Outras Mídias: Desventuras em Série

Escrito por: | em 13/07/2010 | Adicionar Comentário |

Confesso que minha primeira dúvida para fazer essa edição foi escolher como eu chamaria a obra principal e justifico essa dificuldade contando para vocês a primeira grande diferença entre o filme e o(s) livro(s): Na versão original, “Desventuras em Série” é um conjunto de 13 livros (daí o nome da coleção) enquanto o filme é um só, que conta uma versão mais ou menos misturada dos três primeiros livros.

Eu não sabia, portanto, se devia por como “obra principal” o primeiro livro, os três primeiros ou a coleção toda, então decidi pensar na coleção toda, porque aparentemente o filme não terá continuação com o resto das histórias, de forma que a obra representa a versão dos livros, até pelo nome.

OBRA ORIGINAL OBRA DERIVADA
Capa

Título Desventuras em Série
Desventuras em Série
Criador Lemony Snicket
(Daniel Handler)
Nickelodeon Movies
Produção N/A
Laurie MacDonald
Walter F. Parkes
Jim Van Wyck
Tipo Livro Filme


A estória em questão conta as desventuras dos irmãos Baudelaire, após a morte dos seus pais (não se preocupem, isso não é spoiler acontece logo no começo) e basicamente cada livro da série conta a história de um “lar” no qual eles ficaram após isso. O filme conta a história dos três primeiros lares: A casa do Conde Olaf (Mal Começo), a Casa do tio Monty (A Sala dos Répteis) e a casa da Tia Josephine (O lago das Sanguessugas), mas há muito, muito, mais do que isso na versão literária.

Os livros não são muito grandes, mas mesmo assim, o fato de o filme contar a história de três deles já é uma dica de que muitas coisas foram suprimidas, outras foram trocadas de ordem, e outras foram simplesmente mudadas. Ainda assim, devo admitir, não acho que isso foi um grande problema.

A verdade é que com a obra original tendo 13 livros, as coisas ficam um pouco repetitivas às vezes, então, de certa forma, acho o filme acertou nesse ponto porque seguir as história à risca seria colocar três filmes, muito parecidos, num só.

Ademais, acho que a idéia geral estava lá: o desconforto inicial das crianças, a perseguição do Conde Olaf, os disfarces, os talentos de cada um dos irmãos, a personalidade amalucada dos seus tutores, a forma como tudo da errado o tempo todo, enfim, os traços dominantes.

 

O Jim Carrey como Conde Olaf no Desventuras em Série em comparação com a Ilustração do livro

Outra coisa que não posso deixar de mencionar: O Jim Carrey estava simplesmente perfeito como Conde Olaf, cada vez que eu lia uma descrição de algo sobre o personagem no livro eu podia relacionar imediatamente com o que tinha sido interpretado no filme. Acho que é uma das melhores interpretações de personagem de livro que eu me lembre.

O que eu prefiro? Me sinto tentada a dizer o(s) livro(s) porque eu realmente li muito rápido e fiquei presa neles até terminar o último e porque eu normalmente prefiro as obras originais, mas devo dizer uma coisa: No fim das contas ler 13 livros cansa um pouco, toma muito tempo e dinheiro e, como eu disse, num certo ponto fica um pouco cansativo: você já sabe o que vai acontecer, só não sabe como. Desse ponto de vista acho que talvez o filme represente um custo-benefício melhor: é entretenimento rápido e fácil, menos trabalhoso e mais barato.

Conclusão: As duas obras valem a pena, o filme é uma boa adaptação, mas perde muitos detalhes; os livros são mais completos, mas te prendem por 13 obras. Se você tem tempo, quer desfrutar a leitura, e gosta de obras infanto-juvenis vale a pena comprar os 13 volumes. Se você é do tipo prático e não tem muita paciência fique com o filme, ele não vai te contar tudo que você “precisa” saber, mas vai te dar a idéia geral

Considerando tudo isso vou deixar o filme com 3 grifos, não é ruim demais nem bom demais, não mudou minha vida, mas se eu estiver passando os canais e ele estiver no ar, eu certamente paro para ver. E deixo meu imenso reconhecimento pro trabalho do Carrey que eu realmente achei primoroso.



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Dani Toste

Advogada, jogadora de RPG, viciada em internet, amante de de livros, séries, música e filmes. Acha que o Lewis Carrol é um gênio, é obcecada pelos livros da Alice que considera os melhores do mundo.

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