Review: Dewey: Um gato entre livros

Escrito por: | em 18/07/2011 | Adicionar Comentário |

O livro Dewey: Um gato entre livros foi escrito pela antiga bibliotecária da cidade de Spencer, Vicky Myrion, que fica localizada no estado de Iowa nos Estados Unidos, com Brett Witter.

Comprei o livro sem grandes pretensões, li a contra capa e me pareceu uma história simples, bonita e real. Quando comecei a ler o livro a minha gata tinha sumido a duas semanas, então para mim se tornou um livro especial que conseguiu me ajudar a superar isso. Cheguei à rir e chorar durante a leitura (mais rir do que chorar) com as situações típicas de um gato.

As minhas duas gatas, a branca está desaparecida.


Esta resenha contém spoilers.

Tudo inicia com os autores nos apresentando a cidade de Spencer, uma típica cidade pequena do interior. Quem nos conta a história é a bibliotecária da cidade, Vicky Myron, e tudo se passa pela visão dela.

No dia 18 de janeiro de 1988, quando ela chegou ao trabalho, encontrou na gaveta de devoluções de livros um gatinho, quase morrendo de frio. Ela cuidou dele, levou-o ao veterinário e decidiu que a biblioteca ficaria com ele, pelo que eu entendi era um costume ter gatos em bibliotecas antigamente.

É lógico que nem todos na cidadezinha de Spencer concordariam com isso, eis uma passagem do livro que exemplifica o que eu digo e é bastante engraçada também:

“Uma mulher ficou especialmente ofendida. A carta dela, enviada para mim e para cada membro do conselho municipal, era puro fogo e enxofre, cheia de imagens de crianças tombando com repentinos ataques de asma e mulheres grávidas vítimas de abortos espontâneos ao serem expostas à areia de gato.”

Deram o nome para o gato de Dewey. Depois houve uma votação na cidade para definir se esse seria realmente o nome do gato, e ficou decidido que o nome dele seria Dewey Readmore Books (Dewey Leiamais Livros).

Com o passar do tempo todos começaram se apegar a ele, que era um gato bem sociável, e como a maioria deles sabem quando alguém precisa de mais atenção, ele sempre fornecia mais atenção à quem precisava.

No livro nós conhecemos também a família, os Jipsons, e a vida de Vicky. O Jipsons são uma família grande e bem unida que a ajudou nas horas em que mais precisava.

É contada todas as gracinhas de Dewey, que apronta igual a todos os gatos, e como ele ajudou as pessoas que frequentavam a biblioteca com a atenção que lhes dava. Ele foi muito necessário, pois a cidade de Spencer estava passando na época por uma de suas piores crises econômicas por conta da agricultura.

Quando perguntado aos funcionários da biblioteca o motivo de ele ter desconto no veterinário, por ser funcionário da biblioteca, estes fizeram uma lista dos afazeres de Dewey:

1. Redução de estresse de todos os seres humanos que lhe deem atenção.
2. Sentar ao lado da porta da frente todas as manhãs às nove horas para receber o público que chega à biblioteca.
3. Fazer amostragem de todas as caixas que entram na biblioteca para a verificação de problemas de segurança e nível de conforto.
4. Comparecer a todas as reuniões no Salão Redondo como embaixador oficial da biblioteca.
5. Prover assistência cômica para equipe e visitantes.
6. Pular em sacolas de livros e pastas enquanto os usuários estudam ou tentam recuperar papéis de que precisam.
7. Gerar publicidade nacional e internacional grátis para a Biblioteca Pública de Spencer. (Isso implica posar para fotos, sorrir para a câmera e ser fofinho em geral).
8. Labutar pelo posto de gato mais chato do mundo para comer, recusando todas as rações, com exceção das mais caras e deliciosas.

Depois de alguns anos, Dewey começou ficar famoso, e pessoas de vários lugares dos Estados Unidos começaram visitar a Biblioteca Pública de Spencer. Depois pessoas de outras partes do mundo vieram até Dewey, e muitas delas começaram a doar dinheiro para os cuidados dele, pois nada era tirado do dinheiro público para sustenta-lo.

Ele morreu com 19 anos no dia 29 de novembro de 2006, nos braços de Vicky. Dewey estava com um tumor no estômago, e decidiram por sacrificá-lo ao invés de deixá-lo sofrer.

Poderia ficar escrevendo muitas páginas sobre tudo de bonitinho que ele fazia e como animava os frequentadores da biblioteca que precisavam.

Gostei muito do livro e recomendo a leitura. Para quem tem aversão à gatos, este livro pode ser um começo para começar a gostar deles, ou não tem mais jeito mesmo.

Acho melhor começar a gostar, ou elas podem roubar a sua alma.



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Thaís Priolli

Louca por distopias, sempre com uma teoria de "E se...". Não pretende morrer neste planeta.

2 Comentários sobre Review: Dewey: Um gato entre livros

  1. Lucy

    Adorei a sua resenha. Eu adoro gatos e o meu também desapareceu desde abril. Ainda não tive coragem de adotar outro, ainda sinto muita saudade. Vou coloar esse livro como minha meta de leitura.
    Obrigada!

  2. DORA CONRAT

    AMO GATOS EU TENHO UM GATIL, MAIS AMO DESDE CRIANÇA, SEMPRE TIVE GATINHOS NUNCA IMPORTAVA A RAÇA, SIMPLESMENTE GATINHO, VI O LIVRE EM UMA BANCA E NÃO RESISTI COMPREI, E MARAVILHOSO UKA LEITURA AGRADAVEL, RI MUITO , MAIS CHOREI MUITO NO FINAL, NÃO CONTIVE AS LAGRIMAS E UMA SALA DE ESPERA , FIQUEI MUITO TRISTE, COMO SEI BEM O QUE É PERDER UM GATINHO EU OS AMO DE PAIXÃO, PARABENS PARA A ESCRITORA PELA SUA PAIXÃO PELOS BIXANOS

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