Notícias Subterrâneas: Semana 37

Escrito por: | em 19/06/2012 | Adicionar Comentário |

Deosdocéu! Sobrevivi à semana mais corrida do ano! E agora, excepcionalmente na segunda-feira (às 00:15 de terça, mas contem como segunda), trago a todos a trigésima sétima semana das Notícias Subterrâneas! Cobrindo os lançamentos de fantasia, sci-fi, terror e weird da semana de 10 a 16 de junho. Antes que alguém me crucifique, já aviso: na próxima Semana… não teremos atrasos. Voltarei ao horário comum de sábado de manhã. Agora vamos aos cinco livros comentados com o ódio, mau humor, descrença e morbidez que os leitores mais antigos já conhecem e com os quais os mais novos não devem se assustar.

Regras da casa para os novos leitores: cliquem nas capas para mais informações, sinopses, et-cetera; sintam-se sempre livres para trazer notícias que eu por acaso não tenha visto; lembrem-se de que esta é uma seção de notícias, não de análises, todas as opiniões são baseadas em sinopses e resenhas de lançamento, ainda não li nenhum dos livros que comento.

Lançamentos Americanos

The Abolition of Species (Dietmar Dath)

the abolition of species

Seguindo nosso roteiro, chegamos à primeira etapa de nossa excursão pelos Reinos Subterrâneos.

Dath é um autor alemão que, exceto por alguns contos (ao que parece), ainda não foi traduzido em inglês, isso muda com The Abolition of Species, um romance de 500 páginas publicado no dia 15. A princípio me pareceu muito com uma versão global da Revolução dos Bichos, mas a sinopse sinaliza para algo muito maior. O ser humano foi extinto do planeta, exceto em Atlântida, e o leão Cyrus Golden agora domina a Europa, não mais que três cidades-estado. Uma guerra civil se avulta no horizonte, com os Linces, as Raposas e os Texugos se revoltando. A história parece começar exatamente nesse ponto, e o resto das 500 páginas trata das consequências.

Que o poder de uma boa alegoria esteja com Dath! De qualquer forma, nunca antes tinha ouvido comentário algum sobre ele, quem sabe o seu trabalho seja uma surpresa agradável?

Final Days, livro 2: The Thousand Emperor’s (Gary Gibson)

the thousand emperors

Não sou bom com Space Operas, para muitos não deve ser novidade. Em grande parte porque os clichês de Space Opera me incomodam. Enquanto aprendi a levar em conta os clichês de fantasia épica como referências ou até mesmo pontos essenciais em cima dos quais deve-se construir uma história melhor, os de Space Opera só servem para me afastar ainda mais desse nicho de ficção-científica. Quando surge, digamos, um Vernor Vinge no horizonte, fico bem alegre (veja na monotonia com que falo a alegria que transpiro), e The Thousand Emperors me levou àquela levantada de sobrancelha que preludia uma surpresa agradável.

Infelizmente, ainda não li Final Days, que aliás me parece monstruosamente sem graça. Ao que parece The Thousand Emperors é um livro praticamente separado, exceto por compartilhar o mesmo universo muito tempo no futuro. É essencialmente uma história de assassinato, mas na qual há mil suspeitos (sim, de fato há “a thousand emperors”) e um conflito do protagonista com alguns implantes biônicos que geraram uma certa esquizofrenia (depois de Amped, mais trans-humanismo). Com o clichê de Space Opera das civilizações antagônicas entrando em contato no espaço, mas acho que posso superar isso. Por outro lado, a sinopse me faz lembrar de Amped, não é algo que chegarei a ler neste ano.

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The Third Gate (Lincoln Child)

the third gate

Puxando mais um clichê! Filmes de múmia. Exploradores galantes invadindo túmulos ancestrais em busca de tesouros e combatendo maldições, nostálgico, não? Ah, sim. Lincoln Child. Serei bem sucinto: ele tem história (e que ninguém venha dizer “mas Lorde Worth, história é o conjunto de todos os fatos sequenciais de uma vivencia e…”). Uma bem grande no mundo da literatura, mesmo que não muito resplandecente, astronômica, interessante ou radiante. Mas tem história. E com toda essa nostalgia surge uma história com faraós, túmulos, maldições, terror, pântanos e aventura.

Não vou reclamar que não é profundo, não tem boas alegorias, não tem bons personagens ou uma trama complicada. Uma sinopse de filme de múmia não propõe nada disso, então vou só colocar meu chapéu de explorador inglês, embainhar meu facão e ir ler um bom livro de aventuras arqueológicas fantasiado de arqueólogo de ação (e de novo, não venham me dizer que “isso é um estereótipo e…”). São só 300 páginas mesmo.

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Hexslinger, livro 3: A Tree of Bones (Gemma Files)

a tree of bones

Estou muito nostálgico hoje. Depois do filme de múmia, vamos ao Velho Oeste. Ou quase. É mais uma representação bizarra do velho oeste. Deusas maias, foras da lei, magos e padres se confundem nesse cenário que é uma atrocidade geográfica (alguém explique como uma deusa maia entrou no meio disso?). E é uma conclusão de série.

Pelo tamanho de minhas frases já perceberam o quanto gostei do que vi em Hexslinger: quase nada. Certo, escolhi pela capa. A capa chamou a atenção e tentei levar o livro junto, mas está difícil. Não parece ir muito além de um pouco de Voodoo, romance e velho oeste. O próximo parece melhor, vamos seguir.

Mission to Paris (Alan Furst)

mission to paris

Agora a nostalgia chega a seu ápice.

Um livro de espionagem na segunda guerra.

Calma, abaixem os ancinhos e tochas. Como já dei a entender em posts anteriores, ainda gosto um pouco de livros de segunda guerra.

-Ainda?

Ainda. Falei anteriormente de The Detour, que inclusive está na listinha do próximo bimestre, e antes que tivesse a chance de lê-lo, aparece Mission to Paris. Não espero nada criativo daí, só pareceu… não sei, talvez competente. É uma história focada nos astros de cinema do entre-guerras, mais especificamente em alguns deles que também são espiões. Está parecendo um porre, não? Então não se aflija! Alan Furst é NO MÍNIMO bem renomado como autor de espionagem. Coloco fé em que ele consiga levar a história nas costas só com a experiência que tem com isso.

Também disponível para KindleKobo e Audiobook

Estou Lendo

A semana foi bem menos produtiva do que o esperado. Acabei o livro do Bukowski que me emprestaram. E foi bem Bukowski mesmo. Exageros cômicos, uma escrita bem leve, sarcasmo e cinismo no máximo, piadas de carteiro… e a maravilhosa cena em que Chinaski, o protagonista, descreve sua luta com um Pitbul em que usou as cartas como arma.

Ri em voz alta, me diverti horrores, anotei umas boas dez frases novas de efeito. Há pouco tempo chegou uma entrega pelo correio e pretendo passar o resto da semana me dedicando a acabar The Well of Ascension e ler essa nova encomenda, que estou devendo há algum tempo. E fiquem alertas, ao longo da semana escreverei algumas resenhas que estão pendentes! Estou cheio de pendências por aqui.

Obrigado a todos pela presença, como sempre.

Deixem seus comentários, dessa vez terei tempo de responder a todos (tenham paciência com o Lorde incompetente).

Vão em paz e que eu tenha ânimo para outras referências sacras.

Menções Honrosas

foothold death noir



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Lorde Worth

Caçador de Hobbies exóticos, leitor obsessivo e jogador compulsivo.

6 Comentários sobre Notícias Subterrâneas: Semana 37

  1. Ronaldo Cavalcante @RonaldoCav

    Lorde incompetente de uma figa. Terça-feira é dia de postar??? hahahahaha.. mas antes tarde do que nunca, ou antes tarde do que próxima semana com 257 livros para falar, né?

    Cara… odeio filme com animais, sério, se eles falam então algo dentro de mim vai morrendo aos poucos… Maaaaaas o que esperar de Abolition of especies??? Eu leria certeeza… (apesar dos animais citados serem um tanto quanto chatos)

    Com certeza um livro sobre múmias e tudo mais é algo para somente relaxar e curtir a leitura. PONTO!

    Wooow… A Tree Of Bones realmente tem a capa bem legal… adoro árvores ^^. Devo discordar do Sr. Worth, me parece um bom livro. Vou pesquisar os outros dois.
    Não gosto muito de velho oeste, mas uma deusa maia metida no meio disso tudo não pode ser passado em branco kkkk. Fora que desde o filme A Chave Mestra (Assistam!!!) venho procurando um livro bom de voodoo para ler. Conhecem algum?

    Espionagem… sempre me forço a colocar na minha lista de leitura mas algo surprendente acontece e isso nunca acontece.

    Qual é esse livro mesmo que vc riu tanto??? Passa aê!
    Teremos comentários de O Nome do vento e Caçador de Apóstolos???? Uhuuuul

    Tô com vergonha de repetir o que eu estou lendo… então por hoje é só… só aviso que vejo uma luz no fim do túnel mas pode ser um trem, muito, mas muito veloz.

    • Lorde Worth

      Terça-feira… Não sei do que você está falando u_ú
      Junho é um CAOS.

      Wooow… A Tree of Bones chamou a atenção de alguém. Ronaldo, você está fazendo o contraponto dos meus comentários maldosos de sinopses XD E por falar em árvores, olha essa: http://migre.me/9zMff

      O livro que me levou a nocaute foi Cartas na Rua (Charles Bukowski). Aviso: não leia perto da patroa, em ambientes familiares, religiosos ou moralistas, Bukowski é um menino travesso.

      E do Caçador de Apóstolos rola uma review. Do Nome do Vento só se não houver uma reviravolta milagrosa na votação do cast. Mas vou engatar a review de Deus Máquina junto com o primeiro u_u Mesmo que demore alguns dias.

      • Ronaldo Cavalcante @RonaldoCav

        Caracaaaaa…. que capa é essa??? Muito show! Meu próximo livro TERÁ uma árvore na capa… escreva isso!!!

        Livro anotadíssimo, Sr. Worth. Vlw!!!

        Não senhor…. vc prometeu de todos… SE VIRA!

  2. Guto Vissoci

    Bom dia, boa tarde e boa noite.
    Comment rapidinho para não dizerem que não apareci essa semana.
    Bom, como cada um tem sua mania e seu gosto, essa semana o livro que mais me interessou foi o primeiro, “The Abolition of Species”. Pelo menos foi a premissa mais diferente e interessante da semana.
    Já quanto aos demais, até leria um ou outro, se não tivessem tantas coisas na fila. Um livrinho de espionagem de vez em quando faz bem, não é?
    Agora, vou confessar: eu não me importo nem um pouco para as capas. Sim, reparo. Sim, vejo quando são bacanas. mas não influem no meu interesse (ao menos não conscientemente). Espero que isso não me torne um pária no mundo das notícias subterrâneas…

    Quanto äs atualizações de leitura, terminei o Noite Eterna. Bacana, mesmo nível dos anteriores. Só uma pena que teve um fundo místico no fim. Bacana seria se mantivesse, até o final, a idéia de vampiros científicos, uma espécie/doença com mente social e predadora do homem.
    Depois fiz uma pequena pausa nos livros para ler a pilha de HQs que acumulou e agora vou pular, possivelmente, para o Guia Politicamente Incorreto da Améria Latina (para dar uma variada), tudo isso no aguardo do Dança com Dragões.
    Abraços e até a próxima

    • Ronaldo Cavalcante @RonaldoCav

      Você é uma pessoa evoluída, Guto. hahahaha… Eu adoro capas, mas não, elas também não influenciam na minha leitura. Participam muito mais na hora de ler uma sinopse na livraria ou na net mesmo, devo confessar. Mas o que acaba ganhando hoje em dia são as indicações mesmo, difícil fugir delas.
      Agora ler por causa da capa é um pouco superficial demaaaaais ^^

      Eu ainda não sei porque eu não comecei a ler As Crônicas do Fogo e Gelo, Guto…
      Sr. Worth???? Dança com Dragões tá com uma capa LINDA, cara. Não quero ver seu preconceito rolando por aqui quando anunciá-lo. ENGOLE!

    • Lorde Worth

      Você é realmente uma pessoa evoluída, Guto. hahahahaha
      Queria ser capaz disso.

      Não consigo evitar de analisar longamente as capas na hora de escolher um livro, mas tento me convencer de que há um porquê para isso muito além das futilidades. Geralmente livros com mais investimentos das editoras têm capas mais bonitas (e isso às vezes pode ser um indicativo interessante de qualidade, às vezes). Afinal, um livro com uma capa feita pelo Michael Whelan já chega arrasando quarteirões, enquanto um livro com uma capa desenhada pelo amigo ilustrador do autor…

      Além do quê, acho bom prestar atenção ao que a capa tenta passar sobre um livro. Uma capa como a d’O Alma, por exemplo.

      Mas nem capas, nem sinopses podem superar uma boa indicação. E, a não ser que a capa seja desenhada em giz de cera sem um motivo convincente, não deixo nunca de ler uma sinopse antes de descartar um livro ou uma review antes de comprar algum.

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