Notícias Subterrâneas: Semana 60

Escrito por: | em 25/11/2012 | Adicionar Comentário |

Olá a todos! Eu voltei! Bom, quase. Não, as Notícias não acabaram, só passamos por um hiato devido a um mês conturbado na vida de seu anfitrião. Resumindo o que aconteceu: por uma semana não tive lançamentos, nas duas seguintes minha conexão ao mundo www teve uma taxa máxima de transferência de dados de 20 kb/s, nas seguintes simplesmente não tive tempo hábil para preparar posts. Eu deveria deixar um aviso quanto ao hiato, quanto a isso: perdão. Mas cá estou novamente. Ou quase. Quase porque consegui reunir somente dois lançamentos para esta semana de 18 a 24 de novembro. Ao longo da semana teremos mais posts, pretendo colocar todas as listas atrasadas no ar ao longo das próximas poucas semanas (antes do fim do mundo, é claro).

Lançamentos (escassos) da semana.

Hair Side, Flesh Side (Helen Marshall)

Hair Side, Flesh Side

Ganhou meu voto pela bizarrice. Não vejo, francamente, como os elementos do livro estão interconectados, mas… opa, é uma coletânea de contos. Certo, um pouco menos curioso, contos não precisam estar interconectados. Preciso citar dois contos da coletânea: no primeiro uma mulher encontra um manuscrito perdido de Jane Austen dentro de sua pele (li algo asteca sobre isso recentemente), no segundo um panteão à beira da morte viaja em um Boeing para o início do universo. Que mais posso dizer? São quinze contos, caso alguém queira se arriscar e esteja sem coletâneas… Pensando bem, estou me esquecendo de como escrever as Notícias. Informações da autora, é claro! Helen Marshall é uma autora de contos e poesia, há contos dela na Tor.com, aliás. Ela ganhou/foi indicada para um Bram Stoker, um Aurora e um Rhysling graças a uma coletânea de poesia (da linha “história infantil sinistra para traumatizar seus filhos”). Ora, alguém que parece saber o que está fazendo, acaba de ganhar pontos comigo. The Book of Thomas: Heaven (Robert Boyczuk) 

Heaven

Está aqui só porque a sinopse começa com uma citação a Paradise Lost, e gosto muito de Paradise Lost. Opa, digo, ahn, está aqui porque achei a proposta inteligente, curiosa e no geral muito atraente (a capa também é legal).

Não tenho certeza pela sinopse se isto é uma ficção científica, então serei levado por meu instinto de que “artificial realm” indica uma realidade virtual em um contexto futurista. Melhor não corroborar com a impressão de que todo livro sobre o futuro é uma ficção científica: direi “ficção que se passa no futuro”. E esse mundo virtual está entrando em colapso. Enquanto a sociedade implode e a religião se fragmenta, um órfão-cujo-nome-está-na-capa (conhecem o tipo) parte em uma jornada pelo Paraíso. Exceto que o Paraíso está meio podre, caótico, no geral corrompido e com ares infernais. O autor não perde a chance de colocar uma crise religião-consciência no centro da premissa, ainda bem. Enfim, “mundo virtual dá errado”, já é quase um subgênero.

Estou Lendo

Serei breve para concluir.

Infelizmente não li muitas coisas nos últimos tempos… Estava lendo Hyperion (ganhador do Hugo inspirado em um poema épico de John Keats), parei por algum tempo, retomei há alguns dias, no ínterim baixei pelo kindle uma antologia de Keats (gosto de poesia clássica, ainda). E tive a bizarra experiência de ler algumas light novels (subgênero japonês infanto-juvenil). Por que?

Assisti um anime que acabou pela metade da história, wiki-wiki me avisou que continuava em livros, encontrei os pdfs traduzidos por fãs (meu japonês está horrendamente enferrujado). Conferi algumas outras séries para ter certeza de que minha opinião tem algum fundamento, e repito: há coisas que simplesmente não deveriam ser feitas em uma narrativa, mas que ficam boas em light novels. Não sei ao certo o que pensar sobre elas ainda, são a princípio livros infanto-juvenis, mas não poupam o leitor de exageros de violência ou complicações de enredo. Das três séries com que me arrisquei, a experiência foi em média como ler um anime quase seinen, quase maduro (talvez por isso sejam tão facilmente adaptadas para televisão). Quanto a coisas que não se faz em narrativas e que ficam bem no contexto light novel… bom, deixemos isso para outro post.

Até breve!

Deixem seus comentários de ódio pelo hiato não avisado ou alegria pela volta!



Categorias: Notícias Subterrâneas

Lorde Worth

Caçador de Hobbies exóticos, leitor obsessivo e jogador compulsivo.

Comentário sobre Notícias Subterrâneas: Semana 60

  1. fausto

    Li apenas uma light novel até hoje, Seirei no Moribito, no Brasil traduzida como Guardião do Espírito, publicada pela Martins Fontes, asseguro que é uma obra excelente; o rótulo é de ser infanto-juvenil, mas não incomoda porque é uma pequena obra de arte e faz questionar o tanto de porcaria que é considerada ficção adulta.

    Uma explicação: é “light” só por causa da linguagem (que assim é na língua original), não por causa das idéias e são estas que realmente importam.

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