Senhor dos Anéis, desprezado em seu tempo.

Escrito por: | em 27/07/2010 | Adicionar Comentário |

Hoje qualquer um conhece a série joalheira escrita por J.R.R. Tolkien que moveu todo o mundo cinematográfico nerd durante três anos, e para quem eventualmente não conheça, deixe-me atualizá-lo:

Senhor dos Anéis é uma história que poderia ser definida como uma batalha da moda: Um bando de indivíduos de raças extremamente diferentes põe de lado seu racismo mútuo e fumam muita erva enquanto discutem itens de joalheria, aí temos nove anéis pra lá, sete anéis pra cá, três anéis pros elfos e um pra todos dominar. E Gandalf o Multicolorido têm muita influência na opinião geral que consente em queimar o infame anel do pequeno Hobbit.

Meu anel?!

Hoje em dia os livros são considerados uma obra-prima da literatura anglo-saxã, e no Reino Unido só perdem em vendas para a Bíblia (outro livro com histórias que geram discussões até hoje, mas um pouco mais sangrentas). Mas agora vêm o soco no seu rosto: O Senhor dos Anéis foi  odiado em seu tempo.

No ano de seu lançamento, a trilogia épica do Professor Tolkien recebeu resenhas negativas de todos os críticos importantes da época. O New York Times chegou a falar que seu estilo de escrita era “Pretencioso” e “A Morte da Própria Literatura”. Isaac Asimov não gostou dos livros e deixou sua opinião bastante pública(talvez faltassem robôs e profissões relacionadas à robôs nos livros de Tolkien). Queria ver a cara destes críticos hoje… pensando bem eu não sou muito fã de invadir cemitérios e violar tumbas, então vou deixar passar.

Fato é que: O Senhor dos Anéis se tornou um sucesso nos anos 60, impulsionado pelo movimento hippie que via nele um épico naturalista, alegorias políticas e um exemplo de que fumar muita erva vai te tornar um mago. O gosto se espalhou rapidamente, e muitos estudantes universitários que tinham muito em comum com hippies(digamos que eles compartilhavam “cachimbos”) devoraram os livros(um fenômeno decorrente da Larica) e os levaram para dentro do mundo acadêmico, o que é irônico uma vez que Tolkien era um grande acadêmico e a reação inicial do mundo acadêmico foi usar seus livros como combustível de lareira.

Então o livro gerou uma geração de fãs enlouquecidos, que se renovaram com tenacidade ao longo do tempo, como uma nova fileira de dentes na boca de um tubarão.

E Led Zeppelin nunca escreveu uma música sobre Darth Vader seus Nerds perdedores.

Agora se você cruzar com um hippie não esqueça de agradecê-lo por sua contribuição com a literatura mundial, ou os livros nunca teriam chegado ao Brasil ou qualquer País dominado por onças, macacos e jacarés.

Leiam com vontade.




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Gustavo Domingues

Escritor relapso.Gosta de jogar video game, ouvir rock, ler um bom livro, jogar RPG e têm hobbies demais para listar. Já lutou boxe e está retornando para seus treinos ninja. Ocupação: Lutando contra super heróis com o poder da DANÇA!

10 Comentários sobre Senhor dos Anéis, desprezado em seu tempo.

  1. Cutia

    Só não sabia que ele foi ‘ridicularizado’ por Asimov.
    Mas apenas um detalhe, ele sempre disse que não havia alegoria politica nehuma na historia. E que o inicio, se nao me engano o enredo que veio aser o Sr. Dos Anéis, veio durante uma campanha na segunda guerra mundial (?), onde Tolkien esteve ferido e estava instalado na infermaria ou algo do genero.
    E que, tbm, foi engraçado o fato de que os alunos levaram o livro a academia, pois se fosse pela vontades de seus alunos isso não aconteceria, pois os memos diziam que o velhote era um verdadeiro Velhaco, e dos melhores.

  2. Gustavo Domingues

    Oi Cutia.
    É verdade o que você falou, Tolkien sempre odiou histórias alegóricas e falou que as suas não representavam nada. E relamente, a história veio quando Tolkien estava internado em um hospital de campanha com febre das trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial, seu filho lutou na segunda.
    Não sabia que os alunos dele o odiavam, isso é bem interessante.

  3. Tiago Malta

    Que texto bobo, baixaram o nivel, principalmente no segundo paragrafo

  4. Thais Priolli

    Gostei bastante do texto, bem engraçado.
    Thiago, acredito que a intenção do texto foi ser bem humorado, divertido e ao mesmo tempo informativo.
    Igual aos podcasts.

  5. Tiago Malta

    eca

  6. Gustavo Domingues

    Então Tiago…
    Não entendi sua crítica, sendo que o texto é sabidamente uma piada eu acho que você poderia esperar tanta seriedade quanto nos meus comentários do podcast, sendo que se eu trouxe alguma informação que você já conhecia ou não escrevi no nível de erudição devidamente esperado só posso lamentar.
    Entenda que não estou repudiando sua opinião(que é uma questão puramente ligada ao gosto), mas gostaria que você exercitasse sua crítica e elaborasse o que você não gostou. Não estou aqui para agradar a todos mas isso não significa que não posso tentar.
    Você achou o post ofensivo?Pouco informativo? Não é engraçado o bastante?
    Entenda que estou respondendo para não tornar meus artigos lacônicos.
    Abraços.

  7. Tiago Malta

    Gustavo, também não foi meu intuito menospresar sua postagem, não da para agradar sempre (concordo), mas o Grifo é um dos poucos blogs que eu entro regularmente (pois gosto do podcast e dos textos daqui pa aralho), eu tenho que falar quando gosto ou não de um texto, simplesmente não gostei.
    Na primeira vez que li pensei que era um trote de alguem, que conseguiu a sua senha rsrs

    O post não foi ofensivo…
    E nem pouco informativo
    realmente achei sem graça, piadas sobre erva ja saturaram desde a epoca de cheech & chong´s. fica chateado comigo não. Ok?

    Obs: desculpe o dislexes
    Obs2: alguem do grifo irá a FLIP esse ano???

  8. Gustavo Domingues

    Tiago
    Não estou chateado relaxa, eu acho críticas no mínimo…instigantes.
    Na verdade a piada de erva por exemplo é bem saturada(se você ouve nerdcast deve saber disso) mas tinha tudo a ver com o post, pois isso foi uma das passagens que mais identificou o movimento hippie com o livro, uma vez que eles encaravam todo o livro do Tolkien como uma gigantesca alegoria, as dezenas (isso mesmo, dezenas) de passagens que se referiam ao fumo eram claro apoio ao uso da maconha(isso sem falar no capítulo “Atalho para Cogumelos” do Sociedade), e que as coisas mágicas eram uam referência à trancendência do uso de entorpecentes e alucinógenos. E como disse foi essa mesma audiência esfumaçada que levou cópias ilegais para universidades e forçaram os editores à lançar legalmente o livro nos EUA, já que na terra da rainha ele era um livro de segunda que nem foi para outros países oficialmente.
    Mas acho que você têm que entender o sarcasmo pesado presente no texto, e o fato de eu não resistir à piada da queima do anel do hobbit.
    Mas vou continuar com artigos assim, acho artigos longos e sérios muito cansativos, sendo que a maioria das pessoas se dispersa lendo(ou porque têm que ler rápido no trabalho), então se espera de mim um artigo com 52 fotos de um livro de contos de fadas vai ficar frustrado.
    Pedi um esclarecimento porque seus comentários pareciam puramente “cáusticos”, mas valeu a explicação.
    Abraços

  9. Cutia

    “se espera de mim um artigo com 52 fotos de um livro de contos de fadas vai ficar frustrado.”

    rsrsrsrsrsrs

    Eu gosto dos textos assim, mas achei engaçado, lembrabdo de elguns cast que ouvi (nao tenho escutado desde o do dracula).

    • Dani Toste

      Ok, Ok, ok… sou eu que faço os posts com fotos… amo fazê-los.

      Mas só um esclarecimento técnico: nenhum dos livros que eu fotografei até o momento era um conto de fadas, embora muitas pessoas confundam Peter Pan e Alice achando que são contos de fadas, eles não são!!

      Ainda pretendo fazer uma coluna aqui no grifo sobre contos de fadas, mas quando eu tiver mais tempo para pesquisar e escrever as coisas que eu quero.

      Abs.

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