Notícias Subterrâneas: Adentrando Outubro

Escrito por: | em 16/10/2013 | Adicionar Comentário |

Ele vem de cantos distantes, sempre seguindo sua trilha hibernal. Por terras perdidas, ocultas, bizarras e mercenárias ele vaga, coletando o que há de mais relevante em termos de notícias de ficção especulativa. Sim, é o Transubterrâneo, o destemido maquinário a vapor que cruza os Reinos Subterrâneos da Literatura. Hoje, venho a bordo de minha condução lendária apresentar o mais novo informativo do Grifo Nosso, cobrindo os dias de 1 a 13 de outubro.

As regras da casa são as de sempre: falo sobre romances e antologias publicados (tanto em primeiras edições quanto relançamentos) no período anunciado no começo do post; cada capa é um link para a página do respectivo livro no amazon; os símbolos *, ** e ^ simbolizam que o livro também está disponível como ebook de kindle, ebook de kobo E kindle ou audiobookI, respectivamente; e falo de pouquíssimos livros brasileiros pelo simples fato de que há poucas editoras que forneçam datas específicas de lançamento (dia exato de publicação) de seus títulos. Entenderam tudo, novos leitores? Muito bem, vamos às notícias. In Space No One Can Hear You ScreamOnce Upon a TimeThe Mammoth Book of Best New Horror 24

Começando com algumas antologias (marcadas com os nomes de seus editores) da União das Coletâneas Temáticas, temos uma vista interessante. In Space No One Can Hear You Scream* (Hank Davis) reúne de Clark Ashton Smith a Arthut C. Clark (com George R. R. Martin no caminho) em um apanhado de obras de terror cósmico. A sinopse tem uma das melhores frases do Lovecraft, ganhando assim meu voto de confiança (como se a lista de autores não me convencesse). Também temos perversões diversas em Once Upon a Time: New Fairy Tales* (Paula Guran), que mobiliza outro contingente de autores para escrever sobre… bom, o título é bem claro. E apareceu no caminho mais um The Mammoth Book of Best New Horror** (Stephen Jones); este é, pasmem, o VIGÉSIMO QUARTO da  série.

The Republic of ThievesThe Girl Who Soared Over Fairyland and Cut the Moon in Two1636: The Devil's Opera

Com The Republic of Thieves **^, Scott Lynch ataca novamente, dando sequência a, e concluindo, as aventuras de Locke Lamora. É um caper com cenários grandiosos, humor, um protagonista competente e uma técnica decente de execução. Em suma, mais do mesmo de The Lies of Locke Lamora. Não estou reclamando, é um mais do mesmo ótimo! Aliás, preciso terminar o primeiro livro da trilogia, que está pegando poeira no kindle há meses.

The Girl Who Soared Over Fairyland and Cut the Moon in Two**^ (Catherynne M. Valente) também é mais do mesmo… Com uma diferença: é da Catherynne M. Valente. Sou um tremendo e descarado puxa-saco dela, e talvez seja melhor não levar meus comentários sobre qualquer livro dela adiante. É mythpunk, é um conto de fadas bizarro, é criativo e bem escrito, é puro deleite literário.

1636: The Devil’s Opera* (Eric Flint & David Carrico) é nossa última parada nas Planícies da Fantasia Contemporânea. Mais um Ring of Fire? Sim, mais um. Eu não sei qual o número deste na série – mentira, sei sim (google me conta) – e não vou nem colocar sugestão de número neste post (ok, eu coloco, deve estar entre 20 e 30). A série é GRANDE. Ponto. É uma história alternativa trabalhada ao extremo e conduzida há tempos pelo Eric Flint (em um post anterior falei sobre Kremlin Games e dei a sinopse completa, procurem pela tag e a encontrarão, creio). Ahn, o Guto, um de nossos comentadores de longa data, leu o primeiro e disse que foi interessante; vou apostar nesse depoimento, porque eu realmente não cheguei perto de nenhuma das peças de Ring of Fire ainda.

Na ala do Sci-fi… Estamos desfalcados (em número, não qualidade), parece-me. The Cusanus Game ** (Wolfgang Jeschke) foi uma surpresa. Eu NUNCA li um comentário sobre Wolfgang Jeschke, então vou ativar meu oráculo e já volto.

Ok. Ahn, ele é consideravelmente renomado na Alemanha, mas não há muitos títulos dele traduzidos para inglês (quem dirá português). Na verdade, The Cusanus Game foi lançado alguns anos atrás, está aqui só por ser a primeira edição em inglês (uma em espanhol sai/saiu mais ou menos agora, por sinal). É uma narrativa sobre apocalipse, viagens no tempo, história paralela (não, talvez não) e alguma indagação filosófica em uma viagem de auto descoberta. Hm, atraente.

Battleground** (Terry A. Adams)  é a conclusão de uma trilogia iniciada no final da década de 80, lançada pouco tempo após surgir um omnibus com os dois livros anteriores. Fiz minhas pesquisas e parece que esse é um livro… invariavelmente morno. Mas, vi alguns anúncios por aí, a capa é simpática e é incomum que uma série ressurja do limbo assim, após um hiato de mais de vinte anos.

The House of Hades Treecat Wars

 Para finalizar, dois livros infanto-juvenis. The House of Hades**^ (Rick Riordan) é mais um ovo de ouro da marca Percy Jackson. O responsável por essas capas manda muito bem, a de House of Hades está fantástica. Treecat Wars* (David Weber & Jane M. Lindskold), por fim, marca mais um passo na longa caminhada de Star Kingdom ao longo do tempo e das prateleiras de livrarias. Novamente, mais do mesmo: gatos alienígenas, preocupação ecológica, heroína adolescente, et cetera.

E aqui termina nossa longa jornada! Preciso voltar a colocar alguma bizarrice no fim do post para dar o sprint final. Parece que a minha queda de humor para falar dos últimos cotistas fica mais acentuada da forma que está.

Obrigado a todos pela participação e deixem seus comentários antes de seguirem viagem. Até a próxima semana e sigam em paz.



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Lorde Worth

Caçador de Hobbies exóticos, leitor obsessivo e jogador compulsivo.

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