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	<title>Grifo Nosso &#187; Garota Interrompida</title>
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	<itunes:summary>Danielle Toste, Eric Torres, Gustavo Domingues e Juliana Morais leem o mesmo livro e falam sobre ele. Quatro aspectos do livro sÃ£o avaliados: trama, personagens, escrita e leitura.</itunes:summary>
	<itunes:author>Grifo Nosso</itunes:author>
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	<itunes:subtitle>Um clube do livro em formato de podcast</itunes:subtitle>
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		<title>Grifo Nosso &#187; Garota Interrompida</title>
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		<title>Outras Mídias: Garota Interrompida</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 01:46:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Dani Toste</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outras Mídias]]></category>
		<category><![CDATA[Adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Garota Interrompida]]></category>
		<category><![CDATA[Susanna Kaysen]]></category>

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		<description><![CDATA[Adaptações cinematograficas de livros são sempre controvérsas, não tem jeito. É muito difícil agradar os fãs de ambas as mídias, e no fim das contas cada obra acaba ganhando seu próprio público e uma parcela menor de público comum. Nesse caso em particular tenho a impressão que o filme acabou fazendo mais sucesso que o livro, até pelas estrelas envolvidas na produção, então embora a proposta seja comparar a mídia secundária ao livro que lhe deu origem, vou tentar também &#8230; <a href="http://www.grifonosso.com/2010/01/outras-midias-garota-interrompida/" >&#8594;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Adaptações cinematograficas de livros são sempre controvérsas, não tem jeito. É muito difícil agradar os fãs de ambas as mídias, e no fim das contas cada obra acaba ganhando seu próprio público e uma parcela menor de público comum.</p>
<p>Nesse caso em particular tenho a impressão que o filme acabou fazendo mais sucesso que o livro, até pelas estrelas envolvidas na produção, então embora a proposta seja comparar a mídia secundária ao livro que lhe deu origem, vou tentar também fazer o inverso, para quem aqueles que viram apenas o filme pensem se vale a pena ler o livro.</p>
<table border="0" rules="none" cellpadding="5" align="center">
<tbody>
<tr>
<th bgcolor="#EDE7E7"></th>
<th style="text-align: center;" bgcolor="#EDE7E7"><span style="color: #800000;">OBRA ORIGINAL</span></th>
<th style="text-align: center;" bgcolor="#EDE7E7"><span style="color: #800000;">OBRA DERIVADA</span></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" bgcolor="#EDEDED"><span style="color: #535353;"><strong>Capa</strong></span></td>
<td style="text-align: center;" bgcolor="#EDEDED"><img class="aligncenter size-full wp-image-655" title="Capa do Livro &quot;Moça, Interrompida&quot;" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/girlinterrupted-book.jpg" alt="" width="119" height="182" /></td>
<td style="text-align: center;" bgcolor="#EDEDED"><img class="aligncenter size-full wp-image-656" title="Capa do Filme &quot;Garota, Interrompida&quot;" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/girlinterrupted-movie.jpg" alt="" /></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" bgcolor="#F1ECEC"><span style="color: #535353;"><strong>Título</strong></span></td>
<td style="text-align: center;" bgcolor="#F1ECEC"><span style="color: #535353;">Moça, Interrompida<br />
(Girl, Interruppted)<br />
</span></td>
<td style="text-align: center;" bgcolor="#F1ECEC"><span style="color: #535353;">Garota, Interrompida<br />
(Girl, Interrupted)<br />
</span></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" bgcolor="#EDEDED"><span style="color: #535353;"><strong>Autor ou Diretor</strong></span></td>
<td style="text-align: center;" bgcolor="#EDEDED"><span style="color: #535353;">Susanna Kaysen<br />
</span></td>
<td style="text-align: center;" bgcolor="#EDEDED"><span style="color: #535353;">James Mangold<br />
Lisa Loomer<br />
Ana Hamilton Phelan</span></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" bgcolor="#F1ECEC"><span style="color: #535353;"><strong>Editora ou Estúdio</strong></span></td>
<td style="text-align: center;" bgcolor="#F1ECEC"><span style="color: #535353;">N/A<br />
</span></td>
<td style="text-align: center;" bgcolor="#F1ECEC"><span style="color: #535353;">Douglas Wick<br />
Winona Ryder</span></td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: left;" bgcolor="#EDEDED"><span style="color: #535353;"><strong>Tipo</strong></span></td>
<td style="text-align: center;" bgcolor="#EDEDED"><span style="color: #535353;">Livro</span></td>
<td style="text-align: center;" bgcolor="#EDEDED"><span style="color: #535353;">Filme</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&#8211;<br />
A primeira coisa que você tem que saber: o livro é <span id="more-654"></span>baseado numa história real, a história da autora.</p>
<p>Isso deve influenciar um pouco a forma como a adapção é vista: uma coisa é adptar a ficção outra coisa é adaptar a realidade. Por mais importante que seja a liberdade artistica, aplicá-la a fatos que efetivamente aconteceram pode fazer uma grande diferença.</p>
<p>Se você não faz a menor idéia de sobre o que eu estou falando, vale a pena dizer: o livro conta a experiência da autora num hospital psiquiátrico, nos anos 60, descrevendo as pessoas que ela conheceu e as coisas que viveu no local.</p>
<p><strong>A primeira grande diferença, para mim, entre o livro e o filme é o foco. </strong></p>
<p>Embora a Susanna Kaysen (Winona Ryder no filme) seja a protagonista em ambas as versões, o filme da um enfoque ENORME na personagem Lisa (Angelina Jolie) enquanto  no livro ela é apenas uma entre as diversas internas que foram e vieram ao longo da estada da autora no hospital.</p>
<p>Outra coisa que muda no enfoque é que enquanto o livro todo é uma reflexão sobre a loucura e sobre os sentimentos e a perspectiva da autora em relação à sua própria &#8220;doença&#8221; e a das meninas que a cercam no hospital, o filme parece um pouco mais preocupado em mostrar garotas modernas presas nos anos 60 fazendo coisas &#8220;loucas&#8221;.</p>
<p>Não que essas coisas não aconteçam no livro, é só que o ritmo do filme mostra as atitudes da Lisa e da Susana de forma vazia, como meras demonstrações de comportamento caotico ou antisocial, o livro, até por ter ser auto-biografico, se preocupa em descrever que tipo de idéia, neura ou pensamento estava por tras disso.</p>
<p>De certa forma, para mim, isso tudo que eu disse muda o objetivo de cada uma dessas obras: o livro me conta uma história real, me faz pensar a loucura e a sanidade; o filme é entretenimento, me mostra pessoas em situações além do cotidiano.</p>
<p><strong>O que eu prefiro?</strong> Talvez já tenha dado para perceber a essa altura, mas definitivamente o livro.</p>
<p>Entendam: o filme não é ruim, na verdade é bem legal, mas a falha dele, para mim, enquanto adaptação é que ele corrompe totalmente a imagem da protagonista, ele muda a biografia da autora.</p>
<p>Digo isso porque a Susanna do livro tem lá os seus problemas, suas loucuras que muitas vezes parecem com as loucuras de qualquer pessoa nos anos 90, mas ela é o que é. No filme ela parece alguém altamente influenciável, que fica de certa forma encantada pelo &#8220;universo da loucura&#8221; e depois acaba meio que &#8220;se vendendo&#8221; para sair dali. É claro que a versão do filme faz muito mais sentido se você quer vender aquela mídia, mas em termos de conteúdo a história acabou perdendo muita substância.</p>
<p>Em síntese: se a Susanna do filme quer parecer &#8220;descolada&#8221; porque tentou se matar, a Susanna do livro te explica como e porque ela tentou se matar, e como ela não queria se matar se verdade, e te faz pensar na sua própria visão do suicídio.</p>
<p><strong>Meu trecho favorito do livro:</strong></p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #008000;">&#8220;O que pesou definitivamente na balança foi um outro pré-requisito: o meu estado de contrariedade. Minha ambição era negar. Fosse o mundo denso ou oco, ele só provocava minha negação. Quando era para estar acordada, eu dormia; se devia falar, me calava; quando um prazer se oferecia a mim, eu o evitava. Minha fome, minha sede, minha solidão, o tédio e o medo, tudo isso era, sempre, uma arma apontada para o meu inimigo, o mundo. É claro que o mundo não estava nem ai para esses sentimentos, e eles me atormentavam, mas eu extraia uma satisfação morbida do meu sofrimento. Ele confirmava a minha existência. Toda a minha integridade parecia residir em dizer Não. Portanto, a oportunidade de ser encarcerada era simplesmente atraente demais para que eu resistisse a ela. Era um Não descomunal &#8211; o maior Não do lado de cá do suicídio. Um raciocínio perverso. Por trás dessa perversidade, porém, eu sabia que não estava louca e que eles não poderiam me manter trancafiada num hospício&#8221;</span></p>
<p style="padding-left: 30px; text-align: right;">(Kaysen, Susanna. Moça Interrompida. Tradução: Marcia Serra)</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Meus trechos favoritos do filme:</strong> e de certa forma são os pensamentos que mais me remetem ao livro.</p>
<p style="padding-left: 30px;"><span style="color: #800000;">&#8220;Você já confundiu um sonho com a vida real? Ou roubou alguma coisa pela qual podia pagar? Você já se sentiu deprimido? Ou pensou que o trem estava andando quando estava parado? Talvez eu simplesmente fosse louca. Talvez fossem os anos 60. Ou talvez eu fosse apenas uma garota&#8230; interrompida&#8221;</span></p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;"><span style="color: #800000;">&#8220;Se eu estava louca? talvez. Ou talvez a vida seja&#8230; Ser louco não é estar debilitado ou esconder um segredo sombio. É você, ou eu, amplificado.&#8221;<br />
</span></p>
<p style="text-align: right; padding-left: 30px;">(Frases do filme &#8220;Garota Interrompida&#8221;. Tradução livre por Dani Toste)</p>
<p><strong><span style="color: #008000;">Conclusão:</span></strong> Se você leu o livro e gostou o filme pode ter um pouco de liberdade artistica demais no que diz respeito à história, mas vale a pena ser visto mesmo assim, desde que você se lembre de não esperar dele uma adaptação fiel. Se você viu o filme o que você gostou ou odiou no filme pode influenciar a sua visão do livro, mas se a reflexão sobre o pensamento e a loucura foram os pontos altos para você, certamente vale a pena ler o livro.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/3-grifos.png"><img class="alignnone size-full wp-image-323" title="3 grifos" src="http://www.grifonosso.com/wp-content/uploads/3-grifos.png" alt="" width="213" height="37" /></a></p>
<p>Minha avaliação do filme é 03, porque acho que no fim, tanto como adaptação como quanto entretenimento, ele é mediano. Algo legal para ver se não estiver passando nada mais interessante da TV, mas nada que vá me fazer sair do meu caminho para assistir de novo.</p>
<p>Minha avaliação do livro eu deixo para um eventual podcast ou review, mas já adianto que está no meu TOP 3 livros favoritos de todos os tempos.</p>
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