Superman – Entre a Foice e o Martelo é uma HQ publicada em 2003 em três edições, trazendo uma das populares histórias “E se”: E se a nave contendo Superman tivesse caído na antiga União Soviética?
Lançado no Brasil pela Panini
Na história, originalmente intitulada de Red Son (filho vermelho, que soa como “red sun”, ou sol vermelho), a nave de Superman escapando da explosão de Krypton aterrissa em algum lugar da Ucrânia, e desta forma Superman é criado em uma fazenda coletiva e quando seus poderes são descobertos pelo Kremlin, ele é usado como uma arma de intimidação por Stalin para ampliar a influência comunista no mundo.
À partir desta premissa, o autor Mark Millar cria um cenário em que os EUA não vivem apenas com medo de uma guerra nuclear no período da guerra fria, mas medo de um ser alienígena superpoderoso com idéias Bolcheviques. E assim, com a morte de Stalin, Superman assume o manto de líder da nação soviética e do bloco comunista mundial que se forma naturalmente ao redor de sua figura onipotente.
Superman continua uma figura extremamente benevolente, mas sua natureza absolutista é amplificada pela criação soviética, tanto que ele não têm pudores para usar seus superpoderes para vigiar o mundo inteiro constantemente, seja ouvindo conversas sussurradas ou vendo a vida alheia através de paredes com sua visão de raio-x.
Digno de George Orwell
Mas não é só Superman que é transportado para esta realidade alternativa, quase toda a Liga da Justiça faz uma aparição especial em suas versões alternativas: Mulher Maravilha têm a mesma origem e se torna uma embaixadora do comunismo, seduzida por Superman, Lanterna Verde é um soldado treinado pelo governo americano para enfrentar a super ameaça comunista, enquanto Batman é russo, filho de dissidentes executados em sua infância.
O Batman russo é ainda mais louco do que o Batman.
Mas o contraponto de Superman ainda é Lex Luthor, revisto neste universo como marido de Lois Lane e um cientista genial cujo propósito maior é extirpar a interferência alien de Superman na Terra, e não apenas lutar pelos EUA. Luthor faz da missão de sua vida tentar resolver o “problema” que é Superman, as vezes de modo insano, as vezes perverso, mas sempre com um propósito bem claro e bem explicado.
A história não contém um tom maniqueísta onde o comunismo é bom e o capitalismo é mal, mas sim uma análise de o quê faria um governo intervencionista que contasse com um “Deus Ex Machina”.
Além de tudo, o fim em especial é surpreendente e o traço de Dave Johnson não deixa à desejar. Vale à pena conferir.
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Esta para mim é a melhor história do Superman, What Happened to the Man of Tomorrow e All Stars Superman. O roteiroé muito interessante e bem trabalhado, a arte é bem expressiva e as reviravoltas são constantes. Eles exploraram a mitologia do Superman a fundo a partir de uma nova perspectiva. Não sei se vc sabe mas tem um Motion Comics dele no youtube ^^
Assim como o Heider também acho a melhor graphic novel dele. Diferentemente da maioria não gostei de All Stars Superman e de outras, na verdade acho que o Homem de Aço dá mais certo quando aparece na história dos outros.
Perderam uma ótima oportunidade de deixar ele morto no A Morte do Super-Homem, que faria desse o maior arco da história, embora seja fraco. Não que eu não goste dele, mas a indústria quadrinística se beneficiaria muito se adotasse o “Dead is Dead”.
Sabe Renan, concordo que existe uma série de mortes e ressurreições gratuitas e mal feitas nos quadrinhos, mas o Dead is Dead é extremado demais.
Infelizmente, embora tenha se tornado lugar comum, com as décadas de continuidade e excesso de aparições dos principais personagens, acaba sendo umas das formas de se contar novas histórias. SE bem feitas.
Quanto a Red son, realmente é uma história muito boa, mas minha história favorita do super é “Identidade Secreta”, escrita pelo ótimo Kurt Busiek e desenhada pelo excepcional Stuart Immonen. Essa tambem é recomendadíssima!
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