Escrevendo: Sangue e Trovão

Escrito por: | em 26/02/2016 | Adicionar Comentário |

Hoje nós vamos começar um exercício diferente: Eu vou escrever um livro.

Eu vou escrever um livro, mas vou ouvir seus pitacos. Bom, na realidade o livro já está escrito, mas não é esse o foco, a ideia aqui é nós explorarmos a criação de um livro, e toda semana vou publicar um capítulo aqui, junto com um comentário, ao fim, sobre o porque de cada elemento escrito ali.

Muito bem, eu lhes apresento “Sangue e Trovão”.

Prólogo:

– Se deixar de prestar atenção em mim vai se arrepender profundamente! – Gritou o Capitão dos Aquilários para seu escudeiro, mas o vento sibilava tão rápido que mal podia ser ouvido enquanto eles sobrevoavam o vale em que duas nações se chocavam em uma batalha sangrenta que podia ser ouvida a quilômetros.

O Capitão podia ver abaixo das nuvens escassas as massas de pessoas rumando umas contra as outras, os estranhos canhões elétricos dos Aéllicos rugiam no vale contra as forças da Coorte de Rapina, mas os soldados com asas de águias nos elmos devolviam catapultando esferas de vidro repleto de líquido combustível que explodia em contato com o ar ou disparando com seus canhões de pólvora negra. O vale se enchia com os trovões das armas, galopes de cavalos, os gritos de homens mutilados ou incendiados. E o cheiro ficava preso no vale pelas elevações ao redor, carne queimada, sangue, suor e urina.

Os Aéllicos se entrincheiraram na embocadura estreita do vale, tirando a vantagem de números vastamente superiores da Coorte, disparando seus canhões engenhosos sobre as massas de soldados, que tentavam se espalhar sem muito sucesso pelo vale, na tentativa de se tornarem alvos menos óbvios. Os soldados da Coorte eram treinados e valorosos, e pressionavam o inimigo com disparos de rifles, frascos incendiários, jatos de chamas, cargas de baionetas e espadas em punho.

O esquadrão estava a uma altura acima das nuvens em que o ar se tornava rarefeito, prontos para seu ataque de mergulho. Eles já podiam ver abaixo a monstruosidade de aço escuro mais próxima que flutuava sobre o vale, parcialmente encoberta por nuvens criadas artificialmente, um dos três navio voadores de guerra que cuspiam fogo e relâmpagos sobre seus inimigos no vale.

Os Aquilários normalmente bombardeavam ou arrebatavam inimigos terrestres, mas pela primeira vez seus rivais Aéllicos trouxeram resistência aérea na forma de exóticos navios metálicos sem velas, com centenas de metros de comprimento que se envolviam em uma densa névoa durante o movimento, o que os faziam parecer uma mera nuvem de tempestade. Mas assim como nuvens eles disparavam morte trovejante com seus canhões de trilho sobre os soldados da Coorte. Relâmpagos arqueavam e caíam sobre massas de inimigos incapazes de se defender da morte eletrificante e ensurdecedora vinda do ventre das máquinas Aéllicas e controlada pelos temidos Eletromantes. Os canhões elétricos disparavam projéteis que saíam em uma nuvem de chamas e explodiam com pulsos relampejantes de luz entre os soldados ou explodiam em uma saraivada de metralha aquecida que matava dezenas ao mesmo tempo. E agora três daquelas colossais armas sobrevoavam ao redor do vale, flutuando sobre o sopé das montanhas que formavam o Pescoço de Aureus.

Agora que os Aéllicos trouxeram suas armas secretas, os esquadrões de Aquilários se reorganizaram para atacar as plataformas de artilharia voadoras, verdadeiras fortalezas flutuantes. Seu esquadrão atacaria a nave que estava mais afastada do vale, tentando encontrar e explorar um ponto fraco daquela nova diabrura que o maldito Império trazia para o campo.

O Capitão dos Aquilários soprou brevemente seu apito embutido no elmo por três vezes, todo o esquadrão se debruçou sobre seus grifos blindados e lhe enterraram os calcanhares. As cabeças de águia cobertas de placas metálicas se abaixaram, as patas de leão se encolheram e com as asas recolhidas trinta Aquilários mergulharam com suas montarias como gotas de uma chuva furiosa de verão, descendo como falcões peregrinos, projéteis de carne e aço atingindo velocidade terminal.

O vento uivava enquanto desciam, e seus pulmões teriam estourado com a velocidade do ar se não fosse pelos respiradores dos elmos, enquanto visores de vidro-diamante mantinham uma visão clara da rápida aproximação da abominação que pairava trovejando sobre o vale. O esquadrão se aproximou rapidamente da nave metálica, mas quando passaram da pequena cobertura de nuvens acima já estavam sob fogo cerrado. Projéteis passavam sibilando ao redor dos Aquilários que se espremiam mais ainda contra suas montarias, tentando oferecer o menor alvo possível.

O capitão viu com sua visão periférica o seu escudeiro ser atingido junto com sua montaria por um projétil das malditas armas enormes da nau voadora dos Aéllicos, o jovem rapaz desapareceu em uma explosão de sangue e penas e ficou para trás em uma fração de segundo. O capitão murmurou uma praga e puxou as rédeas de seu grifo antes da colisão com a lateral blindada do estranho navio, mas chegou próximo o bastante para seu grifo pousar as patas na lateral do casco e tomar impulso enquanto eles mergulhavam em diagonal e o esquadrão se espalhava.

O Capitão sacou seu lançador e continuou guiando a rédea com a mão esquerda enquanto rodeava a nau escrutinizando a superfície. Era um leviatã de metal, com rebites à mostra e centenas de reentrâncias. Na lateral estava escrito o seu nome em enormes letras brancas, “Basilísco”, um nome apropriado para o inimigo dos grifos. Quando viu uma reentrância onde soldados disparavam um canhão que mirava no vale abaixo o Capitão disparou um de seus frascos aerodinâmicos de alquimia incendiária com precisão, e os três artilheiros aéllicos irromperam em chamas famintas, sendo que um deles buscou apagar o fogo se atirando para fora da nave, em uma queda até o vale. Quando passava pelo que seria a proa da nave metálica, ele percebeu uma área feita inteiramente de janelas reforçadas cobertas por grades de metal na parte baixa do navio. “Faz sentido” pensou o Capitão “Uma embarcação que ataca o que está embaixo teria um tombadilho abaixo da mesma”.

O Aquilário carregou seu lançador com um frasco de ácido poderoso, capaz de dissolver metal e vidros não tratados com unguento negro. Ele circulou na direção oposta e ao passar pelo que ele só podia chamar de “Ponte de Comando” disparou seu lançador e uma camada de ácido cobriu uma das janelas reforçadas quando o frasco se estilhaçou contra ela. Então ele guiou seu grifo, voltando-se de costas para o navio metálico, se afastando voando e ganhando altitude enquanto carregava um frasco incendiário em seu lançador, sem nunca deixar de estar sob o fogo de pequenas armas elétricas, e alguns canhões dos Aéllicos. Depois se voltou para a nave novamente e ganhou velocidade na descida, deu dois silvos longos e um curto com seu apito, um comando para que seu grifo o esperasse por perto. Em seguida se colocou em pé sobre a sela, e mesmo não estando próximo do navio saltou de seu grifo, mergulhou por um segundo para ajustar a altura e depois acionou uma pequena alavanca próxima das costas de sua armadura, uma armação de finos tubos metálicos com uma membrana bem cortada de seda se abriu em suas costas, formando asas de seda branca com pinturas de penas. Manobrando suas asas artificiais como um morcego de armadura e fechando-as à sua posição original no último segundo ele atravessou o vidro enfraquecido pelo ácido da aparente sala de comando do navio em meio a uma chuva de cacos de vidros.

Duas dezenas de tripulantes Aéllicos operavam mecanismos de controle do navio voador. Cabos emborrachados serpenteavam por todas as paredes, uma área elevada parecia conter o comandante do navio e seu imediato, que operava um timão, ambos trajavam armaduras completas de comandantes Aéllicos, com seu isolamento elétrico. Ele disparou seu frasco incendiário sobre o comandante enquanto os tripulantes saíam de seu estupor. O Aquilário não viu o que houve com o comandante, mas seus subalternos afluíram sobre ele, todos trajando peitorais de aço negro e de armas em punho.

Um dos tripulantes tinha uma carabina de trilho, típica arma de fogo elétrica dos Aéllicos para espaços apertados, e disparou contra o Aquilário, um projétil que incendeia o ar ao sair do cano e seria capaz de atravessar uma chapa de metal de dez centímetros de espessura, mas a armadura do Capitão era incomum, um metal alquímico com uma resistência impenetrável por fora e maleabilidade por dentro, junto à uma camada de forro de couro preenchida com uma gelatina dissipadora de choque, o que fez com que o impacto do disparo se equiparasse à um soco de mãos desnudas sobre uma armadura comum. Os tripulantes arregalaram os olhos, surpresos com a inutilidade do disparo que resvalou inutilmente na armadura prateada que cobria todo o corpo do imenso homem armado, com o elmo alado e com a face de águia e olhos de vidro da Coorte, que continuava em pé, desafiador, um invasor na cabine de comando da tripulação, uma ave de rapina no ninho dos pardais.

O Capitão saboreou o medo deles por um segundo enquanto sacava seu martelo de combate com uma das pontas em forma de bico de corvo, com a outra mão ele deixou o lançador de lado e retirou do cinto uma pistola com uma baioneta integrada. Em seguida ele se jogou contra a massa de tripulantes que se formava em frente, seu único disparo da pistola laminada foi certeiro contra o pescoço do homem armado com o rifle, em seguida ele começou a correr pelo aposento, e passou a ceifar os tripulantes, armados com espadas curtas e punhais.

Um homem o atacou primeiro com sua espada curta junto a uma mulher logo atrás dele, o Capitão esmagou seu rosto com o martelo e com o mesmo impulso do corpo cortou a garganta da tripulante com a lâmina da pistola. Aparou dois golpes de tripulantes visando suas juntas e deixou o restante encontrar sua armadura impenetrável, mais um tripulante, um jovem de cabelos encaracolados, caiu com uma perfuração do bico de corvo embaixo da axila esquerda, um outro teve placa e peito esmagados pelo martelo, mais uma jovem morreu pela baioneta da pistola, com esta entrando-lhe pelo olho e saindo pela nuca. O capitão sentia medo e empolgação ao enfrentar tantos oponentes, mas eles não eram páreos para sua habilidade refinada de combate brutal, embora o fato de eles morrerem sem gritar ou chorar lhe deixasse um tanto perturbado.

Mais um golpe na virilha de um oponente com o martelo subindo, outro teve a mão destroçada pelo martelo descendo. O imediato apareceu enquanto o Capitão girava o martelo para afastar os oponentes, sua espada mais longa e sua armadura completa fazia dele uma complicação para ser morto, mas estava sem o elmo.

O imediato saltou à frente com expressão compenetrada e silenciosa, sua espada estocando furiosamente enquanto os tripulantes tentavam cercar o Aquilário, mas este correu em direção a um tripulante mais afastado que recebeu sua lâmina no pescoço e depois um golpe de martelo tão poderoso que o jogou contra o imediato como um boneco de trapos. O imediato tirava o tripulante morto da frente quando viu um martelo descendo em sua direção, seu crânio foi esmagado em uma fração de segundo, espalhando a massa cerebral pelo chão de tábuas de madeira polida.

Neste momento alguém gritava com os tripulantes que se apertavam ao redor do Capitão para morrer silenciosamente.

-Recuem! Recuem! Ele é meu! – Gritava o Comandante do Basilísco se levantando, agora com sua armadura chamuscada e sem seu elmo, o isolamento havia derretido e colado no couro que vinha por baixo, o que era a intenção do Aquilário que sabia que se tivesse de enfrentar o comandante era melhor remover seu isolamento elétrico para que não pudesse usar a bateria acoplada de sua espada para o eletrificar.

Os tripulantes recuaram, desfazendo o semi-círculo precário, e foram para trás de seu comandante. O Aquilário e o oficial ficaram sozinhos em um espaço ao meio dos controles da nave. O comandante tinha cabelos negros desalinhados e colados pelo suor proveniente do calor embaixo do elmo, seu rosto barbeado tinha uma cicatriz no queixo e pesadas sobrancelhas que ele franzia com fúria. Ele era mais alto do que o capitão, forte e com movimentos elaborados, com uma armadura cinza escura que ampliava a impressão de seus músculos poderosos. Trazia uma espada elétrica desligada na mão direita, e um punhal longo e fino na mão esquerda. Seu posicionamento com a adaga à frente, oferecendo o lado esquerdo para o oponente e a espada atrás com a ponta voltada para o mesmo, indicava nova escola de esgrima Aéllica. O Aquilário ergueu o martelo acima de sua cabeça e o manteve suspenso, sua pistola laminada em guarda à frente, o corpo de lado e os joelhos flexionados.

O Comandante do Basilísco se moveu como um relâmpago, e o Capitão Aquilário mal teve o reflexo de aparar a ponta da espada que vinha pra sua axila com a lâmina da pistola, mas logo em seguida ele revidou com o martelo descendo-o com força sobre o ombro do oponente, mas o oficial deu um passo para trás tão rápido que seu martelo só encontrou o ar. O Aquilário atacou com sua lâmina logo em seguida, mas ela foi aparada pela espada, enquanto o punhal vinha para a fresta entre seu elmo e o peitoral, mas ele escapou girando o corpo para trás.

O Aquilário sabia que logo apareceriam reforços, e cada segundo era um risco para seu grifo que o esperava lá fora. Decidiu que tinha de terminar logo com o comandante, e se pudesse massacrar os outros tripulantes que restavam para controlar a nave, tanto melhor.

O Capitão Aquilário atacou com uma sucessão de golpes aparados e desviados pelo comandante que fez com que os dois andassem até a janela. O aquilários deu um novo golpe violento com o martelo, e no mesmo impulso levou sua lâmina até a junta de dentro do cotovelo esquerdo do comandante, mas este avançou contra ele e prendeu seu pulso esquerdo na axila. O Aquilário sentiu a espada do oponente bater repetidamente em suas costas, mas sorriu da inutilidade do ataque, e levantando e baixando o martelo contra o ombro do oponente preso, ele fincou o bico de corvo na armadura, perfurando carne e a clavícula do comandante, e quando seu aperto afrouxou, puxou sua pistola laminada do braço que a imobilizava tentando cortar o pescoço do Comandante do Basilísco, mas este se esquivou, levando apenas um talho longo na bochecha esquerda.

Quando o Aquilário se impulsionou para trás, se libertando do aperto e fazendo seu ataque, o Comandante lhe chutou a barriga enquanto levava o corte no rosto, o que fez com que o Capitão fosse jogado para trás, em direção à janela arrebentada pela qual ele entrara.

O Aquilário caiu de costas pela janela, sendo defenestrado com um chute incomumente poderoso, ele imediatamente estava em queda livre, passando por nuvens artificiais, geradas pela nau voadora, e vendo a mesma se afastar. O Capitão calmamente girou o corpo para ficar com a barriga para baixo e viu o vale a uma grande distância, aparentemente o navio voador tomou uma direção inesperada enquanto ele massacrava os tripulantes.

O Capitão acionou a alavanca nas costas para abrir suas asas de seda, mas trincou os dentes de terror quando viu elas abertas, com a seda retalhada e a armação danificada das asas, ele entrou em uma espiral descendente vertiginosa. Um turbilhão aéreo confuso, em que céu e terra se alternavam velozmente em sua visão.

O Aquilário apitou desesperadamente para que seu grifo viesse lhe buscar, mas o grifo nunca chegou.

O chão chegou rápido demais.

 

 

Comentário:

Muito bem, este foi o primeiro enxerto do livro, a introdução.

Quando comecei a pensar em escrever um livro, a primeira coisa que me veio a cabeça foi a temática. Eu queria escrever uma ficção, mas seria o quê? Fantasia? Ficção Científica? Policial? Logo cheguei a conclusão que eu queria mesmo era escrever uma fantasia, não porque eu tenha síndrome de “quero ser Tolkien”, mas porque com uma construção mais plena de um mundo fantasioso, eu poderia trazer histórias mais interessantes, com elementos que fizessem um comentário sobre nosso mundo, a nossa vida.

Mas não quero fazer um livro político, um livro ativista. O que eu quero é incitar o pensamento do leitor em temas sérios enquanto ele se diverte em mundo não existente, fazendo perguntas e não apresentando respostas.

Depois de resolver que faria uma fantasia, decidi que gostaria de mudar a temática central, então coloquei uma forte temática Steampunk (ou seria eletropunk, já que nada depende de vapor, e sim de eletricidade?), um estilo pouco explorado com uma tecnologia avançada em um estilo futuro do pretérito, ou seja, como o passado imaginaria a tecnologia do futuro.

Também decidi que haveria magia, mas não raças mágicas, como elfos, anões, goblins, orcs e etc, pois acredito que a raça humana já possui tanta variedade e uma cultura tão diversificada, que humanos são o bastante para um mundo colorido. Depois estabeleci que haveriam múltiplos personagens principais, o que engrandece o livro e dá múltiplas visões de um mesmo acontecimento. A ideia inicial é que seja de cinco a seis personagens. Em seguida decidi que a narrativa seria em terceira pessoa, mas não onisciente, portanto, só saberíamos o que o personagem principal daquele capítulo saberia.

Você pode perceber a forte influência de George R. R. Martin nos múltiplos personagens e no estilo de narrativa, assim como na conclusão da introdução, mas não se preocupe, apesar disso eu posso colocar minhas próprias surpresas e diferenciações nesse estilo. Também optei por um estilo de escrita pouco descritivo e bem limpo, com ênfase em ações e diálogo para narrar o enredo, com poucas pausas para explicações, confiando no leitor para imaginar o cenário com os poucos elementos apresentados.

O conflito entre o Império Aéllico e Coorte de Rapina foi retirado diretamente dos conflitos de grandes civilizações, como Roma X Cartago, ou Estados Unidos X União Soviética, onde o Império Aéllico confia em tecnologia e qualidade individual superior, como Roma e EUA (sem falar nos paralelos da Pax Romana e Pax Americana que ainda iremos explorar no futuro) e com a Coorte de Rapina confiando em força bruta militar superior para resolver seus problemas (Mais próximo da União Soviética do que Cartago, mas ok). Apesar da comparação com Roma e EUA, depois vocês verão que o Império Aéllico se aproxima mais do Império Britânico da Rainha Vitória, e eu sei que é muito clichê para o Steampunk, mas eu preciso dos elementos coloniais.

O personagem principal é o Capitão dos Aquilários, alguém que tem uma visão privilegiada da ação completa da batalha no vale, assim como acesso para ter contato direto com comandantes inimigos através de sua mobilidade superior. O grifo é o primeiro sinal do misticismo do mundo, e o misticismo vai crescer no futuro, para criar um amálgama maravilhoso de tecnologia e magia.

A ideia da ação desenfreada e superlativa da introdução é justamente fazer o leitor entrar de cabeça na história, pegando ele não pela mão, para introduzir pequenos elementos do mundo, mas agarrando ele pela nuca e o arrastando em meio as salvas de canhões e corpos mutilados, voando no céu. O que eu me lembro é do filme O Resgate do Soldado Ryan, que depois da introdução nas praias da Normandia, sabe que você não vai desistir do resto dele.

Você faria alguma coisa diferente? Deixe-me saber.




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Gustavo Domingues

Mordido por um advogado radioativo, Gustavo desenvolveu super poderes como: advocacia esperta, escrita relapsa, narrativa vingativa. Carrega um dispositivo no bolso que contem todo o conhecimento humano, mas ele o usa para brigar com estranhos e ver vídeos de gatos.

2 Comentários sobre Escrevendo: Sangue e Trovão

  1. Pingback: Escrevendo: Sangue e Trovão Capítulo 1 | Grifo Nosso

  2. Thiago Carvalho

    Ótima narrativa, assemelha-se, assim como foi informado pelo autor, ao grande mestre Martin. Ansioso pelos próximos capítulos.

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