Review: Nada de novo no front
“Sou jovem, tenho vinte anos, mas da vida conheço apenas o desespero, o medo, a morte e a mais insana superficialidade que se estende sobre um abismo de sofrimento. Vejo como os povos são insultados uns contra os outros e como se matam em silêncio, ignorantes, tolos, submissos e inocentes… Que esperam de nós, se algum dia a guerra terminar? Durante todos esses anos, nossa única preocupação foi matar. Nossa primeira profissão na vida. Nosso conhecimento da vida limita-se à morte. Que se pode fazer, depois disto? Que será de nós?”

Quando pensamos em livros sobre guerras a primeira imagem que vem é da exaltação da coragem do soldado, de como ele consegue pular todos os obstáculos do conflito para impor o seu lado. Por trás de tudo isso tem o aspecto romântico que deixa a batalha simplesmente deliciosa, chegando algumas vezes a ser limpa e agradável, nada mais que um simplório joguete em que somente a honra pode ser mutilada.
Em Nada de Novo no Front, de Erich Maria Remarque, esse caráter belicoso é colocado de lado em prol de » Continue reading “Review: Nada de novo no front”








E, para começar essa coluna, resolvi falar de um livro que li ontem, em poucas horas, e que fiquei me perguntando porque ainda não tinha sido recomendada por NENHUM professor da faculdade, que é “O Caso dos Exploradores de Cavernas” de Lon L. Fuller (e que eu li na tradução de Plauto Faraco de Azevedo, publicada por Sergio Antonio Fabris Editor, na 10ª reimpressão de 1999).