino do maior dos cavaleiros de dragões, apoio e magia de Senar e treino, apoio e um dragão de seu mestre, e só assim a trama se move. O único que ousou antagonizar ela por sua posição de poder é uma caricatura ridícula, estúpida e incompetente dos outros cavaleiros. A personagem é a garota adolescente mimada da autora.
““rodar a espada sem derramar lágrima” não tem graça alguma. Na verdade, esse tipo de livro é até muito pobre.”- Opa, acho que você não entendeu do que eu não gostei. Nihal é emocional como só uma mulher pode ser e como só uma mulher poderia descrever, até aí tudo bem, mas a autora tentou trazer à baila o machismo que existe inerente aos mundos medievais, e o desprezo que eles sentem pelas mulheres, mas no entanto ela mesmo reforçou um estereótipo de mulheres desequilibradas, emocionalmente fracas e deveras inseguras com a figura da meio-elfa chorona. Rodar a espada sem lágrimas pode conter muita história por trás, mas como este livro não tinha nenhuma a autora só adicionou lágrimas.
É um livro complexo? Acredito seriamente que não. A mistura de temas juvenis com situações adultas de sexismo/violência/peloquedevolutar tornam o livro um amálgama bizarro, que não direciona suas intenções nem para um público, nem para outro, e nem para ambos(como provavelmente deveria ser). Eu reforcei antes, se o livro é juvenil, ainda têm elementos por demais infantis, e se é infantil, têm elementos muito juvenis. Conheço a coleção da Torre Negra, assim como Olhos do Dragão e o Talismã, que são todos livros de fantasia de Stephen King, e definitivamente não são infantis, e isso está bem definido. Eu definitivamente não considero fantasia uma coisa infantil (apesar de ser uma linguagem muito mais apelativa para crianças), e quase me sinto ofendido por você ter contrariado isso, e acredito que você não leu esta parte de minha crítica original com atenção. Mas eu não gosto de fantasia com elementos infantis demais, e a Garota da Terra do Vento é assim.
Dramas pessoais de personagens contribuem para narrativa sim. Mas A Garota da Terra do Vento se apresenta como um livro de fantasia que vai narrar a história da ultima sobrevivente de um raça lutando em uma guerra pela liberdade dos povos livres, mas no final usa isso como pano de fundo para dramas pessoais. Nihal não só é fraca(característica pouco indicada para últimos sobreviventes de raças) como é egocêntrica, insolente e arrogante. É normal personagens principais terem características negativas, mas as de Nihal se sobresaltam à todo momento, ela sempre toma as decisões erradas e depois chafurda na própria desgraça como se a culpa não fosse dela. Para mim ela se tornou um personagem majoritariamente antipático.
O que eu quis dizer com nomes pouco criativos? Você leu o nome do lugares no livro? Terra do Vento: uma planície sem fim em que venta muito. Terra do Mar: Uma terra litorânea à perder de vista. Terra da Noite: Uma terra que é sempre escura. Terra da Água: Um lugar cheio de rios. Sério? Vai dizer que você acha isso criativo? Ou você concorda comigo que a Srta Troísi escreveu o nome dos lugares nas lacunas deixadas no manuscrito original enquanto esperava o analista da editora?
Lugares fantasiosos não precisam de nomes amalucados, é só colocar um nome simples que não seja tão alto explicativo. O padrão de batismo de civilizações sempre segue a mesma receita: Nomes icônicos de líderes e lideranças, terras com nomes de povos, são poucos os nomes com explicações geograficas. A Inglaterra chama Terra da Ilha? A Itália chama Terra da Bota? O Brasil chama Terra da Floresta?
Você vive na Terra do Pão de Queijo? Eu vivo na Terra da Garoa. Vamos trocar?
Vou me intrometer um pouco no debate, já que não achei o livro tão bom quanto a Melissa achou, nem tão ruim quanto o Gustavo pintou.
Eu sou uma pessoa que adora profundidade psicologica de personagens, mas nesse ponto fico do lado do Gustavo: A Nihal é uma chorona egocentrica que enche o saco em boa parte do livro.
Meu critério de comparação é o Brumas de Avalon, que eu acho que se preocupa muito com o emocional dos personagens, mas sem torna-los chatos.
Nesse ponto, não acho que o problema seja a Nihal ser fraca ou forte, eu não me importaria com nenhum dos dois caminhos, meu problema é que, como personagens principal, ela não ganha a minha empatia em nenhum momento do livro e essa é justamente a questão: não achei todos os personagens do livro ruins, só ela. O caso é que, ela sendo a protagonista, ela era justamente a personagem da qual eu deveria gostar.
Livros de fantasia, a par de todos os cliches, tem um elemento em comum que eu acho muito importante: os protagonistas são herois, eles podem ter todos os problemas do mundo, eles podem ter uma profundidade emocional imensa mas eles devem ser pessoas que conseguem fazer a coisa certa no momento certo. Na hora em que “o bicho pega” eles tem que conseguir colocar seus problemas de lado e fazer o que deve ser feito. É ai, principalmente, que eu acho que a Nihal falha (e nesse sentido acho que o Gustavo explicou bem os problemas da personagem).
Quanto aos nomes dos lugares, admito que são meio estranhos, mas não me incomoda.
Se posso tomar a palavra…
O problema é todo o pré-conceito que o livro deixa transbordar. Logo de inicio vc acha que teremos uma heroína que sai batendo em todos, mas por ser menina-mulher abordaria de maneiras diferentes, mas acaba caindo num dilema. Derrepente ela começa a ter crises emocionais, que creio eu, não condizer com o enredo. Blz que é foda viver trancada e tal. Mas quem bate em meio mundo, lidera uma “gang de meninos”, monta um dragão e tenta rapa a canela da tia, não deveria fazer um drama pq sofre de “ninguém me entede”.
Acho que as combinações não casaram. Mas é claro, que, para tudo há um porem. Eu nunca quis ter uma heroína insegura de si. Mas se eu fosse assim como ela, “EU”, gostaria. Hj não consigo ler tão bem o Harry Potter quando ela dá chilique, mas na época “sabia” o que ele sentia.
Acho que é isso, tudo pode ser bom quando se encontra o publico, e esta ai a prova. Eu não recomendaria o livro, mas se vir a conhecer alguém parecido com ela sim.
Então, mais uma vez discordo. Eu acho que o grande bacana da Nihal como heroína é justamente o fato de ela ser egoísta. É algo diferente, algo que reverte o geral dos livros de fantasia. Por que todo herói de guerra tem que se preocupar com o bem maior? Por que o que vem depois é que motiva? (Sim, já li vários livros do Cornwell) Eu não vejo problemas em tentar reverter esse quadro. Sem contar que essa dialética menina-machona/garota-sentimental é bem interessante e não acho que em nenhum momento ficou discrepante com a história. Sem contar que não acho que a autora tentou de certa forma provar que meninas podiam fazer papéis de meninos e por isso fazer uma garota que bate em todo mundo, acho que ela é simplesmente criou uma garota, com dilemas de ser humano normal. O foco da trama não é salvar o mundo e sim o que acontece enquanto você tenta salvar o mundo, como você lida com isso dentro de você, seus demônios pessoais. E por que o último representante da raça tem que ser super incrível e altruísta? Eu não entendo, as pessoas reclamam do cliché do herói super master mas quando alguém quebra isso, todo mundo reclama.
Cutia: Bela observação, muito pertinente.
Oi Melissa, boa noite.
Pois então:
Você gostar das características dela como ficaram é indiscutível, isso é sua opinião e ponto final.
Mas meu questionamento em relação ao livro não é por ele não seguir uma receita geral de herói, que o tenta fazer como explicarei adiante, mas por ele apresentar uma heroína e desmenti-la categoricamente.
Em diversos momentos a autora cria situações para mostrar como a personagem principal é nobre e altiva, mas o acontecimento sempre é distorcido pela personalidade da personagem, como se a autora não tivesse controle sobre ela. A autora segue uma receita de criação de heróis chamada Jornada do Herói, uma cartilha inconsciente enterrada em nosso cérebro e presente em todas as histórias heróicas ao longo da trajetória da humanidade, sendo que todos os elementos estão presentes, mentor, negação, a sombra, o sacrifício, absolutamente tudo.
A Jornada do Herói sempre culmina da mesma forma, com uma vitória pelo preço de muito sacrifício e perseverança. Não li a saga inteira ainda, mas sei que vai acabar assim, se não o fosse, aí sim você teria sua tão desejada reversão de quadro.
Mas o que acontece é que Nihal sequer pode ser taxada como heroína, pois ela está em negação em todas as fases da jornada, sob o pretexto de ser “uma garota, com dilemas de um ser humano normal”, mas aida sim é empurrada pelas situações mais inverossímeis e acaba com todos com seu talento natural, que não fez nada para merecer, pois nasceu com uma aptidão conveniente para a história (isso está até me lembrando um certo menino bruxo que resolve problemas épicos caindo de bunda em cima deles).
Entenda: Nihal é o “herói super master” na cabeça da autora, o clichê está presente ainda. Ela vence todos sem suar, suas perdas são piores do que de todo mundo, e ela pode ser definida com não mais do que três adjetivos… como todos os “heróis super masters”. Mas ela é antipática, e não como o habitual anti-herói, mas sendo odiosa de verdade. A autora quer tranfomá-la em uma heroína normal, ou pelo menos é o que indica com as cenas que citei anteriormente em que tenta extrair nobreza e bondade de sua própria criação, mas até agora falhou miseravelmente, fazendo uma sombra rascunhada de uma heroína muito chata.
Já discorri sobre os defeitos mais do que ululantes da infame orelhas-pontudas, e sinceramente não sei como é possível alguém simpatizar com ela. Você deve ser uma pessoa muito, muito compreensiva e solidária, porque qualquer outra explicação fica aquém de minha compreenção humana.
E todos os questionamentos que você fez já foram respondidos por toda a saga de literatura fantástica já escrita pelo homem: Se você quer ser diferente, têm de haver um motivo. Se a autora queria fazer um romance diferente só por ser diferente deveria tentar escrever um sem usar nenhuma letra “a”.
Vou ler a continuação. Vou tentar ser realmente compreensivo com a personagem e encará-la como uma heroína diferente. Não sei quando será, mas farei isso.
Nihal vai ter mais uma chance… só mais uma.
Abraços.
Acho que o Gustavo explicou bem, o problema da Nihal é que ela não é um heroi, nem um anti-heroi, nem uma pessoa comum tentando fazer coisas extraordinárias. Ela não é um clichê, nem uma inovação ou, se for uma inovação, não é uma que faça sentido.
Não é que eu ache que um livro não possa quebrar os padrões, pode fazer isso sim, mas as coisas tem que se encaixar. Uma história de heroi é uma história de heroi, você pode até querer inovar fazendo uma história dessas sem o heroi, mas a impressão que fica é justamente que alguma coisa está faltando.
Eu repito a comparação que fiz antes: se estamos falando de uma história que mostra o que acontece enquanto o mundo está sendo salvo, Brumas de Avalon faz isso com primasia, é um livro que quebra os clichês (principalmente considerando que conta uma história classica) mas sem perder o sentido.
E ainda, mostrar os demonios pessoais dos herois não é nada inovador, isso é abordado de um milhão de maneiras diferentes em vários livros, mas eu insito: tem que fazer sentido. E mesmo na comparação que o Cutia fez, com o Harry Potter: no quinto livro ele está um pé no saco com as crises de adolescencia, e eu achei isso um saco mesmo quando li, mas mesmo não me identificando com o sentimento aquilo fazia sentido, era uma personalidade imaginável.
Mas, ainda assim, eu gostei do livro, o problema é que foi apesar da Nihal, e não por causa dela.
Você já assistiu um filme com uma história boa ou razoável, mas teve a impressão que de que escalaram o ator errado para a personagem principal? É esse o gosto que ficou depois de ler a garota da terra do vento: tudo aquilo poderia ter sido bem melhor com outro protagonista, ela podia até estar lá de coadjuvante, mas pro papel principal acho que a Nihal deixa muito a desejar.
Conheço muito bem o livro do Christopher Vogler, “Jornada do Herói”, que é uma aplicação dos arquétipos de Jung a scrpits de Hollywood. Eu acho que é um fórmula como qualquer outra, mas que deve ser analisada com cuidado pois tende ao extremismo (como a maioria das fórmulas de “como escrever”).
O fato de eu ter gostado do livro não tem nada a ver com a minha personalidade, mas sim com o fato de que a história me convenceu. Eu entendo, de verdade, os argumentos que vocês colocaram, mas ainda assim discordo com eles pelos motivos que ja apresentei. Caímos agora na boa e velha frase “gosto não se discute”. De qualquer forma, achei uma discussão super interessante e acho que qualquer discussão é sempre proveitosa.
Brumas de Avalon quebra os clichés? hum não tenho tanta certeza. Mas enfim, a disussão aqui é sobre outro livro.
Bem, não estou aqui pra defender a personagem, já que ela não é nem de longe minha favorita, mas já li a trilogia Crônicas do Mundo Emerso toda e COM CERTEZA melhora a partir do segundo livro. Por quê? Primeiro porque não é apenas a Nihal a personagem central – até rimou -, também há o ponto de vista da viagem do Senar – que são as melhores partes do livro, já que o Senar é um personagem mais maduro que a Nihal. Segundo porque os personagens evoluem. Apesar de no início continuar com aquela ansiedade por matança e o egoísmo, depois que conhece Ido – que irá treinar Nihal para se tornar Cavaleiro de Dragão /alertaBromEragon – ela começa a ver as coisas com mais clareza, se tornando menos insuportável pouco a pouco.
Não, ela não virará aquela personagem que você adora, mas no segundo e terceiro livros ganhará seu respeito por ter assumido seus erros e pensar antes de agir. Desde já digo que sei que tem clichês aí – mas a história do Tirano é beeem diferente do que se pensava e creio que não seja nem como a do Sauron e nem com a do Galbatorix -, mas a leitura é divertida, e tem algumas situações que a partir do segundo livro que começam a ficar mais interessantes. Sem falar que esse tipo de história, épicas, com elfos e dragões, cavaleiros, não são mais originais desde que Tolkien escreveu Senhor dos Anéis – God Bless Him \o/
Enfim, recomendo que leia os outros 2 porque a história evolui muito – e a tradução tirou o ‘ar pomposo’ a partir do segundo. Não tem mais aqueles “vós”, “perdestes” etc.
Acho que é só ^^
Nossa.. Fui procurar notícias sobre a terceira trilogia do Mundo Emerso, depois de passar a manhã inteira chorando com o final do segundo livro da 2ª trilogia e vejo esse ataque desenfreado contra a autora, a protagonista e a criativadade da primeira.. Criuzes! Sinceramente, julgar a autora tendo lido apenas o primeiro livro é algo bastante infantil.
Se alguém chegou a ler a coleção do Percy Jackson por exemplo, sem sombra de dúvidas deve ter reparado como o autor escreve mal, assim mal mesmo. É ruim de ler, dói a cada momento em que ele não consegue estabelecer a tensão necessária e tal. Mas no terceiro livro da série até que dá uma melhorada e no último tá quase bom, com alguns momentos em que chega a surpreender. Enfim.. Comparação barata, Percy e Nihal não têm nada em comum, mas é só pra dizer: não vale a pena esse alvoroço todo se não conhece o que a autora quer passar.
Acho que Nihal não é mesmo a melhor protagonista do mundo (Emerso ou não) e que o personagem Senar é zilhões de vezes mais simpático, heróico e todas essas coisas que se esperam de heróis. Só que a história é uma trilogia. Tem começo, meio e fim, muito bem definidos pelos três livros.
Ler o começo da história e se dar por satisfeito, achando que conhece a tudo e a todos dentro da criação, é uma atitude bem pobre. A Garota da Terra do Vento apresenta ao leitor o Mundo Emerso, seus povos, as desavenças e seu grupo de personagens que vão tentar fazer a diferença daquela vez. Nihal é uma delas. Não dá pra dizer do tipo “pô, coitada, errar é humano” porque ela não é exatamente humana. Mas é justamente a fase em que mostra que ela é arrogante e petulante a ponto de achar que dá conta de tudo, que é capaz de peitar o Tirano na boa e nem suar ou chorar.
Mas aos poucos vai descobrindo que não é bem assim, tem várias crises existenciais e sofre porque não sabe direito de onde vem e pra onde vai, mas, quando o leitor não fica pensando tipo “ih, copiou isso do Eragon.. olha lá o SDA disfarçado.. aquele nome é ruim que dói..” consegue acompanhar o crescimento de todos os personagens. Todos. Não tem um dos principais que começa de um jeito e termina exatamente igual. Todos eles mudam de alguma forma. Crescem, evoluem, sei lá, alguns regridem nas idéias.
Isso que a maioria reclamou aqui sobre ela, egoísmo, choro descabido, drama do coitadinho de mim e blábláblá, é justamente o que o Ido faz de tudo pra ela mudar. Não adianta só querer matar porque gosta de matar e aí achar que tá tudo bem, todo mundo tem que sofrer pq os semi-elfos morreram e pah. Ela aprende a dar valor ao que tem, encontra um sentido pra lutar, busca seus verdadeiros valores. Bom, ela muda bastante. Todos mudam, até Ido aprende alguma coisa com ela.
E acho que a Licia Troisi é uma excelente escritora. Não retrata somente o ponto de vista da protagonista, mas do grupo em volta dela. “hã? O que me interessa o casamento multi-racial do rei da terra da água?” Se não viu importância agora, vai ver mais pra frente. Na segunda trilogia então, vai ver como foi importante introduzir esses detalhes.
Pra quem ainda tiver paciência, ainda aconselho ler a segunda trilogia “As Guerras do Mundo Emerso”. Mudam-se os personagens (com muitas semelhanças entre si, fato, mas ao mesmo tempo completamente diferentes), mas alguns antigos personagens reaparecem – para a felicidade geral dos (pelo visto poucos) fãs – e se segue uma nova jornada pelo Mundo Emerso. Sei que na Itália já está na terceira trilogia, mas aqui, por enquanto, só tem até o 2º livro da 2ª trilogia, e tou adorando até agora.
Duh,
Deixando a discussão sobre a Nihal a parte, porque acho que isso no fim é uma quesão de opinião, não acho que seja errado julgar o autor pelo primeiro livro de uma série não.
Acho que essa mania de séries está deixando as pessoas um pouco confusas quanto a uma coisa: um livro é um livro. Se você não quer dividir a sua história, escreva-a num livro só.
Para mim há basicamente dois motivos para os livros serem dividos em volumes: quando a história toda é grande demais para um volume único (como é o caso do senhor dos anéis) ou quando a história, embora única, é dividida em sub histórias, com começo meio e fim (como é o caso do Harry Potter, do Desventuras em Série, da série O Aprendiz e, incusive, da série do Percy Jackson, entre outras). Não estou muito certa que as Cronicas do Mundo Emerso estejam em uma dessas hipóteses.
A questão é que, seja qual for o motivo, quando um autor decide dividir seus livros em volume ele está COM TODA CERTEZA se submetendo a ser julgado pelos pedaços da obra. E se não quanto à trama, que pode ser julgada individualmente ou no todo (ja falamos um pouco sobre isso nos podcasts), ao menos quanto à escrita, porque um bom autor deveria, ao menos, ser consistente, e se autor se perde nos dois primeiros volumes para se encontrar só no terceiro, me desculpe, mas você deve admitir que em alguma coisa ele está errando.
Ademais, quanto a eventuais mudanças na trama, importante destacar: não é isso que o Gustavo estava julgando nessa review, mas apenas (e unicamente) o primeiro livro. E por mais que a Nihal melhore (ou não) nos próximos livros, isso não muda o fato de que ela, SIM, extremamente chata nesse primeiro livro. E série ou não série, os livros podem até ter um julgamento geral, mas também podem, e devem ser julgados individualmente. Já que estamos usando exemplos, eu cito um: li a série “Fronteiras do Universo” inteira e acho o primeiro livro muito bom, o segundo, mediano e o terceiro, aceitável; não importa como a história se encaixa, o autor dividiu em tres partes e eu não sou obrigada a gostar igualmente das tres.
Enfim, tudo isso para dizer que eu acho a avaliação parcial valida sim, ainda que a história mude, melhore, evolua nos próximos volumes, e se a autora não quisesse ser julgada individualmente, que lançasse a série num volume só.
Ah, outra coisa, apesar de esse não ser o foco da discução: discordo completamente da sua opinião sobre o Rick Riordan e a série do Percy Jackson, não acho nem um pouco que o autor escreva mal, ele tem sim, um estilo mais infantil em alguns pontos, mas acho que a escrita é consistente ao longo da série e que ele conseguiu fazer um livro criativo, cativante e que não cansa o leitor. Para mim, mesmo comparando com base em primeiros livros, é, de longe, BEM melhor que a Licia Trisi. Mas opinião é opinião, cada um tem a sua.
Tava procurando criticas sobre a série, e, com debates assim tão inflamados, bateu a curiosidade. Vou comprar! ;D
Olha, entendo os argumentos do Gustavo, mas ele está julgando não pelo o que a autoria queria escrever, mas pelo que ele queria que ele escrevesse e acha que é como deve ser.
Esses detalhes de “personagem egoísta”, foi algo que me agradou e muito. E daí ser egoísta? Tem problema? Aposto que nessas guerras está cheio de guerreiro altruísta que no íntimo só quer glórias. Mas de qualquer forma, essa história de que ela deveria se importar mais com os outros, é algo que está no próprio livro.
Vamos lembrar o detalhes muito importante de que é um primeiro livro que transparece essa fala de experiência. A evolução do primeiro ao último capítulo é absurda.
O livro todo é meio uma crítica a esse herói suicida e altruísta. No final a Nihal meio que chega em um equilíbrio entre a vingança e o bem comum. Afinal, o que é aquele último capítulo em que ela justamente entende e aceita isso!?
Tinha horas na série que eu também gostaria de ver mais do mundo, mas pessoalmente estava gostado dessa forma de se concentrar nos protagonistas. Afinal, é a história dos personagens não do mundo.
Gostaria de uma opinião: em certo momento do Gustava diz que a Melissa deve ser uma pessoa “muito compreensiva e solidária”.
hum… o herói tem de ser alguém carismático? Não pode ser alguém filho da puta e desprezível? Afinal, existem tantos vilões filhos da puta desprezíveis que amamos.
Bom, é meio isso que define um anti-herói ;D
Olá pessoal, vamos a resposta(apesar de parecer que ninguem lê):
Duh: Acho que a Dani já respondeu bem à você, mas eu tenho que apresentar minha opinião quanto ao Rick Riordan. Acho ele muito superior em ritmo, linguajar e história do que a Licia, ouça o podcast do Ladrão de Raios e veja nossa opinião minunciosa dele.
Panina Marina e Diio: Talvez você esteja certa em parte, eu estivesse esperando que ela escrevesse de uma maneira mas ela escreveu de outra. Eu realmente esperava que o primeiro livro fosse bem escrito, por ser o começo de uma série, e começos são importantes. Egoísta foi só uma das coisas que chamei Nihal. Meu problema é a trama ter de pegar no tranco, com gente empurrando ela de um lado para o outro em situações absurdas complementadas pela bipolaridade da protagonista.
Anti Heróis não são pessoas que são “filhos da puta desprezíveis” como foi dado a entender. Ati heróis são por definição: Heróis(que realizam atos benignos) apesar da improbabilidade, imcapacidade ou falta de vontade de serem heróis, quem leu o primeiro livro sabe que Nihal tem todas as caracteristicas.
Capacidade: Ela é uma máquina de guerra armada com uma espada artefato e magia, e logo tem um dragão, acho que a capacidade dela é inquestionavel.
Probabilidade: Ela é a ultima sobrevivente de uma raça caçada pelo vilão do livro, acolhida pelos mais competentes opositores desse vilão.
Vontade: Ela é movida parte por vingança e parte por amor aos que restam.
Nihal não é anti-herói.
E eu tambem gosto de vilões cruéis e pscóticos, mas o motivo de eu gostar deles não são seus defeitos, deixe-me exemplificar:
Darth Vader: Assassino, arrogante, poderoso alem dos limites da compreensão
Coringa:Psicótico, não comete atos maus por motivo algum que não seja o puro e simples caos.
Guillaume Senhor do Inferno: Frio, calculista, habilidoso. Nada pode ficar em seu caminho.
Nihal: Atipática, preguiçosa, por vezes covarde, você consegue ver algum vilão legal com estas características?
Obrigado pelos cometários, vocês fazem meu dia.
Abraços.
Bom, eu acho que esta discussão trouxe coisas a mais, mas que, interina, resume-se a: Gosto.
Tudo rola, e tendo apenas o primeiro livro como parâmetro, em torno de Nihal. E “EU” não gostei da personagem, e nem de outros. Não tive tempo de gostar… Comparando a Eragon que tbm só li o primeiro. Faltou uma personagem ou fato que me amarrasse na estória (Salve ,no Eragon, o gato que virava menino, mas ele não era “legal” o suficiente. E neste caso nem o dragão é tão bom assim… “PARA MIM”).
Na verdade a Nihal, acho eu, se encaixa numa heroína trágica. Porem mal trabalhada, se encaixa, mas tem muito a se formar. Ela vai sendo empurrada, o que deforma a característica, como se sua motivação não fosse o suficiente, como se não fosse se mondando com a estória, mas sim pela vontade das personagens contida na estória.
É claro que julgando o primeiro livro. E sabe aquela coisa de “a primeira impressão é a que conta”… Então… Sim, nossas opiniões mudam. (Mas é foda ter de gastar uma graninha com isso, RS)
Olá à todos
Acho que o livro é muito exagerado para ser juvenil, e a história é muito ruim para adultos.
Quanto aos nomes não há comentário.Terra da água é uma terra com rios. Ela não pensou para botar os nomes.
Acredito também que ela pegou vários livros como o Senhor dos Anéis e misturou;
Fâmin:Orc – SdA
Último de uma raça:Dunedain – SdA
Cavaleiro de Dragão:Eragon
Ela usou outros livros no dela.
O livro do Percy Jackson é melhor, nem se compara(mas é opinião aí).
Se ela não parasse de conferir pontos ruins à Nihal, ela viraria o malvado que luta do lado do bem, e não me impressionaria se virasse, após o fim da guerra, uma tirana pelo seu jeito egocêntrico. Tudo bem ela dar umas choradinhas quando alguem morre, tipo o pai, mas cada vez que algo errado acontece é exagero da autora. Sem falar também na parte da Nihal preconceituosa.
Pelo menos esta é minha opinião e críticas ajudam.
Desculpem os erros de português =]
1º Quanto a julgar um altor por apenas um livro, eu acho errado, por exemplo: Stephen King, escreve livros em todo o espectro entre um dos melhores livros que eu ja li e um dos piores livros que eu ja li, e se o primeiro livro que eu li dele tivesse sido Olhos do Dragão, pocivelmente eu não leria outro.
2º A altora do livro em questão é uma ASTROFISICA, é esperar demais que o primeiro livro dela fosse perfeito.
3º Toda ideia se baseia em ideias pre-existentes seja copia ou oposição, não ha nem uma historia que não pegue um ao menos um pouco de outras historias, lendas, mitos…
4º A ideia do heroi bom é proveniente do cristianismo, Heracles (no latim Hercules) em seus trabalhos roubou uma deusa, Aquiles na gerra de Troia buscava apenas a gloria pessoal.
O maior problema dos três livros, é que sempre vejo outros personagens na minha cabeça, Ninhal é um Eragon mal feito, Livon é Garrow, Ido não passa de Gimli mal descrito, e para quem não leu o terceiro, não vou contar o que se passa, mas garanto que Frodo e Sam aparecem também!
Não vou dizer aqui que se tratam de livros-lixos, mas considerando a quantidade de “influências” absorvidas pelos livros, não os considero dignos de recomendação.
Já vi livros feitos por fãs de Harry Potter, ou de Eragon mais originais do que os dessa astrofísica que teoricamente retirou o Mundo Emerso da sua cabeça.
Existem ainda algumas falhas de cronologia e logística, que não perdi muito tempo relendo para verificar os pontos, mas ir da Terra do Calor pra Terra da Chuva nas mesma condições leva o tempo inversamente proporcional a necessidade de se chegar lá! Teve uma parte onde li “era a primeira vez que Nihal chorava desde a morte de Livon”, não resisti a dar uma boa gargalhada! A mulher chora mais do que balança a espada de dragão dela que inevitavelmente me lembra ZAroc.
Critiquei, reclamei, mas não me arrependo da leitura, afinal Tolkien é ótimo, J.K é boa, Paolini não é ruim… Só não gostei de ter comprado e financiado um plágio.
Bem, li a crítica e por mais velha que fosse eu não pude deixar de comentar.
Por mais que a autora de Mundo Emerso seja realmente uma novata, vocês tem que admitir que ela realmente evoluiu durante a história. O primeiro capítulo e o último são completamente diferentes, a diferença no modo da escrita como na maturidade, enfim, ela amadureceu a escrita de um modo certamente impressionante para uma Astrofísica. (Sim, o povo de exatas também tem imaginação!)
Quanto a escrita pomposa do primeiro livro tem desculpa sim. Afinal, ela é italiana e é assim que os italianos, não influenciados pelos verbos auxiliares amplamente utilizados no inglês, falam. O tradutor simplesmente traduziu tudo aquilo ao pé da letra. Nas continuações eles decidiram facilitar a leitura, tá. Eu sinceramente adorei o modo como as falas foram traduzidas, por que não é por que nós falamos de um jeito que a pessoa NECESSITA escrever desse modo também, certamente ao escrever esses comentários, todos suprimiram vícios de linguagem, ignoraram redundâncias, e excluíram gírias e etc. Até ao lermos livros feitos por gaúchos não lemos um “Tchê!” a todo instante. Até por que ao lermos os livros com mundos diferentes de fantasia e etc, imaginamos como se fosse realmente a terra média onde as pessoas ainda falavam do modo como a língua portuguesa foi criada. (Ou só eu imagino isso…)
Quanto a Nihal, ela também apresentou um contra-ponto para o herói comum dos livros. Até parece que alguém vai se enfiar em uma guerra apenas por que sentir mal com o que está havendo com o mundo e quer mudar isso com as próprias mãos por puro altruísmo e pelo “bem da humanidade” se a pessoa em questão é uma pré-adolescente problemática, metida a ‘herói pela glória’ que mal consegue se controlar ao ficar sozinha pela primeira vez em uma simples floresta… E sendo tudo isso, é claro que Nihal vai ter sim que ser jogada pra lá e pra cá pelos outros personagens, até se dar conta de tudo o que está em jogo. E no fim, ela não entra na guerra pelo simples bem da humanidade ou por um simples altruísmo, ela entra na guerra por que ela viu o que ela ainda tem, e o que ela ainda pode perder por conta disso.
Ela é uma pré-adolescente nesta fase da história, e os leitores estão cobrando atitudes de um senhor sábio de 50 anos? Óbvio que ela vai choramingar, olha quanta pressão tem nas costas, sem um lugar para chamar de “lar”, sem as pessoas de que costumava chamar de ‘família’ e ‘amigos’, uma quase obrigação por vingança e para lutar na guerra, enfim… Eu choraria. (E como todo adolescente que se preze, ela acha que o mundo gira em volta do próprio umbigo).
EU gostei mais por que eu quase não vi esse esteriótipo de “eu não tenho nada a ver com a guerra, mas por motivos de principios fortes que eu tenho, não posso deixar ela continuar e isso quer dizer que eu não quero nenhuma glória, nenhum conhecido meu morreu por conta dela e nem vai morrer, não tenho contas a acertar com ninguém, o vilão não é o meu pai(etc, etc, etc)”. Sempre tem segundas intenções se você se alista em uma guerra, sabendo você ou não. Ela ainda quer descobrir um motivo que realmente valha a pena lutar. Se um personagem é assim, a perfeita encarnação do herói, ele(a) me parece vazio demais, sem uma profundidade, sem parecer ser humano.
Não me recordo onde li, e nem tenho certeza se é verdade, mas aparentemente, a autora fez o primeiro livro do Mundo Emerso ANTES do Paolini com o seu Eragon, então esse ‘plágio’ seria impossível. Exigir que ela escrevesse uma obra-prima na primeira tentativa já é exigir demais em um mundo onde 99,99% das coisas produzidas atualmente ou são remakes ou são amplamente ou levemente plagiadas de outra pessoa. Depois de Tolkien, é realmente difícil invocar alguma outra obra-prima e etc. Exceto “Entrevista com o Vampiro”, mas esse nem é do mesmo tipo de livro.
Enfim, defendi. Agora eu também quero pisar.
Sim, ela realmente precisa de criatividade e imaginação para nomes, mas sempre que eu leio SDA eu me perco nos nomes de “Giocondus, filho de Giocon e Dussnia, neto de Gioconterus e Illianna, descendente de Gion, o Gordo, das terras de Illanathus, próximo de Illianuthis, á esquerda de Illuathunis, se você chegar á Illuthuanus, você virou demais.” Tolkien pode ter ganhado um prêmio por ter criado mais de 500 nomes próprios no livro e não ter repetido nenhum e nem ter se enrolado neles, mas poderia mesmo dar uma diversificada.
A Lícia fez o extremo oposto, simplificou tudo, até agora eu acho que em cada país tem uma ou duas cidades no máximo e no resto só é floresta e deserto(ou rio). E também teve uma fonte duvidosa para os nomes, sempre que eu falo Nihal, eu me lembro do “oi” Chinês que é igualzinho(Ou era o “bom dia” chinês?).
Teve um desenvolvimento um tanto lento dos personagens, que em tempos de guerra, normalmente amadurecem anos em alguns meses e isso não acontece.
Teve muitas coisas estranhas que acontecem durante a história e não vingam mais pra frente, pontas soltas e etc, mas isso é só pra quem leu a trilogia e percebeu que… Melhor não contar.
Enfim, gostei sim. Tenho mais a defender do que para criticar, esse livro não é perfeito, mas certamente eu não me arrependo de ter lido. O que pra mim pode ter sido bom, para outros foi um revéz, mas ai é questão de gosto, e gosto (como política, religião e futebol) não se discute. (E vem falar isso depois do texto que escreveu…)
Bruna:
Quanto às críticas já me manifestei o bastante.
Quanto à ela ter escrito o 1º livro antes de Eragon:
As pessoas podem escrever o que quiserem, a autora também pode alegar o que quiser, que não será verdade comprovada só por isso. O primeiro livro do Eragon foi editado três anos antes da Garota da Terra do Vento, ele atingiu fama em escala mundial muito antes da edição do livro dela, e isso é fato documentado(não que o Eragon seja bom).
/não vou fazer um comentário muito grande, sono ‘-’
Gustavo, eu antes de faze ruma critica ao livro, principalmente à esse livro, leria ele todo, por que ? Por exemplo : “(hã? O que me interessa o casamento multi-racial do rei da terra da água?).” >> Interessa MUITA coisa, você não sabe ainda e eu não vou fazer spoiler aqui, mas é um ponto importante sobre o Tirano e o que ele quer fazer.
E não achei o livro infantil nem adulto, se fosse assim Crepusculo seria um livro adulto e infantil também, por exemplo. Mistura sentimentos difíceis com vampiros e lobisomens.
Outra coisa que achei infortuna foi comparar esse livro com outros (como Eragon), tanto por que é quase um erro comparar livros desse genero quanto por que nem todas as histórias com cavaleiros de dragões são plagios de Eragon ‘-’
Por que não comparar esse tipo de genero ? Por que é possivel fazer uma teia gigante falando que um livro copiou o outro, que copiou o outro e assim vai …
Mas voltando ao livro, achei a melhor característica dele o suspense, fiquei bastante preso a hist, isso é bom para quem não gosta muito de ler…
Em fim, não é um livro perfeito, é claro, mas não é um livro ruim como você pintou…
As duas trilogias do Mundo Emerso são livros juvenis, chamaria de literatura Fast-food, rápida e sem nenhum nutriente, mas não é deste tipo de literatura que vivemos atualmente? Com Harry Potter´s, Olimpianos, Eragons, Diários de Vampiro, etc. Para mim, a trilogia Mundo Emerso segue essa tendência.
Nem vou falar o que penso a respeito da Jornada do Herói… leiam Vellum/ Ink de Hal Duncan.
caindo de paraquedas no meio dessa discussão!
Se eu quisesse profundidade e conteudo intelectual
paulificante eu leria ulisses, otelo essas coisas
quando leio fantasia quero dragoes, fadas, castelos
etc… etc .. etc
Gostei desse livro achei bastante divertido me rendeu umas boas horas de distração e nem precisei usar meu celebro, ele ficou la guardadinho descansando.
Como diria Renato Russo ” quais são as palavras que nunca são ditas” pouco importa os cliches o que realmente interessa é se o livro é legal ou não, avatar é um cliche ambulante e é divertido Ja os filmes de hithcock são cultuados e reverenciados e eu acho um saco
nao consigo ver nem dez minutos…
o que eu quero dizer com essa maluquisse toda é que nem todo mundo vive de brocolis, hamburgue de vez em quando é legal…
e um parabens para o pessoal desse site,
são munto bons no que fazem!
“os filmes de hithcock são cultuados e reverenciados e eu acho um saco“, vixe,,, isso depõe contra vc!!!
Pessoas, eu amei o livro!! É muito gracinha, raso e ótimo para passar o tempo! Acabei de sair de um mestrado em literatura russa então esse livro era tudo o que eu precisava depois de mergulhar fundo na obra de um escritor russo (realmente denso). Por isso eu recomendo para as pessoas que querem, como disse o colega acima, “descansar o cérebro”. Boa leitura para os que vão terminar de ler a trilogia. Tenham uma caixinha de lenços de papel por perto porque a choradeira da Nihal só tende a crescer!
achei o livro maravilhoso…achei diferente do proprio genero…só tenho a dizer parabéns para a autora…muito bom mesmo
Eu não gostei do livro, tanto que comprei o restante das trilogia a mais de seis meses e nem cogitei ler.
Nem sempre quando leio um livro tenho vontade de continuar a séria/trilogia, mas em alguns casos depois de um tempo fico pensando que deveria ter continuado, como é o caso da trilogia de Shadowrun que um dia pretendo reler o primeiro livro e continuar, mas esse eu não tenho vontade hoje e provavelmente não terei nunca, pois a história não é grande coisa, e nunca vi um personagem principal tão chato e mal construido.
Mas concordo com o Cotia, é uma questão de gosto mesmo, eu não gostei, mas alguns gostaram.
Achei muito errado sua critica , o livro é otimo , no começo quando meu pai comprou não queria ler , mais agora amei, estou lendo o livro 2 . tenho os 3 que são as cronicas , e tenho 2 das guerras . Até meu pai gostou .
Comecei a ler o livro por recomendação de zilhares de pessoas. Procurei pelo livro na net e achei a informação de que a autora era uma heroína nacional de livros de fantasia.
Logos nas primeiras páginas me decepcionei. Foi exatamente a mesma coisa que aconteceu quando comecei a ler Crepúsculo, depois de todo o forfé que fizeram de elogios. A estória é meio rasa, na maior parte do livro. Apesar de a autora querer desenvolver o psicológico das personagens, ela peca muito nas descrições e na cronologia da trama.
Se tem uma coisa que eu ODEIO, em qualquer gênero literário, são os constantes pulos no tempo. Dois anos depois, cinco anos depois, dez anos depois, mil anos depois, e em cada fase conta-se um tequinho da estória, sem ter muito desenvolvimento do tema, em nenhuma parte.
Fora que : ” a mocinha chorou”, “a mocinha isso” “a mocinha aquilo” “a mocinha blá lá blá”, esse tipo de vicio me irrita muitoooo, porque não consigo prestar atenção no resto.
Enfim, parece que o segundo livro está melhor, vou ver se consigo aguentar, quem sabe, a autora não melhorou??
Acho que meu coementário também foi maligno, muahmuahmuah…
Então, comprei a coleção há algum tempo, e fui ler todo feliz e achei… fraco. Os livros tem uma cronologia tão… estranha. Parece que os fatos se atropelam e você realmente não sabe como as coisas aconteceram xD Tem o casal protagonista – como em quase todo livro do tipo – só que dessa vez eu não consegui sentir a minima vontade de vê-los juntos. Enfim, trama raza. Não sou bom resenhando, mas o que sei é que graças a Deus tem o skoob para eu trocar livros. Troquei todos, nunca li tudo. Por que né… vale o empenho, não.