Review: A Tormenta de Espadas – Sem Spoilers! (se você não quiser) [Game of Thrones, livro 3]

Escrito por: | em 19/09/2011 | Adicionar Comentário |

Antes de começar a escrever me perguntei se valeria a pena uma review de A Tormenta de Espadas, livro 3 de As Crônicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin. Acontece que por se tratar de uma série, o post acaba sendo evitado não só por quem nunca leu nada sobre ela, mas também por quem ainda não leu o livro anterior.

Da mesma forma não posso fazer um texto em branco evitando tocar em assuntos sensíveis, por isso resolvi tomar uma atitude democrática: dividi em partes para que cada um acompanhe até onde foi sua leitura, sem medo de esbarrar em spoilers. Claro que o sentido de “spoiler” varia conforme a pessoa, Sheldon de Big Bang Theory acha que classificar uma obra em muito boa já é algo terrível por causa da expectativa que se cria, mas vou tentar ser o mais sensato possível. Basta clicar no botão “+”.

Leitor 1 – Não conheço nada da série e na verdade nem sei o que estou fazendo aqui:
Se você não tem nenhuma aversão ao gênero fantasia vai gostar da série. Para ver a review do primeiro livro clique aqui. Comente à vontade.

Além disso, a série televisiva da HBO pode ser um excelente incentivador para a leitura.

Leitor 2 – Vi a série da HBO e/ou li o primeiro livro (A Guerra dos Tronos):
Dois anos após a publicação de A Fúria dos Reis em solo americano, Martin nos brinda com A Tormenta de Espadas, e não surpreenderia nem um pouco se demorasse mais para escrevê-lo levando em consideração seu tamanho: são 882 páginas que enriquecem cada vez mais o mundo que já nos foi introduzido. Tido pela maioria das pessoas como a melhor obra do autor, é nela que a grandiosidade das tramas nos é revelada.

Se fosse escolhido um tema para o livro, seriam três: Traição, Vingança e Justiça. Essas três fiandeiras do mundo mágico de Martin levam o leitor a rir satisfeito em um momento e a atirar esse volumoso tijolo contra a parede em outro. Trata-se de uma narrativa completamente sólida e bem pensada, intrincada, com várias linhas se conectando, onde algo que se vê em um ponto de vista de um personagem só vai ter sentido em outro, onde uma coisa falada no primeiro livro e não resolvida só passa a tomar forma real aqui.

Dessa vez o autor não foge tanto da descrição de batalhas como fazia antes, há adição de novos mapas no final (importante dizer pois só fui perceber no meio da leitura), entram novos personagens intrigantes e são acrescentados dois novos pontos de vista. Um deles promete revolucionar a forma como se entende a história!

Olhando por um lado, sim, o tamanho do livro assusta e faz com que se despenda muito tempo para que seja terminado, mas nada lá está por acaso, não há ponta solta, tudo é dito por um motivo, e se não for mostrado ou resolvido agora, vai concerteza ser no futuro. Cada vez se sabe um pouquinho mais da história do mundo, e mais coisas são reveladas deixando um campo fértil para diferentes teorias.

Casamentos e músicas desempenham um importante papel. Há diversos menestréis espalhados por Westeros e suas canções permeiam todo o livro estabelecendo metalinguagens que enriquecem a narrativa. Destacam-se “O Urso e a Bela Donzela”, “A Mulher do Dornês” e “As Chuvas de Castamere”.

Martin cria a todo tempo conflitos para os personagens, se forem bons o suficiente conseguem se adaptar e resolvê-los. Se não morrem.

Leitor 3 – Li o segundo livro (A Fúria dos Reis):
 Os dois pontos de vista que passam a fazer parte da narrativa são os de Samwell Tarly e Jaime Lannister. Percebe-se que a inclusão de Sam é a forma do autor de mostrar o que está acontecendo com a Patrulha da Noite, pois Jon está com os selvagens. Já Jaime está lá para começar a mostrar como os “vilões” se sentem e para que se entendam suas atitudes.

Um dos grandes destaques do livro é a apresentação da verdadeira face do Regicida que sem dúvida alguma muda a maneira do leitor enxergá-lo. Mas Samwell acaba não acrescentando tanto, visto que seu personagem pouco cresce e sua covardia beira a insanidade.

Pessoalmente continuo crendo que as partes de Jon e Davos são o ponto alto, já a história de Daenerys toma um rumo não previsto e de certa forma forçado, fazendo com que seja mais enfadonha, embora muitos leitores achem o contrário. Já Sansa, como sempre, se faz necessária para que acompanhemos os antagonistas.

A Guerra dos Cinco Reis vai se encaminhando ao final e o que vemos é uma Westeros sem lei, com bandidos aparecendo em cada esquina. Passamos a saber muito mais sobre o fatídico torneio de Harrenhall, onde foi plantada a semente que culminaria na história que acompanhamos. Onde Rhaegar encontrou Lyanna, Jaime foi nomeado cavaleiro da Guarda Real, Ned se apaixona e mais.

Minha única crítica fica para R’hlorr, o deus de Melisandre e Thoros. Que toma uma dimensão inesperada e talvez não se encaixe muito na proposta da série em comparação com as outras divindades.

Leitor 4 – Li esse livro / Não tenho medo de spoilers:
Ok, toda vez que for a um casamento e a banda estiver tocando mal vou passar a desconfiar. Arrisco-me a dizer que o casamento vermelho é a maior cena da série, tanto que Martin falou que foi das mais difíceis de escrever, foi a última coisa que fez do livro pois ficou adiando.

Já a história de Jaime pareceu-me muito manipulativa da parte do autor, como se ele quisesse dizer: “Olha, sou um excelente escritor e agora vou fazer você passar a gostar do antagonista. Ah, e tome mais um pouquinho de plot twists.” Sim, é bom ver a parte dele e até legal saber que ele teve seus motivos para ser o Regicida, mas e todo o resto? Vão passar a inocentá-lo por amor? Ou pelos filhos? Ele mesmo falou que se tivesse que escolher entre o filho e a mão ele escolheria a mão. Não só isso, é extremamente arrogante, em qualquer ambiente de trabalho/estudo as pessoas arrogantes são as mais odiadas. Mas do Jaime pode gostar?

Falo isso pois sei que após esse livro ele foi alçado à posição de herói pelos fãs, sendo o maior representante da série, o que discordo. Afinal, quem aqui ao ver o filme A Queda, tão parodiado no youtube, não sentiu uma certa pena de Herr Führer ao ver seu império desmoronando? Ao acabar o filme, podemos dizer: sim, ele era humano, mas fez muitas coisas que condeno, por isso não gosto dele. Se Jaime tinha motivos para matar o rei Aerys por que não contou isso antes? Ou ele queria dar uma de Erasmo Carlos com “a sua fama de mal”?

Outro ponto é: não entendo autor que mata os antagonistas de uma paulada só, é quase inadmissível, eles fazem os protagonistas sofrerem tanto e depois morre em menos de um minuto? Vide Joffrey que morreu apenas engasgado e Tywin que morreu somente com um tiro de besta. Já Ned morreu passando a vergonha de confessar que é traidor, depois de ficar dias preso numa cela e ver suas filhas nas mãos dos inimigos ; Robb morreu vendo seus amigos morrerem, vendo sua mãe desesperada e ainda teve o corpo profanado quando costuraram a cabeça do lobo ; Catelyn morreu achando que todos os filhos estavam mortos menos uma, chegando a enlouquecer e talvez sendo violada. Não consigo entender, Martin tinha que dar ao leitor pelo menos o gostinho de ver Tywin sabendo da relação entre Jaime e Cersei.

Davi e Golias… versão Ultimate

Após as críticas negativas tenho que ressaltar o excelente uso das músicas por todo o romance, estão o tempo todo conectadas com o que está acontecendo ou vai acontecer. Achei que não veria algo assim desde a metalinguagem de Watchmen. Pensando após finalizar a leitura percebi que dentre os diversos significados, “O Urso e a Bela Donzela” são Arya e Sandor Clegane ; “As Chuvas de Castamere” se remete a todas as histórias de vingança/traição do livro, principalmente sendo a música sinal do casamento vermelho, também representando o fim da casa Stark assim como foi o fim dos Reynes (pelo menos para os inimigos) ; e “A Mulher do Dornês” é a trama do Víbora Vermelha X Gregor Clegane, pois este violou a dornesa, e agora seu “marido” vai fazê-lo provar o aço.

Considerações finais:

Martin disse que esse romance tinha originalmente 1521 páginas, e só após a edição passou a ter 992, portanto não reclamem, poderia ser bem mais longo. Acredito que essa primeira trilogia já estava toda esquematizada por ele, pois a produziu num tempo bem curto, tanto que nos anos anteriores a As Crônicas de Gelo e Fogo ele pouco trabalhou, provavelmente desenvolvendo a história.

O livro seguinte (volume 4), ficou imensamente maior do que este, assim teve que tomar a decisão de dividi-lo em duas partes. Nesse próximo ele enfatiza os pontos de vista das pessoas ao sul de Westeros, adicionando mais uma enxurrada de personagens, e portanto realocando algumas das melhores narrativas para o volume 5. E não espere muitas alegrias pois o inverno está chegando e o nome O Festim dos Corvos não é nada de bom agouro.

Para finalizar, um vídeo com a canção “As Chuvas de Castamere” musicalizada por um fã e autorizado pelo Martin, himself. Conta a história dos Reynes de Castamere  que se revoltaram contra os Lannisters e foram derrotados por Tywin quando este tinha apenas 21 anos, tendo também o leão como símbolo e sendo quase tão ricos quanto eles. A família foi toda dizimada e o castelo deixado em ruínas.



Categorias: Review: Literatura
Tags: , , , , , , , , , ,

Renan MacSan

Estudante de Medicina, leitor de longa data, jogador de games e amante de HQs. Tem como livro favorito O Nome da Rosa e sonha em terminar de escrever o seu. Leitura atual: Dança dos Dragões ; e Londres - O Romance.

16 Comentários sobre Review: A Tormenta de Espadas – Sem Spoilers! (se você não quiser) [Game of Thrones, livro 3]

  1. Dani Toste

    Ótima review Renan, como sempre.

  2. Guto Vissoci

    Bom review mesmo Renan. Eu mesmo não conseguiria, pois sou muito suspeito com essa série; entrei de cabeça no mundo criado por Martin e não enxergo tantos os detalhes.

    Achei que o perfil do Jaime veio para trazer mais profundidade ainsa aos personagens. Concordo que isso não faz dele um herói, mas ao mesmo tempo mostra que todos são muito mais cinzas que só pretos ou brancos. Martin mostra essa faceta cinzenta também em outros “vilões”: no momento em que Kevan Lannister conversa com Tyrion (acho) e fala do orgulho e adminiração que tem por Lorde Tywin, dá até para imaginar que, apesar de toda sua austeridade, não fosse necessariamente mal. Aliás, cabe pensar se não vemos os Lannister como vilões apenas porque antagonizam os Stark, que nos foram apresentados como “mocinhos” no início. Com as devidas proporções, com certeza ficamos mais aptos a perdoar as eventuais transgressões de um dos lobos que de um dos leões. De qualquer forma, com certeza, os personagens são um dos pontos altos (ou mais altos, já que gosto de tudo) do livro.

    Putz, tenho muito mais para falar, mas vou ficar por aqui senão fico muito chato! Ah, só digo que sempre pensei na música “O urso e a donzela” como feita para contar a história de Jorah Mormont e sua bela esposa que o levou à ruína.

    abraços

  3. Renan MacSan

    Guto, acho que O urso e a Donzela cai bem com o Jorah e a esposa também, mas pode se encaixar com outras histórias, assim como As Chuvas de Castamere.
    Talvez seja até mais fiel com a relação do Jorah com a Daenerys, até por que o símbolo da casa Mormont é um urso.

  4. Elton

    Ótimo review Renan, também gostei de desgostei da maioria das coisas que vc citou e realmente o livro nos causa as mais diferentes sensações ao lê-lo. Houveram algumas passagens que me fizeram rir sozinho e as pessoas ficarem olhando pra mim (principalmente as tiradas de Tyrion e algumas passagens de Arya), e outras vezes tive que fechar o livro e voltar a ler só no dia seguinte de tanta raiva… Nas passagens relacionadas ao R’hlorr ficaram muitas coisas a explicar e forçadas, principalmente relativa a Beric e ao Epílogo… eita religião estranha!

  5. Gustavo Domingues

    Ufa! Consegui terminar o livro, agora vamos às minhas conclusões:
    Pensei seriamente em escrever outra Review Renan, porque gostei do que você desgostou e desgostei do que você gostou.
    Não gostei da musicalidade e metalínguistica que as canções e histórias representam pelo seguinte motivo: Nos livros anteriores nunca foram citadas “A Donzela e o Urso” e “as Chuvas de Castamere”(como exemplo), enquanto neste livro “o Urso e a Donzela” é citado sete vezes e as chuvas cinco(com sua respectiva história para falar como Tywin não perdoa) por pessoas em locais, tempos e situações totalmente distintas. É como se Martin inventasse estas músicas pouco antes de escrever este livro e não tendo como adicioná-las nos anteriores nos dá uma overdose, pois parece que ninguém sabia dessas músicas nos livros anteriores, mas todos repentinamente lembraram delas neste e decidem citá-las ou cantá-las, o que é muito forçado. Não gosto de alegorias e metalinguagens em livros “representando” algo, porque (como Tolkien uma vez disse)”se você quer contar uma história apenas á conte”, referências sobre as próprias histórias não levam à lugar algum.

    Concordo que as partes de Jon estão entre as melhores, elas evoluiram muito, mas Tyrion e Jaime são meus preferidos neste livro.
    Achei que Martin deu uma infantilizada em Bran e Arya que antes não havia, surgindo teimosia e birra nos dois onde antes havia apenas resolução, tornando-os crianças do tipo que odeio ler sobre.

    Não entendi sobre como R’hllor não se encaixa na proposta da série. Martin está nos mostrando um mundo em que a magia desperta, no primeiro livro eram apenas mortos vivos rapidamente e dragões ao fim, no segundo havia adivinhação e sombras assassinas, agora são ressurreições e fogo voando das mãos. Não vejo nada de errado nisso, ainda mais no ritmo de Martin (que, convenhamos, é bem lento) levando milhares de páginas de livro para aparecer uma magia de verdade. A comparação com outros deuses se quebra no próprio livro pois existe magia dos deuses antigos dos Stark em ação também (além dos Wargs lembra-se do portão negro e do Mãos Gélidas invocando os corvos?). Aparentemente só os sete não dão poderes à seus seguidores, mas a profecia de R’hllor é muito importante nesta série, portanto ele terá uma participação intensa que crescerá cada vez mais assim como sua fé em Westeros(eu acho que Jon é Azor Ahai).

    Achei o casamento vermelho previsível demais ao longo do livro, Martin dá tantas dicas do que vai acontecer que chega à ser irritante ficar esperando que eles ataquem logo os Stark. Acho a morte de protagonistas de Martin bastante verossímeis, assim como na nossa vida. Alguém que conhecemos de repente é atropelado/baleado no semáforo/morto em um acidente, e você só recebe a notícia depois que já aconteceu. Porque os vilões têm de revelar seus planos, sofrerem e serem presos e depois morrerem? Você queria que eles pagassem longamente por seus crimes? Martin diz: Toma realidade na sua cara! Achei impressionante ele ter matado Tywin neste livro, isso sim foi algo que eu não esperava. Acho que a verdade de Martin é: gente burra morre pior do que gente má, pois só vi Robb e Cat fazendo cagadas neste livro.

    Quanto à Jaime, eu acho que ele é o maior representante da série (tirando a Mary Sue de Martin que é o Jon Snow) e também o meu herói predileto. Se você reler os livros anteriores tenho certeza que verá ele com outro olhos, pois ele nunca foi antagonista. Acho ele um dos personagens mais humanos, com conflitos internos, mas que não deixa de agir, e sem ser as máquinas de honra e idiotices que os Stark são. Ele deve ser perdoado por seus crimes? Eu te digo: Quais crimes? Matar o rei louco e homicida? Aleijar a testemunha de seu incesto? Matar os homens de Ned? O primeiro caso fala por si só, e seus motivos seriam ignorados em um mundo movido por títulos em que um homem não pode matar um rei não importando o comportamento deste último. O segundo eu vejo como aceitável, sendo que Jaime sente remorso ainda por cima(me diga que você não mataria o garoto se ele fosse uma ameaça viva à sua vida e a da mulher que ama? Eu teria jogado Bran de cabeça do alto da torre). No último caso ele agiu em defesa de Tyrion contra um adversário confesso (burro foi Ned por ter anunciado que o anão foi preso por suas ordens). O fato de ele ser arrogante é mais do que natural para alguém com seu nível de sucesso, algo que ele começa à rever após a perda da mão, aquele que peca e se arrepende conhece melhor o valor da pureza do que o que foi sempre puro.
    Não acho que pessoas arrogantes são odiadas, acho que elas são invejadas, pois arrogância é um comportamento de superioridade por quem prova esta superioridade, já o pretensioso é muito pior, pois é alguém com vaidades sem méritos, que se comporta como superior mesmo sendo cheio de deméritos. Jaime é senhor comandante da guarda real, membro da família mais poderosa e temida de Westeros, com beleza e habilidade marcial invejável. Agora me diga: Não seria muito pior se ele se comportasse daquela maneira sem tudo isso á seu favor?
    Acho estranho você julgar arrogante ele preferir a mão à Joffrey, pois ele nunca gostou do garoto, nunca o reconheceu como filho ou foi reconhecido como pai, e tinha plena consciência do monstro que ele era.
    Achei o fim da história de Daenerys terrível, e vejo que eu estava certo ao achar que ela se tornará tão megalomaníaca quanto seus antepassados, pois ela liberta escravos e depois os trata como escravos.

    A review em partes ficou muito boa, melhor método para abordar a questão de spoilers.

    Acho que é tudo…pelo menos por enquanto.

  6. Renan MacSan

    Gustavo, pode fazer outra review, sem problemas, afinal são opiniões e mesmo os críticos mais conceituados discordam entre si.
    Há spoilers para quem não leu o livro.
    – Quanto a Jaime: você falou “Não acho que pessoas arrogantes são odiadas, acho que elas são invejadas, pois arrogância é um comportamento de superioridade por quem prova esta superioridade”. Cara, discordo completamente de você. Nunca teve um professor na faculdade que tem um excelente cargo, sabe muito da sua área e é extremamente arrogante? Tive vários. E eles tratam seus amigos de trabalho e alunos muito mal, quer dizer que eu invejo ele? Ou então quer dizer que se uma pessoa nascer rica, bem apessoada e talentosa ela tem o direito de ser arrogante? Podemos relevar isso?
    Nesse livro sabemos que ele tinha motivos para matar o rei Aerys, mas por que não falou isso antes? Não tem sentido. Se ele mesmo não quis se explicar do porque matar o rei ele não pode se lamentar em momento algum de o tratarem por Regicida e acharem que a palavra dele não vale nada.
    Você quer saber dos seus crimes: A tentativa de assassinato de Bran – você pode muito bem dizer que faria o mesmo, mas isso não significa que não foi um crime e ele teria que pagar por isso. Lembro de um filme em que um homem invade um hospital com armas na mão e obriga os médicos a fazerem um transplante no filho dele que estava no final da lista e iria morrer. Você faria o mesmo? Pode ser que sim, mas deixa de ser crime? ; Outra: manter relações adúlteras com a mulher do rei que prometeu proteger. Não é uma aventura, ou um deslize, mas continuamente enganar seu rei e traí-lo ; Outra: deixar com que um outro homem acredite que todos os filhos dele são verdadeiros enquanto na verdade são seus (essa pra mim é a maior traição), principalmente sendo ele rei e seu senhor. Duvido que você aceitasse se fosse o traído; Outra: deixar que a mulher de Tyrion fosse estuprada continuamente, mesmo que a mando do pai, sem nem ao menos contar a verdade ao irmão que sofreu com isso por anos.
    Com relação à mão e Joffrey, você disse: “tinha plena consciência do monstro que ele era.” Não tinha não, tanto que ainda no final do livro ele se perguntou: “será que ele era tudo aquilo que falavam dele?” E mais, não é que ele nunca gostou do Joffrey, ele nunca se quer teve sentimentos por nenhum dos seus filhos. Mesmo que eu só viesse saber agora que tenho um filho que nunca vi na vida, concerteza daria minha mão de bom grado pela vida dele.

    – Com relação às músicas: Não entendi o porquê de você não ter gostado da inclusão delas. Qualquer adição ao mundo que o torne mais rico é bem-vinda, principalmente as canções. “O Urso e a Bela Donzela” já aparece desde A Fúria dos Reis, e não só nesse. E mesmo assim sabemos que as canções existem desde sempre até porque é dito que a Sansa gosta muito delas e sabe todas. Só não havia aparecido a letra.
    Martin vai evoluindo seu universo da mesma forma que evolui como escritor. Dizer que não aceita a colocação de músicas só porque não apareceram nos dois livros anteriores é querer mais do mesmo e impedir que o autor evolua sua obra. Um outro exemplo de escritor que foi se aprimorando e a sua série é Stephen King com A Torre Negra que você tem comentado. É imensa a quantidade de coisas que passam a fazer parte da história e que não tinham no primeiro livro ou nos dois primeiros, até a narrativa em si. Tolkien, citado por você, dizia sempre que não havia alegorias em seu livro, mas sinceramente… eu não acredito, nem eu nem grande parte dos leitores. E fazendo essa comparação tosca (que não gosto de fazer), prefiro muito mais uma música que diz algo sobre a história do que a enxurrada de músicas do Tolkien que duram páginas e muitas vezes se tornam enfadonhas. A maioria dos leitores começam a pulá-las após a leitura das primeiras.

    – Com relação a R’hlorr: Não gostei pois ele passa a ter um poder que nenhuma outra divindade tem, ele não só ressucita mas mata quem quer, pois não há dúvida de que ele levou à morte os três reis. Se é assim, por que não matar logo todos os poderosos e colocar o Stannis no trono? A desculpa de que isso só funciona quando ele quer não cola. E se ele faz isso abertamente, as outras religiões já teriam sido há muito suplantadas por essa, já que não têm um centésimo desse poder.
    Você pode dizer que só agora ele tem esse poder pois a magia voltou a ficar forte a partir do primeiro livro com o despertar dos dragões, mas os wargs sempre existiram e o portão negro também independente de época. Ou isso só funciona para R’hlorr? Os deuses antigos tem outras regras?
    Não sei se você entendeu meu ponto, mas isso não casa com o resto do livro e suas divindades.

    – Com relação às mortes: não tenho problema nenhum com mortes verossímeis, pelo contrário, prefiro assim. Acontece que Martin faz todos os protagonistas morrerem sofrendo e a maioria dos antagonistas morrerem rápido. Se os protagonistas tivessem morrido de uma tacada só não haveria problema, mas ele faz com que a morte deles seja sofrida. O que se espera é que os outros tenham no mínimo o mesmo tratamento.
    Você disse “Porque os vilões têm de revelar seus planos, sofrerem e serem presos e depois morrerem?” Não falei que eles tinham que revelar planos e serem presos, mas sim sofrer antes de morrer, nem que seja um sofrimento moral. É o que um autor deve fazer, isso se chama “justiça poética” e é ensinado em qualquer livro ou curso para escritores em aprimoramento. Veja bem, no mundo real há muitas injustiças e se você quiser realidade basta viver, mas a partir do momento que um leitor lê uma obra de ficção ele espera que a justiça seja feita e o autor tem que dar ao menos uma dose de “justiça poética” a ele. Talvez seu propósito como autor seja chocar seu público, mas mesmo assim se não houver algum tipo de justiça o livro tem grandes chances de não agradar. Por exemplo: o herói morre no final, mas antes ele mata o vilão (Hamlet), ou engravida a princesa (Coração Valente); Mesmo em obras desconstruídas como Lolita, o protagonista é ao mesmo tempo o vilão, um potencial pedófilo, que sofre o romance inteiro e nunca chega a consumar seu desejo.
    Continue comentando pois acho que essas discussões só engrandecem a obra.

  7. Gustavo Domingues

    Este comentário contém MUITOS spoilers.
    Oi Renan, então:

    Não falo que ser arrogante não é um defeito, mas eu sinceramente acho um defeito menor apesar de irritante, eu preferiria ter uma amigo arrogante como Jaime do que burro como Ned ou cruel como Tywin, e Jaime não é um nem outro(quer um teste rápido para saber se inveja alguém? Pense em uma situação em que ele perde tudo de que se gaba e pense se você não teria um prazer secreto com isso). Mas o ponto foi outro, pois Jaime mostrou que está revendo sua própria arrogância ao longo do livro, assim como a imagem que ele têm da maioria das outras pessoas(como Brienne e Cersei).
    Outra coisa de que Jaime sofre é um orgulho borbulhante, algo que acompanha toda arrogância, e como alguém orgulhoso teria de explicar seus atos? Ainda mais algo tão óbvio como matar um rei louco e cruel. Como ele não está sendo julgado ele não se explica, mas quando passa à viajar com Brienne, que toca neste assunto toda santa hora (Jaime: Vamos tomar café Brienne? Brienne: Antes ou depois de você matar um rei e quebrar seus votos?!) ele acaba revelando seus motivos por inteiro por ter passado à respeitar a cavaleira e ver que ela não partilhava do mesmo respeito por ele.
    Acredito que esses crimes são pouca coisa no contexto da história, ainda mais por certa justiça ter sido feita com a perda da mão de Jaime, assim como a perda de sua habilidade e tudo que lhe definia.
    Seus crimes foram feitos por escolhas em que outra opção significa a morte, eram estados de necessidade: Ele deixaria que Bran desse com a língua nos dentes com a mãe ou outra pessoa? E honrados como os Stark são eles contariam à Robert e isso significaria a morte dele, Cersei e dos três filhos. Ele contaria para Robert e deixaria mais uma vez que o furioso rei ébrio matasse à todos? Porque ele mataria as crianças, a mulher e Jaime, Ned deixa bem claro isso. Ele desafiaria Tywin, seu pai e o homem mais poderoso de Westeros, com poder sobre a vida de Cersei e Tyrion, duas das pessoas que ele mais ama. Não contou para Tyrion o fato de ela não ser prostituta para que não sofresse, ou pior ainda, fizesse o que fez com Tywin ao fim. Até Ned, honrado como era, traiu Robert ao não lhe contar imediatamente quando descobriu que os filhos não eram dele(oferecendo aquela misericórdia para Cersei e os filhos sem o consentimento do rei).Não é a toa que os fãs perdoaram Jaime.
    Quanto à Joffrey, Jaime conta por duas vezes como seu filho era cruel (uma delas é a história de quando abriu a gata grávida com um punhal e matou os filhotes não nascidos), quando ele se questiona ao fim se Joffrey era o que falavam, se refere à ele ser ainda pior do que ele já sabia. Ele não gostava do garoto, e Westeros é um lugar que não se há tanto amor pelos filhos (tirando de Cat, que só faz merda por causa disso), e mesmo Jaime tem três filhos, sendo que só o pior deles morreu e ele nunca poderia se revelar como pai mesmo, pois poria em risco todo o reino, e mais uma vez sua vida, de Cersei, Tyrion, e porque não dos filhos tbm? Ele preferiu desencanar com o fato de ser pai.

    Com relação às música: Entenda, eu não gostei da overdose que ele aplica dessas músicas neste livro, ele às repete e repete incessantemente, é como se fosse um desafio para si fazer um personagem por capítulo citar “A Donzela e o Urso”. Não é o fato de ele não poder enriquecer o mundo, mas ele não precisa ficar repetindo como se o leitor fosse retardado (Um urso, urso, urso, preto e castanho e coberto de pêlo), por acaso este é o hino do mundo dele? Ele quer que decoremos a letra? ele cita dúzias de músicas e põe os versos de algumas, assim como ele faz com a gastronomia de Westeros, descrevendo os pratos que todos comem, agora vamos transportar o que ocorre com a música do urso imaginando uma receita de pato com laranja:
    Jaime: Jaime chegou aos seus aposentos e havia pato com laranja frio.
    Arya: A garota entrou pela janela de uma estalagem e roubou um pato com laranjas.
    Tyrion; O anão estava em sua cela e o carcereiro chegou trazendo pato com laranja.
    Robb: Robb foi apunhalado por um Bolton enquanto um Frey lhe golpeou o rosto com um pato com laranja.
    Jon: Jon vai até a floresta com Yggrite e ela lhe ensina uma posição sexual chamada pato com laranja, inspirada no prato predileto de Westeros, até além da muralha.

    Eu:”Eu entendi cacete! Todo mundo ama pato com laranja! Não precisa por um pato com laranja em todas as passagens do livro. E pato com laranja só foi citado superficialmente no festival da colheita de Winterfell em A Fúria dos Reis, e nunca foi citado em A Guerra dos Tronos, mas na Tormenta de Espadas repentinamente virou o prato nacional dos Sete Reinos. Assim como porco grelhado, que todo mundo come para se lembrar de como os Lannisters exterminaram uma casa menor e inventaram este prato para comemorar, portanto não brinque com os leões, ou você pode ser o próximo porco grelhado”

    Eu gosto de músicas, mas odeio repetição como você pode observar.
    Com relação à R’hlorr, espere ele ganhar muito destaque e ser o deus mais poderoso. O primeiro livro que Martin escreveu na vida tinha um herói chamado R’hlorr como protagonista.
    Melisandre tem poderes completamente diferentes de Thoros (com exceção da adivinhação). Acho que além de sacerdotisa, Melisandre é uma feiticeira(ela é de Asshai, a cidade das sombras), seus poderes são muito estranhos para serem providos pelo mesmo deus, desconfio da história das sombras e acho o poder de ressurreição de Thoros muito mais condizente. E Martin gosta de brincar com o que você não imagina, de ser imprevisível, não ficaria surpreso se ele revelasse que, no fim, R’hlorr é o único e verdadeiro deus de seu mundo(além do outro).

    A diferença das mortes é muito simples, os personagens “bons” sofreram mortes nas mãos dos “maus”, portanto sofreram, já aos maus foi dada misericórdia e uma morte rápida pelos “bons” (com exceção de Gregor, que sofre muito com o envenenamento e múltiplas amputações antes de morrer).
    Mais uma vez eu te digo: podem haver “heróis” e “vilões” no mundo de Martin, mas ele não vai fazer o que você espera, principalmente “justiça poética”. Martin não “deve” fazer nada, seu trunfo reside nisso, a imprevisibilidade e articulações de sua história. Ele já trocou um “vilão” de lado e não me admira que faça novamente (com Theon ou Mindinho). Ned morreu no fim do primeiro sem matar ninguém e sem fazer justiça, por mais “fodão” que ele fosse. Se há uma moral nas histórias de Martin, seria: “O mundo é dos espertos”

    • Jagunço

      SPOILLERS

      Fora a discussão sobre arrogância, concordo com a tua defesa da lógica de Martin, Gustavo.

      (Por mim os arrogantes pode morrer afogados no sangue de suas tripas furadas por dúzias de facadas e ao som de Gretchen. Não é uma questão de sucesso, é uma questão de como uma pessoa trata as outras).

      Mas a falta de justiça incomoda sim. Dá um embrulho no estômago. ATÉ O LEITOR PERCEBER QUE OS STARKS SÃO IMBECIS. :)

      Estou curioso é pra saber COMO o véi barbudo vai continuar o enredo sem se tornar previsível. O modelo “personagem humano, gentil ou corajoso + goste dele + ele vai se foder já está batido neste ponto.

      Vida longa ao Martin troll: o cara que fez com que casamentos se tornassem cerimônias ainda mais tensas e traiçoeiras! XD

  8. Renan MacSan

    Tem Spoilers:

    Ok Gustavo, prometo que vou tentar olhar o Jaime com outros olhos, talvez em uma futura releitura. Mas por enquanto ainda mantenho minha posição.

    Esse teste rápido de inveja não funciona. Por exemplo, adoraria ver o Sarney desmascarado, preso e perder tudo o que roubou, sentiria um prazer imenso… mas não invejo ele. A não ser que você leve para o lado de que invejamos todos com mais prestígio/dinheiro que nós.
    Jaime era julgado antes de Brienne sim, ele mesmo já citou em outros livros a espécie de desprezo que Barristan Selmy sentia. E era um homem com quem trabalhava todos os dias e seu superior. Simplesmente não vejo sentido em não contar seus motivos.

    Com relação à esposa de Tyrion ele participou por que quis, já era velho o suficiente para peitar o pai e dizer: “Não, não vou participar dessa encenação!” O que Tywin faria com ele? Nada, Jaime era a menina dos olhos dele. E mais: Jaime já era um cavaleiro da Guarda Real. Já havia renunciado à herança e não estava sob a jurisdição do pai.
    E não acho que Ned traiu Robert, ele simplesmente foi imbecil a ponto de querer dar paz de espírito ao amigo em seu leito de morte.

    Entendi que você não gosta da repetição das músicas e respeito. Mas eu achei o contrário, casaram muito bem com a história e enriqueceram muito a narrativa por estarem intimamente relacionadas com grande parte dos eventos.

    Também acho que Melisandre não serve só a R’hlorr até por causa dos sacrifícios que ela faz e que não lembro de ver Thoros fazendo. Além disso ela não reconheceu Azor Ahai ao vê-lo na muralha. Ainda acho que haverá um encontro entre Thoros e Jon.
    Mas mesmo que seja assim o poder de Melisandre acaba sendo descomunal em comparação com as outras pessoas.

    Só um adendo:
    A última frase de Tywin não te deixou com uma pulga atrás da orelha?
    Tyrion pode não ser filho dele, mas sim filho de um provável estupro de Aerys na mulher de Tywin. Sendo Aerys o senhor e já maluco pode ter ordenado que a mulher se deitasse com ele. Tywin ficou cheio de raiva e foi justamente nesse período que deixou de ser Mão. Ela engravidou mas não quis tirar a criança, já Tywin não teria aquele filho do rei louco e começou a servir abortivos em pequena dose para ela para que não desconfiasse. Não funcionaram mas ocasionaram várias deformidades na criança. Ele não matou o filho e resolveu criá-lo por ser filho da mulher que ele mais amou.
    Isso explica o terrível tratamento que dava a Tyrion, o desprezo, o fato de nunca aceitar que fosse seu herdeiro e etc. Não só isso, sua mãe morreu ao dar a luz assim como a outros Targaryens: Dany e Jon ; Tem sonhos com dragões assim como Dany ; e Tywin já disse: “se eu pudesse provar que não é meu filho”.

  9. IronLion

    Cara, sobre as mortes prematuras de protagonistas, eu não vejo nenhum problema, pelo contrário, acho um dos pontos fortes da série. É isso que a torna imprevisível, você não colocar ninguém sobre um pedestal achando que aquela pessoa é intocável e imortal. Como alguém aí já disse, na vida é assim que acontece. Um dia desses vi uma notícia na TV de uma mulher que foi com a família brincar de tirolesa, o cabo se partiu, ela caiu e morreu. Na vida é assim: num minuto você está vivo, no próximo pode não estar mais. E outra: Martin tem a incrível capacidade de trazer outros personagens à história e torná-los tão interessantes quanto os outros que já morreram. Basta ler “O Festim dos Corvos” pra ver isso.

  10. Ana Villela

    Finalmente! Tenho lido vários posts sobre o livro 3 e fico chocada ao ler que as pessoas passarama achar o Jaime um cara muito legal e cheio de caráter. Tudo bem, ele não é uma Cersei ou um Joffrey, mas ainda é a pessoa que empurrou o Bran, mentiu sobre a Tysha, e continua sendo extremamente arrogante. E sim, fiquei de mal com o autor algumas vezes. Não estou lendo o livro em busca de conto de fada, mas (caramba!) os personagens “legais” sofrem abusivamente durante capítulos, e os fdp têm a “misericórdia” do Martin! E Tywin morrer sem saber do Jaime e da Cersei foi crueldade com o Tyrion e com o leitor.
    Excelente review!!!!!

  11. Ricardo

    Os livros são bons justamente por esses motivos aqui citados: Não existem personagens totalmente maus ou bons, como acontece na vida real, e a história é contada com um tanto de realidade, afinal de contas as coisas não são justas no mundo em que vivemos, porque deveriam ser nessa história?
    Além do mais a trama é muito mais ampla do que o confronto entre lannisters e starks.

  12. Fabio

    Quando ele conta tudo pra Brienne ela lhe pergunta “Se isso é verdade, pq é que ninguem sabe?”. Ele responde “-Os cavaleiros da Guarda Rwal juram guardar os segredos do rei. Queria que eu quebrasse o juramento? – Jaims soltou uma gargalhada. – Acha que o nobre senhor de Winterfell queria ouvir minhas debeis explicacoes? Um homem tao honroso. Bastou olhar pra mim pra me julgar culpado”

  13. Fabio

    Nao terminei de led ainda, mas pelo que vi ele nao se importava em dar explicacao enquanto era julgado.

  14. Tulio Soares

    Acho que voce está sendo crítico demais.
    Se o roteiro e a história fosse da forma como você acha que deveria ter sido, talvez nao fizesse tamanho sucesso. O fato mais marcante da serie é exatamente a ausência de clichês: Aquele que é bonzinho e nao tem astúcia sempre se ferra muito mais do que os malvados espertos, ao exemplo da morte de Ned Stark e de Tywin Lannister, como voce referiu. Porém, tambem mostrar o fator de algo ‘sobrenatural’ sempre atuando, pois Tywin morreu logo depois de dar o aval para o casamento vermelho. E o autor deixa bem claro que os Deuses nao perdoam quando se trai a lei da ‘hospedagem’.
    Sobre o Jaime, nao acho que tenha sido essa a idéia do autor ( de se mostrar otimo escritor), acho que apenas ressalta a distância que existe entre ele e os filhos, uma vez que ele nunca se aproximou, abraçou ou quem sabe teve alguma conversa carinhosa com qualquer um de seus descendentes. Carinho e amor vem com o tempo e com a convivencia, ele nao teve nenhum dos dois. Acho que essa foi a idéia que George quis passar…
    Excelente resenha, mostrou um lado diferente das resenhas que havia lido até hoje.
    Grande abraço.

  15. juliano cesar de oliveira

    Oi adorei sua resenha…mas vc já leu o livro reverso Mas escrito pelo autor Darlei… se trata de um livro arrebatador…ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos…..e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos. Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história….acesse o link e digite a palavra reverso.www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp
    http://www.buqui.com.br/ebook/reverso-604408.html‎

Adicione um comentário