Flashpoint, o ponto do recomeço.

Escrito por: | em 01/11/2011 | Adicionar Comentário |

Quem acompanha o universo DC está à par do “reboot” realizado no mês de setembro deste ano, onde toda a linha de revistas foi reiniciada e o universo refeito, saindo Batman 1 e Superman 1 novamente e outras cinquenta revistas (literalmente), e esta reconstrução é chamada de “New 52” por conta do número de revistas mensais que passaram à sair. Mas mais do que reiniciar o mundo do nada, a DC deu uma explicação para isso, ela fechou o número que corria das revistas com a série Flashpoint.

Flashpoint é uma série que correu ao longo de 60 revistas, sendo 5 delas as principais que podiam ser lidas e já sintetizariam toda a série, sendo que as demais apenas complementariam a série. A história começa com Barry Allen (o Flash original, o homem mais rápido do mundo) sendo jogado em uma dimensão em que seus poderes não funcionam e sua mãe está viva. Barry descobre que tudo nesta dimensão está muito alterado, Bruce Wayne morreu no assalto que mataria seus pais e Thomas, o seu pai, foi quem sobreviveu e assumiu a identidade de Batman, mas ele é um homem que mata os criminosos sem piedade e é o mais temido de seu mundo. Aquaman e a Mulher Maravilha tiveram histórias completamente diferentes, que em determinado momento se encontram e os dois decidem casar-se e unirem Atlantis (o reino submarino do Aquaman) e Temiscira (a ilha das amazonas e reino da Mulher Maravilha) para guiar a humanidade com suas sabedorias milenares.

Mulher Maravilha nas ruínas de Londres

Ocorre que, as grandes mudanças do mundo se dão quando a mãe de Diana (Mulher Maravilha) é morta durante seu casamento com Arthur (Aquaman) por um atlante, o que inicia uma rixa, que mais tarde escala para uma guerra entre os atlantes e as amazonas. Durante um ataque atlante às amazonas a ilha de Temiscira é afundada, o que leva as amazonas à invadirem o Reino Unido e à transformá-lo na Nova Temiscira. Os atlantes inundam a Europa ocidental inteira tentando com isso afundar o reino unido, mas este é salvo por uma das fúrias(guerreiras sobre humanas juramentadas às amazonas) que, sendo uma geomante, ergue  todo o Reino muitos metros acima do nível do mar.

Aquaman, nunca achei que gostaria dele até esta série

Meu deus, onde está o Super Homem?! Neste mundo a nave que trazia o Super ainda bebê caiu no meio de metrópolis, matando dezenas de pessoas. O kryptoniado foi removido para uma instalação super secreta do governo comandada pelo general Lane(pai da Lois Lane, uma desculpa para fazê-la conhecer o Super) onde ele é testado e usado para  tentar replicar seus poderes fenomenais em um humano, o que gera o Subject Zero (Cobaia Zero), um soldado com os poderes kryptoniados alterados, que também é chamado de “Projeto Super Homem”.

Kal-El(que neste mundo nunca foi chamado de Clark Kent) luta contra Zero para defender Lois.

A guerra entre as Amazonas e os Atlantes engolfa todo o mundo: sendo que Cyborgue é um super agente do governo americano que tenta encerrar a guerra, Lois Lane faz parte da resistência à ocupação no Reino Unido, Deathstroke é um capitão pirata navegando as águas da Europa afundada, o Capitão Marvel está dividido em seis crianças que possuem cada uma um de seus poderes e precisam gritar Shazam ao mesmo tempo para invocá-lo, mas neste mundo ele se chama Capitão Planet…quero dizer, Captain Thunder.

Vai Planetaaaaa!

Barry consegue reproduzir o acidente em que recebeu seus poderes de Flash graças à ajuda de Thomas Wayne, o Bat-Man, que quer refazer a realidade em que seu filho sobreviveu em seu lugar. O Flash é o único personagem que têm memórias da outra realidade (vou me desmentir, pois Booster Gold também têm, mas ele não é importante), sendo que este mundo mergulhado em guerra e que têm tantos de seus amigos mortos não pode ser o certo, ou não deve. Com o tempo ele descobre que tudo está ligado à ele e seu poder  de voltar no tempo (usando a Força da Velocidade, uma energia imaterial que controla toda a velocidade da existência) e um certo “efeito borboleta” (expressão cunhada pelo escritor Ray Bradbury em seu conto “A Sound of Thunder”, que diz que um viajante do tempo que pisa em uma borboleta no passado pode acabar com civilizações inteiras no futuro).

Reproduzir acidentes nunca é uma coisa segura

Flashpoint pode parecer apenas mais um mundo alternativo, mas ela têm um ótimo argumento e uma história muito bem amarrada por trás de si, com histórias alternativas plausíveis e um ótimo motivo para tudo que está acontecendo. Ela foi um ótimo ponto de partida para o “New 52” e trouxe muita coisa boa que vai ser mantida no “reboot”. Sempre gostei muito do Flash, mas depois desta série ganhei um novo respeito por ele, e sabe porquê? Porquê ele fez o Batman chorar:

Recomendo fortemente para todos os fãs de Hqs, leitura obrigatória para fãs da Dc.




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Gustavo Domingues

Leitor inveterado e crítico mal humorado, pretende criticar todos os autores até alienar a literatura para sempre!

6 Comentários sobre Flashpoint, o ponto do recomeço.

  1. João

    E isso tudo ainda não chegou aqui no Brasil, né?
    Sabe se tem previsão de quando a Panini vai lançar essa saga?

    • Gustavo Domingues

      Olha João, a Panini tá bem atrasada, porque aqui ela ainda tá lançando o Dia Mais Claro e A Guerra do Super Homem (ultimas edições de Outubro), então até o Flashpoint vai aí de seis meses à um ano (eu acho, pelo menos).

  2. Hatake Diogo

    Ta previsto pra começar em janeiro ou dezembro, acho, pq eles pretendem começar ano que vem já a lançar ”os novos 52”.
    Flashpoint parece realmente bom, mas ainda prefiro as sagas voltadas ao meu personagem preferido: Hal ”Parallax” Jordan.

    Abraço

  3. Marcus Vinicius

    Escutei alguns podcasts, já analizando o reboot….algumas revistas estão boas…outras vão ser canceladas nos primeiros meses…tem autores bons e ruins escrevendo…então, não fiquem com muita expectativa em cima do reboot, porque a função dele é só uma…atrair novos leitores

  4. Cutia

    Desde pequeno gostei de HQ’s, mas só ganhava as da turma da Mônica…

    Hoje em dia, não sei como começar a ler… tem tanta coisa que me perco. Por isso acabo ficando com as comics novel.

    Eu estou ansioso pelos reboot’s. :)

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