A importância do seu primeiro livro

Escrito por: | em 15/07/2011 | Adicionar Comentário |

Estes dias eu estava dando uma passeio rápido pela Livraria Cultura quando encontrei uma mãe procurando recomendações de livros para a sua filha (que devia ter uns 9 ou 10 anos) e é claro que eu, que adoro literatura infanto-juvenil, tinha uma lista de livros para recomendar para ela. Mas o que achei mais legal é que a mãe estava procurando livros de aventura, ilustrados, etc.

Não sei se o gosto pela leitura é algo que depende inteiramente de “aprendizado” ou se tem uma parcela de predisposição “natural”, mas eu realmente acho que as primeiras experiências que uma criança tem com a leitura podem fazer a diferença para transformá-la em um adulto que gosta de ler.

Capa do livro "A ilha perdida"

O primeiro livro que eu li foi a pedido da escola, era um livro da clássica “Coleção Vaga-Lume”, intitulado “A Ilha Perdida” eu demorei a ler, porque não tinha o hábito, mas gostei e me lembro dele até hoje.

Acho que minhas professoras me fizeram grandes favores, porque ainda me lembro da maioria dos livros que li para a escola: “Tristana – A maior gota d’agua do mundo” (que foi o primeiro livro que eu mais de uma vez), “Que sexta feira mais pirada”, “O Fantasma da meia noite”, “A Droga do amor”, “O fantástico mistério de feiurinha”.

Lembro-me de ter lido e gostado de todos esses livros, e, no meio tempo, de ter procurado outras coisas para ler, na esperança de encontrar a mesma diversão que as leituras anteriores tinham me proporcionado (entre eles o ótimo “A Marca de uma lágrima” do Pedro Bandeira, cujo poema que dá nome ao livro eu sei de cor até hoje).

Mas também melembro de um grande fracasso, quando a professora me pediu para ler Lucíola de José de Alencar, que me traumatizou para sempre em relação ao “Clássicos da Literatura Brasileira” que eu só voltei a ler, anos depois, para o vestibular. A essa altura eu já estava lendo livros de 400 a 500 páginas, mas aquele livrinho de menos de 200 foi um sofrimento do começo ao fim. Fico pensando que se eu já não tivesse pegado o gosto pela leitura muito antes, eu certamente teria chegado à fatal conclusão de que não gostava de ler.

Capa da coleção "Literatura Brasileira em quadrinhos"

Será que ficaria mais fácil ler os "Clássicos da Literatura" em quadrinhos?

Estou contando todo esse blá, blá, blá porque acho que embora algumas pessoas talvez tenham uma espécie de “predisposição natural para não gostar de ler”, existem muitas outras que simplesmente são traumatizadas por leituras enfadonhas e desinteressantes.

Então, se alguem me perguntasse: “Como fazer uma criança gostar de ler?“, eu diria que, para mim, o primeiro passo é escolher com muito carinho o seu “primeiro livro”, essa primeira experiência provavelmente fará em como ela vê a leitura.

Capa do livro "A Marca de uma lágrima" de Pedro Bandeira

Acredito que as melhores escolhas são livros de narração simples e rápida, que não enrolem demais em situações estáticas ou descrições, e que mantenham o ritmo de acontecimentos de forma que a criança não acabe por perder o interesse. Não da para saber nada disso olhando a capa do livro, então acho que o ideal é que os adultos já tenham lido o livro e saibam vê-lo com esse olhar mais “infantil” para conseguir ter uma idéia de quão interessante aquela leitura poderá ser para a criança.

Vale lembrar que você pode até ter achado que um determinado livro foi o melhor da sua vida, mas isso não adianta de nada se ele não for adequado para o interesse e a “maturidade” da pessoa para quem você o está indicando. Por isso mesmo a lista de recomendações que farei a seguir não é uma “aposta certa”, cada pessoa tem uma linha de interesses de acordo com a sua personalidade e é preciso levar isso em consideração na hora de escolher (os livros não estão em nenhuma ordem específica):

O Mágico de Oz“, de Lyman Frank Baum – Achei esse livro muito bom para uma primeira leitura: é objetivo, é dinâmico, fala de amizade, superar obstáculos, ter tudo que você precisa dentro de si mesmo, etc. Dos livros que eu recomendarei, se eu tivesse que apontar o que eu acho que deve se adequar à maioria das crianças, escolheria esse. (veja o review aqui)

Capa do livro "Peter Pan" de J.M. BarriePeter Pan“, de J. M. Barrie – Além de ser um clássico, o também é um livro simples e gostoso de ler, recomendo uma edição ilustrada, como a da Salamandra. Mas acho que o livro não é tão rápido, então pode não ser muito recomendado para crianças muito inquietas.

Coraline“, de Neil Gaiman – Acho que o livro tem um ótimo enredo, é rápido, simples, ilustrado e fácil de ler. O fato de ser uma história possivelmente assustadora pode ser um benefício ou um problema, dependendo da personalidade da criança. (veja o review aqui)

As Crônicas de Narnia – O sobrinho do mago” de C.S.Lewis – A série Narnia definitivamente está entre os livros que eu recomendo para primeiras leituras. Mas um livro com aquelas características que eu considero fundamentais: objetivo e sem enrolação, com uma temática bem fantástica.

Capa do livro "Desventuras em série - mau começo"Desventuras em série – Mau Começo“, de Lemony Snicket – Estou fazendo a recomendação como livro individual, porque a série é bastante grande mas cada livro tem uma trama própria. Foi um livro que li “numa sentada”, então acho que posso dizer que é um livro rápido e com uma trama bem desenvolvida. Diferente das opções que dei até agora é um livro que não tem nada de “mágico”, então não seria minha primeira opção para crianças com uma imaginação borbulhante

Como treinar o seu dragão“, de Cressida Cowel – Esse livro é um livro de aventura, absolutamente rápido e ilustrado. Tenho a impressão que ele deve ser particularmente interessante para garotos. (veja o review aqui)

A Marca de uma lágrima“, de Pedro Bandeira – Para ser sincera, não sei se essa é uma boa dica. Acho esse livro muito fofo, mas vejo ele com um perfil bem específico, acho que será muito melhor aproveitado pelas meninas do que meninos, e acho que deve ser para alguém com pelo menos uns 10 anos de idade (sabe aquela fase na qual as meninas começam a ficar românticas e apaixonadinhas?).

Notem que eu não adicionei “Alice no país das maravilhas” à lista de recomendações, o que pode soar bem estranho para as pessoas que sabem como eu amo esse livro, mas por mais que eu ame esse livro nunca considerei um livro particularmente infantil e não sei se seria uma primeira leitura muito boa, acho que algumas pessoas/crianças podem achar o livro confuso. O próprio Carroll lançou o “Nursery Alice”, que é uma versão mais infantil da estória (e assim que eu receber o meu, conto para vocês como é).

E vocês, qual foi o primeiro livro que leram? Foi bom para vocês?



Categorias: Diversos
Tags: , , , , , , , , , ,

Dani Toste

Advogada, jogadora de RPG, viciada em internet, amante de de livros, séries, música e filmes. Acha que o Lewis Carrol é um gênio, é obcecada pelos livros da Alice que considera os melhores do mundo.

17 Comentários sobre A importância do seu primeiro livro

  1. Gustavo Domingues

    Meu primeiro livro foi Devoradores de Mortos, acho que eu tinha uns dez anos quando li. Na época foi maravilhoso, e continua muito bom.

  2. Leandro Gualter

    O meu primeiro foi Barcos de Papel da mesma série que você citou no post. Concordo com você em tudo, na minha família tenho os dois exemplos, eu gosto muito de ler e sou apaixonado por ficção científica mas eu nunca li algo que me obrigaram, sempre selecionei meus livros. Meu irmão odeia ler livros e prefere ver vídeos ou buscar resumos. E durante uma conversa com ele para tentar mudar sua visão, ele citou os livros que fora obrigado a ler pela escola.
    Acho que devia haver uma revisão desses conceitos.
    Ah sim, e obrigado pelas sugestões!

  3. Heider Carlos

    Quando criança li todos os livros da Coleção Vagalume. Eram mais de 100 e eu tinha uma lista enorme pra manter um certo controle ^^

    Não lembro ao certo qual foi o primeiro livro que li. O mais antigo que tenho lembranças é Meu Primeiro Dicionário, mas tinha lido livros antes deste. Tinha vários livros pequenos lá em casa, como Apelido Não Tem Vez ou A Minhoca Dorminhoca.

    Duas coleções boas que me ajudar a amar ainda mais leitura são A Bruxa Onilda e Sítio do Pica-Pau Amarelo. Gostav muito de ler contos em livos de português das minhas primas, tinha um que eu adorava chamado Bolhas de Sabão. Lembro do primeiro conto até hoje, chamado O Rei Que TInha Orelhas de Burro.

    Muito legal a atitude da mãe, mas o exemplo conta muito também. Vejo muita gente que não lê querendo que o filho leia. Não só o contato com livros foi importante, minha mãe sempre gostou de ler e isso certamente foi um estímulo maior pra mim que uma biblioteca inteira ^^

  4. Dani Toste

    Heider, acho que o exemplo é importante sim, mas ele pode ir em qualquer direção.

    Meus pais, por exemplo, não gostam de ler. Nunca tive livros em casa quando era criança. Mas, por algum motivo, as coisas funcionaram para mim e eu aprendi a amar a leitura.

    Por outro lado, minha tia/madrinha sempre gostou de ler, e tinha a casa cheia de livros (muitos infantis inclusive), e a filha dela (minha prima) nunca gostou particularmente de ler. Talvez porque se sentisse muito pressionada a fazê-lo, talvez por qualquer outro motivo.

    Fato é que eu me lembro muito de ir visitá-las e ficar babando nas estantes da minha tia, imaginando quantas estórias maravilhosas estariam guardadas ali, e da minha prima do meu lado não dando a menor bola para nada disso (provavelmente achando que eu era meio boboca por ficar tão maravilhada com uma coleção de livros.

  5. Renan MacSan

    Concordo com tudo o que a Dani escreveu, os primeiros livros realmente tem um impacto imenso na pessoa, por isso devem ser excelentes pra ela de acordo com a idade/sexo/personalidade.

    Não acho que há uma predisposição natural para ler ou não, mas sim pessoas que não tiveram estímulos suficientes ou experiências traumáticas com livros chatos. Além disso é muito difícil que a criança leia se não ver seus pais/educadores lendo.

    Meu irmão mais novo odiava ler justamente pelas má experiências, então resolvi dar para ele um livro que condizia com ele e dei Eragon, mesmo nunca tendo lido o livro, mas sabia que era ideal para idade/sexo dele. Ele adorou e a partir daí virou um leitor assíduo.

    Não lembro qual foi meu primeiro livro pois lia vários quando criança, mas os que mais marcaram foram os da coleção Os Karas do Pedro Bandeira que começam com Droga da Obediência, recomendo muito para crianças. Além dele, alguns da coleção Vaga-Lume como o Heider citou também são muito bons, lembro do O Escaravelho do Diabo.
    Outro que adorei foi O Gênio do Crime.

    Não só esses, mas hoje em dia o mercado nacional e internacional é muito maior do que o da nossa época, livros de fantasia infanto-juvenis existem às centenas e acho que servem bem como pontapé inicial.

  6. João Uberti

    Sem chance de conseguir lembrar qual o primeiro livro que eu li. Meus pais nos davam muitos livros infantis, e mesmo antes de eu aprender a ler, minha mãe já lia as histórias pro meu irmão e eu. Em histórias de aventura, já não totalmente infantis, lembro dela lendo pra nós Zorro e Robin Hood em uma coleção de 4 volumes da Disney que fica até hoje na estante da casa dos meus pais. Daí pra ler a série vaga-lume inteira que o meu pai tinha foi um pulo. Lembro que tínhamos três exemplares da Ilha Perdida, porque meu irmão precisou ler pra escola, e no ano seguinte eu também, mas não achávamos mais o livro compramos outro. Depois que compramos o meu não só achamos o dele, como descobrimos que meu pai já tinha um.

  7. Lorde Worth

    Não sei ao certo qual foi meu primeiro livro. Antes de dormir meus pais costumavam ler livros de contos e crônicas para minha irmã e eu, isso conta como primeira leitura? Depois comecei a ler livros de mais ou menos cem páginas e com muitas ilustrações, mas acho que não adicionaram nada importante à minha vida, no entanto tiveram uma consequência interessante. Na segunda série, minha professora de português decidiu estimular minha leitura (era um dos poucos que gostavam de ler) e me presenteou com um exemplar de Caninos Brancos. Não consegui acabar o livro. Mas foi o melhor estímulo para buscar livros mais complexos.
    Assim como vocês (ao que parece) li os livros dos karas e da turma do gordo (é esse mesmo o nome?). E Dani, li a marca de uma lágrima aos treze anos e achei uma droga, talvez por nunca ter sido muito romântico meloso (e nunca ter sido uma garota), talvez por ter lido Cyrano de Bergerac um ano antes (é nessa peça que o livro é baseado) e ter achado muito mais triste e menos dramalhão.

  8. Dani Toste

    Poxa, será que eu sou a única que gosta de ler apesar de ter crescido em uma casa onde ninguém lia absolutamente nada? Acho que meus pais nunca me deram livro de presente nem leram nada para mim, então todos os méritos são da minha professora mesmo ehehehe.

    Acho que a série dos Karas tem um perfil bem bacana para essas leituras iniciais, talvez por isso esteja na lista de tanta gente (assim como a série vaga-lume).

    Lord Worth, não me surpreendo que você tenha achado uma droga, realmente acho que a Marca de uma lágrima é uma indicação perigosa, porque tem uma pegada de romance pré-adolescente mesmo, mas ainda acho que apesar de perigosa é uma ótima indicação se você puder identificar o perfil certo.

    Eu li com uns 13 anos também e gostei muito e na época indiquei para outras amigas que também amaram, então acho que é um livro com muitos méritos sim.

    Aliás, das coisas que eu li do Pedro Bandeira, nada me decepcionou.

  9. Pingback: Lumos | Bibliophile

  10. Karina

    Olá!! Concordo com tudo!!!
    Meu primeiro livro, que me despertou para a busca contínua por bons livros, foi Pollyana. Embora hoje eu questione a “moral da história” do livro, na época foi como se tivessem aberto uma cortina!! Depois disto, não saia mais da biblioteca pública… sempre caçando algo interessante!!

  11. Eduardo

    Não lembro qual foi meu primeiro livro e como muitos aqui li vários livros da série vaga-lume, na época ia as bibliotecas da região mesmo não sendo tão próximas de onde morava.
    Um pouco diferente da Dani recordo de um livro que me presentearam (tá certo que era para a escola) que foi “O Diário de Zlata” ao qual recomendo para jovens e adultos, mais fora isto não tive nenhum incentivo pela leitura.
    Uma série que senti falta nas indicações foi Harry Potter, tirando o frisson atual, acredito que “Harry” consegue formar leitores e a esse respeito lembro que comprei para minha sobrinha, na época com 9 anos “A pedra Filosofal” que acabou lendo rapidamente toda a série e hoje lê diversos tipos de livro.

    • Dani Toste

      Eduardo,

      Eu acho Harry Potter super legal, entre muitos outros que não coloquei ai na lista, mas ainda não seria minha recomendação para “primeira leitura”. Não que eu considere a leitura difícil, especialmente nos primeiros livros, mas em comparação com as recomendações que eu fiz, acho que é um pouco mais complexo, tem um pouco mais de conflitos psicológicos e nao é um livro que eu recomendaria isoladamente (Os livros de série que eu recomendei podem, na minha opinião, ser lidos sem preocupação com as continuações) então de certa forma eu teria que recomendar a série inteira, não sei se acho ideal “prender” alguém dessa forma na primeira leitura. Além disso, acho que essa série “amadurece” com os personagens, não sei se uma criança de 9 anos compreenderia muito bem, por exemplo, as crises adolescentes do Harry no quinto livro (que foi chata até para mim).

      Enfim, nada contra o Harry Potter (e vale lembrar que o importante mesmo é avaliar o perfil do leitor), mas eu não começaria com ele.

  12. Lucy

    Meu primeiro “livro” como uma leitura mais longa foi O caso da borboleta Atíria, da série vaga-lume. Adorei e continuei com a leitura até hoje. A marca de uma lágrima eu li aos 14 anos, achei muito legal também.

    Já para indicação de séries, meu sobrinho tentou com Harry Potter, mas não vingou, então eu meio que empurrei Percy Jackson para ele, que na época tinha nove anos. Ele leu a série inteira e adorou. É uma série de leitura rápida e a garotada eventualmente gosta das aventuras e talz. Depois que ele já leu a série inteira e também leu outros livros do mesmo autor (menos o Tequila Vermelha, que eu prefiro ler primeiro para saber se é indicado), eu sugeri que ele retomasse Harry Potter antes do lançamento do último filme e deu certo – ele adorou. rsrs

  13. Edmilson

    INteressante o post, estou lendo-o antes de dormir, eu comecei por um caminho bem diferente do normal, comecei a escrever antes de começar a ler livros. lembro que cheguei a escrever dois cadernos de uma matéria de histórias, contos etc, ja tinha ouvido contos de tias mais velhas etc então tinha meu proprio jeito de contar as histórias, mas elas estavam sempre lá. Hoje não lembro como mas oque importa é que meus cadernos sumiram e eu parei de escrever por anos, depois li contos eroticos e comecei a escreve-los, foram 146, parei por anos sem escrever nada longo de novo. depois tentei hisótias mas não sou bom em plot, acabei parando todos com mair ou menos 50 páginas pois escrevo como se estivesse lendo, sem fazer idéia onde aquilo vai parar. Meus primeiros livros eram de uma coleção ilustrada de fotos de bonecos que não me lembro o nome agora, mas sei que oque me deu gosto pela leitura foi a coleção do HP mesmo, comecei a ler quando saiu o primeiro filme, li os livros e depois parti para outras coleções, sinto falta de boas coleções que me interesse ler, e de tempo para le-los. tenho em mãos alguns livros que comprei e esperam pela minha leitura :) e para variar acabei falando demais -.-” bom boa noite a todos :D

  14. Adriano

    Ótimas sugestões!
    Não me lembro exatamente do meu primeiro livro, mas acho que foi “A Montanha Mágica” (não a do Thomas Mann). Depois li muitos livros da série Vagalume, alguns clássicos recontados, como Moby Dick, Robinson Crusoé, Ivanhoé e A Ilha do Tesouro e depois veio uma fase de mistérios com Arthur Conan Doyle e Agatha Christie.

  15. Pingback: Grifo Nosso » Dicas do Grifo: Coleção Como Treinar seu Dragão

  16. Julio Cesar

    Na minha família também nao tem ninguém que tenha o hábito de ler livros. Mas sim que minha mae era viciada nos gibis do Tio Patinhas. E eu da Maga Patológica, e do Almanaque do Escoteiro-Mirim do Huguinho, Zezinho e Luizinho. Acho que esse último é a lambrança mais primitiva de leitura que tenho. Depois me lembro algo de Sítio do Pica Pau Amarelo, e entao vieram os de Agatha Christie (“O Cavalo Amarelo” foi um que me marcou), logo na adolescencia veio os do Paulo Coelho, As Brumas de Avalon… Mas acho que para primeiro livro de uma criança, sim deveria ser algo fácil, melhor ilustrado! Até os gibis sao válidos, mas q nao fique só nisso. E só por tirar as crianças de frente da tv, até gibi da Monica! (ainda existem?)

Adicione um comentário