Review: E-reader Kobo

Escrito por: | em 12/09/2011 | Adicionar Comentário |

O Kobo é um e-reader de uma cadeia de livrarias canadense chamada Indigo Books and Music, ele veio com uma proposta diferente dos outros e-readers:

 

Enquanto os outros estão preocupados em adicionar cada vez mais recursos e transformar os e-readers em praticamente tablets, o Kobo veio para ser apenas um e-reader, e fazer isso muito bem. Eu comprei um Kobo à pouco tempo meio às cegas, mas já fiquei fã do e-reader, é extremamente simples e divertido.

Para começar é igual pegar um livro e ler, pelo menos na aparência (é lógico que você não vai sentir as páginas com seu tato). Não é cansativo como ler em um computador, a luminosidade e textura da tela é exatamente como se você estivesse lendo um livro físico, com a vantagem de ler arquivos no formato PDF também.

Existe uma característica muito divertida:  seguindo esta onda de prêmios dos video games, achievements e throphies, o Kobo decidiu criar os Awards, que são premios por atingir os objetivos de leitura, e são 17. Pode ser estranho, mas isso incentiva as pessoas a lerem mais.

Além disso o Kobo tem um dicionário em inglês e inclui tradução para as linguas: inglês, francês, alemão, espanhol e italiano. É uma pena que ainda não tenha português.

 

Gostei bastante do e-reader, o que mais me impressionou foi a leitura de arquivos em pdf que é muito boa, fica com o formato idêntico ao computador, podendo ampliar a imagem, mas ao mesmo tempo é como se estivesse lendo em um livro, o que torna a leitura muito menos cansativa do que em uma tela tradicional.

Já temos muitos livros em português a venda em sites como Submarino, Livraria Cultura e Saraiva, mas ainda não o bastante. Mas infelizmente eu não vi nenhum site no Brasil que venda o Kobo, caso você conheça algum, por favor, nos recomende.

 



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Thaís Priolli

Louca por distopias, sempre com uma teoria de "E se...". Não pretende morrer neste planeta.

5 Comentários sobre Review: E-reader Kobo

  1. Lorde Worth

    Muito interessante, não conhecia o Kobo ainda. Mas tenho um amazon kindle que é praticamente igual quanto à falta de luz e se propor a ser um e-reader e não um tablet, acho que é só um pouco mais leve e não tem Awards (o que é uma pena). Quanto à falta de livros em português, por mais triste que seja, creio que tenha um ponto positivo: nos leva a buscar livros estrangeiros que nunca chegariam por aqui e conhecer coisas que vemos raramente até mesmo na internet (claro, é pouco provável, mas preciso achar um ponto positivo).

  2. João Uberti

    Também tenho um Kindle que como comentado pelo Lorde Worth tem a mesma característica de eletronic paper como é chamada essa tecnologia de tela não luminosa, que dá a impressão de estar lendo um página de pocket em papel jornal ao invés de uma tela de gadget. O kindle ttambém lê pdfs, e tem a vantagem da amazon fazer conversão gratuita de arquivos pro formato dele. Você manda por exemplo um .doc pra um endereço de email, e a Amazon devolve via email ou wireless o arquivo convertido. Ele tem também um recurso para ouvir áudio books e podcasts ou colocar uma trilha sonora de fundo para a leitura, mas não achei prático. Eu ouvi o Grifo Nosso de Game of Thrones no kindle, mas precisei interromper algumas vezes, e achei que ele não é bom quando se precisa retomar o áudio da metade – teve vezes que ele perdeu o ponto do arquivo, e não achei nenhuma forma de avançá-lo de volta pro ponto certo, então acabei ouvindo o começo da segunda parte várias vezes. Por outro lado, ele tem também um recurso de text-to-speech que lê em voz alta o livro, como se fosse um audiobook, e o dicionário embutido, que basta parar o cursor sobre uma palavra, já puxa no dicionário o significado dela. É claro, essas duas funções só funcionam para livros em inglês.

  3. Lorde Worth

    João, obrigado por explicar todas as funções do kindle. Minha preguiça me impediu de pesquisar se o kobo teria ainda mais alguma função, como o text-to-speech, que se assemelha ao kindle. E obrigado por avisar que podcasts não ficam tão agradáveis quanto os audiobooks no kindle (nunca tive problemas de perder o ponto onde parei com minha coleção em áudio de chronicles of the black company).

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