Notícias Subterrâneas: Semana 23

Escrito por: | em 11/03/2012 | Adicionar Comentário |

Saudações! Novamente começando as mitológicas Notícias Subterrâneas, onde desbravamos os mares de lançamentos literários pouco divulgados, que demorarão ou nunca chegarão ao Brasil. Cobrindo a semana de 4 a 10 de março, chego com uma nova lista de menções honrosas, previews, lançamentos e omnibus. Sim, de agora em diante teremos menções honrosas com frequência! Vamos logo aos lançamentos.

Lembrem-se: cliquem nas capas para mais informações ou comprar; (*) e (^) indicam livros disponíveis para kindle ou em audio-book respectivamente; deixem seus comentários, assim compram minha alegria e amizade eternos u_u.

Lançamentos americanos

Emperor Mollusk Versus the Sinister Brain (A. Lee Martinez) *^

Emperor Mollusk versus The Sinister Brain

Um livro sobre a maior forma de criação intelectual e realização espiritual do homem: a sátira!

-_-‘

Primeiro um pouco sobre o autor. A. Lee Martinez tem em sua bibliografia alguns dos livros com as sinopses mais patéticas, nonsense e bizarras que já li, e olhem que semana passada falei de windsmith. Todos são de comédia.

Quanto ao livro em si. Não me pareceu uma comédia absolutamente genial, mas ainda é bem curiosa. O protagonista é… adivinhem? O imperador Molusco, um pequeno polvo espacial que dominou o sistema solar. Agora, entediado após anos de tirania sobre a raça humana, finalmente se vê frente a um desafio digno: um novo conquistador que pode perguntar ao seu eu futuro o que acontecerá em seguida.

– Ele prevê o futuro?

Ahn… não parece ser bem isso. Caso você preveja o futuro está vendo uma possibilidade do que acontecerá, mas ao perguntar a seu eu futuro pode haver algumas outras variáveis, como o estado etílico do seu eu futuro em determinado momento e o quão boa é sua memória, ou então… algo assim.

Enfim, um molusco protagonista e várias situações cômicas.

The Drowning Girl (Caitlín R. Kiernan) *

drowning girl

Novo livro de Caitlín Kiernan, autora consagrada de horror e weird. Joguem no google, ela tem livros interessantes.

A ideia inicial é muito boa, The Drowning Girl é um thriller com uma protagonista esquizofrênica. E daí? A história gira em torno das lembranças dela, de forma que o grande conflito do enredo é distinguir a realidade da imaginação. Um ponto muito positivo é que as reviews no geral citam o fato de que em algumas situações não fica explícito se o que aconteceu foi real ou não, não há explicação depois, ficando completamente a cargo do leitor decidir se a passagem aconteceu ou não e como isso afetou a história.

O enredo? A protagonista vê o espectro da modelo do quadro The Drowning Girl e começa a explorar suas próprias memórias e um passado ainda mais distante para descobrir por que isso acontece, confrontando fantasmas de sua vida que talvez nunca tenham existido. Bônus: a protagonista é uma artista, o que adiciona ao mosaico de lembranças uma criatividade em alguns momentos descontrolada.

Foreigner, livro 13: Intruder (C. J. Cherryh)

intruder

13 livros. Incrível, não?

Foreigner é uma space opera em que um diplomata humano se enreda nas tramas políticas galáticas de uma sociedade espacial. 13 livros que tenham entre 300 e 400 páginas devem ser o suficiente para criar uma trama bem complexa. Aqui me deparo com 2 problemas:

1) Sendo este o décimo terceiro livro, não creio que vale a pena dar simplesmente a sinopse dele.

2) Sendo este o décimo terceiro livro, não creio que vale a pena dar simplesmente a sinopse do primeiro livro, pois com certeza muita coisa aconteceu desde então.

Portanto, vamos nos ater ao básico: política espacial, sendo que em cada livro há um caso delicado nas mãos do protagonista.

The Pillars of Hercules (David Constantine)

The Pillars of Hercules

Pensei a princípio que fosse uma ficção histórica, erro meu. The Pillars of Hercules é uma fantasia histórica, a não ser que na verdade Aristóteles tenha sido um mago e que Alexandre Magno tenha usado mechas para vencer suas guerras, é claro.

Fantasias históricas… pensando bem, li poucas fantasias históricas. Claro, conheço várias por nome, mas devo ter de fato lido uma ou duas. Quando digo “fantasia histórica”, não quero dizer que seja uma fantasia com cenário histórico, mas uma que também faça uso de personagens e eventos reais. Perdão, estou começando a divagar muito. A história é sobre, bom, um grupo muito heterogêneo de heróis que se unem para conseguir armas de destruição em massa em Atlântida e parar o avanço macedônico sobre o mundo. Respondam nos comentários: qual sua fantasia histórica favorita e em que momento histórico situaria um épico duelo de sanfonas para definir o futuro do mundo?

The Best Science Fiction and Fantasy of the Year 6


best sci-fi/ fantasy

 

Sim, um livro de contos, mas não só isso. Esse talvez seja a antologia mais abrangente, respeitada, premiada e esperada a sair neste ano (todos digam “ooooh!”). Apesar disso não há muito o que dizer. É uma antologia que reúne obras tanto de ficção científica quanto de fantasia, muitas delas são obras premiadas e o editor é Jonathan Straham (presença costumeira nos prêmios Hugo da vida). Agora que já puxei o saco de todos os participantes da antologia, podemos seguir adiante.

Preview

O Escolhido, livro 1: Legado (Juliana Walker)

o escolhido

Chegamos ao inevitável preview de literatura nacional.

Primeiro, bela capa. As obras de fantasia/ sci-fi nacionais  estão recebendo tratamento cada vez melhor pelas mãos de nossas editoras, principalmente Dracena e Novo Século.

O livro em si. Mundo esquecido destinado à destruição, profecias e heróis lendários, três órfãos embarcam em uma sequência de acontecimentos que culminarão na destruição de tudo. Esperem um momento, estou pegando minha prancheta para marcar os itens básicos de uma fantasia épica:

(/)  Mundo mágico

(/) Ciclo de destruições com inimigos ancestrais

(/) Profecia épica

(/) Heróis lendários

Ah, sim. O extra: nome simples e sonoro para o mundo novo. Avan, bem sonoro (marcando na prancheta)

Omnibus da Semana

Disintegration Visions The Collector's Book of Science Fiction

Estou Lendo- A Crônica do Matador do Rei, livro 1: O Nome do Vento

290 páginas!  Até agora estou gostando muito do Nome do Vento, o ritmo é agradável, há muitos momentos memoráveis, os personagens são carismáticos e agradáveis… agradáveis demais, até. Por mais que faça sentido para a história, por mais que possamos justificar que o Kvothe se lembra melhor daqueles que foram bons para ele, me incomoda que as pessoas no geral sejam gentis, agradáveis, boas demais. Posso estar só mal acostumado com o lodo que empesteia a fantasia geralmente, mas sinto a todo momento que as pessoas são legais demais com o Kvothe. Nem sou capaz de ficar triste com o que acontece com ele, porque a toda hora aparece alguém para ser absurdamente gentil. A humanidade é boa demais nesse livro… ou eu talvez só esteja sendo muito amargo.

 

Agradeço a todos pela presença, deixamos as masmorras empoeiradas e sem luz dos Reinos Subterrâneos por aqui.

Deixem seus comentários sobre o que estão lendo, críticas,  considerações finais e respostas às perguntas aleatórias que escrevo sem me dar conta.

Até a próxima semana!

Menções Honrosas

PS: perdão, alguns links não aparecem às vezes. e_e

jane carver of waarand blue skies from painsRaventideeulogyPoint and Shoot Israel Potter





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Lorde Worth

Caçador de Hobbies exóticos, leitor obsessivo e jogador compulsivo.

4 Comentários sobre Notícias Subterrâneas: Semana 23

  1. C. Presas

    Bom, primeiramente, agora que eu comentei você terá que ser meu melhor amigo pra sempre =P hahahahaha, jokes.
    Bom, essa semana posso dizer que teve alguns livros que me interessaram bastante. Começando com “The Drowning Girl”, parece ser bem interessante e estranho, basicamente, um livro do qual eu possa gostar.
    Mesmo não sendo o meu tipo de livro, por ser literatura nacional, “O Escolhido” pareceu bem interessante, quer dizer apesar da sinopse ser interessante, eu amei a capa XD.
    Bom, tenho que dizer, eu acho que essa é a primeira vez que você publica essa coluna mais de 12 horas atrasado sem comentar, então, eu decidi point it out ;) hahahaha, mas eu acho que é aceitável pois teve mais de um livro interessante e você começou a falar dos pontos positivos dos livros e não dos negativos, which is an improvement =P

  2. Ronaldo Cavalcante (@RonaldoCav)

    Não gostei de nenhum essa semana… Ok, O escolhido a capa é linda, mas a trama não me chamou a atenção.
    The pillars of Hercules pareeeeece ser legal, mas sei lá. Não me fisgou.
    Não vou responder sua pergunta, sr. Worth papa-doce, porque né? Loucura, loucura, loucura.
    Olhei pra cara do The Best Science Fiction and Fantasy of the Year 6 e quase dormi… ¬¬
    Dando uma olhada no Imperor Molusk, lembrei-me de “Belas maldições: as belas e precisas profecias de Agnes Nutter, Bruxa.” Que não tem nada a ver com o tema exposto, mas segue a linha da comédia.

    Gostei mesmo foi do comentário do Nome do Vento hehehehehe
    Como assim não conseguiu ficar triste com o que acontece com ele, sr. Worth? Insensível!!!
    Não vi esse exagero de pessoas boas no livro. Até achei bem balanceado pra falar a verdade, cheio de gente podre e gente que cuida do próximo. Em Tarbean mesmo a única pessoa boa é aquele carinha que cuida das crianças, e convenhamos, ele é um santo, mas a cidade é um nojo e um antro de maldades.
    Na Universidade tem o Ambrose, alguns professores e toda sorte de gente metida que nem sequer olha pra ele…
    O mundo detalhado a meu ver é muito difícil, muito preconceituoso e supersticioso. Acho que vi mais situações ruins do que boas, tanto que me emocionei quando aconteceram coisas boas com ele.
    Mas leia o restante e conclua depois…

    Vlw pelas notícias. \o/

    • Lorde Worth

      hahaha
      Esperava que alguém fizesse o comentário de que a semana foi fraca, mais cedo ou mais tarde.

      Meu desespero em dizer algo interessante chegou ao ponto em que comecei a fazer perguntas (mais) idiotas.

      The Drowning Girl e Emperor Mollusk pareceram bons, mas estão longe de serem CHAMATIVOS. Sinto que faltou algo =(

      Sobre O Escolhido… espero ter conseguido deixar uma pontadinha de sarcasmo ali. Alguns autores de tempos em tempos aparecem por aqui, não é? e_e Melhor ser mais sutil para variar (por isso registro meu ceticismo nos comentários XD).

      Sim, sou insensível e sem coração [corre em direção ao por-do-sol escondendo o rosto].
      Talvez realmente seja porque estou muito mal acostumado com o mar de sofrimentos de outros livros mais… fatalistas.
      Em Tarbean, além do velhinho (qual era o nome dele mesmo?), havia pelo menos o Ecanis (que salva a vida do Kvothe depois do espancamento), uma menina que dá esmola para ele, um sapateiro simpático e o taberneiro que misteriosamente não acha tão estranho que ele fuja de toalha para a rua.
      Na Universidade fica bem balanceada a proporção bonzinhos/maus, por isso não consigo sentir que o Kvothe tenha alguma desvantagem fora o dinheiro e ele mesmo.

      Maaaaaaaaaaaaaas, estou só na página 340, posso mudar de ideia.

      • Ronaldo Cavalcante (@RonaldoCav)

        Haha… Esses autores não tem mais o que fazer, não é? Só não seja muito sutil… o que me chamou atenção desde o início foi justamente esse ceticismo sarcástico ousado.
        (/) Sarcasmo
        (/) Ceticismo
        (/) Sutileza

        E sério…. o que há de errado com você???? hahahahaha O que o mundo já te fez for God’s sake?
        O Ecanis queria ajudar enquanto a mulher dele queria dar o fora… Ficou claro que a Beira-Mar não tem muito conhecimento sobre o lado miserável da cidade. Acho que se soubessem poderiam ajudar mais (tanto que a menina dá um talento inteiro pra ele, provavelmente sua primeira moeda dada na vida, penso eu), obviamente alguém não quer que isso aconteça e mantém todos os pedintes longe.
        O sapateiro provavelmente tem origem pobre. Reconheceu os pés calejados de Kvothe e lhe deu um outro par surrado que era de seu filho. Não há nada de mais nisso, pura caridade (mas que ele teve muita sorte ele teve).
        A parte do taberneiro foi realmente estranha. Não vou defendê-lo nesse ponto… Mas acho que ele não fez mais perguntas justasmente porque Kvothe retornou para pagar a dívida dos pratos. Se ele pensou que o protagonista é um ladrão de roupas ou coisas do tipo, é no mínimo um “ladrão honrado”. A cidade é estranha, podem ter esse tipo de pensamento deturpado… sei lá.

        Sr. Worth não estou descartando suas opiniões não, viu? Estou apenas tentando entendê-las expondo minha visão de leitura. É que desde o começo ele perde TANTO e de uma forma tão doída que me parece que nada que ele ganhe será o suficiente, entende? Se a intenção do patrick era essa ele conseguiu em mim hahahaha
        E se for isso mesmo talvez eu não veja essa bondade toda espalhada pelas páginas…

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