Notícias Subterrâneas: Semana 31

Escrito por: | em 06/05/2012 | Adicionar Comentário |

Trigésima primeira edição das Notícias Subterrâneas no ar. Seu atrasado anfitrião Lorde Worth presta uma saudação. Oi. Comecemos logo nosso mergulho nos reinos subterrâneos da literatura desbravando aqueles lançamentos de que não ouvimos falar. Esta foi uma semana pesada tanto em número quanto em qualidade das obras, o que me rendeu um certo trabalho escolhendo os cinco comentados, mas estou satisfeito com minhas escolhas após horas de pesquisas. Vamos a eles!

Regrinhas da casa: cliquem nas capas para mais detalhes;  * e ^ indicam livros disponíveis para kindle ou em audio book, respectivamente; comentem

PS: alguém aí tem um Nook e gostaria que eu indicasse os livros disponíveis para ele?

Lançamentos

The Black Opera (Mary Gentle)

Black Opera

Frente a tantos lançamentos de maior peso ou apelo comercial por que começo falando de The Black Opera?

Porque a ideia é interessante (e porque estava ouvindo Ghost Opera enquanto escolhia os livros).

Mais uma ficção histórica (depois que reclamei delas, não param de aparecer), mas uma mais recente, o palco da história é uma Nápoles em que magia é canalizada por música. Desde coros de igreja usados para milagres a canções que meramente transmitem emoções fortes  para gerar pequenos efeitos no mundo, a música é magia. O enredo se desenvolve a partir do ponto em que uma seita começa a criação de uma opera do armageddon (black opera, quem adivinharia?). Nosso herói da vez é um compositor perseguido pela inquisição que é convocado pelo rei para escrever a contra-opera que salvará o mundo.  Vejamos se esse conceito foi tão bem executado quanto poderia.

Matthew Swift, livro 4: The Minority Council (Kate Griffin)

The Minority Council

Fãs de Hellblazer ficarão divididos entre torcer o nariz e levantar uma sobrancelha inquisitiva a Matthew Swift. Da mesma forma que nosso querido (alguém aí odeia o John?) Constantine, Swift é um mago inglês que já foi ressuscitado e combate inimigos absurdamente maiores que ele mesmo (ou não).

Em seu quarto livro, Matthew Swift toca sua consciência e inicia uma missão de livrar Londres do crime, ou simplesmente percebe que alguém está invadindo seu território e perturbando seus negócios, depende do quanto vocês acreditam na boa vontade humana. Há uma onda de viciados em pó de fadas, um caçador de adolescentes místico, um invasor que pretende dominar Londres e uma onda de assassinatos mágicos, interligados em um cerco ao mago. Bem Constantine até aqui, mas dizem que o Midnight Mayor possui uma personalidade bem própria, tomara que seja verdade.

The Nth Degree (Randolph M. Howes)

The Nth Degree

Primeira impressão: “pode dar horrivelmente certo ou horrivelmente errado”.

Antes da sinopse, percebam que o autor coloca seus títulos na capa. “Prof” e “PhD” precisam provar algo, não?

O livro é uma coletânea de aventuras do doutor Kenneth Messenger (ah! Esses nomes criativos!) em busca de esclarecimento pleno. Aventuras que atravessam a medicina moderna de forma crítica e adentram os ramos mais alternativos da mesma, além de investirem em diversas formas de meditação e tratamentos sobrenaturais. Basicamente uma excursão às mais diversas formas da medicina (ou não, não considero “análise de aura” uma forma de medicina).

Visto que a proposta é impressionar o leitor e dar um nó em sua mente, como boas ficções científicas fazem, entendo o enfoque de todas as sinopses em reforçar que há muito embasamento do autor em discutir as teorias e em como todas foram muito bem pesquisadas. Mas fico receoso de que todo o esforço do autor tenha sido em discutir as teorias alternativas de medicina e espiritualidade, deixando o enredo em um ponto completamente secundário. Até que ponto a história que une todas as discussões e relatos é coesa e minimamente interessante? Não encontrei nenhuma indicação de sequer qual a história do doutor Messenger (que nome criativo!).

Winter’s Dreams (Glen Cook)

winter's dream

A Subterranean Press é uma editora especializada em edições de luxo e livros raros. Ao longo desta semana foram anunciados (ou talvez lançados, o site deixa a dúvida) alguns livros que receberão o toque mágico da Subterranean. Não pretendo escrever a semana do “Ah, que fantástico! Mas já está esgotado”, então comentarei só um deles e colocarei os outro nas menções honrosas ( Dream Castles, uma coletânea de Jack Vance, e Gods of Opar, um omnibus com o terceiro livro nunca publicado da trilogia Opar).

Logicamente Winter’s Dream só está aqui por minha idolatria ao Glen Cook (por piores que sejam 80% dos seus livros), não é mesmo? Na verdade não.  Winter’s Dreams é, além de nossa coletânea de contos obrigatória da semana, um sucesso inesperado de crítica (ao menos nas poucas críticas que pude encontrar). Reunindo 14 contos nunca antes publicados de Glen Cook com temáticas diversas, Winter’s Dreams não é de forma alguma temático (como foram todas as coletâneas de que já falei).

Os contos vão desde biografias de marinheiros a histórias de cães que carregam o segredo do universo (uma tremenda bizarrice), provando que Glen Cook realmente ficou entediado e decidiu publicar várias folhas avulsas ao invés de escrever um novo livro. Lendo por cima as sinopses, no entanto, essas folhas avulsas se tornam tremendamente atraentes.

The Passing of a Profit and Other Forgotten Stories (H. L. Mencken)

The Passing of a Profit

– Mencken? Não era aquele jornalista sarcástico e cínico da década de 50?

– Antes de 50, na verdade. Mas sim, é ele.

– Não tem, tipo, uma porrada de livros de contos dele por aí?

– Nem tantos, a maior parte dos livros que você encontrará por aí são de reportagens e críticas a fatos reais, sem muita ficção.

E eis mais um livro de contos de Mencken! Mas um só com ficção genuína, incluindo um pouco de ficção científica, publicada por Mencken em seus primeiros dias como escritor. Contos raros que “só podem ser encontrados em edições conservadas das revistas originais” de acordo com a revista. 17 contos publicados entre 1900 e 1906 que foram “esquecidos” pelas biografias de Mencken e seus fãs, agora publicados em uma coletânea com uma bela ilustração do autor na capa.

Fãs de cinismo, sarcasmo e opiniões controversas comemoram o lançamento (eu ao menos estou comemorando).

Estou Lendo

O Caçador de Apóstolos (Leonel Caldela)

Falta-me ímpeto para ler O Festim dos Corvos. Então, para não desperdiçar meu tempo e paciência com um livro com o qual não estou em sintonia, comecei a ler o Caçador de Apóstolos.

Uma retrospectiva de minhas experiências com Leonel Caldela: li O Inimigo do Mundo, só. Mas fiquei imensamente satisfeito com o que li e com as participações do Sr. Caldela em podcasts por aí, fora algumas entrevistas. Tomando vergonha na cara de me dizer um fã tendo lido somente um livro, fiz uma pequena escavação e adquiri há duas semanas O Caçador de Apóstolos, Deus Máquina e O Crânio e o Corvo. Não pretendo fazer uma maratona de livros do Caldela, mas ainda assim eles não devem durar mais que dois meses.

Estou na página 200 d’O Caçador de Apóstolos e me maravilho com o quão tênue é a linha que separa a obra de ser um belo lixo e uma leitura incrível. A história se passa em um mundo de fantasia com pouca magia e nenhuma sistematizada, com  um clima de ficção histórica, em uma ilha dominada pela Igreja de Urag. A papisa da Igreja, a Voz de Urag, foi “corrompida” e derrotada por dois heróis profetizados, mas um deles se une ao Diabo e inicia uma cruzada de hereges para destruir tudo que o bom povo da Igreja criou. Acompanhamos Atreu, o Cavaleiro do Diabo, em sua heresia e aos poucos (bem rápido na verdade) descobrimos como tudo que sabemos por essa sinopse é uma mentira criada pela Igreja. Atreu é um personagem heroico bem desagradável e perfeitamente clichê até sabermos de seu passado, que justifica perfeitamente o porquê de sua síndrome de Barbie.

O charme da história está no verdadeiro protagonista, Iago. Eis o diferencial que define de que lado da linha a obra está. O livro é em primeira pessoa, contado pelo cínico e melancólico autor herege que ilumina com uma cor nova todo o enredo batido e sem sal. “Sou um mentiroso como todos os autores”, “estávamos em um cerco e lá estava eu discutindo literatura com o general”, “na verdade era uma mula, não um cavalo, mas assim fica mais dramático” e “ele pulou heroicamente sobre as chamas que eu acabara de apagar enquanto era linchado” são aproximações que minha memória defeituosa expressa de frases genialmente colocadas nas mais diversas situações do livro. A escrita dessa obra faz toda a diferença, principalmente pelo uso de “cheiro de sangue e merda” na introdução do livro, eis o clima resumido. Fantástico, Caldela, simplesmente fantástico.

 

Agradeço a todos pela presença, nos vemos na próxima semana SEM ATRASOS. Guardem essas palavras.

Até lá.

Vão em paz, galera!

Mas antes deixem seus comentários, ok?

Menções Honrosas (links em manutenção, foi mal)

invinciblemagic lanternScourge of the BetrayerDeadlockedgods of oparA Traitor's LoyaltysilenceGuardians of Paradise dream castlesThe Council of ShadowsThe Mammoth Book of SF Wars



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Lorde Worth

Caçador de Hobbies exóticos, leitor obsessivo e jogador compulsivo.

15 Comentários sobre Notícias Subterrâneas: Semana 31

  1. Anselmo Cí-Joga

    Lorde Worth,

    Até onde me consta a Barnes & Noble não vende para o Brasil(realmente não tenho certeza), então seria meio inútil indicar os livros lançamentos para o Nook.

    Por outro lado, seria bacana indicar os livro disponíveis para o Kobo, uma vez que a Kobo books atente às compras feitas a partir do Brasil e também porque a loja pretende entrar no mercado nacional nesse segundo semestre, a fim de bater de frente com a Amazon.

    • Lorde Worth

      Realmente, eu perguntei acreditando na necessidade do brasileiro de importar seus eletrônicos por qualquer meio disponível. Também não sei se a Barnes & Nobles vende por aqui, mas conheço alguns importadores febris que usam o Nook u_u

      Agradeço pela dica do Kobo, Anselmo. A partir da próxima semana já marcarei livros disponíveis para ele.

      Conforme aparecerem mais sugestões vou agregando mais eReaders à lista.

  2. Ronaldo Cavalcante (@RonaldoCav)

    Saudações, Oh, arauto da deusa do conhecimento subterrâneo!!!! Sim… estou dramático hoje.

    Black Opera tem um tema do *#@%#*&, hein? Mas como seria a batalha entre os dois coros??? Quem cantar mais alto????
    Tenho um personagem no meu segundo livro que “faz coisas” por meio do canto… estou adorando trabalhar com ele. Mas agora com o lançamento desse livro posso ser tachado de “copiador de ideias”… mas bem feito, quem manda não escrever rapido, né? ¬¬
    Mas gostaria muito de ler Black Opera para ajudar na lapidação das habilidades desse character…

    É… Prof e Phd na capa realmente dá uma certa credibilidade kkkkkk pena que o assunto é polêmico demais para se dar algum crédito. Sua dúvida também é a minha, Sr. worth, são apenas relatos ou tudo está entrelaçado em uma mesma trama? Mesmo assim eu leria, sabe? Gosto de saber essas coisas… no mínimo atiçam a imaginação.

    Ai que preguiça desse Winter’s Dreams ¬¬

    Woooow… Leonel manda muito bem, né?
    Comecei a ler O Caçador de Apóstolos esperando outra coisa… um pouco mais na linha da trilogia da tormenta (que vc precisa ler, Sr. Worth) e me deparei com esse mundo, como vc disse, sem magia substancial…
    As passagens do Iago são realmente muito boas… o modo como ele explica ao leitor que tudo ali está sendo recheado com suas mentiras foi realmente novo para mim. Sem falar nas verdades sobre a criação de uma história, sentimentos que o Leonel passa por meio do Iago como “escritores descrevem muito bem uma luta, mas são incapazes de manejar uma espada” e coisas do tipo…

    A falta de “frescura” em sua escrita também me agrada hehehe. A ideia da igreja corrupta e controladora é muito bem colocada. Imagino que ele pesquisou bastante sobre isso.
    Jocasta é cativante e Derionde um gênio pavoroso.

    Terminei Caça as Bruxas e estou lendo agora Corações de Neve… segundo livro de Dragões de Eter… espero que mantenha o nível sombrio.

    • Lorde Worth

      HA! Estamos dramáticos e rápidos em comentar.

      Black Opera deve ser algo como um duelo de sanfonas… Um duelo de sanfonas épico com as mesmas regras do normal u_u
      Caso não seja ficarei imensamente decepcionado.

      Ora, novamente há uma prova de que preciso ler seu livro, que venceu a batalha dos direitos autorais pelo mês de publicação XD (como Van Curtt fez com o pseudônimo sonoro dele).

      O Leonel Caldela mandou muito mais que bem com O Caçador de Apóstolos, já estou quase no final e partindo para o próximo da pilha. Infelizmente estou nas mãos dos Correios para começar a ler Dragões de Eter, então devo voltar para a Trilogia da Tormenta enquanto espero meu Caça as Bruxas chegar.

      Há tanto tempo que li O Inimigo do Mundo que talvez eu devesse ler novamente antes d’O Crânio e o Corvo…

      • Ronaldo Cavalcante (@RonaldoCav)

        Hahahahaha.. duelo de sanfonas é demais!!!!

        Demorou para começar a lê-lo, Sr. Worth, não sabe o que está perdendo ^^…. espero que não tenha entrado para sua lista pela sonoridade do pseudônimo hehe

        Sua sorte é ter o Deus Máquina a sua disposição… tive de reler o Caçador de Apóstolos pela demora.
        Recomendo a releitura, sim, de Tormenta Inimigo do mundo… a história fica bem densa depois do segundo livro, e tudo graças aos acontecimentos do primiero. (Me deu até vontade de reler também… saudade dos deuses do panteão… Glórien, Allihanna…)

        Comprei minha trilogia do Dragões de Eter na livraria mesmo… promoção imperdível!!! ^^

  3. Guto Vissoci

    Blz?
    Parabéns pela coluna! Essa é a primeira vez que eu comento, embora já tenha anotado algumas dicas para compras futuras.
    Motivei-me pelos livros do Caldela, literatura fantástica made in BR de primeira! Já li toda a trilogia tormenta e considero o Crânio e o Corvo o melhor deles. O Terceiro Deus tem idéias e passagens muito interessantes, mas me desapontei um pouco em alguns trechos e um final que deixou algumas explicações para Módulos futuros do Cenário Tormenta – até pode-se inferir algumas coisas, mas queria algo mais para ficar satisfeito.
    Estou louco para ler Deus Máquina (acho que a Comic Shop onde encomendei o livro está me enrolando) depois do Caçador de Apóstolos. Como vc, achei alguns clichês, mas o final… bom deixa quieto para não estragar.
    Já leu alguma coisa do John Scalzi? abraço!

    • Ronaldo Cavalcante (@RonaldoCav)

      OI, Guto.
      Achei Inimigo do mundo e O Crânio e o corvo os melhores… sem poder dizer agora qual dos dois prefiro. Mas com certeza O Terceiro Deus deixou a desejar… principalmente pelas Motivações de Orion… não parece haver explicações para elas. Acho que os outros editores da obra se preocuparam muito em trasformar tudo em algo mais lucrativo… não sei se o final e alguns trechos são do Leonel mesmo.

      Vcs vão adorar Deus Máquina.

      Acompanharam também a saga de Holy Avenger? Um abraço!

      • Guto Vissoci

        Pois é! No segundo o Orion é um cara mais legal, no terceiro, um babaca. Mas gosto da idéia para o exército que ele reúne. Também gosto do lugar onde o anão vai parar, perdido na burocracia. Essas e mais algumas são os brilhos d’O Terceiro Deus.

        Cara, eu li Holy avenger sim, achei muito bacana. Uma trama bem bolada, desenhos legais, personagens interessantes. Muito legal um quadrinho de qualidade nacional.

        • Ronaldo Cavalcante (@RonaldoCav)

          Holy Avenger foi meu primeiro contato com o mundo de Tormenta. Adoro o traço da Erica Awano e a trama é realmente muito bacana.
          O exército de Orion foi algo inesperado, gostei bastante também. A intervenção dos deuses eu achei um pouco dúbia algumas vezes… às vezes muito empenhados, outras completamente alheios aos acontecimentos.

          Única coisa que tenho q reclamar do Caldela é a mania irritante de eliminar de forma precoce os melhores personagens…

          • Guto Vissoci

            “Agora vc falou uma verdade”!!!

      • Lorde Worth

        Eu não acompanhei holy avenger, mas depois que acabou consegui ler a história inteira. Foi como conheci Tormenta, aliás.

        A quantidade de referências a outros mangás lá e em DBride ainda me arranca risadas até hoje. Realmente o formato que adotaram ali se tornou minha maior referência de como um mangá ocidental deveria ser. Tomara que ainda relancem pela Jambô.

        Vocês leram o DBride?

        • Ronaldo Cavalcante (@RonaldoCav)

          Infelizmente não. Também continha nele referências de outros mangás e animes? As aparições, geralmente envolvendo a Niele, eram hilárias!!!
          DBride existe em algum formato digital? É tão dificil achar essa literatura depois que passam pelas bancas, ainda mais essa que era anexada a uma outra revista, né?

    • Lorde Worth

      John Scalzi… Já assisti uma leva imensa de entrevistas dele e conheço vários dos livros por comentários de outros autores. Mas ler realmente… só o blog dele e uma discussão com o Scott Lynch no último primeiro de abril: http://scott-lynch.livejournal.com/273124.html

      • Ronaldo Cavalcante (@RonaldoCav)

        É… isso aqui está precisando mesmo virar um fórum hehehe
        Beleza, vou tentar comprar… mas escutei pouca coisa boa dessa saga… Holy avenger realmente é bem melhor…

        Leram Dungeon Crawlers? Saiu entre as edições de Holy… uma revista separada. Contava da primeira tentativa de salvar a princesa élfica do confinamento pelo Twor Ironfist. Muito fera mas não teve continuação… (bastardos!)

        Recentemente comprei Crônicas da Tormenta (não me olhe assim, Sr. Worth) e tem um dos melhores contos que já li dessa linha. “O Cerco” do educadíssimo e mega carismático (só que não) J. M. Trevisan. É um dos motivos d’eu não ler contos, alguns são bons demais para serem apenas contos.
        Tentei obter maiores informações com o autor pelo twitter mas ele foi extremamente grosso… enfim… tomara que façam algo melhor.. tomara que o Caldela pegue esse conto e transforme em um bom romance (aaaah.. é sobre a profecia da menina élfica que matará o líder da aliança negra)

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