Lord of the Samples: The Six-Gun Tarot (R.S. Belcher)

Escrito por: | em 20/10/2013 | Adicionar Comentário |

The Six-Gun Tarot

Para o post desta semana, separei um livro do começo do ano que não me interessou nem minimamente no lançamento. Eu talvez até o tenha deixado de lado nas Notícias Subterrâneas, o que é um bom indicativo de falta de consideração por uma obra. Entretanto, há algum tempo vejo por aí citações a ele… Com isso, chegamos a esta breve análise da sample de The Six-Gun Tarot (Rod S. Belcher) para kindle (também disponível no kobo).

The Six-Gun Tarot tem uma sinopse do tipo “por favor me compre, eu sou interessante”, que arrebata o leitor com uma torrente de informação quase desconexa e não diz lá muita coisa sobre o livro além de “olha, eu sou um mash-up colossal”. E tem uma capa muito bonita. Fora isso, as críticas fazem o trabalho da sinopse por ela: o mash-up não é aparentemente uma equação que soma somente Steampunk com o velho oeste, adicionando também algo de lovecraftiano e épico na história. Chegando ao livro em si, fiquei impressionado com o quão pequeno ele é – mal passa de 350 páginas -, resultando em uma sample também pequena.

A sample de The Six-Gun Tarot cobre três cenas presentes e dois flashbacks, e não pretendo ser muito detalhista com isso. A cena de abertura mostra Jim, o aparente protagonista (que não está na sinopse) vagando pelo deserto com sua égua semi-morta; o cenário lentamente se desenrola e sabemos que ele está vagando pelo oeste americano pós-Guerra de Secessão. Flashback, blá blá blá, ele está com o olho de vidro do pai no bolso, etc, a capa está justificada. Narrativa entrecortada, passo lento, flashback, ele é salvo por um índio americano, que aparentemente é meio-coiote, e por um médico da cidade próxima de Golgotha. Então a sample acaba.

Ahn, pela linha lógica Jim será carregado para Golgotha e lá a verdadeira história terá início. O livro em si é bem menos afobado em se vender do que a sinopse leva a crer, há uma construção lenta e pouco arriscada do protagonista e o mínimo resquício de magia é mostrado em um ritmo que permite ao leitor se acostumar à ideia sem problemas. Eu sinceramente esperava que The Six-Gun Tarot começasse com algumas páginas falando sobre como os deuses alienígenas criaram a terra. Com a opção de ritmo narrativo do autor, fico restringido a fazer comentários sobre o estilo de escrita. É uma escrita precisa em terceira pessoa próxima, do tipo que se restringe ao conhecimento de seu personagem foco, não há excesso de descrição, não há excesso de fluxo de pensamento, não há intrusão alguma do narrador. É algo bem seco que não tenta pender para o grotesco ou para o maravilhoso. Não me impressiona, não me decepciona.

Meus sentimentos finais são de que a sample foi inconclusiva. Foi muito curta se comparada ao ritmo para que eu pudesse tirar conclusões mais palpáveis. A impressão é de que realmente terei que ler o resto do livro para entender por que há tanto alvoroço sobre ele – se ele é justificado ou não.



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Lorde Worth

Caçador de Hobbies exóticos, leitor obsessivo e jogador compulsivo.

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