Review: O Aprendiz de Assassino

Escrito por: | em 07/11/2017 | Adicionar Comentário |

Oi meu nome é Thaís, e faz 20 dias que eu não leio Robin Hobb!

Inicio a resenha de “O Aprendiz de Assassino” depois de ter lido os três livros desta trilogia em apenas 30 dias.

Robin Hobb é um pseudônimo da escritora Megan Lindholm, que escreve fantasia desde 1970, mas em 1995 ela lançou o primeiro livro da série “O Reino dos Antigos” assinando como Robin Hobb, que se tornou o nome pelo qual ela é mais conhecida.

“O Aprendiz de Assassino” é o primeiro livro da trilogia “Saga do Assassino”, que é a primeira trilogia da série “O Reino dos Antigos”, sendo que nos EUA já foram lançadas mais três trilogias e uma quadrilogia que passa no mesmo mundo, além de algumas novelas (um conto maior), e alguns contos.

O livro foi lançado no Brasil em 2013, com uma capa que acabou não fazendo muito sucesso. Depois disso ele foi relançado com outras capas (com artes do Marc Simonetti), o que aumentou a popularidade da série. Todos os livros aqui foram lançados pela Editora LeYa.

Primeira Capa Segunda Capa
   

O livro “O Aprendiz de Assassino” nos apresenta o personagem principal dessa trilogia e de algumas outras, que é o Fitz. Em inglês Fitz pode ser entendido tanto como filho ilegítimo ou bastardo, e neste caso, ele é o filho bastardo do príncipe herdeiro Cavalaria e é criado por um homem de confiança do príncipe Cavalaria chamado Bronco, pois Cavalaria abandonou a cidade de Torre do Cervo com a sua esposa Paciência quando soube do filho bastardo.

Ao longo da história, Fitz descobre ser “Talentoso” e “Manhoso”, mas não se preocupe, esses são tipos de magia apresentados no livro. Sendo que a primeira magia é vista com bom olhos, e ele é treinado nela por um dos antagonistas do livro, Galeno. Enquanto a segunda magia não é bem vista, e ele é desencorajado a usá-la.

Fitz também passa a ser treinado como assassino real a pedido do Rei Sagaz, por um homem chamado Breu, ele também um bastardo a serviço do rei. Com isso ele vai a algumas missões pelos Seis Ducados, a região controlada pelo Rei Sagaz, para praticar seu novo, e nada honroso, ofício.

Outra pessoa que é um antagonista para Fitz desde o início, quando o avô materno leva ele para deixar aos cuidados do Rei, é um dos tios dele, o príncipe Majestoso (vale falar que ele é o filho do segundo casamento do Rei Sagaz, tendo uma personalidade bem diferente de seus irmãos mais velhos). Ele é o mais novo dos príncipes e entre eles o mais longe na fila de sucessão, e se sente ameaçado com a chegada de um bastardo do príncipe herdeiro que é tão parecido com o mesmo. Já o irmão dele, o príncipe Veracidade, é amigável com o Fitz desde o primeiro dia.

Em muitas partes do livro vemos Fitz como uma pessoa solitária dentro da Torre do Cervo, tendo como uma escapatória os treinamentos de Breu e as incursões a Cidade da Torre do Cervo, onde ele acaba fazendo alguns amigos e se apaixonando por Moli, uma jovem que vive com o pai alcoólatra e vive de fazer velas. Como o livro é em primeira pessoa, por muitas vezes conseguimos entender melhor o que o personagem está sentindo nestes momentos de solidão e a felicidade que ele tem com coisas pequenas.

Uma das coisas que me atraiu no livro “O Aprendiz de Assassino” foi ser um livro com pouca magia. Por mais que a magia exista, são poucos os que sabem usá-la e ela também não é muito espalhafatosa como na maioria dos livros de fantasia.

Eu já havia lido diversos livros de fantasia quando entrei em contato com a Saga do Assassino, e nenhuma escrita me encantou tanto como a da Robin Hobb, que nos apresenta um mundo novo e personagens interessantes de uma maneira primorosa. As personagens no geral são bem escritas, é fácil encontrar características diferentes e bem elaboradas em cada um. E o que eu acho mais instigante é que as personagens são bem humanas, cometendo erros de vez em quando. Sei que muitos acham que o personagem principal comete erros demais, mas eu considero isso o amadurecimento (afinal, quem nunca discordou do conselho de alguém mais velho e quebrou a cara?), vale lembrar que ele é bastante jovem durante o primeiro livro.

Outro ponto interessante do livro é a tradução que foi feita pelo Jorge Candeias, pois alguns nomes são dados conforme uma característica que é esperada pela pessoa, criando um obstáculo extra ao tradutor, que em via de regra não traduz nomes próprios, mas que neste caso é impossível. Tem os príncipes Cavalaria, Veracidade e Majestoso, a Dama Paciência, entre outros. Deve ter sido um tanto quanto difícil as escolhas para se traduzir determinados nomes, tanto que o do personagem principal, Fitz, não foi traduzido por não possuir um equivalente descente em português.

Uma coisa que facilitou bastante a minha leitura é que os livros estão no Kindle Unlimited (serviço de pagamento mensal que dá acesso a alguns livros disponibilizados pelas editoras, como se fosse uma Netflix dos livros), é muito mais fácil levar na mochila e não ter medo da morte do impacto do livro quando leio antes de dormir na cama (quem nunca deixou um livro cair no rosto antes de dormir?).

Como disse anteriormente, já li essa trilogia inteira e virei uma fã inveterada, me deixando ansiosa pelos demais livros. O que me leva a próxima trilogia da autora que está sendo lançada no Brasil que é a “Os Mercadores de Navios-Vivos” (uma tradução um pouco estranha, pois com essa tradução parece que eles vendem Navios-Vivos e não moram neles, o que seria o caso).  Aqui no Brasil só foi lançado o primeiro livro “O Navio Arcano” da trilogia “Os Mercadores de Navios-Vivos”. O que me deixa inclinada a continuar a série em inglês.

E você, qual o seu depoimento sobre o livro “O Aprendiz de Assassino”?

PS: O Rei Grifo fez uma vídeo resenha deste livro, você pode acessá-lo aqui.

 




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Thaís Priolli

Louca por distopias, sempre com uma teoria de "E se...". Não pretende morrer neste planeta.

2 Comentários sobre Review: O Aprendiz de Assassino

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