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	<title>Grifo Nosso &#187; Eric Torres</title>
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	<itunes:summary>Danielle Toste, Eric Torres, Gustavo Domingues e Juliana Morais leem o mesmo livro e falam sobre ele. Quatro aspectos do livro sÃ£o avaliados: trama, personagens, escrita e leitura.</itunes:summary>
	<itunes:author>Grifo Nosso</itunes:author>
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	<itunes:subtitle>Um clube do livro em formato de podcast</itunes:subtitle>
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		<title>Grifo Nosso &#187; Eric Torres</title>
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		<title>Review: Jerusalém: As páginas mais sanguinárias da História da Cristandade</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 23:05:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Review: Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[análise]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Por que nos limitarmos a libertar Constantinopla das pressões dos muçulmanos? Passando à ofensiva, poderíamos recuperar os territórios mais meridionais, a Síria inteira e a Palestina! E Belém, Nazaré, Jerusalém. E o Santo Sepulcro! E não seria o imperador bizantino a recuperá-los, mas a cristandade em seu conjunto! A essa altura, a Igreja de Roma, a única verdadeira herdeira de Cristo, a promotora da recuperação dos lugares santos, não encontraria dificuldades para obter o controle das igrejas orientais! (&#8230;)&#8221; Esta &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/11/review-jerusalem-as-paginas-mais-sanguinarias-da-historia-da-cristandade/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span style="color: #008000;">&#8220;Por que nos limitarmos a libertar Constantinopla das pressões dos muçulmanos? Passando à ofensiva, poderíamos recuperar os territórios mais meridionais, a Síria inteira e a Palestina! E Belém, Nazaré, Jerusalém. E o Santo Sepulcro! E não seria o imperador bizantino a recuperá-los, mas a cristandade em seu conjunto! A essa altura, a Igreja de Roma, a única verdadeira herdeira de Cristo, a promotora da recuperação dos lugares santos, não encontraria dificuldades para obter o controle das igrejas orientais! (&#8230;)&#8221;</span></p></blockquote>
<div id="attachment_7222" class="wp-caption aligncenter" style="width: 343px"><a href="http://www.grifonosso.com/2011/11/review-jerusalem-as-paginas-mais-sanguinarias-da-historia-da-cristandade/jerusalem-01/" rel="attachment wp-att-7222"><img class="size-medium wp-image-7222" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/jerusalem-01-333x494.jpg" alt="" width="333" height="494" /></a>
<p class="wp-caption-text">Capa da versão nacional, publicada pela editora Bertrand.</p>
</div>
<p>Esta aí um livro que fascinaria todo tipo de psicopata já pela “belíssima” capa. Com 572 páginas esparramando corpos dilacerados para todos os lados, houve muita coerência dos editores em acrescentar logo abaixo do título que essas são <em>“as páginas mais sanguinárias da história da cristandade”. </em></p>
<p><span id="more-7219"></span></p>
<p>Um bom livro, mas demasiadamente exagerado justamente pela violência. E se é excessivo nisto, acrescente-se o questionamento da divindade de Jesus e pronto, já temos um novo candidato para torrar na fogueira dos hereges.</p>
<p>Jerusalém é o primeiro livro de Andrea Frediani a ser comercializado no Brasil. O autor tem uma sólida formação em História, ficando consagrado na Itália com outros romances dentro desta esfera mais fática, como por exemplo em<em> 300 guerrieri: La Battaglia delle Termopili</em>. Especificamente quanto a Jerusalém, a proposta continua sendo um enredo lastreado em acontecimentos reais durante a primeira cruzada, mesclando personagens que efetivamente existiram (como os lideres militares Raimundo de Toulouse, Godofredo de Bulhão, Roberto da Normandia, etc.) com outros fictícios. Naturalmente são estes últimos que vão conduzir a história, ainda que eles não sejam personagens com tanto relevo.</p>
<p>O livro propõe que Jesus não era o verdadeiro filho de Deus, mas tão somente um rabino dentro das dezenas de seitas judaicas que dominavam o primeiro século. Por se voltar contra os sacerdotes bajuladores dos romanos, instigando uma espécie de revolta contra o Império, ele foi rapidamente crucificado. Assim a culpa seria sempre de Roma.</p>
<p>Logo após a morte de Cristo, seu irmão Tiago ficou responsável pela difusão da doutrina entre os próprios judeus, naqueles mesmos termos de pureza religiosa e repúdio aos romanos. Paralelamente a este trabalho, o apóstolo Paulo começou a pregar uma doutrina completamente diversa, que criava uma nova religião centrada em Jesus. Por ser justamente a versão calcada na “fraternidade universal”, culpando os judeus pela morte de Cristo, foi a versão que colou em Roma.</p>
<p>Tiago relatou o equívoco gerado por Paulo em pergaminhos, os quais permaneceram intactos ao longo dos séculos. Se por um lado os documentos criam um grande perigo para a Igreja Católica, por outro representam uma possibilidade de absolvição de todos os judeus. E como os pergaminhos acabam nas mãos de uma judia alemã, acostumada com todo tipo de perseguição, já é fácil perceber o que ela pretende fazer&#8230;</p>
<p>Este é o ponto central de Jerusalém. Tirando isto temos apenas os cercos intermináveis na cidade santa, soldados pestilentos morrendo de fome, soldados famintos sendo trespassados por flechas árabes, soldados mortos empilhados nas portas de Jerusalém&#8230; Depois da invasão dos cruzados temos exatamente a mesma ordem de fatos, acrescentando-se os estupros em massa de mulheres árabes e judias. Um excesso que superou o sítio narrado por Bernard Cornwell em Azincourt. No mínimo assustador.</p>
<p>Mas antes de entrar especificamente no cerco de Jerusalém, o livro apresenta constantes <em>flashbacks </em>que mostram a cidade no ano 70 D.C., logo após a destruição promovida por Tito. Nestes retornos paralelos o autor demonstra como o pergaminho de Tiago foi recuperado, um aspecto que é muito bem colocado ao longo da obra. Pode-se dizer que isso serve como <em>“cereja do bolo”</em> para uma sequência de fatos meio previsíveis, principalmente para o leitor que já tem algum conhecimento sobre o tema.</p>
<p>A história é desenvolvida a partir da perspectiva de 6 personagens principais: Ricardo (um soldado normando que entra na cruzada para se redimir de suas antigas falhas), Emanuel (um soldado bizantino que também ingressa na cruzada para se redimir de falhas passadas), Inês (uma prostituta que &#8220;trabalha” no acampamento cruzado), Rebeca (a tal judia que possui os pergaminhos de Tiago), Firuz (um  turco que luta ao lado dos árabes em Jerusalém) e Anselmo (padre do acampamento cruzado)</p>
<p>Certamente o leitor deve achar os personagens estranhos, com pouquíssima harmonia para a história. Pelo contrário, apesar da diferença entre eles há uma coordenação satisfatória ao longo da trama. É interessante perceber que eles não se enquadram em um aspecto heróico de verdade, uma vez que se tratam de pessoas comuns que participam do jogo conforme as regras dos lideres militares. É claro que existem certos momentos de heroísmo que cativam o leitor, mas não espere façanhas impossíveis.</p>
<p>Esses personagens se entrelaçam ao longo da trama através de relações bem simples. Primeiramente o livro apresenta o momento em que Rebeca foge da Europa com os pergaminhos, buscando paz em Jerusalém. Ao mesmo tempo ela tenciona divulgar o teor dos manuscritos para eliminar a culpa dos judeus na morte de Jesus, acabando assim com todo o massacre promovido pelos cristãos.</p>
<p>É nesta fuga que ela acaba conhecendo Ricardo, que a ajuda diante de uma turba de soldados furiosos.  Eles vão se reencontrar fora das muralhas de Jerusalém, quando ela confia ao soldado a guarda dos manuscritos. São os personagens de maior impacto para a trama.</p>
<p>Acredito que há uma desvalorização dos personagens e da trama com os constantes encontros “<em>casuais&#8221;</em>. Não há grande problema no reencontro de Rebeca e Ricardo durante o cerco de Jerusalém, mas colocar vários encontros cruciais para a história é exagero. Por exemplo: Firuz e Emanuel se conhecem na juventude, durante uma batalha contra os turcos. Anos mais tarde se encontram novamente no sítio de Jerusalém&#8230; No primeiro encontro Firuz fica consternado ao ver seu antigo amigo, deixando de matá-lo. No segundo é a vez de Emanuel ter seu momento de tolerância. No terceiro, por fim, chuta-se o balde com uma luta cega entre os dois&#8230; Ninguém sabe quem é o oponente até a primeira morte, quando temos aquela surpresa sem graça comum em toda novela das oito.</p>
<p>No geral é um livro bom, mas poderia ter recebido um cuidado melhor em certos aspectos. Alguns personagens &#8220;realmente&#8221; principais talvez ficassem mais atraentes do que os diversos <em>“comuns”.</em> E falando em comum, como o autor desde o começo já explica os fatos basilares do romance, toda essa fragilidade parece ainda mais evidente.</p>
<p>Desconfio que o zelo na descrição das batalhas seja uma forma de equilibrar a balança, mas se era este o objetivo, certamente ela ainda está inclinada para um único lado.<em><br />
</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><br />
</em></p>
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		<title>Dica do Grifo: A Legião Negra</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 10:01:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[a legião negra]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
		<category><![CDATA[romance histórico]]></category>

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		<description><![CDATA[Quase todos os romances históricos disponíveis são de autores estrangeiros, com tramas completamente fora da nossa realidade. Está certo que a história brasileira carece de muitos momentos que criem um interesse tão relevante, afinal temos somente cinco séculos após a chegada dos portugueses&#8230; E o que ficou para trás de Cabral simplesmente não parece ganhar um enfoque literário extenso. Contudo, recentemente encontrei um romance que muda um pouco este contexto precário ao trazer uma narrativa centrada na Revolução Constitucionalista de &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/11/dica-do-grifo-a-legiao-negra/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quase todos os romances históricos disponíveis são de autores estrangeiros, com tramas completamente fora da nossa realidade. Está certo que a história brasileira carece de muitos momentos que criem um interesse tão relevante, afinal temos somente cinco séculos após a chegada dos portugueses&#8230; E o que ficou para trás de Cabral simplesmente não parece ganhar um enfoque literário extenso.</p>
<p>Contudo, recentemente encontrei um romance que muda um pouco este contexto precário ao trazer uma narrativa centrada na Revolução Constitucionalista de 1932: A Legião Negra, do jornalista Oswaldo Faustino.</p>
<p><a href="http://www.grifonosso.com/2011/11/dica-do-grifo-a-legiao-negra/a-legiao-negra/" rel="attachment wp-att-7120"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7120" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/A-legi%C3%A3o-negra-333x498.jpg" alt="" width="333" height="498" /></a></p>
<p>O livro aborda a participação dos negros no levante paulista, retratando a desigualdade social na década de 1930. O foco está direcionado para a contradição existente entre o patriotismo da época e o preconceito que delimitava a vida, mostrando que mesmo no <em>front </em>havia um tratamento bastante arbitrário com estes soldados.</p>
<p>Trata-se de uma abordagem bem difícil de encontrar em romances similares, e certamente merece ser conferida.</p>
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		<title>Lançamento &#8211; Fogo no Leste: Guerreiros de Roma</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 18:22:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Fogo no Leste: Guerreiros de Roma]]></category>
		<category><![CDATA[Harry Sidebottom]]></category>
		<category><![CDATA[romance histórico]]></category>

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		<description><![CDATA[Está para ser lançado em 17/10 mais um romance histórico ambientado no Império Romano: Fogo no Leste: Guerreiros de Roma, do escritor britânico Harry Sidebottom. A história é construída durante a Crise do Terceiro Século, especificamente no ano de 255. Tem como protagonista o general Balista, que apesar de ter uma origem bárbara, cresce no exército romano. Diante dos constantes sucessos ele é enviado à cidade de Arete, na Síria, para conter os invasores e salvar o império. O inconveniente &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/10/lancamento-fogo-no-leste-guerreiros-de-roma/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Está para ser lançado em 17/10 mais um romance histórico ambientado no Império Romano: <em>Fogo no Leste: Guerreiros de Roma</em>, do escritor britânico Harry Sidebottom.</p>
<p><a href="http://www.grifonosso.com/2011/10/lancamento-fogo-no-leste-guerreiros-de-roma/capa/" rel="attachment wp-att-7003"><img class="aligncenter size-medium wp-image-7003" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/Capa-333x494.jpg" alt="" width="333" height="494" /></a></p>
<p>A história é construída durante a Crise do Terceiro Século, especificamente no ano de 255. Tem como protagonista o general Balista, que apesar de ter uma origem bárbara, cresce no exército romano. Diante dos constantes sucessos ele é enviado à cidade de Arete, na Síria, para conter os invasores e salvar o império. O inconveniente disto é que, antes de chegar ao destino, ele terá que lidar com um traidor que coloca tudo em risco.</p>
<p>Este livro é o primeiro de uma série que atualmente conta com 4 obras. Para o leitor que aprecia romances históricos e não se incomoda tanto com os desvios fáticos do escritor, é uma boa opção para se colocar ao lado de Conn Iggulden.</p>
<p>As primeiras páginas do livro (em inglês) podem ser encontradas no <a href="http://www.harrysidebottom.co.uk/books/warriors-of-rome-fire-in-the-east">site</a> do autor</p>
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		<title>Notícia: Lançamento de &#8220;O Forte&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 23:47:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Bernard Cornwell]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[o forte]]></category>

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		<description><![CDATA[A Editora Record divulgou as primeiras informações sobre &#8220;O Forte&#8221;, o próximo livro de Bernard Cornwell a ser lançando em novembro de 2011: O livro é ambientado na guerra de independência americana, abordando uma ofensiva britânica em Massachusetts e as tentativas desesperadas dos colonos em desmantelar o forte inimigo (um azincourt com nomes diferentes???). Foram divulgadas as primeiras páginas do livro, mas, se não for possível aguentar a espera, é melhor já comprar a versão inglesa em alguma loja.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Editora Record divulgou as primeiras informações sobre &#8220;O Forte&#8221;, o próximo livro de Bernard Cornwell a ser lançando em novembro de 2011:</p>
<p><a href="http://www.grifonosso.com/?attachment_id=6882" rel="attachment wp-att-6882"><img class="aligncenter size-medium wp-image-6882" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/Capa-de-O-Forte-333x478.jpg" alt="" width="333" height="478" /></a></p>
<p>O livro é ambientado na guerra de independência americana, abordando uma ofensiva britânica em Massachusetts e as tentativas desesperadas dos colonos em desmantelar o forte inimigo (um azincourt com nomes diferentes???). Foram divulgadas as <a href="http://bctrechoslivros.vilabol.uol.com.br/oforte.pdf">primeiras páginas do livro</a>, mas, se não for possível aguentar a espera, é melhor já comprar a versão inglesa em alguma loja.</p>
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		<title>Promoção de livros na Saraiva</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 20:33:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[90]]></category>
		<category><![CDATA[eu amo ler]]></category>
		<category><![CDATA[Promoção]]></category>
		<category><![CDATA[R$ 12]]></category>
		<category><![CDATA[saraiva]]></category>

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		<description><![CDATA[Certamente são vários os leitores que sonham em montar uma biblioteca enorme, com livros empilhados em estantes, a ponto de ser necessário utilizar uma escada para pegar o volume desejado. É claro que se trata de um sonho que fica prejudicado pelo absurdo preço que nós pagamos aqui no Brasil. Contudo, acho que o sonho pode ficar mais próximo da realidade com uma promoção bem interessante que a Livraria Saraiva vem fazendo em seu site (e que pelo menos ainda &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/09/promocao-de-livros-na-saraiva/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certamente são vários os leitores que sonham em montar uma biblioteca enorme, com livros empilhados em estantes, a ponto de ser necessário utilizar uma escada para pegar o volume desejado. É claro que se trata de um sonho que fica prejudicado pelo absurdo preço que nós pagamos aqui no Brasil.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/pesquisaweb/pesquisaweb.dll/pesquisa?&amp;FILTRON1=M&amp;ORDEMN1=E&amp;ORDEMN2=E&amp;MODELON1=C&amp;PALAVRASN1=22260&amp;ID=AC1603167DB090E1117070865&amp;PAC_ID=120821&amp;utm_source=site&amp;utm_medium=site&amp;utm_content=site&amp;utm_campaign=banner_eu_amo_ler&amp;ID=BB0324D07DB09150B071A1050&amp;PAC_ID=120821"><img class="aligncenter size-full wp-image-6769" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/banner_amo_ler.jpg" alt="" width="175" height="240" /></a></p>
<p>Contudo, acho que o sonho pode ficar mais próximo da realidade com uma promoção bem interessante que a Livraria Saraiva vem fazendo em seu <a title="Site da Livraria Saraiva" href="http://www.livrariasaraiva.com.br/pesquisaweb/pesquisaweb.dll/pesquisa?&amp;FILTRON1=M&amp;ORDEMN1=E&amp;ORDEMN2=E&amp;MODELON1=C&amp;PALAVRASN1=22260&amp;ID=AC1603167DB090E1117070865&amp;PAC_ID=120821&amp;utm_source=site&amp;utm_medium=site&amp;utm_content=site&amp;utm_campaign=banner_eu_amo_ler&amp;ID=BB0324D07DB09150B071A1050&amp;PAC_ID=120821">site</a> (e que pelo menos ainda está disponível hoje!). São vários títulos de livros até R$ 12,90, abrangendo literatura nacional, estrangeira, história, religião, dentre muitos outros.</p>
<p>É claro que vários são de autores bastante desconhecidos ou então no formato <em>pocket,</em> já que sempre é muito mais barato que um livro normal. Por outro lado, basta dar uma olhada que é possível achar livros de <em>verdadeiro peso</em> que realmente valem a pena, como por exemplo:</p>
<ul>
<li> As aventuras de Tom Bombadil. Ed. Martins Fontes. J.R.R.Tolkien. Preço: R$ 9,90 – Preço médio no mercado: R$ 30,00.</li>
<li>Os sofrimentos do jovem Werther. Ed. Martins Fontes. J.W.Goethe. Preço: R$ 9,90 – Preço médio no mercado: R$ 30,00</li>
<li>O império das trevas – A rainha liberdade (vol. 1). Ed. Bertrand Brasil. Christian Jacq. Preço: R$ 12,90 – Preço médio no mercado: R$ 30,00.</li>
<li>Cortar o mal pela raiz! História e memória do comunismo na Europa. Ed. Bertrand Brasil. Caio Meira. Preço: R$ 12,90 – Preço médio no mercado: R$ 55,00.</li>
<li>Banidos – A inquisição e a lista dos cristãos-novos condenados a viver no Brasil. Ed. Bertrand Brasil. Geraldo Pieroni. Preço: R$ 12,90 – Preço médio no mercado: R$ 27,00.</li>
</ul>
<p>E a lista continua&#8230; vale a pena conferir!</p>
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		</item>
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		<title>Livros de idiomas &#8220;for dummies&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:20:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Review: Leitura Séria]]></category>
		<category><![CDATA[aprender]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Berlitz]]></category>
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		<category><![CDATA[Passo a Passo]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem milhares de livros de idiomas disponíveis nas livrarias, principalmente aqueles para viagens nas quais você não quer parecer um mímico ao pedir uma refeição. A proposta é justamente esta, preparar o leitor completamente leigo para receber noções básicas do dia a dia e se comunicar como gente normal. Contudo, quase todos estes livros caem no mesmo problema: servem apenas para decorar expressões idiomáticas, frases fechadas e saudações simples, sem fornecer meios para que o leitor construa sentenças por conta &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/09/livros-de-idiomas-for-dummies/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem milhares de livros de idiomas disponíveis nas livrarias, principalmente aqueles para viagens nas quais você não quer parecer um mímico ao pedir uma refeição. A proposta é justamente esta, preparar o leitor completamente leigo para receber noções básicas do dia a dia e se comunicar como gente normal.</p>
<p>Contudo, quase todos estes livros caem no mesmo problema: servem apenas para decorar expressões idiomáticas, frases fechadas e saudações simples, sem fornecer meios para que o leitor construa sentenças por conta própria (e corretamente, o que é mais importante).</p>
<p>Para quem tiver interesse em <em>começar a aprender</em> italiano, francês, espanhol, inglês ou alemão a coleção do lingüista Charles Berlitz pode ajudar bastante:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-6539" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/frances-passo-a-passo-333x510.jpg" alt="" width="333" height="510" />Como os nomes sugerem, estes livros ensinam o básico de cada idioma <em>passo a passo</em>, mas de uma maneira bem mais sólida que as demais obras do gênero. A proposta é fornecer ao leitor meios para entender o idioma <em>estruturalmente, </em>possibilitando a construção de frases completas e com sentido.<span id="more-6530"></span></p>
<p>O método de ensino parte de uma análise da pronúncia dos principais fonemas, passando por vários capítulos que trazem diálogos corriqueiros, escritos no idioma sob estudo e seguidos da respectiva tradução e pronúncia. Ao longo destes diálogos são apresentadas regras gramaticais para o correto uso dos artigos, concordância verbal e nominal e conjugação de alguns verbos.</p>
<p>É claro que não dá para ler o livro e sair falando com todo mundo, mas é possível ter uma boa noção para começar. Infelizmente os livros não acompanham um <em>cd</em> com as frases, o que às vezes é bastante inconveniente. No <em>Italiano Passo a Passo </em>não há tantos problemas, pois a pronúncia é ligeiramente familiar para lusófonos, mas com o alemão ou francês você obrigatoriamente vai precisar recorrer imediatamente a uma ajuda externa, no youtube, ou em qualquer outro lugar que mostre como pronunciar direito.</p>
<p>No geral é uma coleção que fornece um aprendizado bem satisfatório, principalmente quando complementado com algum livro de verbos.</p>
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		<title>Criadores de Mundos: Júlio Verne</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 10:46:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criadores de Mundos]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Cientifica]]></category>
		<category><![CDATA[Julio Verne]]></category>
		<category><![CDATA[revolução industrial]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O progresso científico do século XIX soube encontrar bons “aproveitadores”, capazes de ligar ciência e literatura de uma maneira imortal. São vários os escritores que conseguiram tal proeza, contudo, dificilmente um nome vai poder se sobrepor ao de Júlio Verne. Mesmo que você não tenha lido nenhum livro de Júlio Verne, certamente deve se lembrar de algum filme com loucos ingressando nas entranhas da terra ou viajando em um balão de gás hélio, em volta do mundo, apenas para ganhar &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/09/criadores-de-mundos-julio-verne/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O progresso científico do século XIX soube encontrar bons “aproveitadores”, capazes de ligar ciência e literatura de uma maneira imortal. São vários os escritores que conseguiram tal proeza, contudo, dificilmente um nome vai poder se sobrepor ao de Júlio Verne.</p>
<div id="attachment_6418" class="wp-caption aligncenter" style="width: 275px"><img class="size-full wp-image-6418" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/Julio-Verne.jpg" alt="" width="265" height="369" />
<p class="wp-caption-text">Júlio Verne</p>
</div>
<p>Mesmo que você não tenha lido nenhum livro de Júlio Verne, certamente deve se lembrar de algum filme com loucos ingressando nas entranhas da terra ou viajando em um balão de gás hélio, em volta do mundo, apenas para ganhar uma aposta. O cinema possui vários títulos inspirados nas obras do autor, o que não é por mero acaso.<span id="more-6417"></span></p>
<p>Júlio Verne nasceu em 1828, na cidade francesa de Nantes. Apesar de sua formação jurídica e pouco imaginativa, ao longo da vida ele começou a direcionar o trabalho para a literatura, especificamente sob a perspectiva científica do período. Com inúmeras descobertas em um tempo tão curto é natural que os limites da literatura se ampliem para uma nova forma de vida, e, portanto, de uma nova história. É justamente neste terreno fértil que Júlio Verne se consolida como um dos primeiros mestres da ficção científica, servindo de base para grande parte para os escritores dos anos seguintes.</p>
<p>O otimismo científico é uma marca bem fixa nas obras mais famosas de Júlio Verne, como por exemplo, em “A Viagem ao Centro da Terra” ou em “Vinte Mil Léguas Submarinas”. É claro que este otimismo está relacionado ao rompimento de barreiras antes intransponíveis para o homem, sem contar necessariamente com as implicações da tecnologia nas relações sociais.</p>
<p>No mundo pós-revolução industrial surge um assombro por toda a capacidade humana de controlar a natureza, o que gerou uma preocupação literária de tentar antever as maravilhas do futuro. Para tanto são utilizadas as aventuras fantásticas, como a do professor Lidenbrock no centro da Terra. Somente nas últimas obras as histórias adquirem um tom mais sério, por vezes deprimente, que tenta alertar sobre as possibilidades danosas do desenvolvimento científico.</p>
<p>Por outro lado, certamente o leitor vai se surpreender com descrições exaustivas sobre o curso dos ventos, temperatura das correntes marítimas, funcionamento de motores, dentre outros tópicos que dão uma boa seriedade aos livros. Não é raro que as narrativas de Júlio Verne ganhem uma conotação real muito maior do que a ficção, deixando uma imagem precisa de que a história contada efetivamente aconteceu. Toda essa linha descritiva fornece subsídios para as aventuras do autor, que sempre estão relacionadas a aplicação prática dos novos conhecimentos.</p>
<p>Para quem teve a oportunidade de ouvir o <a title="Podcast" href="http://www.grifonosso.com/2010/02/capitulo-07-viagem-ao-centro-da-terra/">podcast sobre “A Viagem ao Centro da Terra”</a> com certeza ficou bem fixa a relação <em>conhecimento científico X aventura.</em> Contudo, este não é o melhor livro para se conhecer o autor e ter, efetivamente, o prazer pela história.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-6419" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/Vinte-mil-leguas-submarinas.jpg" alt="" width="262" height="350" /></p>
<p>A obra mais famosa é “Vinte Mil Léguas Submarinas”, na qual Júlio Verne narra as aventuras do Professor Aronnax a bordo do submarino Nautilus. Trata-se de uma máquina movida exclusivamente pela eletricidade, tendo total autonomia para navegação e para a manutenção da vida humana. Algo meio difícil de se imaginar em 1870, até mesmo porque o mundo só veio a ter conhecimento de equipamentos similares durante a 1ª Guerra Mundial.</p>
<p>Esta antecipação do futuro é bastante frequente, e eventualmente pode deixar os leitores modernos meio entediados. Apenas para trazer um outro exemplo, em “A Ilha de Hélice” Júlio Verne descreve uma ilha artificial (com uma grande população) que tem a capacidade de se locomover pelo oceano. Como o próprio nome sugere, a ilha tem algumas hélices que permitem tal façanha. Se não estou enganado, lembro-me de ter lido em algum lugar que uns milionários americanos pretendiam fazer algo parecido&#8230;</p>
<p>A imaginação é a primeira coisa que salta aos olhos de quem se depara com um livro de Júlio Verne. Em alguns momentos o leitor pode achar um absurdo, contudo não poderá negar que é um absurdo explicado. Por vezes este aspecto se sobrepõe a histórias que objetivam um clímax “incrível” que realmente sustente todos os acontecimentos “chatos”, “descritivos”, “procedimentais”, etc.</p>
<p>É justamente este o caráter linear que a Viagem ao Centro da Terra demonstra, sem façanhas tão extraordinárias (tirando entrar no centro da Terra!) que levem o leitor moderno a continuar a leitura.</p>
<p>Por certo esta não é a proposta histórica de suas obras. Como já mencionado, é o assombro pela ciência que justifica a história. Assim, o foco está mais em demonstrar como se usa a ciência para fazer algo, ou delimitar até onde o homem pode chegar com ela.</p>
<p>Facilmente se percebe que o paradigma é diferente das ficções científicas dos séculos XX e XXI, como por exemplo <a title="Análise do livro &quot;O Admirável Mundo Novo&quot;" href="http://www.grifonosso.com/2011/05/review-o-admiravel-mundo-novo/">“O Admirável Mundo Novo”</a>, em que a preocupação não é colocar um homem “abobalhado” pela maravilha da ciência, mas demonstrar os riscos da lógica inflexível em todos os aspectos  da vida humana. Naturalmente é algo esperado para o mundo atual, já muito ferido para ter o mesmo brilho nos olhos por toda novidade.</p>
<p>São referências que obrigatoriamente devem ser considerados quando se lê alguma obra de Júlio Verne. Se o leitor não quiser ler todos os livros, até mesmo porque são muitos, recomendo uma atenção especial a “Vinte Mil Léguas Submarinas”, “Viagem ao Centro da Terra”, “A Ilha Misteriosa” e “A Volta ao Mundo em 80 dias”, que são provavelmente os mais importantes do autor.</p>
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		<title>Dicas do Grifo: A Conspiração do Faraó</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 08:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[a conspiração do faraó]]></category>
		<category><![CDATA[antonio cabanas]]></category>
		<category><![CDATA[egito]]></category>
		<category><![CDATA[o ladrão de tumbas]]></category>

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		<description><![CDATA[A Editora Bertrand Brasil lançou recentemente o segundo livro de Antonio Cabanas (autor de O Ladrão de Tumbas): A Conspiração do Faraó. O livro se passa no Antigo Egito, sob o reinado do Faraó Ramsés III, e traz uma série de fatos históricos misturados com ficção. O personagem principal é Nefermaat, que, sob a proteção da deusa Sekhmet, torna-se o melhor especialista em medicina da região. Com essa importância do protagonista, a trama se desenvolve a partir do momento em &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/08/dicas-do-grifo-a-conspiracao-do-farao/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Editora Bertrand Brasil lançou recentemente o segundo livro de Antonio Cabanas (autor de O Ladrão de Tumbas): A Conspiração do Faraó.</p>
<p><img class="size-full wp-image-6153 aligncenter" title="CONSPIRAÇÃO" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/08/CONSPIRA%C3%87%C3%83O.jpg" alt="" width="220" height="327" />O livro se passa no Antigo Egito, sob o reinado do Faraó Ramsés III, e traz uma série de fatos históricos misturados com ficção. O personagem principal é Nefermaat, que, sob a proteção da deusa Sekhmet, torna-se o melhor especialista em medicina da região. Com essa importância do protagonista, a trama se desenvolve a partir do momento em que ele toma conhecimento de uma conspiração contra o Faraó em meio ao caos político do Império.</p>
<p>Hoje está um pouco difícil de achar o livro, mas vale muito a pena procurá-lo.</p>
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		<title>Pré-venda: A Tormenta de Espadas</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jul 2011 19:53:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[A tormenta de espadas]]></category>
		<category><![CDATA[George R. R. Martin]]></category>
		<category><![CDATA[pré-venda]]></category>
		<category><![CDATA[submarino]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente o submarino divulgou a data da pré-venda do 3º volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. Conforme a página especial do site as vendas começarão na próxima segunda feira (01/08/2011). O preço não foi divulgado, mas como o livro é um pouco maior é bem possível que passe de R$ 40,00. Também não temos a data prevista de quando será o lançamento, apesar de que alguns boatos indicam para a segunda semana &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/07/pre-venda-a-tormenta-de-espadas/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente o submarino divulgou a data da pré-venda do 3º volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin. Conforme a <a href="http://www.submarino.com.br/portal/cronicas_gelo_fogo?WT.mc_id=fulltoplivros">página especial</a> do site as vendas começarão na próxima segunda feira (01/08/2011). O preço não foi divulgado, mas como o livro é um pouco maior é bem possível que passe de R$ 40,00.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-4708" title="Capa do livro &quot;A Tormenta de Espadas&quot; de Geroge RR Martin" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/06/a-tormenta-de-espadas.jpg" alt="Capa do livro &quot;A Tormenta de Espadas&quot; de Geroge RR Martin" width="362" height="510" /></p>
<p>Também não temos a data prevista de quando será o lançamento, apesar de que alguns boatos indicam para a segunda semana de setembro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Leitura Séria: O Estrangeiro</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jul 2011 23:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Review: Leitura Séria]]></category>
		<category><![CDATA[Absurdo]]></category>
		<category><![CDATA[Camus]]></category>
		<category><![CDATA[Meursault]]></category>
		<category><![CDATA[Moralidade]]></category>
		<category><![CDATA[O Estrangeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Hoje a mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem.Recebi um telegrama do asilo: ‘Sua mãe falecida: Enterro amanhã. Sentidos pêsames’. Isto não quer dizer nada. Talvez tenha sido ontem.&#8221; Assim começa O Estrangeiro (1942), de Albert Camus: a indiferença como a única certeza. O Estrangeiro é uma narrativa protagonizada por Meursault, um homem que vive na Argélia francesa da década de 1940. De início o leitor já é surpreendido pela grande indiferença que caracteriza o personagem principal, ao ponto &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/07/leitura-seria-o-estrangeiro/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><em>&#8220;Hoje a mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem.Recebi um telegrama do asilo: ‘Sua mãe falecida: Enterro amanhã. Sentidos pêsames’. Isto não quer dizer nada. Talvez tenha sido ontem.&#8221;</em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="color: #008000;"><em><img class="size-full wp-image-5616 alignnone" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/07/camus-o-estrangeiro.jpg" alt="" width="271" height="400" /><br />
</em></span></p>
<p>Assim começa O Estrangeiro (1942), de Albert Camus: a indiferença como a única certeza.<span id="more-3533"></span></p>
<p>O Estrangeiro é uma narrativa protagonizada por Meursault, um homem que vive na Argélia francesa da década de 1940. De início o leitor já é surpreendido pela grande indiferença que caracteriza o personagem principal, ao ponto de classificá-lo como um ser completamente vazio. A ideia é que ele é pura sensação e <em>nada de sentido</em>, ou seja, se por um lado ele ama os efeitos sensoriais do mar e do cheiro do sal, por outro nada parece ter importância… no fundo a resposta é um eterno <em>tanto faz</em>.</p>
<p>Nas páginas iniciais Meursault recebe um telegrama do asilo de Marengo, informando que a sua mãe havia falecido. O que consternaria qualquer pessoa parece muito simples para o protagonista, que recusou a abertura do caixão e não derramou uma única lágrima desde que soubera do fato.</p>
<p>Meursault nem sabia a idade de sua mãe, o que não significa que ele não a amava, mas apenas que certos detalhes simplesmente não importavam. Ele é sempre coerente,  e se não importa, ele nada demonstra. Tanto faz no final das contas, sua mãe já está morta mesmo.</p>
<p>Estas atitudes conduzem a uma crescente censura das pessoas, ainda que velada nos primeiros capítulos do livro. A reprovação social tímida aqui será relevante para o final da obra, razão pela qual Camus desenvolve o personagem de uma maneira que tenciona colocar parâmetros bem diferentes do socialmente aceito. Desta forma, quando a regra seria o luto, Meursault vai se divertir na praia como se nada tivesse acontecido.</p>
<p>Basicamente são esses os fatos importantes que marcam a primeira parte do livro, na qual o foco maior é apresentar ao leitor um personagem cru que, justamente por ser assim, vive intensamente em busca do <em>prazer imediato</em>. Ele não é uma pessoa alheia ao que o cerca, como eventualmente pode parecer. Ao longo dos capítulos iniciais vemos que o personagem é detalhista com as coisas ao seu redor, o diferencial é que ele despreza as relações sociais (e o sentido delas) descaradamente. Fica sendo um estrangeiro justamente por não fazer parte do jogo social.</p>
<p>Em uma visão superficial não temos muitos atrativos literários aqui, afinal o personagem poderia ser um simples esquizofrênico (e de fato parece). Uma reviravolta é justamente o papel da segunda metade do livro.<br />
<center>
<div id="attachment_5604" class="wp-caption aligncenter" style="width: 341px"><img class="size-full wp-image-5604" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/07/Versão-francesa.jpg" alt="Uma das diversas edições francesas" width="331" height="501" />
<p class="wp-caption-text">Uma das diversas edições francesas</p>
</div>
<p></center></p>
<p>Certo tempo após os acontecimentos narrados no início da obra, ao caminhar por uma praia Meursault acaba por matar um árabe que lá se encontrava. As circunstâncias estão ligadas ao caráter eminentemente sensorial do personagem, pois não havia qualquer indisposição preexistente entre os homens.</p>
<p>O único pecado do árabe foi segurar uma faca, refletindo os raios solares na face de Meursault. E o ser que vivia em face do prazer perdia então as boas sensações da praia, quebrando o seu equilíbrio. Com o desconforto do calor repentino Meursault tenta recuperar o prazer, atirando no pobre sujeito até ele cair. Ainda assim, ele desferiu mais 4 tiros no corpo inerte no chão.</p>
<p>O homicídio conduz o protagonista a julgamento, mas por mais incrível que pareça, a morte do árabe tem uma importância muito pequena. No Tribunal se discute o fato de Meursault não ter chorado no enterro da mãe, mostrando um comportamento insensível que é muito pior do que qualquer assassinato. É neste contexto que o promotor acusa o réu <em>“por ter enterrado a mãe com um coração criminoso”</em>, e não pelo homicídio.</p>
<p>Não existem entraves morais que obstem a alegação de que o homicídio foi cometido apenas pelo calor. O comportamento de Meursault permanece igual durante todo o livro, e no julgamento não temos uma exceção.</p>
<p>Mesmo com a condenação à pena de morte ele permanece apático, sem entender direito o que realmente acontecia. Apenas no decorrer dos dias surge uma profunda revolta, muito bem manifestada quando o personagem recebe um capelão que tenta confortá-lo com Deus. No momento de fúria que segue, Meursault parte então para uma calorosa defesa da vida:</p>
<blockquote><p><span style="color: #008000;">(&#8230;) “Compreendi, então, que um homem que houvesse vivido um único dia, poderia sem dificuldades passar 100 anos numa prisão. Teria recordações suficientes para não entediar”.</span></p></blockquote>
<p>Pouco importa o sentido da vida. Por ser livre de correntes a vida de Meursault foi plena.<br />
<center>
<div id="attachment_5609" class="wp-caption aligncenter" style="width: 343px"><img class="size-medium wp-image-5609" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/07/Albert-Camus-333x417.jpg" alt="Albert Camus, o pai da teoria do absurdo" width="333" height="417" />
<p class="wp-caption-text">Albert Camus, o pai da teoria do absurdo</p>
</div>
<p></center></p>
<p>Camus não se preocupou em escrever um dicionário filosófico, com conceitos e definições dos elementos que constituem sua teoria. Partiu logo para a prática, provavelmente por suas experiências como jornalista. A técnica de alegorias é o sistema que o autor estabelece para a escrita, o que é bem vantajoso do ponto de vista da estética literária.</p>
<p>A teoria do absurdo é mais clara no Mito de Sísifo (1942), mas aparece muito bem em o Estrangeiro. A ideia basilar é simples: viver é natural, e mais natural ainda é a nossa necessidade de que a vida seja explicada. É próprio da racionalidade humana a atribuição de sentido para o mundo, sempre em uma tentativa de afastar a noção de finitude/morte. Todavia, o objetivo não é alcançando com eficiência, e o mundo se apresenta como um antagonismo de forças que levam o homem a ser um estrangeiro em seu próprio ambiente. Só resta o sentimento do absurdo.</p>
<p>Afinal, sua racionalidade manda a explicação e o mundo não a permite. Deste absurdo nasce a revolta em busca da coerência das coisas, da unidade (racional ou moral) que determina um equilíbrio.</p>
<p>A ciência progride para explicar vários fenômenos naturais, mas é insuficiente para responder as questões mais básicas da existência (sentido e valor da vida, destino do homem, etc.). A religião cristã &#8211; mas não só ela &#8211; tenta dar um nó em toda esta situação ao justificar o sofrimento humano como fruto do pecado, estabelecendo um sentido <em>a priori </em>e uma razão para a vida depois da morte. Tudo com o objetivo de contornar o desespero que vem da finitude/morte.</p>
<p>O grande inconveniente é que, ao explicar a vida, consequentemente ela nega a vida. A explicação precisa de valores que a fundamentem, os quais acabam por criar uma vida artificial. É assim que Meursault recebe uma condenação por ter um coração criminoso e a vida do árabe é esquecida. Portanto, mais vale o sentido do que a vida.</p>
<p>Os extremos do comportamento de Meursault traduzem bem o paradoxo em que vivemos. Ele aceitou a vida como ela é, crua, e por tal razão foi condenado. Somente a hipocrisia poderia salvá-lo.  Nas palavras de Camus, “<em>Ninguém estará muito enganado, ao ler ‘O Estrangeiro’ como a história de um homem que, sem heroísmos, aceita morrer pela verdade.&#8221;</em></p>
<p>O artigo já ficou muito grande e ainda assim não foi possível fazer mais do que uma análise superficial. Há muita coisa que pode ser comentada, mas deixo para uma outra oportunidade.</p>
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		<title>Assassin´s Creed: Renascença</title>
		<link>http://www.grifonosso.com/2011/07/assassin%c2%b4s-creed-renascenca/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 17:10:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Assassin's Creed: Renascença]]></category>
		<category><![CDATA[Oliver Bowden]]></category>

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		<description><![CDATA[Assassins&#8217;s Creed é sem dúvida um dos melhores jogos feitos para a atual geração de consoles. E para quem adorou o jogo, será lançado em 05 de agosto no submarino o livro Assassin&#8217;s Creed: Renascença. O livro é inspirado no 2º jogo da Ubisoft, ambientando na Itália renascentista. Com o objetivo de vingar a morte de seus pais, o protagonista Ezio Auditore se transforma em um assassino que deve restaurar a honra de sua família, utilizando  técnicas quase que circenses para eliminar a corrupção &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/07/assassin%c2%b4s-creed-renascenca/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assassins&#8217;s Creed é sem dúvida um dos melhores jogos feitos para a atual geração de consoles. E para quem adorou o jogo, será lançado em 05 de agosto no <a title="Comprar no submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23847859/pre-venda:+assassin%C2%B4s+creed:+renascenca?franq=283844" target="_blank">submarino</a> o livro Assassin&#8217;s Creed: Renascença.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="Comprar no submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23847859/pre-venda:+assassin%C2%B4s+creed:+renascenca?franq=283844" target="_blank"><img class="size-full wp-image-5485 alignnone" title="Assassin's Creed: Renascença" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/07/assassins.jpg" alt="Assassin's Creed: Renascença" width="327" height="490" /></a></p>
<p>O livro é inspirado no 2º jogo da Ubisoft, ambientando na Itália renascentista. Com o objetivo de vingar a morte de seus pais, o protagonista Ezio Auditore se transforma em um assassino que deve restaurar a honra de sua família, utilizando  técnicas quase que circenses para eliminar a corrupção na elite italiana. A trama também é composta por personagens reais, como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, tal como o jogo.</p>
<p>O livro foi lançado em Portugal no ano passado, mas como tudo demora para chegar aqui, apenas agora a comercialização foi iniciada. Hoje pode ser encontrado por R$ 24,90.</p>
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		<title>Primeiro capítulo do livro A Tormenta de Espadas</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jun 2011 22:06:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[A tormenta de espadas]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas de Gelo e Fogo]]></category>
		<category><![CDATA[primeiro capítulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem já acabou o volume 2 da série As Crônicas de Gelo e Fogo certamente está desesperado pela continuação. Mas infelizmente o próximo livro de George R. R. Martin (A Tormenta de Espadas) só será lançado no Brasil em setembro deste ano, muito longe para aguentarmos. Pensando nisso, o site Jovem Nerd divulgou o capítulo inicial do livro, com a primeira perspectiva de Jaime Lannister. Vale a pena conferir, se não for piorar ainda mais a ansiedade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem já acabou o volume 2 da série As Crônicas de Gelo e Fogo certamente está desesperado pela continuação. Mas infelizmente o próximo livro de George R. R. Martin (A Tormenta de Espadas) só será lançado no Brasil em setembro deste ano, muito longe para aguentarmos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-4708" title="Capa do livro &quot;A Tormenta de Espadas&quot; de Geroge RR Martin" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/06/a-tormenta-de-espadas.jpg" alt="Capa do livro &quot;A Tormenta de Espadas&quot; de Geroge RR Martin" width="362" height="510" /></p>
<p style="text-align: justify;">Pensando nisso, o site <a title="Primeiro capítulo de A Tormenta de Espadas" href="http://jovemnerd.ig.com.br/wp-content/uploads/Tormenta_1_capitulo.pdf" target="_blank">Jovem Nerd</a> divulgou o capítulo inicial do livro, com a primeira perspectiva de Jaime Lannister. Vale a pena conferir, se não for piorar ainda mais a ansiedade.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lançamento do mês: O Manuscrito do Imperador</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 23:30:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[O manuscrito do imperador]]></category>
		<category><![CDATA[romance histórico]]></category>
		<category><![CDATA[valeria montaldi]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem gosta de romances históricos, foi lançado pela editora Record o livro &#8220;O Manuscrito do Imperador,&#8221; da escritora italiana Valeria Montaldi. O livro aproveita as intrigas entre o papa Inocêncio IV e o imperador Frederico II, do Sacro Império Romano-Germânico (século XIII), tendo como base da trama o desaparecimento de um manuscrito que poderia colocar um fim na guerra entre Estado e Igreja. Nesta perspectiva, Frederico II confia a um padre a missão de encontrar o documento, mas como &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/06/lancamento-do-mes-o-manuscrito-do-imperador/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Para quem gosta de romances históricos, foi lançado pela editora Record o  livro &#8220;O Manuscrito do Imperador,&#8221; da escritora italiana Valeria  Montaldi.</p>
<p style="text-align: center"><a title="Comprar no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23831544/pre-venda:+manuscrito+do+imperador,+o/?franq=283844" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-4462" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/06/O-manuscrito-do-imperador.jpg" alt="Capa do Livro &quot;O Manuscrito do Imperador&quot; de Valeria Montaldi" width="314" height="480" /></a></p>
<p style="text-align: justify">O livro aproveita as intrigas entre o papa Inocêncio IV e o imperador Frederico II, do Sacro Império Romano-Germânico (século XIII), tendo como base da trama o desaparecimento de um manuscrito que poderia colocar um fim na guerra entre Estado e Igreja. Nesta perspectiva, Frederico II confia a um padre a missão de encontrar o documento, mas como o papa já tomara conhecimento  sobre sua existência, são colocados vários obstáculos para o sucesso da busca.</p>
<p style="text-align: justify"><a title="Comprar o Livro" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/23831544/pre-venda:+manuscrito+do+imperador,+o/?franq=283844" target="_blank">Pelo Submarino</a> o livro está em pré-venda, com lançamento previsto para o dia 17/06, por R$ 32,90  Na Livraria Saraiva pode ser encontrado por um preço melhor, R$ 31,80.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Histórias Históricas: O Mais Longo dos Dias</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jun 2011 21:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Histórias Históricas]]></category>
		<category><![CDATA[dia d]]></category>
		<category><![CDATA[invasão]]></category>
		<category><![CDATA[normandia]]></category>
		<category><![CDATA[O mais longo dos dias]]></category>

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		<description><![CDATA[A guerra será ganha ou perdida nas praias. Teremos apenas uma chance de deter o inimigo. Será quando ele estiver ainda na água, procurando chegar à praia. As reservas nunca chegarão ao ponto de ataque e será insensatez pensar nelas&#8230;Tudo que temos deve estar na costa. Fiquem sabendo que as 24 primeiras horas da invasão serão decisivas &#8230;Para os aliados, como para a Alemanha, será o mais longo dos dias.&#8221; Erwin Rommel A 2º Guerra Mundial produziu eventos que até &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/06/historias-historicas-o-mais-longo-dos-dias/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify"><em><span style="color: #008000">A guerra será ganha ou perdida nas praias. Teremos apenas uma chance de deter o inimigo. Será quando ele estiver ainda na água, procurando chegar à praia. As reservas nunca chegarão ao ponto de ataque e será insensatez pensar nelas&#8230;Tudo que temos deve estar na costa. Fiquem sabendo que as 24 primeiras horas da invasão serão decisivas &#8230;Para os aliados, como para a Alemanha, será o mais longo dos dias.&#8221;</span></em></p>
<p style="text-align: justify"><em><span style="color: #008000">Erwin Rommel</span></em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center"><img class="size-medium wp-image-4001  aligncenter" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/06/pocket-216x300.jpg" alt="" width="216" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify">A 2º Guerra Mundial produziu eventos que até hoje são únicos. Claro que quase tudo <span id="more-3997"></span>não passa de pura desgraça, mas alguns ficam um pouco de fora disto. É por esta razão que o dia 06 de junho de 1944 é marcante até para quem não gosta tanto de qualquer estudo sobre este período, já que definiu uma das maiores operações militares de toda a história que foi decisiva para a derrota dos alemães. Não é a toa que ficou conhecido como o dia D.</p>
<p style="text-align: justify">Os aliados atravessaram o canal da mancha com destino à Normandia, levando quase 200 mil homens só para a invasão terrestre. Antes da invasão pelo mar, os pára-quedistas foram enviados para marcar o caminho para os bombardeiros e para a infantaria.</p>
<p style="text-align: justify">O Mais Longo dos Dias, de Cornelius Ryan, recria este momento e toda a grandiosidade da operação Overlord, responsável pela surra nos meninos de Rommel. O autor cobriu a guerra na Europa, no entanto o livro foi escrito somente em 1956. Basicamente, ele reuniu relatos de alguns soldados envolvidos no conflito, bem como dos civis franceses que moravam na região, e montou tudo para formar a obra.</p>
<p style="text-align: justify">O livro é dividido em 3 partes, conforme o momento da operação Overlord:</p>
<p style="text-align: justify"><strong>A espera: </strong>O início é em La Roche-Guyon, no QG de Erwin Rommel (comandante do exército B na Normandia)<strong>.</strong> O comando alemão intercepta algumas informações sobre um ataque iminente dos aliados e, sem grandes explicações até hoje, Rommel tem que fazer uma viagem repentina.  Passamos para a perspectiva de civis franceses e dos americanos, neste último caso nos planejamentos finais da invasão, para no final voltarmos à visão alemã. Com um tempo tão ruim, os nazistas não esperavam um desembarque aliado. No entanto, as brumas trouxeram muito mais do que fantasmas&#8230; Como se poderia esperar, é a parte mais parada do livro.<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>A noite: </strong>É a chuva de pára-quedistas em toda a Normandia. Esta parte envolve o trabalho dos homens da 82º e 101º divisões aerotransportadas do exército americano,  bem como da 6º divisão aerotransportada britânica, os quais deviam demarcar o campo de batalha para a infantaria que estava por vir. A carnificina começa aqui, mas um pouco tímida.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>O dia: </strong>Por fim os aliados desembarcam nas praias de Omaha, Utah, Juno, Gold e Sword. O autor mostra as dificuldades em todas as praias, pela visão de várias pessoas. Sangue para todo o lado, principalmente em Omaha.</p>
<p style="text-align: justify">São recriados aguns diálogos de personagens reais, como do próprio Erwin Rommel. Contudo, o foco do livro está na narrativa propriamente, que chega a ter um cunho mais jornalísitico do que romanceado. No mais, quanto a parte histórica e estratégica, o livro permanece bem fiel ao que aconteceu.</p>
<p style="text-align: justify">Infelizmente o livro é encontrado apenas no formato pocket. Pelo menos o preço é bem baixo, aproximadamente R$ 15,00.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Dicas do Grifo: De Casa em Casa em Fallujah &#8211; Uma memória épica da guerra</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 18:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sangue escorre pela minha mão e seu cabelo escorrega. Sua cabeça bate contra o chão. Em um instante, seus punhos me acertam. Eu balanço com seus socos. Ele acerta meu queixo machucado e a dor quase me cega. Cuspo sangue pela boca e grito com ele. Nós dois parecemos dois cães de briga nun ringue de morte. Nós somos.&#8221; Recentemente adquiri o livro De Casa em Casa em Fallujah, escrito pelo sargento americano David Bellavia e pelo historiador militar John &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/06/dicas-do-grifo-de-casa-em-casa-em-fallujah-uma-memoria-epica-da-guerra/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span style="color: #008000">&#8220;Sangue escorre pela minha mão e seu cabelo escorrega. Sua cabeça bate contra o chão. Em um instante, seus punhos me acertam. Eu balanço com seus socos. Ele acerta meu queixo machucado e a dor quase me cega. Cuspo sangue pela boca e grito com ele. Nós dois parecemos dois cães de briga nun ringue de morte.</span></p>
<p><span style="color: #008000">Nós somos.&#8221;</span></p></blockquote>
<p style="text-align: center"><a title="Comprar no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21408275/de+casa+em+casa+em+fallujah:+uma+memoria+epica+da+guerra/?franq=283844" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-3772" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/06/28944361.jpg" alt="Capa do Livro &quot;De casa em casa em Fallujah&quot;" width="252" height="372" /></a></p>
<p style="text-align: justify">Recentemente adquiri o livro De Casa em Casa em Fallujah, escrito pelo sargento americano David Bellavia e pelo historiador militar John Bruning. Fugindo da ficção, a obra leva ao leitor às experiências reais de Bellavia na invasão da cidade iraquiana de Fallujah, em novembro de 2004.</p>
<p style="text-align: justify">Não acho a Guerra do Iraque tão interessante quando comparo com outros conflitos, no entanto não deixa de ser curiosa, ainda mais neste caso. Aqui os americanos são surpreendidos na cidade por iraquianos que tiveram muito tempo para preparar a guerra, armando emboscadas por todos os lados de Fallujah e garantindo muito sangue nas 279 páginas do livro.</p>
<p style="text-align: justify">O livro é objetivo demais para o meu gosto, mas isso não é tão ruim assim. Para quem tiver interesse em estratégia militar e principalmente na segunda guerra do golfo,  é um relato que compensa muito.  Pode ser encontrado por aproximadamente R$ 40,00.</p>
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		<title>Review: Cães de Guerra</title>
		<link>http://www.grifonosso.com/2011/05/review-caes-de-guerra/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 May 2011 19:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Review: Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Cães de Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Frederick Forsyth]]></category>
		<category><![CDATA[mercenários]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
		<category><![CDATA[zangaro]]></category>

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		<description><![CDATA[“Não diga besteira. Sou um especialista da guerra, sei onde arranjar os melhores homens e as melhores armas e como embarcá-los. Essas informações lhe custariam o dobro se tentasse obtê-las pessoalmente&#8230; o que de qualquer maneira lhe seria impossível, pois lhe faltam os contatos.” Dentro do tradicional estilo de Frederick Forsyth não é possível fugir da espionagem regada com sangue. Cães de Guerra segue esta linha de enredo, mas se distancia de certa maneira dos demais livros ao colocar mercenários &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/05/review-caes-de-guerra/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #008000"><em>“Não diga besteira. Sou um especialista da guerra, sei onde arranjar os melhores homens e as melhores armas e como embarcá-los. Essas informações lhe custariam o dobro se tentasse obtê-las pessoalmente&#8230; o que de qualquer maneira lhe seria impossível, pois lhe faltam os contatos.”</em></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: center"><img class="size-medium wp-image-3334  aligncenter" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/05/caes_guerra3-189x300.jpg" alt="Capa do Livro &quot;Cães de Guerra&quot; de  Frederick Forsyth" width="189" height="300" /></p>
<p>Dentro do tradicional estilo de Frederick Forsyth não é possível fugir da espionagem regada com sangue. Cães de Guerra segue esta linha de enredo, mas se distancia de certa maneira dos demais livros ao colocar mercenários no jogo de informações. Aqui o serviço é mais grosseiro, no entanto muito lucrativo, por isso o melhor é colocar homens cuja honra tenha um preço.</p>
<p>Estes homens são <span id="more-3188"></span>apresentados logo no início da história, na ocasião fugindo de algum país africano cuja guerra já estava perdida. São dadas algumas descrições dos integrantes do grupo de maneira excessivamente objetiva, abrangendo principalmente o passado dos mercenários e algumas características físicas. O destaque aqui vai para Cat Shannon, líder do grupo e controlador de toda a trama que seguirá.</p>
<p>Talvez a descrição desta parte seja um ponto negativo, que pode levar a crer que o livro não seja sólido e o enredo tenha sido construído por pessoas sem personalidade ou rosto.  Todavia, ao longo da história este aspecto fica um pouco de lado já que dentro de um mercenário o que seria mais importante é o sangue que ele pode tirar. E isto é bem claro no livro.</p>
<p>A trama começa especificamente com a descoberta de uma montanha de platina no interior da fictícia República de Zangaro, na África. Este país vive um caos político, no qual o ditador Jean Kimba imprime suas marcas de violência e total opressão do povo. E como sempre pode piorar, o regime comunista local tem uma simpatia um tanto exagerada pela União Soviética. Para além da extrema pobreza e dos problemas políticos, portanto, sobra apenas a platina na Montanha de Cristal.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3512" style="border: 5px solid white" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/05/27779_581-182x300.jpg" alt="Capa do Livro &quot;Cães de Guerra&quot; de  Frederick Forsyth" width="146" height="240" />É aqui que vem o interesse, mas também um problema. A empresa que descobre o minério é inglesa, a Manson Consolidated Mining Company Limited, de maneira que em campo aberto ela teria um grande inconveniente com a influência russa em Zangaro. Provavelmente Jean Kimba daria os direitos de extração do minério aos comunistas. E ainda que não fosse assim, o regime de Kimba é muito instável para permitir o trabalho de forma confiável.</p>
<p>Então vem a grande sacada, que aliás nem é nova, já que os EUA e a Inglaterra já fizeram várias vezes no mundo todo. É só tirar Kimba que as relações com os russos fica cortada, proporcionando um campo para um trabalho fácil e muito lucrativo.</p>
<p>O diretor da companhia, Sir James Manson, decide enrolar os acionistas através de várias manobras financeiras para conseguir explorar o minério sem ter que dividir os lucros. O objetivo é retirar Kimba do poder e colocar um fantoche para governar, o que geraria segurança para a exploração.</p>
<p>Para tanto, Manson contrata o mercenário Cat Shannon e o incumbe de elaborar um plano breve para a queda do ditador. Não são passadas informações sobre a Montanha de Cristal e os objetivos de Manson, tampouco sobre quem pagaria Shannon. Ele é contratado apenas para matar e não para fazer perguntas.</p>
<p>Esta parte do livro, o que corresponde a praticamente 80 % da trama, é baseada em procedimentos de planejamento da invasão e compra de armas. Temos alguns incidentes que respondem algumas das questões sobre o objetivo do contrato, mas os pontos importantes são as atividades ilegais (embora algumas vezes sejam legais) de Shannon e seus mercenários para que Jean Kimba saia de Zangaro.</p>
<p>É acima de tudo um livro de procedimentos. A invasão de Zangaro representa umas poucas páginas no final. No entanto, este fator não deixa o livro chato,até porque não podemos comprar armas em um wall mart da esquina. O que não vale, evidentemente, para alguns moradores do Rio de Janeiro e São Paulo.</p>
<p>Assim, temos a compra do armamento, o transporte entre os países, as transferências ilegais de dinheiro  e as incontáveis extorsões&#8230; tudo isto garante um bom suspense. E o final, um tanto inusitado, compensa ainda mais a leitura.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Review: O Admirável Mundo Novo</title>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 19:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Review: Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Aldous Huxley]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Cientifica]]></category>
		<category><![CDATA[Moral]]></category>
		<category><![CDATA[O admirável mundo novo]]></category>
		<category><![CDATA[racionalidade]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Presentemente, e eis o progresso, os velhos trabalham, os velhos copulam, os velhos não têm um instante, um momento para fugir ao prazer, para se sentarem e pensar, ou se alguma vez, por um desastroso acaso, uma tal falha no tempo se escancarasse na substância sólida das suas distracções, há sempre o soma, o delicioso soma, meio grama para uma folga de meio dia, um grama para um fim-de-semana, dois gramas para uma viagem ao sumptuoso Oriente, três para uma &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/05/review-o-admiravel-mundo-novo/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="color: #008000;">&#8220;Presentemente, e eis o progresso, os velhos trabalham, os velhos copulam, os velhos não têm um instante, um momento para fugir ao prazer, para se sentarem e pensar, ou se alguma vez, por um desastroso acaso, uma tal falha no tempo se escancarasse na substância sólida das suas distracções, há sempre o soma, o delicioso soma, meio grama para uma folga de meio dia, um grama para um fim-de-semana, dois gramas para uma viagem ao sumptuoso Oriente, três para uma sombría eternidade na Lua. E, ao voltarem, encontram-se no outro lado da falha, em segurança sobre o solo firme das distracções e do trabalho quotidiano, indo de cinema perceptível em cinema perceptível, de mulher pneumática em mulher pneumática (&#8230;)&#8221;</span></em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: center;"><em><a title="Comprar no Submarino" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21590937/admiravel+mundo+novo/?franq=283844" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-3020" title="Capa do Livro &quot;Admirável Mundo Novo&quot;de Aldous Huxley" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/05/admiravel-mundo-novo.png" alt="Capa do Livro &quot;Admirável Mundo Novo&quot;de Aldous Huxley" width="257" height="404" /></a> </em><a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/05/ADMIRV1.jpg"><span style="font-family: Times New Roman;"><em><br />
</em></span></a></p>
</blockquote>
<p>A citação acima já fornece algumas luzes do que vem a ser o admirável mundo novo. Mais preciso do que Nostradamus, Aldous Huxley criou uma ficção científica que não se fundamenta tanto no progresso tecnológico em si, mas nas implicações do desenvolvimento científico nas concepções morais e sociais do homem.</p>
<p>O livro traz uma <span id="more-2704"></span>sociedade futurista, precisamente no ano 632 depois de Ford. A referência para a contagem dos anos deixa de ser o nascimento de Cristo, o que reforça a ideia de uma amoralidade natural ao desenvolvimento humano. Aqui temos um dos aspectos mais marcantes na civilização do futuro, na qual certas repressões tipicamente religiosas é que passam a ser o pecado.</p>
<p>O objetivo essencial é garantir a estabilidade, o que é obtido por um sistema que proporciona a felicidade geral. Tudo que possa levar ao sofrimento é reprimido: o amor é um mal que conduz o homem a sentimentos conflitantes, a religião gera dúvidas sobre a condição humana, o isolamento leva ao desenvolvimento de uma consciência individual nociva&#8230; Estes são alguns exemplos de fatores que podem abalar o estado emocional e causar um caos na sociedade que, em larga escala, representa a sua própria ruína.</p>
<p>Desta forma, sob o lema <em>&#8220;comunidade, identidade, estabilidade&#8221; </em>a sociedade do admirável mundo novo é dividida<em> </em>em castas de acordo com suas utilidades, cada uma delas com sua memória própria, mas isenta de conflitos sociais. Para que a estabilidade seja alcançada, a racionalidade tipicamente industrial é estendida para todos os aspectos da vida. É desta maneira que a procriação natural é eliminada em favor da eficiência tecnológica, com todos os seres humanos sendo criados em grandes fábricas ao redor do mundo. O homem é feito em espécies, os Alfas, Betas, Gamas, dentre outras variedades menores, de maneira que após o &#8220;nascimento&#8221; todos são submetidos a um condicionamento de classe constante.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-3024" style="border: 5px solid white;" title="Capa do livro &quot;Admirável Mundo Novo&quot; de Aldous Huxley" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/05/Admiravel-mundo-novo-196x300.jpg" alt="Capa do livro &quot;Admirável Mundo Novo&quot; de Aldous Huxley" width="196" height="300" />Nada de noção de família, o ser humano não é mais do que um cidadão de certa classe, criado e educado dentro de uma linha de montagem. Ele faz seu trabalho sem reclamar, não questiona quem está no poder, pois isso lhe é natural. E por falar em natural, pra que reprimir os instintos sexuais? Gostar de alguém no admirável mundo novo não é motivo para romantismos e vergonhas de adolescentes inexperientes. Gostou? Uai, então pega ligeiro! Só tem que ser higiênico, claro, e fazer os exercícios malthusianos caso você não seja esterilizado&#8230;</p>
<p>Neste ponto são evidentes as influências de Freud para a interpretação da sexualidade humana. A satisfação oriunda do sexo é elemento essencial para a felicidade, de maneira que este fim sobrepuja a ideia de procriação. A promiscuidade é incentivada no admirável mundo novo como dogma de felicidade sem os distúrbios oriundos da alteração emocional, o que coloca mais uma vez a vida humana em uma linha constante sem quaisquer alterações nocivas.</p>
<p>E se ainda assim houver algum problema, não vale a pena se preocupar. Para o resto há sempre a &#8220;soma&#8221;, uma droga fornecida a todos os cidadãos e que tem poderes mágicos, capazes de subtrair o homem da realidade e jogá-lo em um mundo de sonhos perfeitos.</p>
<p>Tudo muito bonito, para um cidadão comum deste tempo não haveria qualquer problema. No entanto, o protagonista da história não é uma pessoa como as outras. Bernard Marx é um Alfa Mais, o topo da pirâmide social, todavia é fisicamente diferente de seus colegas. Além disso, ele é demasiadamente tímido neste mundo tão objetivo. Perde muito tempo em atividades solitárias (seja lá o que isso queira dizer), e tem ideias um tanto desconcertantes, fatores que começam a desgastar sua imagem perante as outras pessoas. Em suma, o que realmente o distingue dos demais é uma consciência individual.</p>
<p>Lenina Crowne também é um pouco estranha em toda esta história, só que pelo fato dela não ser tão promíscua como as outras pessoas. <em>Lenina e Marx</em>&#8230; os nomes realmente não são meros acasos aqui, e o relacionamento dos dois é muito mais significativo que o jogo de palavras.</p>
<p>Com o objetivo de impressionar Lenina, Marx a convida para um passeio em uma reserva selvagem que abriga seres humanos em condições primitivas, com suas famílias, deuses e outras coisas retrógradas. O choque desta visita é potencializado quando eles encontram Linda, uma mulher civilizada que foi esquecida na reserva anos atrás.</p>
<p>Linda manteve os costumes libertinos, o que foi determinante para sua exclusão naquela comunidade. Por outro lado, ela não poderia resistir sem incorporar a condição de vida do lugar. Se ela já era uma estranha na reserva, a sua situação perante o mundo civilizado certamente não ficaria melhor. Afinal, ela teve um filho de acordo com a lei natural, fato obsceno no admirável mundo novo. John é um filho selvagem, e por suas origens não tem futuro em nenhumas dessas sociedades.</p>
<p>Bernard Marx decide levar John e Linda para a civilização com o intuito de ganhar o reconhecimento que ele sonhara. A lógica é simples: expor os selvagens para os homens civilizados, como aberrações.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-3025" style="border: 5px solid white;" title="Capa do livro &quot;Admirável Mundo Novo&quot; de Aldous Huxley" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/05/aldous-178x300.jpg" alt="Capa do livro &quot;Admirável Mundo Novo&quot; de Aldous Huxley" width="178" height="300" />Por um tempo funcionou bem. Marx ganhou um bom reconhecimento e várias mulheres, no entanto o modo de vida do selvagem comprometeu a sua reputação posteriormente. O choque <em>homem natural X homem condicionado</em> é o cerne da obra de Huxley, que evidencia os impactos extremos da racionalidade na mentalidade humana e a supervalorização do progresso.</p>
<p>É um livro extremamente curto, mas que leva muito bem à necessária reflexão sobre o progresso. A racionalidade veio caminhando desde a revolução francesa como um ideal que não pode ser afastado do homem, com um objetivo de gerar conhecimentos que sejam hábeis a prever o futuro. Significa em última instância uma vida estável e com conforto,  de felicidade geral que suplanta a dor. O objetivo da sociedade atual não é muito diverso do admirável mundo novo.</p>
<p>É a ideia de quanto mais razão, mais estabilidade e mais felicidade. Assim, jamais fale  que as crianças têm frescuras na escola. A verdade é que os pais não podem conversar com os filhos sobre coisas pequenas. Crianças têm distúrbios que só podem se tratados por psicólogos em nossas escolas particulares&#8230;. a preços bem definidos, claro, pois a racionalidade sempre tem um preço.</p>
<p>O conforto tem que vir sem questionamentos. Questionar quase sempre implica em mudanças, que causam instabilidades&#8230; Então é melhor não ter tempo pra isso. Nada como chegar em casa após 8 horas de trabalho,  4 horas de trânsito,  e finalmente descansar a mente com a informação de que um famoso qualquer comeu 19 nabos. A televisão é uma maravilha, não? Já não é tanto a racionalidade e sim o controle econômico, mas não vou prosseguir neste ponto.</p>
<p>Apesar de ter sido publicado em 1932 <em>o admirável mundo novo </em>parece muito atual, uma descrição da vida real em algumas partes. É uma leitura indispensável para as reflexões do nosso tempo, principalmente para quem se interessar pela sociologia.</p>
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		<title>Review: O Afegão</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 19:42:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Review: Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[CIA]]></category>
		<category><![CDATA[FBI]]></category>
		<category><![CDATA[Frederick Forsyth]]></category>
		<category><![CDATA[investigação]]></category>
		<category><![CDATA[O afegão]]></category>
		<category><![CDATA[suspense]]></category>
		<category><![CDATA[terrorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Frederick Forsyth é reconhecido hoje como um dos maiores escritores de espionagem internacional, e não é exatamente sem motivo.  O Afegão é mais uma obra que retoma a boa dose de intriga entre agências de inteligência e organizações terroristas do mundo árabe, de uma maneira bem similar ao Dossiê Odessa. Com uma fórmula simples baseada na infiltração de um espião dentro do grupo inimigo, O Afegão parece pouco criativo para quem já conhece outras obras do autor. No entanto, apesar &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/03/review-o-afegao/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Frederick Forsyth é reconhecido hoje como um dos maiores escritores de espionagem internacional, e não é exatamente sem motivo.  O Afegão é mais uma obra que retoma a boa dose de intriga entre agências de inteligência e organizações terroristas do mundo árabe, de uma maneira bem similar ao Dossiê Odessa.</p>
<p>Com uma fórmula simples baseada na infiltração de um espião dentro do grupo inimigo, O Afegão parece pouco criativo para quem já conhece outras obras do autor. No entanto, apesar da fórmula poder ser resumida em poucas palavras, todo o contexto que se sobrepõe a base é muito melhor desenvolvido do que o protagonizado por Peter Miller na Odessa.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/02/afeg.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2270" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/02/afeg-198x300.jpg" alt="" width="198" height="300" /></a></p>
<p>Quando os serviços secretos dos Estados Unidos e da Inglaterra descobrem que há um ataque terrorista sendo planejado pela Al-Qaeda, o qual parece ter proporções muito maiores do que os atentados já vistos, os meios de ação fogem do tradicional. Não adianta usar um<span id="more-2265"></span> Predator para bombardear alvos isolados, já que a operação pode continuar ainda que alguns elementos tenham encontrado as 72 virgens.</p>
<p>A solução aparente seria infiltrar um espião na Al-Qaeda, e com isso interceptar o ataque antes que ele atinja qualquer ato significante. Mas somam-se os problemas, porque é necessário alguém que tenha um árabe fluente, se pareça com um terrorista, conheça perfeitamente o islamismo e, mais importante, tenha algum histórico familiar que comprove a origem muçulmana.</p>
<p>As primeiras características o Coronel Martin preenche com perfeição, pois ele cresceu no Iraque pré-Saddam e teve oportunidade de aprender a língua e parte dos costumes locais. Já o histórico pode ser conseguido por meio de Izmat Khan, um afegão membro do Talibã que estava confinado em Guantánamo há alguns anos.</p>
<p>A família de Izmat fora morta pelos americanos em um ataque equivocado, de maneira que ele tinha bons motivos para nutrir um ódio mortífero. Assim, ele seria um candidato perfeito para o destacamento suicida da Al-Qaeda, bastando apenas que houvesse uma oportuindade para sair da prisão.</p>
<p>A oportunidade surge com a manobra feita pelas agências de inteligência americanas e inglesas, fingindo uma &#8220;devolução&#8221; do prisioneiro para o governo do Afeganistão. Mas Izmat ficará muito bem escondido e o afegão repatriado é o Coronel Martin, agora com um outro nome.</p>
<p>O livro é bem cuidadoso na exposição da história do Afeganistão durante a invasão soviética, bem como na ascenção do grupo religioso/político mais fundamentalista conhecido como talibã. A exposição desses fatos é necessária para descrever o Coronel Martin, que participou do conflito e conheceu pessoalmente o jovem Izmat.</p>
<p>Aqui eu reitero, a narrativa pode parecer meio maçante para quem conhece O Dossiê Odessa, pois novamente é centralizada em alguém que se infiltra em uma organização qualquer para obter informações. Fica a impressão que apenas os nomes foram alterados, com um desenvolvimento pouco criativo as vezes. Algo similar ao trazido por Dan Brown em Fortaleza Digital e Ponto de Impacto.</p>
<p>No entanto, o protagonista mais cativante e a narrativa mais detalhada compensam um pouco este aspecto. As 400 páginas do livro são bem distribuídas e a medida que o ataque da Al-Qaeda vai ganhando forma o suspense proposto pelo autor é atingido com sucesso.</p>
<p>Definitivamente O Afegão não é o melhor livro de Frederick Forsyth, mas ainda assim tem pontos positivos que compensam bastante a leitura.</p>
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		<title>Review: Nada de novo no front</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Feb 2011 08:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Review: Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[erich maria remarque]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[nada de novo no front]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sou jovem, tenho vinte anos, mas da vida conheço apenas o desespero, o medo, a morte e a mais insana superficialidade que se estende sobre um abismo de sofrimento. Vejo como os povos são insultados uns contra os outros e como se matam em silêncio, ignorantes, tolos, submissos e inocentes&#8230; Que esperam de nós, se algum dia a guerra terminar? Durante todos esses anos, nossa única preocupação foi matar. Nossa primeira profissão na vida. Nosso conhecimento da vida limita-se à &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/02/review-nada-de-novo-no-front/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><span style="color: #008000;"><em>&#8220;Sou jovem, tenho vinte anos, mas da vida conheço apenas o desespero, o medo, a morte e a mais insana superficialidade que se estende sobre um abismo de sofrimento. Vejo como os povos são insultados uns contra os outros e como se matam em silêncio, ignorantes, tolos, submissos e inocentes&#8230; Que esperam de nós, se algum dia a guerra terminar? Durante todos esses anos, nossa única preocupação foi matar. Nossa primeira profissão na vida. Nosso conhecimento da vida limita-se à morte. Que se pode fazer, depois disto? Que será de nós?&#8221;</em></span></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2092" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/02/nada-de-novo-no-front.jpg" alt="" width="300" height="300" /></p>
<p>Quando pensamos em livros sobre guerras a primeira imagem que vem é da exaltação da coragem do soldado, de como ele consegue pular todos os obstáculos do conflito para impor o seu lado. Por trás de tudo isso tem o aspecto romântico que deixa a batalha simplesmente deliciosa, chegando algumas vezes a ser limpa e agradável, nada mais que um simplório joguete em que somente a honra pode ser mutilada.</p>
<p>Em <em>Nada de Novo no Front</em>, de Erich Maria Remarque, esse caráter belicoso é colocado de lado em prol de <span id="more-2091"></span>um enfoque da real condição do homem na batalha. Nada de soldados quase imbatíveis e de talentos soberbos que saem da trincheira para golpear o inimigo&#8230;  Aqui os combatentes são homens normais, com aflições típicas para alguém que suporta horas de bombardeio intenso sem um único minuto de sono.</p>
<p>O livro é baseado nos horrores vivenciados pelo autor durante a 1º Guerra Mundial, e por isso tem a forma de um diário no qual Remarque narra a campanha ao lado de seus amigos de armas. Não se trata em verdade de um livro protagonizado pelo autor, mas narrado por um soldado fictício: Paul Baumer.</p>
<p>Como toda uma geração de jovens, Paul e seus amigos de escola foram bombardeados por ideais ultra-nacionalistas de uma guerra para a defesa da honra da Alemanha e, já que os alemães eram orgulhosos demais para considerar a vitória desde o início, o bando de garotos cheios de espinhas caiu no barro das trincheiras francesas.</p>
<p>Com o passar das semanas a morte chega e vai levando o orgulho de um conflito romantizado. O baixo dinamismo que caracterizou a 1º Guerra é bem retratado na parte inicial do livro, com soldados divididos entre o ócio e a cara na lama. Ora jogando cartas e conversando sobre assuntos triviais, ora com o gosto da morte na boca, a narrativa nesta primeira parte acaba por guardar um certo tédio que leva o leitor a se perguntar quando é que o livro vai realmente começar.</p>
<p>Também pesa o caráter pouco literário do livro em alguns pontos, pois o autor tem o costume de construir períodos de forma tão objetiva, com frases diretas sobre ações e poucas descrições do ambiente de batalha, que fica a impressão de que falta alguma coisa. Naturalmente pelo formato de diário essas características podem ser vistas como ínsitas à narrativa, mas para o leitor acostumado com o excesso de sangue dificilmente será uma leitura agradável.</p>
<p>Por outro lado, boa parte dos diálogos é bem interessante na medida em que mostra o desenvolvimento da camaradagem entre os soldados. Eles percebem que toda a cultura aprendida na escola de nada serve em uma trincheira. Mais vale o instinto animal que o soldado desenvolve e a própria confiança no amigo ao lado.</p>
<p>O desajuste causado pela guerra também é retratado de uma maneira bem eficiente, com o claro intuito de mostrar a ausência de fundamento do conflito. Em um dos diálogos, por exemplo, Paul comenta que para os jovens a guerra é mais nociva, já que o único conhecimento prático que eles tem é da própria morte. Quanto a guerra terminar, e se terminar, eles não têm um emprego para retornar, não existem esposas para recebê-los, nada que possa ser feito em um mundo de paz. Se a única faceta da vida é a própria morte, a existência humana acaba por se anular em um eterno vazio.</p>
<p>Não é por outro motivo que, ao retornar para casa em uma licença, Paul se sente como um estranho. Apesar da tranquilidade e da boa comida, a sensação de vazio faz o<em> front</em> parecer cada vez mais atrativo.</p>
<p>A segunda metade do livro apresenta um pouco mais de ação, com descrições de missões feitas por Paul em meio ao fogo cerrado e, em um momento bem emocianante, quando ele ficou preso atrás das linhas inimigas. No fundo de tudo, realmante não há nada de novo no <em>front</em>&#8230; somente a morte é a companheira piedosa e constante de todo soldado.</p>
<p>O autor conseguiu o que queria com a obra. E foi justamente por isso que, com a ascenção do Nazismo na Alemanha, foguerias foram feitas para destruir seus livros. O fundamento de tudo foi a disseminação do espírito covarde, incompatível com os ideiais nazistas de bravura.</p>
<p>Não é um livro cujo dinamismo é marcante, uma vez que é  focalizado no desenvolvimento dos personagens e seus dramas. Se fosse dinâmico creio que o título da obra seria muito inadequado.</p>
<p>De toda maneira é um bom livro de guerra ainda, desde já recomendado para quem gosta deste tipo de literatura.</p>
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		<title>Review: O Dossiê Odessa</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Feb 2011 12:20:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Review: Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[dossiê odessa]]></category>
		<category><![CDATA[Frederick Forsyth]]></category>
		<category><![CDATA[investigação]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;Meu nome é Salomon Tauber. Sou judeu e vou morrer. Resolvi terminar minha vida porque esta não tem mais valor algum e nada mais me resta fazer. As coisas que procurei fazer com minha vida deram em nada e meus esforços não surtiram efeito&#8230;Só continuei vivo tanto tempo porque havia mais uma coisa que eu queria fazer, uma coisa que eu queria ver e agora sei que nunca acontecerá&#8221; A Segunda Guerra Mundial acabou e a Alemanha capitula na mais &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2011/02/o-dossie-odessa/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em><span style="color: #008000;"> &#8220;<span style="font-size: small;"><span style="font-size: small;">Meu nome é Salomon Tauber. Sou judeu e vou morrer. Resolvi terminar minha vida porque esta não tem mais valor algum e nada mais me resta fazer. As coisas que procurei fazer com minha vida deram em nada e meus esforços não surtiram efeito&#8230;Só continuei vivo tanto tempo porque havia mais uma coisa que eu queria fazer, uma coisa que eu queria ver e agora sei que nunca acontecerá&#8221;</span></span></span></em></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><span style="font-family: Arial; font-size: small;"> <a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/02/dossie.jpg"><img class="size-medium wp-image-2073 aligncenter" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/02/dossie.jpg" alt="" width="200" height="310" /></a></span></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/01/odessa.jpg"></a></p>
<p>A Segunda Guerra Mundial acabou e a Alemanha capitula na mais amarga das derrotas. Tudo pareceria ter simplesmente acabado se não fosse outra tentativa de perpetuar o erro, agora com uma nova arma: ODESSA.</p>
<p>Odessa é muito mais do que o nome de uma bela cidade litorânea da Ucrânia. Sob suas letras se esconde a organização de ex membros da SS (Organisation der Ehemaligen SS-Angehörigen), responsável por proteger os antigos kameraden dos julgamentos por crimes contra a humanidade e, em último grau, de livrar o mundo de uma ameaça causada pelos judeus. Sim, de novo a mesma história.</p>
<p>Em Dossiê Odessa, Frederick Forsyth constrói um <span id="more-1961"></span>suspense protagonizado por Peter Miller, repórter alemão freelancer que se empenha em fazer uma reportagem sobre um antigo oficial da SS que foi visto nas ruas de Hamburgo. No entanto tudo fica mais difícil no momento em que descobre que seu alvo é apenas uma peça em um jogo muito maior.</p>
<p>Tudo começa quando Peter Miller ouve a notícia da morte do presidente Kennedy no rádio de seu carro, fazendo o parar no caminho que tomava para Hamburgo. O tempo perdido na estrada foi responsável por criar o momento perfeito depois, quando Miller vê uma ambulância correndo e, como bom abutre, decide acompanhar o veículo na tentativa de uma ótima reportagem.</p>
<p>Aparentemente Miller teria perdido tempo, já que o caso era apenas mais o suicídio de um homem idoso, um tal de Salomon Tauber. Não poderia dar dinheiro&#8230; seria no máximo uma matéria para ser passada ao lado de uma manchete do tipo “<em>Ariadna é a primeira eliminada do BBB 11: preconceito no paredão?</em>”, e nada que pudesse construir uma notícia de verdadeira classe. Seria isso se não fosse o fato do homem morto ter sido um antigo prisioneiro do campo de concentração de Riga e, em seu diário, ter narrado o encontro com o comandante do campo há apenas uns dias antes do suicídio: o capitão Roschmann.</p>
<p>Após ler o diário de Tauber, Miller finalmente decide  ir atrás do oficial para entregá-lo às autoridades. No mais, ganharia com elementos para uma nova e lucrativa reportagem.</p>
<p>Várias indisposições começam a aparecer com as autoridades responsáveis por manter registros sobre os nazistas procurados. Roschmann é apenas uma das peças, e a Odessa já tem conhecimento da intromissão de Miller.</p>
<p>Com impasses, Miller vai procurar dados sobre os refugiados de Riga no centro comunitário judaico de Munique, onde finalmente ele encontra um ex-prisioneiro daquele campo que o introduz em uma espécie de sociedade secreta formada por judeus que sofreram nos campos de concentração.  O objetivo aqui é exatamente o mesmo dos bastardos inglórios: encontrar e matar nazistas, acabando com toda a mancha que sobrou deles.</p>
<p>A partir deste momento Miller é treinado para se comportar como um &#8221;camarada&#8221; da SS, para que possa se infiltrar na ODESSA e descobrir quem são os membros da organização. É um plano muito arriscado, o que torna evidente que suas intenções no caso vão muito além de uma simples reportagem.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/2011/01/02369646200.jpg"></a></p>
<p>Toda a trama é bem desenvolvida e conduz a um suspense muito agradável, ideal para o cinema. No entanto o livro tem alguns detalhes que não são tão bem vindos e, de certo modo, podem deixar o leitor um pouco frustrado: o protagonista excessivamente cinematográfico, por vezes artificial; um final clichê, com uma revelação sobre os verdadeiros motivos que levaram Miller a perseguir Roschmann, erros imperdoáveis de matadores experientes e por aí vai.</p>
<p>Por outro lado, as tramas internacionais que envolvem a ODESSA diminuem essas falhas, fazendo com que a leitura possa ser feita em poucas horas. Não existem teorias da conspiração absurdas e o livro adquire um ar de narrativa inteiramente verídica. Não poderia ser de outra forma, afinal vários fatos do livro são verdadeiros, como a própria ODESSA.</p>
<p>No geral é uma narrativa bem sólida, cuja leitura é indispensável para quem gosta de livros de suspense e investigação policial.</p>
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		<title>Review boazinha: Fora da Lei</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Sep 2010 00:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Review: Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Alan Dale]]></category>
		<category><![CDATA[Angus Donald]]></category>
		<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Fora da Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Robin Hood]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que foi lançado o 4º livro da série Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell, por antecipação muita gente (eu, inclusive) ficou morrendo de ansiedade sobre a próxima aventura de Uhtred de Bebbanburg. Após tantas preces a Odin e Thor, no primeiro semestre deste ano o livro chegou ao Brasil, quando comprei na pré-estréia. Na mesma ocasião, um outro livro veio de presente com uma boa divulgação e, aparentemente, com uma temática que agradaria todos os fanáticos pela obra de Cornwell: &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2010/09/review-boazinha-fora-da-lei/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que foi lançado o 4º livro da série Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell, por antecipação muita gente (eu, inclusive) ficou morrendo de ansiedade sobre a próxima aventura de Uhtred de Bebbanburg. Após tantas preces a Odin e Thor, no primeiro semestre deste ano o livro chegou ao Brasil, quando comprei na pré-estréia. Na mesma ocasião, um outro livro veio de presente com uma boa divulgação e, aparentemente, com uma temática que agradaria todos os fanáticos pela obra de Cornwell: Fora da Lei, de Angus Donald.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/fora-da-lei.jpg"><img class="size-full wp-image-1451  aligncenter" title="fora da lei" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/fora-da-lei.jpg" alt="" width="214" height="320" /></a></p>
<p>Divulgado ao lado de Terras em Chamas, Fora da Lei chegou na sombra do lançamento tão esperado e do filme Robin Hood, na época em estréia nos cinemas brasileiros. Ótimo, preço bom, comprei os dois, mas somente agora consegui ler para fazer um pequeno review sobre a obra.</p>
<p>Começando pela capa, em cima de uma flecha bem estilizada tem <span id="more-1450"></span>o título do livro com um apelo ao leitor: &#8220;Conheça Robin Hood, o Senhor da Floresta de Sherwood&#8221;. Até aqui tudo bem, principalmente para quem parte da premissa de que o protagonista é Robin Hood. Não, nada disso! O protagonista não é Robin Hood, a estória não é diretamente sobre ele, mas sobre um garoto que ingressa no quadrilha do arqueiro verde e sua vida em atividades não cristãs pela floresta. Para alguns leitores pode ser uma frustração, algo comparável a comprar um Playstation III novo por R$ 200,00 e dentro da caixa ter uma rapadura. Mas, analisando o livro como um todo, não é algo que seja prejudicial. Afinal, contos sobre Robin Hood são tão usuais que é bom dar uma renovada.<img title="More..." src="../wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" alt="" /></p>
<p>A estória é narrada por Alan Dale, que na velhice decide escrever sobre o seu ingresso no bando de Robin Hood. Alan era um garoto pobre que morava em uma aldeia de Nottingham, cuja sobrevivência era garantida por pequenos furtos. De imediato tenho que mencionar que não é um personagem que chame atenção, apesar de ser o protagonista. Não é demasiadamente hábil na espada, no arco, na inteligência, não é muito forte nem fisicamente diferente das outras pessoas. É um bom ladrão, só isso.</p>
<p><center>
<div id="attachment_1455" class="wp-caption aligncenter" style="width: 230px"><a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/Chavo.mxx_.jpg"><img class="size-full wp-image-1455 " title="Chaves" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/Chavo.mxx_.jpg" alt="Teria sido melhor ir ver o filme do Pelé.." width="220" height="200" /></a>
<p class="wp-caption-text">Teria sido melhor ir ver o filme do Pelé..</p>
</div>
<p></center></p>
<p>A estória realmente começa quando Alan é pego após roubar uma torta de um comerciante em Nottingham. Alguns soldados o seguram até a chegada do xerife, Sir Ralph Murdac, que será responsável por determinar a punição. Alan consegue fugir e corre desesperadamente até a casa de sua mãe, que o orienta a ingressar no grupo de Robin para não ser morto pelos homens do xerife. Este é o primeiro contato de Alan com Robin.</p>
<p>Robin Hood quase sempre foi tratado como o messias dos pobres: um arqueiro bolchevique que tocaia um burguês na estrada, rouba suas posses e gentilmente distribui o produto da exploração capitalista entre os pobres. Muito bonito, mas como sempre esquece da velha natureza humana e se perde em meros sonhos.</p>
<p>Em Fora da Lei tudo isso é complementado por um personagem mais humano, com oscilações de caráter que pendem entre a bondade e a maldade. No livro ele é descrito como alguém frio-quente, ou seja, com um poder furioso da raiva contrastando com o controle frio de um homem calmo.</p>
<p>Se há uma festa, Robin estará comemorando com seus homens e eventualmente distribuindo dinheiro, mas diante de um traidor ou estuprador, não haverá qualquer prece que mude a condenação. No primeiro caso Robin olhará sem qualquer pena para a vítima que perderá a língua e depois será terrivelmente morta. No segundo ele também não esboça qualquer piedade do pobre coitado que é castrado em sua frente e sai cantando <span style="text-decoration: line-through;">gritando</span> Bad Romance igual a Lady Gaga.</p>
<p>Não se trata de um bando que rejeita o poder. Robin Hood condena especificamente o poder corrupto da Igreja e a pobreza imposta pelo rei, no entanto todo fora da lei se compromete a viver debaixo de um conjunto de regras que garante um mínimo de ordem. Robin se refere a todos como irmãos, mas na verdade ele é mais irmão do que os outros. Robin-Estado, por assim dizer: ele oferece proteção aos vilarejos que contribuem financeiramente, e com isso se compromete a punir eventuais violadores da paz.</p>
<p>A estória começa em 1188, embora os poucos relatos históricos indiquem para seu aparecimento apenas em meados do século seguinte. Não que tenha realmente existido, mas é fácil imaginar o ideal presente no povo. Por exemplo, quando Ricardo Coração de Leão se torna rei da Inglaterra (o que corresponde ao final do livro), tantos tributos são impostos à população para financiar a 3º cruzada que o país se afundou na miséria. Anos depois, com o cativeiro de Ricardo na Áustria, seu irmão João complicou ainda mais a situação com a arrecadação do valor do resgate. Assim, com constantes explorações é muito fácil sustentar a existência de algum ladrão que tenha se tornado um herói para os pobres.</p>
<p>Apesar de todos esses fatores ligados ao combate da injustiça e da exploração, aqui Robin Hood tem uma origem nobre. Até mesmo o seu ingresso em atividades criminosas não tem relação com qualquer convicção política.</p>
<p>Após matar o padre que era seu tutor, Robin foge de casa e se esconde em florestas, e com o tempo vai ganhando seus companheiros. Os personagens tradicionais das estórias de Robin, como João Pequeno, Frei Tuck e a amada Lady Marian estão presentes no livro.</p>
<p>De forma geral é um livro que carece de batalhas épicas, apenas contando com duas ou três escaramuças sem grandes detalhes e uma única batalha de grande porte no final. A narrativa se concentra em colocar as experiências de Alan no meio de homens rudes que gostam da simplicidade da floresta e de uma boa dose de bebida.</p>
<p>Algo que é particularmente estranho, principalmente quando se compara com os modos de Bernard Cornwell, é a descrição das relações mais íntimas. As experiências de Alan não se resumem em uma pequena afirmação que ele se tornou amante de alguém, mas é melhor que o próprio leitor confira isto ao ler o livro.</p>
<p>Fora da Lei pode parecer monótono para alguns, no entanto ao avançar na leitura a estória fica mais interessante. Na medida em que Alan vai ganhando a confiança de Robin, o livro ganha maior atenção do leitor, até mesmo porque novos trabalhos são dados ao jovem. E tudo culmina com a batalha final, na qual Angus Donald realmente quis detalhar a morte.</p>
<p>É um livro que eu considero bom, apesar das observações acima. Mas fica recomendado para todos os leitores e ouvintes do GrifoNosso.</p>
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		<title>Criadores de Mundos: Dan Brown</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 21:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criadores de Mundos]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Brown]]></category>
		<category><![CDATA[heresia]]></category>
		<category><![CDATA[o código da vinci]]></category>
		<category><![CDATA[polêmica]]></category>
		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[As fórmulas de sucesso não costumam variar entre diversas opções. Além das clássicas tramas escolares entre adolescentes com algum tipo de poder sobrenatural, posso colocar também na lista uma heresia bem trabalhada. Muito simples, basta contestar algum ponto essencial da religião dominante, colocar um simbologista de Harvard e uma teoria da conspiração e pronto: mais de 80 milhões de livros vendidos e o sorriso contente ai de baixo: No que foi a heresia mais pop da época, Dan Brown ofendeu &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2010/09/dan-brown/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As fórmulas de sucesso não costumam variar entre diversas opções. Além das clássicas tramas escolares entre adolescentes com algum tipo de poder sobrenatural, posso colocar também na lista uma heresia bem trabalhada. Muito simples, basta contestar algum ponto essencial da religião dominante, colocar um simbologista de Harvard e uma teoria da conspiração e pronto: mais de 80 milhões de livros vendidos e o sorriso contente ai de baixo:</p>
<p><center>
<div id="attachment_1368" class="wp-caption alignnone" style="width: 237px"><img class="size-full wp-image-1368   " title="dan_brown" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/dan_brown.jpg" alt="Dan Brown" width="227" height="249" />
<p class="wp-caption-text">Dan Brown</p>
</div>
<p></center></p>
<p>No que foi a heresia mais pop da época, Dan Brown ofendeu Jesus, a Igreja e o Grande Arquiteto do Universo, e não teve suas <span id="more-1367"></span>tripas imediatamente dilaceradas. Mas até que foi algo previsível. Em tempos politicamente corretos é difícil empalar ou queimar um infiel (no ocidente, claro), sendo bem mais fácil xingar muito no twitter.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-1373" title="tweet" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/tweet.jpg" alt="" width="439" height="243" /></p>
<p>O grande sucesso de Dan Brown foi sem dúvida <em>O Código Da Vinci, </em>lançado em 2003 e adaptado para o cinema em 2005/2006. Embora de menor expressão, também lançou <em>Ponto de Impacto</em>, <em>Fortaleza Digital, Anjos e Demônios</em> e <em>O Símbolo Perdido</em>.</p>
<p>Toda a estória de Dan Brown é baseada no suspense. Por meio de teias de tramas conspiratórias suas narrativas são construídas, o que até aqui posso dizer que chega a ser bom, se não pecasse em alguns pequenos detalhes. Por exemplo, parece bem interessante escrever sobre uma sociedade secreta qualquer que esconde algum conhecimento que pode mudar o mundo. Somam-se alguns personagens igualmente razoáveis e temos um livro. Agora, pra que terminar com uma revelação de novela da Televisa, do tipo <em>Carlos Daniel, preciso te contar antes de morrer, você é meu filho bastardo?</em></p>
<p>Acho que os clichês são o grande problema em Dan Brown. Por outro lado eu reitero, as estórias dele são cativantes de se ler, a narrativa flui bem e a leitura é agradável. Todo o aspecto histórico por traz dos livros é bem interessante, apesar das imprecisões que as vezes ocorrem. Faz parte da criação razoável o trabalho com fatos alternativos, desde que não sejam tão absurdos a ponto de comprometer a qualidade final do livro.</p>
<p><em>O Codigo da Vinci</em> tem a estória que eu acho mais sólida e bem trabalhada. É nela que se questiona a divindade/imortalidade de Jesus Cristo e Robert Langdon, o simbologista de Harvard, ganha prestígio. Dan Brown sempre gostou de assuntos referentes à religião, por isso desejava reacender a discussão sobre a fé. E que tática melhor do que começar pelo aspecto mais fundamental do Cristianismo? Tá certo que não foi um impulso para ganhar mais fiéis e a apatia da religião não mudou muito&#8230;</p>
<p>No geral, os livros de Dan Brown estão longe das melhores obras, mas ainda assim é uma leitura boazinha. Recomendado para todos os meninos bonitos com medo de padres, sem dúvida.</p>
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		<title>Conn Iggulden: a primeira coluna do império é sempre a espada</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 03:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criadores de Mundos]]></category>
		<category><![CDATA[Conn Iggulden]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>
		<category><![CDATA[roma]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>

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		<description><![CDATA[Um pouco diferente das conquistas de hoje, o sabor nostálgico de uma vitória banhada a sangue com o misticismo conduzindo todas as decisões sem dúvida deixa a leitura de uma romance histórico interessante. Claro, não estou dizendo que hoje não há violência ou misticismo, mas sim que o homem ficou mais interiorizado e excessivamente lamurioso, e isto parece ter retirado algo da diversão das narrativas em ambientes mais recentes (Odin acharia tudo uma vergonha, afinal somente hoje nós temos vampiros &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2010/07/conn-iggulden-a-primeira-coluna-do-imperio-e-sempre-a-espada/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um pouco diferente das conquistas de hoje, o sabor nostálgico de uma vitória banhada a sangue com o misticismo conduzindo todas as decisões sem dúvida deixa a leitura de uma romance histórico interessante. Claro, não estou dizendo que hoje não há violência ou misticismo, mas sim que o homem ficou mais interiorizado e excessivamente lamurioso, e isto parece ter retirado algo da diversão das narrativas em ambientes mais recentes (Odin acharia tudo uma vergonha, afinal somente hoje nós temos vampiros indecisos cujo máximo de poder não vai além de uma intriguinha novelesca).</p>
<p><center>
<div id="attachment_1161" class="wp-caption aligncenter" style="width: 170px"><a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/o-imperador2.jpg"><img class="size-full wp-image-1161" title="Conn Iggulden" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/o-imperador2.jpg" alt="Conn Iggulden" width="160" height="205" /></a>
<p class="wp-caption-text">Conn Iggulden</p>
</div>
<p></center></p>
<p>Naturalmente em Conn Iggulden ficamos com a primeira opção. Na mesma linha de Bernard Cornwell,  o autor desenvolve seu mundo em períodos históricos muito bem delimitados, com riqueza de detalhes e uma especial atenção para as batalhas. Sim, aqui o poder nasce de um monte de corpos jogados em um campo de batalha, na mais clássica forma de <span id="more-1131"></span>se forjar um império.</p>
<p>O autor tem duas grandes séries na bagagem, “O Imperador” e “O Conquistador”, bem como outros livros não tão famosos por aqui, como “O livro perigoso para garotos” e “O livro perigoso dos heróis”. Creio que a mais marcante é a tetralogia “O imperador”, a qual resume bem o estilo de Conn Iggulden. Não vou colocar spoilers, mas apresentar o autor é também apresentar sua obra prima, então aqui segue um pouco do seu mundo.</p>
<p>Há alguns meses comprei o primeiro livro desta série, que traz a vida de Júlio César, mostrando suas conquistas e a ascensão através da nobreza romana. Após a leitura dos dois primeiros capítulos imediatamente comprei os outros três livros, pois seria impossível ficar com minha biblioteca sem eles.</p>
<p>No primeiro livro da série, intitulado &#8221; Os Portões de Roma”, Conn Iggulden mostra Júlio César ainda novo, com um espírito de criança, mas já forte. De maneira bem linear a estória vai expondo vários personagens, sem a preocupação de focar unicamente no jovem Júlio.</p>
<p><center>
<div id="attachment_1143" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/gladiador-23.jpg"><img class="size-medium wp-image-1143" title="gladiador 2" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/gladiador-23-300x258.jpg" alt="Onde esta quem vós chamais de Chuck Norris?" width="300" height="258" /></a>
<p class="wp-caption-text">Onde está quem vós chamais de Chuck Norris?</p>
</div>
<p></center></p>
<p>No decorrer  dos capítulos é possível perceber um fortalecimento dos personagens graças ao contato cada vez mais constante com uma sociedade ansiosa pelo poder. E aqui há uma riqueza que atrai os amantes da história romana, pois o autor descreve tudo com detalhes assustadores, a ponto de o leitor realmente acreditar que todo o narrado realmente aconteceu.</p>
<p>Claro que Conn Iggulden não se prende completamente aos fatos. Basta uma pesquisa para descobrir que certos personagens não existiram, ou que alguns fatos são inverídicos. No entanto, o contexto em que eles são colocados faz os livros de História parecerem um sacrilégio. Imagino que se todos os praticantes de quiromancia tivessem essa capacidade de criação todos nós acreditaríamos que dente de ouro é algo bonito, ou sei lá em coisa pior. Enfim&#8230;</p>
<p>No primeiro livro não são trazidas tantas batalhas, e as que o autor colocou não se delongam em páginas e páginas descrevendo os mínimos detalhes. Este é ainda um aspecto bem positivo e torna a leitura agradável, sem deixar impacientes os leitores mais apressados.</p>
<p>Evidentemente nos próximos livros as batalhas se intensificam, acompanhando o período de turbulências do final do período da república romana. Estamos aqui diante de um épico que pode ser comparado com as Crônicas Saxônicas, tanto com a exaltação da força dos personagens como com o mesmo dilema que cegou Aquiles: a fama e o poder.</p>
<p>E assim também acontece com a série “O Conquistador”. Pela olhada passageira que dei, já que os três livros só chegaram em casa hoje, é outra coleção promissora. Esta traz Gengis Khan, figura lendária da Ásia que fez um império enorme. Pra fazer isto, somente com guerra e uma correta administração do poder, tudo escrito com sangue nas páginas do livro. Não tem o mesmo brilho de Júlio César, o que claramente se reflete no livro, mas não deixa de ser um grande romance.</p>
<p>Conn Iggulden pode ser colocado no mesmo patamar de Bernard Cornwell ainda que tenha menos livros publicados. Mas podemos esperar muita coisa para os próximos anos&#8230; Como ele virá em agosto para a Bienal do Livro de São Paulo, pode ser que ele fale algo sobre saga seguinte (em princípio, o quarto livro da coleção &#8220;O Conquistador&#8221;, com lançamento previsto para setembro).</p>
<p>Bem, resumindo, para os apreciadores de romances históricos, adoradores de Odin ou de Ares que sempre queimam um coração de cavalo em seus altares domésticos, sem dúvida este é um autor cujos livros não podem decepcionar.</p>
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		<title>Quatro pernas bom, Duas pernas ruim</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 12:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[A Revolução dos Bichos]]></category>
		<category><![CDATA[George Orwell]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução Russa]]></category>
		<category><![CDATA[socialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muito tempo estamos acostumados com fábulas, as típicas tramas de animais falantes com uma lição de moral no fim&#8230;Ah sim&#8230;quem tudo quer tudo perde, a necessidade é a mãe de todas as invenções&#8230; e por aí vai. Aqui a situação não é outra, afinal do próprio nome “a revolução dos bichos” já dá para associar alguma coisa. Para dar uma luz, segue um trecho do livro: &#8220;Será isso, apenas, a ordem natural das coisas? Será esta nossa terra tão &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2010/01/a-revolucao-dos-bichos/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #000000;">Há muito tempo estamos acostumados com fábulas, as típicas tramas de animais falantes com uma lição de moral no fim&#8230;Ah sim&#8230;quem tudo quer tudo perde, a </span><span style="color: #000000;">necessidade é a mãe de todas as invenções&#8230; e por aí vai.</span><a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/revolucao-dos-bichos.jpg"><span style="color: #000000;"> </span></a><span style="color: #000000;"> </span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="Imagem Original" href="http://cogdogblog.com/wp-content/uploads/2009/06/animal-farm.jpg" target="_blank"><img class="alignnone size-full wp-image-634" title="revolucao dos bichos" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/revolucao-dos-bichos.jpg" alt="" width="274" height="200" /></a></p>
<p>Aqui a situação não é outra, afinal do próprio nome “a revolução dos bichos” já dá para associar alguma coisa. Para dar uma luz, segue <span id="more-603"></span>um trecho do livro:</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #008000;">&#8220;Será isso, apenas, a ordem natural das coisas? Será esta nossa terra tão pobre que não ofereça condições de vida decente aos seus habitantes? Não, camaradas, mil vezes não! O solo da Inglaterra é fértil, o clima é bom, ela pode oferecer alimentos em abundância a um número de animais muitíssimo maior do que o existente. Só esta nossa fazenda comportaria uma dúzia de cavalos, umas vinte vacas centenas de ovelhas &#8211; vivendo todos num com uma dignidade que, agora, estão além de nossa imaginação. Por que, então, permanecemos nesta miséria? Porque quase todo o produto do nosso esforço nos é roubado pelos seres humanos. Eis aí, camaradas, a resposta a todos os nossos problemas. Resume-se em uma só palavra &#8211; Homem. O homem é o nosso verdadeiro e único inimigo. Retire-se da cena o Homem, e a causa principal da fome e da sobrecarga de trabalho desaparecerá para sempre.&#8221;</span></p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #000000;">(A Revolução dos Bichos, </span><span style="color: #000000;">George Orwell)</span></p>
<p><span style="color: #000000;">Excelente livro para bolcheviques&#8230;só não vale querer comê-lo! A moral é claro, fica para o podcast&#8230;</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Menino do Pijama Listrado</title>
		<link>http://www.grifonosso.com/2009/10/o-menino-do-pijama-listrado/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Oct 2009 21:17:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eric Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diversos]]></category>
		<category><![CDATA[Nazismo]]></category>
		<category><![CDATA[O Menino do Pijama Listrado]]></category>

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		<description><![CDATA[A Segunda Guerra tem sido o palco para o desenvolvimento de muitas estórias, boa parte delas sob uma visão adulta, do soldado em campo de batalha e seu desafio em sair vivo e voltar para casa. De igual modo tem acontecido com o anti-semitismo nazista, em que o judeu é retratado como combatente e perseguido. Mas, trocando-se o foco, como seria a percepção a partir de uma criança alemã, ainda ingênua e sem ter contato profundo com o caos da &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2009/10/o-menino-do-pijama-listrado/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Segunda Guerra tem sido o palco para o desenvolvimento de muitas estórias, boa parte delas sob uma visão adulta, do soldado em campo de batalha e seu desafio em sair vivo e voltar para casa.</p>
<p>De igual modo tem acontecido com o anti-semitismo nazista, em que o judeu é retratado como combatente e perseguido.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-339" style="border: black 2px solid;" title="Imagem" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/Imagem1-270x300.jpg" alt="Imagem" width="170" height="189" /></p>
<p style="text-align: left;">Mas, trocando-se o foco, como seria a percepção a partir de uma criança alemã, ainda ingênua e sem ter contato profundo com o caos da intolerância nazista? <span id="more-327"></span></p>
<p style="text-align: left;">Já indicando os caminhos para a resposta, segue um curioso trecho  do livro:</p>
<blockquote style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;"><span style="color: #339933;">“E um pensamento final passou pela cabeça de seu irmão, enquanto ele observava as centenas de pessoas na distância prosseguindo com seus assuntos, e era o fato de que todos eles – os meninos pequenos, os meninos grandes, os pais, os avôs, os tios, as pessoas que vivem sozinhas nas ruas da vida e não parecem ter parentes – usavam as mesas roupas: um conjunto de pijama cinza listrado com um boné cinza listrado na cabeça”</span></p>
<p style="TEXT-ALIGN: right">(O Menino do Pijama Listrado. John Boyne)</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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