Capítulo 25 – A Batalha do Apocalipse

Escrito por: | em 28/10/2012 | Adicionar Comentário |

O PODCAST:

Cap 25 sobre "A Batalha do Apocalipse" de Eduardo Spohr

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Nota: Este podcast contém Spoilers.

O LIVRO:

Capa do Livro "A Batalha do Apocalipse" de Eduardo Spohr

Título: A Batalha do Apocalipse

Autor: Eduardo Spohr

“A Batalha do Apocalipse” acompanha a jornada do anjo renegado Ablon, desde a rebelião dos anjos guerreiros no Paraiso Celeste, passando pela queda do arcanjo Lúcifer até a batalha do final dos tempos no Apocalipse. No decorrer do livro, conhecemos os desafios que Ablon enfrentou para sobreviver no mundo dos mortais, acompanhando momentos importantes da história humana e passando pelos mais emblemáticos locais de nosso mundo.

A EQUIPE:

Comentários por: Danielle Toste, Eric Torres, Juliana Morais, Gustavo Domingues.

Edição por: Gustavo Domingues

A AVALIAÇÃO:

2 Grifos

AVALIAÇÃO Dani Eric Gustavo Juliana Média
Trama 3,00 2,00 3,00 2,00 2,50
Personagens 1,00 2,00 1,00 2,00 1,50
Escrita 1,00 1,00 2,00 1,00 1,25
Leitura 2,00 1,00 1,00 1,00 1,25
Média 1,75 1,50 1,75 1,50 2,00

AS REFERÊNCIAS:

Trilha Sonora:

OursvinceMagic Spell

PRÓXIMO EPISÓDIO:

O Capítulo 24 será sobre o livro: O Fantasma de Cantervillede Oscar Wilde

Comentários, dúvidas, sugestões: contato [arroba] grifonosso.com




Categorias: Podcast
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Dani Toste

Advogada, jogadora de RPG, viciada em internet, amante de de livros, séries, música e filmes. Acha que o Lewis Carrol é um gênio, é obcecada pelos livros da Alice que considera os melhores do mundo.

117 Comentários sobre Capítulo 25 – A Batalha do Apocalipse

  1. Renan MacSan

    Êeeeeee!!!! Mais um cast.
    Caramba, não esperava essa nota, ainda não ouvi mas parece que não agradou ninguém. Tbm nunca li o livro.
    Quem votou para que vocês falassem dele vai ficar decepcionado, hehehe.

    • Dani Toste

      Então né… quando escolheram esse livro eu torci muito para que o livro fosse bom, pq eu respeito mto o papel do Spohr na literatura nacional e porque eu sei que tem uma porrada de gente que adora esse livro…. mas… não da para agradar a todos né?

  2. André Miola Bueno

    já li o livro e ouvi o cast até o final para poder comentar, mas acho que vcs levaram/forçaram uma veia cômica…

    embora concorde que existe muita explicação no livro, mesmo assim tem gente que não consegue entender o conceito “básico” de “Livre Arbitrio” e de “Natureza de Casta Angelical”, enquanto no 1º vc pode fazer qq coisa, no 2º vc só pode escolher entre as coisas que condizem com a natureza da casta…
    uma coisa que acho interessante é o povo se apegar tanto à isso e se esquecer que o Lúcifer contrariou a casta e a desobedeceu, isso não foi o Spohr que inventou.

    Eu particularmente gostei muito do livro e foi ele que me tornou um leitor de fato, já devo ter lido umas 5000 paginas esse ano. Fiquei triste, mas gostei do cast!

    • Dani Toste

      Hey André,

      Não, nós realmente não forçamos, essa é simplesmente a nossa opinião sobre o livro.

      Sobre o livre arbitrio, eu entendo o que vc quer dizer, mas ainda não acho que isso foi explorado corretamente no livro. E sobre o Lúcifer… bom… eu não sei o que o Spohr inventou ou não, mas acontece que ele explorou muito esse aspecto do “livre arbítrio” no livro dele e fez muitas coisas serem determinadas pela (in)existência dele, então, ao menos no livro, cabia ao autor dar sentido às premissas que adotou.

      Lamento que vc tenha ficado triste :/ mas nós realmente só tentamos ser sinceros sobre a nossa opinião.

      Abs

      • André Miola Bueno

        o livre arbitrio é polêmico, mas acredito q foi exatamente isso que criou todo esse universo do livro: “e se outros anjos puderem ser revoltosos como a Estrela da Manhã foi?” “e se algum anjo já fez isso antes mesmo do Lúcifer??”, para mim esses são os 2 tijolos fundamentais da obra

        acredito q opinião de vcs tenha soado mais à avacalhação do que à sinceridade, por isso fiquei chateado/triste =/ (e pelo visto não fui o único), mas como o Gustavo disse ISSO é o podcast de vcs

        concordo de alguns pontos e descordo de outros, normal!
        vou ouvir o cast de Crepúsculo(mesmo odiando) só para saber o q vcs falaram, hehe…

        Abrazzz

        • Dani Toste

          Hey André,

          Então, eu entendo o que vc quer dizer, mas as premissas e os acontecimentos do livro relacionados ao livre arbitrio simplesmente não me convenceram. Não vou lembrar agora os exemplos de cor (sei que mencionamos varios no cast) mas existem muitos momentos em que as atitudes dos anjos (sobretudo do Ablon) simplesmente não convenceram como estando de acordo com as premissas do livro.

          E veja, eu não estou dizendo que o autor não poderia ter usado esse conceito, mas só que a impessão que eu tive ao ler o livro, foi que a forma como a história se desenrolou (nesse aspecto do livre arbitrio) foi contraditória às premissas apresentadas.

          Sobre a “avacalhação” o que eu posso te dizer apenas é: nós realmente somos assim e essa é realmente a nossa forma de nos expressar, e nós somos assim tanto para pegar no pé um dos outros, quanto para falar de coisas “sérias” (tipo direito tributário :P), quanto para falar sobre livros.

          E sabe, eu estava aqui pensando sobre isso e me faço uma pergunta: como então as pessoas normalmente fazem para falar com os amigos sobre coisas que não gostam? de forma super séria e polida para evitar ser politicamente incorretas? Porque o nosso podcast realmente É ISSO, uma conversa entre amigos.

  3. Edmilson

    Estava falando de vocês hoje, era para eu terminar de ler antes de ouvir este, só pude começar a ler hoje o livro :(

  4. Tatiana Haruhi

    Nossa, estou feliz. Achei que eu fosse a única a achar esse livro tão fraco na escrita quanto na construção do enredo. Ótimo cast. Hoje o Gustavo estava enlouquecido.

    E sobre o livro do Gustavo, agora deu vontade de ler. Onde acho ele?

    • Thaís Priolli

      Tatiana,

      Segue o link com comparação de preços e os lugares que vendem o livro:

      http://compare.buscape.com.br/prod_unico?idu=1858991713&ordem=prec

      O que eu posso te adiantar, é que este foi o livro que me introduziu aos livros de fantasia e eu gostei bastante.

      • Tatiana Haruhi

        Obrigada Thaís, eu tinha procurado por esse livro, mas precisava confirmar. Vou colocar na minha lista de livros pra ler e depois comento.

  5. Thomaz Alves

    Bacana você abrirem espaço para um livro nacional e que foi tão falado nos últimos tempos. Acredito que o livro seja mais mediano do que fraco pois funciona muito bem dentro do público ao qual se destina, os adolescentes. Alias, a maior parte da Fantasia brasileira não seria para este público? Concordo com as críticas que fizeram, mas na parte de escrita, acho interessante pensar que os “defeitos” ferrenhos sejam consequencia de uma inexperiência literária e de vivência.

    Enfim… parabéns pelo programa sobre literatura. Muito diferente dos vários que existem por ai.

    • Dani Toste

      Hey Thomaz,

      Não sei te dizer se o livro funciona melhor para um público mais jovem, pode ser que sim, mas acho que se for o caso é um público bem específico, pq (na minha opinião) o livro é muito prolixo para uma boa parte (a mais jovem) do público infanto juvenil.

      Acho que vc tem razão quando diz que alguns dos defeitos possivelmente sejam conseqüência de uma inexperiência literária, mas não acho que isso pode afetar a análise do livro.

      Da mesma forma que eu não gosto de relevar coisas num livro por ser um clássico, ou ter um super valor histórico, acho que também não posso relevar por ser o primeiro livro do autor. Um livro é um livro e, pelo menos para mim, no fim das contas o que mais importa é como ele me faz sentir quando o leio. :)

  6. Rubem Luiz

    Ufa, que bom que não foi só eu que não gostei do livro. Já estava me sentindo mal, todo mundo comentando e elogiando.
    (Nunca gostei de fantasia, nos últimos 6 anos foi a única chance que dei pra isso, agora vão ser mais 6 anos longe denovo, nem tenho animo pra folear o Filhos do Eden (Se fosse adolescente ou carioca eu gostaria?))

    E a Dani bem que podia ouvir o nerdcast sobre o livro, só pra ouvir “SpÔhr” ao invez de Spóhr, e Áblon ao invez de Ablôn ;-P
    (Acho que é o 10ª programa com pronuncia diferente da que o autor utiliza)

    • Dani Toste

      x.x eu e as minhas pronúncias erradas… mas sabe o que é, depois que eu leio uma coisa de um jeito aquilo entra na minha mente e é difícil de mudar viu…

      Mas não se preocupe que o Karma sempre corre atrás do prejuízo, ta cheio de gente por ai me chamando de “Tôste” em vez de “Tóste” ;)

  7. Evandro

    Olá,

    Bom, também fiquei aliviado por encontrar outras pessoas que não gostaram do livro.
    Acompanho o Jovem Nerd e respeito o Eduardo Spohr. Não é fácil dar a cara a tapa e publicar qualquer coisa, além disso ele realmente abriu portas para a literatura nacional.

    Porém, só soube do final do livro agora pelo podcast de vocês, de tão chato que achei o livro.

    Minha percepção do sucesso é diferente do que mtos comentaram, de que seria uma história infanto juvenil. Para mim o público desse livro é exatamente o publico alvo do Jovem Nerd: Nerds! O excesso de descrições lembra mto livros de RPG, o exagero remete aos animês e mangás e os clichês vêm dos filmes de ação. Acabou funcionando como uma masturbação nerd, os leitores se identificam não com os personagens, mas com a nerdice do autor. Falo isso justamente por ser nerd também, mas se você percebe esses e os outros detalhes que vcs citaram no cast, o livro perde a força.

    E se preparem para as pedradas, os nerds revoltadinhos cueca verde criados pela vó não suportam críticas, vocês criaram um distúrbio na força! (rsrs)
    Abs pros manos,
    Bjs pras minas

  8. Thiago Spegiorin

    A primeira coisa que pensei quando abri a página: “Hunt them down… do not stop until they are found!”
    hahahahhaha
    Mas, de resto, eu gosto muito do livro. Sei reconhecer os problemas que ele teve, e creio que vocês os abordaram muito bem. Certos aspectos que vocês criticaram, não vejo como crítica, pois gosto da maneira como ele descreve tudo e conta tudo sobre os flash backs, por exemplo.

    A única questão que não concordo é a do Livre Arbítrio, ou a falta de, nos Anjos.

    Demais, eu classifico com 3 Grifos como nota geral.

    Abrç! =D

  9. Michael

    OLoco!!!,esculacharam hein?!hehe.li o livro a dois anos atrás, fiquei bem ansioso quando vi que vocês fariam o Pod sobre o livro, na época eu tinha adorado, sempre gostei de livros de fantasia, mas depois de ouvir a opnião de vocês realmente várias partes que tinham me incomodado mas não sabia explicar pq. principalmente na leitura arrastada, eu estava acostumado a leituras rápidas tipo Harry Potter em que acabava o livro em 2 dias, já com este demorei uns dois meses para terminar,apesar da estória ter me cativado na época,os flashbacks eu realmente não gostei,apesar de não sentir essa antipatia pelos personagens que vocês falaram.
    O Ablon realmente é o esteriótipo do que todo homen gostaria de ser:Alto,Forte,Víril etc.acaba por realmente deixar os personagens sem as nuances que são necessárias para o bom desenvolvimento da estória.
    Tenho vontade de reler daqui a algum tempo,mas a pilha está gigante!
    Fica uma sugestão de livro para o Pod:Os Pilares da Terra,Ken Follet.li e gostei bastante,apesar de ser bem grande, já que vocês estão procurando por livros um pouco mais lights.
    Nota: 3 Feiticeiras Gostosas com feitiços mais grudentos que SuperBonder.

  10. Eduardo Marques

    Achei o livro infantojuvenil. Mas ali está as influências do cara. Como animê e tudo mais. Não é para mim. Existem muitos problemas de enredo mesmo. Mas, é a primeira obra do cara.

    Só acho que vocês não precisavam ser irônicos e ter mais respeito por uma obra. Críticas construtivas são legais. Destrutivas não.

    • Gustavo Domingues

      Acho que o grande problema do livro foi não ter se encontrado de acordo com o público, por uma lado ele é erudito com suas referências históricas e linguajar rebuscado e por outro é infantil com seus personagens rasos e superpoderosos e enredo previsível.

      Como a Dani disse anteriormente, sendo o primeiro livro ou não ele será julgado usando os mesmos critérios dos outros, é claro que se fosse explicitamente uma livro infantojuvenil (como é o caso de Percy Jackson e Aventuras do Caça Feitiço) não esperaríamos tanto assim da trama e dos personagens, mas a orelha do livro já vem com uma comparação de Eduardo Spohr à Tolkien, então né…

      Acho que é difícil destilar a quantidade de críticas que tínhamos sem sermos tão ácidos. Mas encare isso como um contraponto aos elogios cegos e desvairados que o livro recebeu pela internet afora.

  11. André Rossi

    Bom, o único problema do cast foi o tom irônico de vocês. Para mim, isso não passou a “opinião” de vocês… pareceu mais uma grande força de vontade de detonar o livro.

    Pode não ser isso que vocês quiseram passar… mas foi assim que soou no podcast.

    • Gustavo Domingues

      Olha cara, nenhum dos quatro membros gostou do livro (nem um pouco). Não fomos nós que escolhemos o livro (foi votação dos ouvintes). A quinta elementa (a Thaís, que é colunista aqui) tentou ler o livro junto conosco e não conseguiu (porquê estava odiando).

      Nós fomos sinceros, mesmo nos momentos mais sombrios. O resultado é o que é, me desculpe se você achou que fomos insultuosos, mas este livro causou um nível de contrariedade nunca antes visto no pessoal do podcast.

      • André Rossi

        Entendi o seu ponto.

        Confesso que não conhecia o podcast e ouvi esse pelo tema. Particularmente, não acho essa linha que vocês seguem justa. Brincadeiras e zuações podem ser feitas (como já provou o MRG), mas me parece muito desrespeitoso o que vocês fazem.

        Não vou mudar a linha de vocês e vocês também nem me levarão a sério. O podcast é de vocês, as decisões são suas, mas acredito que vocês deveriam repensar um pouco isso futuramente.

        Só uma sugestão de um estudante de jornalismo: É possível criticar duramente sem ofender.

        ps: duvido que o Eduardo se ache tudo que o Ablon era. comentário muito, mas muito sem respeito =)

        • Gustavo Domingues

          Entendi, agradeço pelas considerações.

          Quanto ao comentário de comparação entre o Ablon e o Eduardo, eu falo da figura da Mary Sue, então na verdade não é que o Eduardo se ache como o Ablon, mas ele se projeta nele e transforma o personagem no que ele gostaria de ser (forte, belo, destemido, respeitado, invencível e assim por diante).

  12. Diogo

    Se preparem pra muito hatemail…
    Não terminei de ouvir o podcast porque não terminei de ler o livro e não queria tomar spoiler.

    Concordo com muita coisa que vocês disseram, o texto fica muito irritante muitas vezes, a mania de explicar tudo dá vontade de socar o livro. Ainda quero acabar de ler pra ter um opinião mais completa, mas achei o livro muito infantil mesmo. Praticamente uma fanfic de Cavaleiros do Zodíaco. Por todo o falatório a respeito, esperava mais e fiquei decepcionado.

    Só uma provocação: se fossem analisar o podcast de vocês com o mesmo rigor com que o livro foi analisado, a nota seria bem fraquinha também… vocês bem que podiam aprender a organizar melhor a pauta, né?

    • Gustavo Domingues

      Sim, com certeza. Nossa pauta é uma zona.

  13. Eduardo Marques

    Cara, na real quando vc faz um podcast, ou algo que atinja um público é necessário responsabilidade. Existe uma linha tênue entre criticar e debochar e desrespeitar. Destruir qualquer coisa é fácil. E digo à vocês que eu não curti o livro. Caminho fácil criticar desse jeito. Muito juvenil. Faltou maturidade. Não precisamos execrar ou destruir aquilo não curtimos. Só justificar de maneira clara como vcs já fizeram em outros momentos.

    • Gustavo Domingues

      E o nosso tom de deboche está em todos os episódios, mesmo os que receberam 5 grifos, agora quando ele é aliado à crítica, é claro que fica parecendo escárnio. Não vamos mudar para uma crítica séria só porquê não gostamos do livro (existem podcasts sérios sobre livros, nós não somos e nunca anunciamos ser um deles)

      As justificativas claras estão ao fim do podcast, na parte das notas, onde o tom cômico diminui e nos concentramos em avaliar os critérios estabelecidos do livro. Se você acha que faltou maturidade, paciência. Engraçado é que não ouvimos este tipo de reclamação no episódio 19, outro com críticas ferozes.

  14. Eduardo Marques

    Não ouvi o 19. Vou escutá-lo

  15. Eduardo Spohr

    Olá, turma do Grifo Nosso.

    Primeiramente, muitíssimo obrigado pelas críticas. Como sempre digo aos meus leitores pela internet, são essas opiniões que me ajudam e me fazem crescer, por isso fico sempre ligado nelas.

    Com certeza, Dani. Como vc mesmo disse, não dá para agradar a todos.

    É claro q ABdA não é um livro perfeito, afinal nada é perfeito. O importante é trabalhar sempre para melhorar, e tentei fazer isso com a série “Filhos do Éden”. Se consegui ou não, aí só os leitores podem dizer.

    Pensei em comentar as críticas ponto a ponto, mas creio que o post ficaria mega gigante. Se no futuro surgir o interesse de gravar um outro programa sobre o tema (pelo que vi, FdE talvez lhes agrade mais), entrem em contato que eu terei o maior prazer em participar – assim podemos discutir e debater melhor as idéias :-)

    Grande abraço,
    Eduardo

    • Gustavo Domingues

      Eduardo, mesmo não gostando do seu livro eu lhe digo que você é um cara que merece prosperar. Seu compromisso com o aperfeiçoamento é a marca de um escritor de verdade.

      Parabéns e abraço.

    • André Miola Bueno

      tá ai, gostaria de ouvir uma participação rápida do Eduardo no início do próximo cast! será q rola? =D

      FdE é mais mundano, mas o livre arbítrio é MUITO + explorado do q em aBdA…

  16. Rubem Luiz

    Engraçado, justo nos nerdcasts que ouvi que esse negócio de politicamente correto está f***ndo o mundo, agora a molecada vem reclamar que o podcast foi politicamente incorreto, que não devia avaliar negativamente o livro. Vai entender…

    Eu não gostei do livro, detestei pra dizer a verdade, gosto muito das participações do Eduardo no nerdcast e do seu podcast finado, leio o filosofianerd acho que desde que existe, mas ‘A batalha do apocalispe’ não me agradou, acho mais do que correta a abordagem do podcast, quem tem que ser FALSO e só elogiar é revista e programa de TV sobre literatura, eles não podem correr o risco de ofender ninguem, a internet é o ambiente que permite a verdadeira liberdade de opinião (Se não fosse assim o nerdcast já teria sumido a muito tempo, afinal as críticas deles quando são negativas costumam ser bem pesadas! (Fãs de Ravenloft que o digam!))

  17. Renan MacSan

    Ok, acabei de ouvir o cast. Vou fazer alguns comentários com relação a ele, nunca li nenhum livro do autor, tampouco sou fã dele. Minha escolha pra o cast era O Nome do Vento.

    Concordei com grande parte das críticas que vocês fizeram, mas algumas coisas me incomodaram:
    1 – Acho que no geral vocês exageraram na crítica à obra nesse cast. Se não me engano só há críticas negativas até o momento da nota, absolutamente nenhum ponto positivo foi abordado. Falo isso como um ouvinte que quer conhecer a obra, ouvir só críticas negativas dela não é interessante, até pq se o livro se resumisse a isso a nota seria 1.

    2 – Em alguns momentos vocês ficam rindo de coisas desnecessárias, por exemplo: “abriu a mão em garra”, qual a graça disso? Acaba soando como um crítico que quer denegrir a obra, coisa que sei que vocês não são. Ou mesmo quando é dito que fulano desintegrou os átomos em um golpe, qual o problema? Realmente o ser é poderoso e DEVE ser, nada a ver é o comentário seguinte de que ele deveria estar usando um microscópio, que nem faz sentido.

    3 – Diferente de vocês não vejo problema nenhum em enunciar o nome do poder/golpe, pelo contrário, acho muito cabível em uma obra literária. Não sei se nenhum de vocês já praticou artes marciais, mas todos os golpes tem nome, as pessoas só não ficam gritando. Acontece que ao traduzir isso para qualquer meio fica mais fácil para o entendimento do leitor e mais forte que se diga o poder/golpe usado. Isso está em diversas obras, incluindo algumas que vocês gostam: Harry Potter, Cavaleiros do Zodíaco, Naruto, Street Fighter, etc.
    São obras piores por isso? Acho o contrário, é muito mais emocionante ver o Voldemort gritando Avada Kedavra do que ter a autora apenas descrevendo isso, ou mesmo tendo que dizer sempre algo como: “e aí o vilão usou aquela magia que cria um fluxo verde que sai da varinha e tira a vida daqueles atingidos”.

    4 – Com relação aos personagens serem maniqueístas, posso estar falando besteira pois não li o livro, mas se tem alguma obra em que o autor PODE se dar ao luxo de ser maniqueísta é quando ele está falando de céu e inferno, não? Nenhum outro gênero ou assunto dá mais liberdade a ele para fazer isso.
    E quando vocês criticam os super poderes e super lutas uso o mesmo argumento, afinal trata-se de mitologia, sim, os seres são e devem ser supers. Iria odiar se visse um arcanjo tendo que lutar como um Jackie Chan.

    Ah, e quando criticam o protagonista voltando mais forte após a morte não se esqueçam de Gandalf!

    Para finalizar acho que talvez o autor não tenha sido feliz em vender o peixe dele, em fazer o mundo dele ser convincente, a ponto de vocês não conseguirem utilizar a suspensão de descrença necessária a qualquer obra de fantasia.

    • Gustavo Domingues

      Renan, suas críticas fazem bastante sentido, mas realmente são um pouco afetadas pelo fato de não ter lido o livro (atenção, este comentário contém spoilers do fim):

      1- O que foi elogiado foi a erudição e a pesquisa intensiva do autor, e só. Minha nota do enredo e da escrita foram condizentes com isso. De resto eu não vejo pontos positivos.

      2- A mão em gancho foi uma piada física que escapou na versão editada. O comentário dos átomos fazia parte do contexto da superlatividade do livro. Sério…tudo é muito superlativo. Muito mesmo. Não têm duas frases sem um adjetivo chocante junto. Vou falar aqui dos poderes que você citou ao fim: nada é velocidade do som, é sempre velocidade da luz, nada destrói um quarteirão, sempre destrói uma cidade inteira (ou o mundo), sempre com muita descrição de quão fabuloso, destruidor, mortal, inevitável, colossal e maravilhoso é.

      3- Vou falar que no caso do Harry Potter são feitiços ativados pela fala. Mas o restante não tenho justificativa. Mas o uso disso no livro é tão excessivo, mas tão excessivo, que eu te desafio à não antipatizar.

      4- O maniqueísmo não é entre o céu e o inferno, mas entre os próprios anjos. Os anjos de Miguel o seguem porquê acham que ele está cumprindo as ordens de Deus, que estão fazendo a coisa certa, a coisa honrada, mas por serem antagonistas do personagem principal eles são covardes, cruéis, estupradores natos, e possuem toda sorte de defeitos morais. Parece que o autor têm medo que você se esqueça quem são os vilões.

      Ablon morreu e ressuscitou em questão de segundos, e retornou N vezes mais poderoso (tanto que mata com um único golpe o grande oponente imbatível do livro, Miguel). A explicação de seu poder é que ele absorveu as energias de todos os seus aliados vencidos, mas só podia usar ela se morresse. Conversa bizarra, mas pelo menos tem uma explicação.

      • Eduardo Spohr

        Gustavo, só aproveitando o comentário do Renan para fazer um adendo, pq neste ponto acho que houve uma compreensão errada do texto ;)

        Em nenhum momento os personagens anunciam seus golpes. Quem faz isso é o narrador. Para dar ênfase, porém, coloquei em itálico, então pode ter dado a impressão de que seriam os heróis gritando, como nos animes. Mas não é.

        Quanto ao uso de superlativos, isso sim foi proposital. A ideia é justamente nos transportar para uma realidade que está muito, mas MUITO, mas MUITO MESMO além da nossa, afinal estamos falando de criaturas que literalmente criaram o universo. Elas são poderosas mesmo.

        Para compreender melhor isso, recomendo a leitura da epopéia hindu Mahabarata. Tem uma edicao reduzida da Ediouro muito boa. Lá mostra essa relacao dos mortais com os deuses e seus feitos épicos. Vale a pena.

        Quanto ao maniqueísmo dos personagens, bom, nem todos são perfeitamente bons ou perfeitamente maus. Ablon, por exemplo, simplesmente desistiu de lutar a guerra, e só voltou a ela por causa de Shamira – sua motivação não era precisamente heróica, era pessoal.

        Há uma cena na fortaleza de Sion onde Ablon encara os anjos que guardam a camara de Miguel. Ele reconhece que aqueles sao calestes bondosos, embora trabalhassem para um tirano, e com um argumento os convence a não atacá-lo.

        Sem falar em Orion e Amael, que são servos de Lúcifer, mas ainda assim criaturas bondosas.

        Quanto a Ablon reviver, não tem absolutamente nada a ver com os renegados. Ele retorna por causa da runa de Shamira.

        O fato de ele voltar mais poderoso não pode ser tomado ao pé da letra, cara. É uma metáfora. Uma símbolo para o que nós podemos conseguir quando temos bons amigos ao nosso lado, quando estamos prontos a aprender a nos entregar à jornada ;-)

        • Gustavo Domingues

          Tudo bem quanto à superlatividade, compreendo a utilização, mas não o excesso. Uma obra de superlativos é a própria, Ilíada, onde os Deuses descem à Terra e andam entre mortais, e já está estabelecido, eles são Deuses, em sua descrição inicial já fica claro o quão impressionante são seus atos. Apolo, por exemplo, devasta exércitos com suas flechas, mas nenhuma delas é descrita como supersônica, explosiva e vorpal.

          Meu problema não são os superlativos em si, mas como eles poluem o texto. Quando você for descrever alguma coisa impressionante, dê dimensões ao invés de usar adjetivos. Apolo devasta um exército com uma chuva de flechas, esta é a dimensão de seu poder divino, concisa mas não menos impressionante.

          Vou conferir a Mahabarata, obrigado pela dica.

          Quanto ao maniqueísmo, o que vejo são os seguidores de Ablon. Todos são valorosos, aparentemente por seguirem Ablon (Gabriel, na verdade, mas também Ablon), e não por serem inerentemente valorosos. Tanto que, os anjos bondosos da torre logo cedem à Ablon (porque são bondosos), e Orion e Amael também ajudam Ablon. Então não é uma questão de perspectiva, se você é bondoso, você ajuda/segue Ablon. Não existe personagem bondoso que tenha sido morto por Ablon e seus aliados seguindo seu senso de dever. Quem mais flertou com o senso de dever na minha opinião foi Miguel, única exceção, mas ao fim se revelou apenas um tirano louco e egoísta, e não um tirano guiado pelo que acha que é certo (vou usar um exemplo esquisito, mas vide Sinestro).

          Sim, entendemos que ele volta por conta da runa, até falamos extensivamente sobre isso. Mas se ele não voltou literalmente mais poderoso então ele pegou o Miguel de surpresa?

          • Eduardo Spohr

            Isso mesmo, Gustavo.

            Ablon voltou mais poderosos pq qualquer experiência extrema nos modifica totalmente. Isso não apenas literalmente, mas simbolicamente. Quando falhamos numa prova, por exemplo, no geral isso nos mostra o nosso ponto fraco e nos faz crescer.

            Acho q a sua crítica não é então sobre os superlativos, é sobre o adjetivos em geral. Concordo e estou tentando melhorar :)

            Sobre os seguidores de Ablon, nem todos são tão perfeitos assim. Vide Sieme, que era no começo egoista e verbalmente agressiva. Os demais rebeldes desconfiavam dela.

            Quando a Miguel, acho bacana a sua perpepcao e a respeito totalmente. Mas (agora falando como leitor, se é que isso é possível), não concordo.

            No finalzinho, Miguel se redime. Suas motivacoes eram justas, pelo menos na mente dele. O trecho final da sua morte diz o seguinte:

            “Miguel vislumbrou os dias antigos, os tempos de glória que precederam a luz, a era de esplendor anterior à aurora do homem, quando voava com o Pai e os irmãos pela sombra do espaço. Entendeu, no derradeiro suspiro, que não queria ser Deus só pela ambição, mas também para recuperar o brio do universo de outrora.”

            Mas quanto a isso não posso dizer sim ou não. Vai da percepcao e da interpretacao de cada um hehehe

  18. Daniela

    Nossa, o tom debochado que vocês usaram me soou totalmente ofensivo. Já não tinha gostado do programa de vocês sobre Jogos Vorazes. Uma coisa é expor a tua opinião, outra bem diferente é fazer deboche da obra dos outros.

    • Dani Toste

      Então Daniela, lamento que vc não tenha gostado, mas gostando ou não, esse é o nosso jeito de fazer as coisas, nós somos assim na vida real e somos assim em relação a nós mesmos tanto quanto somos em relação aos livros.

      Vale notar que o Jogos Vorazes é um livro que, apesar das varias coisas que me incomodam nele, eu gostei, então nós somos assim até com os livros que gostamos, não tem muito o que fazer quanto a isso.

      No mais, se vc gosta de literatura levada mais a sério, te recomendo ouvir o Papo na Estante, que está listado no nosso blogroll, talvez seja um podcast de literatura que vc se sinta mais confortável ouvindo.

      Abs.

  19. Caio Favero

    Bom dia galera, eu desconhecia o site de vocês e muito menos o podcast. Caí[insira o trocadilho com o meu nome aqui] de gaiato aqui e adorei o podcast.

    Se bem que 2h30 é coisa pra caramba, mas mesmo assim, não foi cansativo como geralmente são os programas com essa duração. E se não for pedir demais, coloquem a duração do episódio na postagem para os caras que não tem costume de baixar pra ouvir[eu].

    Agora no quesito livro, eu também sou um daqueles que se decepcionou absurdamente com o livro. Eu comprei por causa do Marketing agressivo que o Jovem Nerd jogou em cima do livro e desde a leitura dele, não confio em mais nada indicado pelo site, o que é triste, sendo que é possível que algumas coisas sejam boas…

    Moving on, eu tive a mesma impressão que vocês tiveram com o livro. O corte no meio da narrativa pra descrever alguma coisa ou colocar flashbacks desnecessários no meio da trama, além de toda a incoerencia com o plot proposto. E eu não tinha reparado no Raiden naquela parte na China. Foi mindblown!

    Sem mais, voltarei pra ouvir os podcasts antigos[pulando Azincourt que quero ler antes] e ver mais postagens.

    E eu queria ouvir uma opnião de vocês quanto a série Dragões de Éter do Raphael Draccon, outro autor nacional, mas menos conhecido que o Spohr…

    É isso, beijos[cara, eu escrevo muito]

    • Gustavo Domingues

      Obrigado pelas considerações. Vou ver com a chefa para ela por a duração.

      Eu comecei à ler Dragões de Éter depois de ter comprado a trilogia por uma pechincha e estava gostando bastante, pena o autor não ser mais conhecido, foi ele que convenceu a Leya à trazer o Crônicas de Gelo e Fogo para o Brasil.

      • Caio Favero

        Sim, eu sei que foi o Draccon que trouxe o George Martin para o Brasil, mas muitas pessoas não fazem idéia disso. Elas simplesmente compram.

        Eu sei que ele tem uma base de fãs/pessoas que curtem a obra, mas ele é bem menos conhecido que o Spohr, por exemplo…

    • Dani Toste

      Duração adicionada!!

      E obrigada pelo comentário :)

  20. Antonio de Souza

    Tudo bem com vossas senhorias?

    Assim que li o título do cast eu temi pela vida de vocês. Ouvi o clamor de legiões de fanboys ensandecidos fazendo testes para resistir ao frenesi e ninguém disposto a gastar um ponto de força de Vontade.

    Eu li a obra, por admirar o autor, mas me decepcionei tanto quanto vocês. Os personagens estereotipados e a trama previsível mesclam-se à verborragia estranha e intensa adjetivação de uma forma bastante irritante. Os flashbacks dentro de flashbacks, no estilo “caixa-chinesa” das Mil e Uma Noites, poderiam até funcionar, se fossem relevantes nos pontos onde eram usados e, especialmente, se não se prolongassem tanto. Quando acabavam, eu nem me lembrava do que estava acontecendo antes. No fim das contas, a obra não se sustenta. Carece de conteúdo, por mais que a forma tenha sido trabalhada “ad absurdum”.

    Todavia, em vista da influência da mídia (leia-se “Nerdcast”), a obra acabou funcionando, ou seja, rendeu lucros. Como bem sabemos, porém, isso de forma alguma reflete a qualidade de um livro – vide Stephanie Meyer. Eu não discutiria com um leitor/adorador da obra, pois essa tarefa é inglória e demasiado cansativa – ops, terreno perigoso… Vocês mesmos podem inferi-lo dos comentários. Achei ridículo como só agora, depois de tantos casts, vocês são acusados de “ofensivos” e “politicamente incorretos” quando nada mais fizeram que continuar com o mesmo tom cômico que sempre apresentaram. Nunca esperei de vocês uma crítica tradicional e erudita (a qual evita a obra, cabe salientar), mas uma conversa entre amigos a respeito de um livro, nada mais. Suspeito que a maioria dos comentários negativos que fazem menção a esse ponto sejam de ouvintes atraídos pelo tema e não dos ouvintes regulares.

    Da mesma forma, assim como vocês, dando a César o que é dele por direito, reconheço que a obra abriu “os portos” aos autores nacionais de SF e Fantasia. Spohr é um escritor humilde e disposto a melhorar, o que por si só já são indícios de um futuro grandioso, ao qual faço sinceros votos.

    Ouço o cast desde o primeiro “epísódio” (não sei se o termo é cabível, mas vá lá…) e esse foi o único Grifo Nosso em que concordei com 100% da opinião de vocês.

    Continuem com o ótimo trabalho.

    Abraços.

    P.S.: Dani, o nome de Lúcifer, no Velho Testamento (e, portanto, no hebraico original) seria transliterado como Hêlel ou Heylel – com o devido sufixo nominal típico de sua estirpe. Hahaha. O nome Lúcifer é uma tradução latina. Melhor ainda, era um deus romano, personificação do planeta Vênus em sua aparição matutina, ao trazer a luz do dia consigo (“estrela da manhã”, “portador da luz”). A Igreja logo se apropriou do nome, aproveitando mais uma oportunidade de demonizar a religião pagã.
    P.P.S.: Gustavo, falar de “mitologia judaico-cristã” não é errado. Pelo contrário, acho até mais acertado. Afinal, falamos de um sistema mitológico, a não ser que você não tenha bom senso para reconhecê-lo. Eu sou um ateu “mitófilo” e já li esse termo em vários artigos.

    • Gustavo Domingues

      Não sabia sobre o Lúcifer ser um nome apropriado, mas faz um sentido enorme, uma vez que o cristianismo canibalizou tantas outras religiões.

      Obrigado pela informação nova (pelo menos para mim). Se pudesse daria um “like” no seu comentário.

      • Antonio de Souza

        De fato, quando se trata das religiões pagãs contemporâneas ou anteriores à sua fundação, o que a Igreja não conseguiu adaptar para o seu cânone, ela categorizou como “demoníaco”. A própria figura satânica medieval era uma espécie de Pã munido do tridente de Poseidon – algo mui conveniente…

        Eu é que agradeço pelas horas de entretenimento. Às vezes, mesmo que em raríssimas ocasiões, discordo de sua opinião – em outros casta, que fique claro -, mas sempre estou disposto a ouvir opiniões diversas, abrir os horizontes. Todos deviam estar dispostos a isso, exercita a tolerância e o senso crítico.

        Parabéns pelo cast.

        • Antonio de Souza

          *”em outros casts”

  21. Dani Toste

    Caramba, quanta coisa… vamos lá, vou responder de uma vez só alguns comentários que acho que era sobre o mesmo ponto.

    – Sobre o tom “ironico” do podcast.

    Bom, tem alguns motivos para isso.

    O primeiro deles, para mim, é a forma como eu leio livros. Eu ja falei isso aqui outra vezes, mas não me canso de repetir: eu não estudo literatura, não sou uma leitora erudita, não entendo de técnica literária, não sou escritora, etc. Mas eu sou uma pessoa que gosta muito de ler e que gosta muito dos sentimentos que ler me traz. Então quando eu estou lendo e tem alguma coisa que eu não gosto e que se repete muito no livro, eu não fico analisando tecnicamente os motivos pelos quais aquilo está no livro, e considerando o contexto histórico no qual ele foi escrito, ou considerando o que ele representa para a literatura, etc., mas as grandes chances são de que aquilo me irrite porque eu deveria estar curtindo o livro, e me divertindo, e nada disso está acontecendo. Então, caso vcs ainda não tenham percebidos, livros tem a capacidade de me irritar.

    O segundo motivo é que nós, as pessoas do podcasts, somos nós mesmos. Nós não vestimos nossa “mascara de fazer podcast” quando começamos a gravar. Eu sei que a maioria (ou todos) dos nossos leitores não nos conhecem pessoalmente, mas, se nos virem conversando sobre qualquer outra coisa no universo, vão ver que é exatamente a mesma coisa. O Gustavo é engraçadinho, eu sou pentelha, o Eric esta no século errado e a a Ju é… bom, a Ju. Honestamente, nós somos tão “desrespeitosos” um com o outro quanto somos com qualquer livro.

    Então @André Rossi não, nós não falamos o que falamos levados por uma vontade maluca de “detonar” o livro, nós falamos o que falamos simplesmente porque é a nossa opinião, e esse é o nosso jeito de expressá-la.

    E não @Eduardo Marques, eu não acho que nós “destruimos” o livro, só que nós não gostamos e tentamos explicar o porquê. Honestamente, eu acho que a minha atitude não foi muito diferente da atitude que eu tive no capítulo sobre “Viagem ao Centro da Terra”, a única diferença é que naquele episódio eu estava sozinha na minha opinião.

    E tem mais uma coisa que eu acho que as pessoas não entendem muito sobre o formato do nosso cast às vezes:

    Como o Gustavo disse, nós tentamos ser mais sérios na hora de dar as notas, mas o motivo pelo qual nós fazemos questão de narrar o livro INTEIRO na primeira parte do podcast é justamente para tentar dividir com as pessoas a experiência que tivemos ao ler o livro, então se nós enfatizamos no cast repetidamente que ficamos incomodados com o nome do tal do golpe aparecendo, é justamente porque foi essa a sensação que tivemos ao ler isso no livro.

    Dai emendo minha resposta ao comentário do @Renan MacSan

    1) Não sei dizer se o Gustavo está certo, no sentido de que não existam outros pontos negativos, mas o que eu posso dizer que existe uma certa quantidade, ou um certo tipo de defeitos que, em determinado momento, acabam estragando a experiência como um todo, mas, eu concordo com o Gustavo no sentido de que tentamos separar as coisas o máximo possível na avaliação (trama 3, por exemplo, é uma nota boa).

    Acho que os outros pontos o Gustavo explicou bem e eu concordo com ele na maioria das coisas, então vou pular :)

  22. Renato"Shinsei'

    Gostei muito do podcast,
    a dinâmica de vocês é realmente um diferencial.
    Quanto ao livro do Spohr, bem, eu comecei a ler bem empolgado graças ao hype que o JN pregava.
    Achei o livro lento, cansativo, cada vez que o Spohr dava uma de Robert Longdon e se distanciava da narrativa pra explicar algo, eu pensava “ah não, de novo não”. Entenda, eu adoro pesquisas, história e ocultismo, mas eu acho que a forma com que essas informações foram costuradas na trama… bem eu achei prejudicial, te faz perder o foco.
    O que me deixou mais triste, foi a covardia do final feliz, desde o principio eu suspeitava que isso poderia ocorrer, mas me agarrava a ideia de que talvez, haja uma chance do final me surpreender. Mas bem, foi um belo final de contos de fada, onde toda a trama foi posta de lado, com um deus ex maquina que invalidou toda a trama, toda a batalha foi anulada em prol daquele final brochante.

    é isso! continuem o trabalho de vocês!
    Já tem feed na appstore?

  23. Nando Almeida

    Vocês não perceberam que o Ablon é o Seiya do Spohr? uhasuhasuhas

    Ele apanha pa kcete, fica apagado por algum tempo e volta mais forte, toma um kcete, apaga, e volta mais forte.

    Só faltou ele gritar “Shamiraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa”

    • Caio Favero

      Eu já havia reparado nisso. Houve um Nerdoffice há muito tempo atrás em que eles estão filmando a estante de livros do Spohr e do lado tem uma outra estante abarrotada de action figures do CdZ. O JN até dá uma zuadinha na hora…

      Foi nessa hora que reparei de onde ele tirou caras as cenas de luta e os semi-deuses de armadura.

      Conheço um outro cara fã de CdZ que resolveu escrever um livro e caiu na mesma coisa…

      Eu discuti[do verbo debater] algumas vezes com um amigo sobre a influência do mangá/anime na literatura fantástica. São midias distintas e um publico distinto, é difícil fazer isso funcionar…

  24. Vinicius Mantovan

    Fala pessoal,

    Adorei o podcast, achei os comentários pertinentes e relevantes, com humor agradável.
    Eu comecei a ler essa obra mas não consegui chegar na metade, acho que depois das surpresas e reviravoltas dos Contos do gêlo e fogo acabei ficando um pouco exigente. O Martin é fodão mesmo, estou esperando o podcast terceiro livro, Abraços

  25. André Miola Bueno

    só uma pergunta geral pseudo-filosófica:

    será que quem está criticando o superlativismo (de seres super’s, diga-se de passagem…), as armaduras e lutas à lá estilo CDZ/Anime não estão se limitando à pensar na comodidade do “pq sim” (no caso: NÃO ao superlativismo), pq a forma ‘clássica/limpa/tradicional’ já foi estabelecida e tudo mais?…

    Aos meus olhos o “pq não” é muito mais benéfico para a Arte em si, pois a inovação, geralmente, trás coisas novas e inúmeros exemplos cabem aqui, mas só irei deixar um: Matrix (1999), q faz um mix de diversas referências…
    Enquanto eu lia ABdA eu imaginava TODAS as cenas, conseguia ouvir todas as rochas quebrando e o barulho da poeira escorrendo dos escombros, logo curti todas as descrições =]

    Gustavo, ainda não li Ilíada (nem Mahabarata, mas agora certamente irei ler, adoro coisas épicas!), mas pela sua breve descrição parece que o Apolo só tem uma super velocidade para atirar as flechas, até ai o Flash/Mercúrio conseguiriam fazer a mesma coisa, não?…
    e se existe algum ser capaz de atirar flechas supersônicas e explosivas/vorpais, esse ser não seria um Deus como o Apolo/Arthemis???

    Na minha cabeça, pelo menos 90% de todas as cenas são bem melhores do que as apresentadas nas telas do cinema, pois não limito a minha imaginação ao orçamento de um filme e/ou à capacidade tecnológica dos efeitos especiais (confesso q já imaginei algumas flechadas supersônicas, explosivas E vorpais, hehe…)

    PS 1: Não estou colocando “A Batalha do Apocalipse” em um pedestal
    PS 2: Não coloco nem os 5 livros d”As Crônicas de Gelo e Fogo” em um pedestal (e algumas das críticas ao Sphor tbm podem ser muito bem aplicadas ao Martin)

    • Dani Toste

      Hey André, vou responder da minha parte e não sei se isso se aplica aos demais membros do cast.

      Honestamente, quando eu digo de um livro (isso vale não apenas para o ABdA) “ah, não gostei dele por causa do superlativismo” (ou pelo excesso de descrições, ou pq a trama é muito complexa, ou muito simples, etc) eu não quero dizer que o superlativismo em si é uma coisa do inferno, ou que seja inaceitável, ou que seja tecnicamente incorreto ou sei lá, eu quero dizer que EU, pessoalmente, na minha experiência de leitura, não gosto/gostei daquilo.

      Dai porque eu insisto: não estamos aqui para fazer uma crítica literária definitiva e essencialmente “verdadeira” de forma universal, estamos aqui para dar a nossa opinião.

      Sobre o fato de não ser “tradicionalmente escrito” honestamente não acho que isso tem muito impacto na minha opinião sobre um livro, acho que já li livros que tinham aspectos pouco comuns e que mesmo assim me agradaram.

  26. Gustavo Domingues

    Então André, como eu já tinha explicado para o Spohr, o meu problema não exatamente é o superlativismo, mas o excesso de adjetivos, que, unidos ao superlativismo formam uma obra carregada de descrições subjetivas exageradas muito explícitas.

    Um cara que é exagerado mas camuflado em seu exagero é o próprio Bernard Cornwell. As batalhas dele sempre são grandiosas, mas nunca têm ninguem falando
    “a batalha foi grandiosa”. Sempre ele descreve os números, o horror, a violência, a crueldade, e você fica pensando ao fim “nossa, essa foi uma batalha grandiosa”. Acho que é um mérito de um autor ele te fazer pensar em algo sem escrever explicitamente aquilo. ABdA passa longe dessa sutileza comum na literatura em geral (eu acho), o livro é todo “na sua cara!” (e tome Ira de Deus).

  27. Wagner Nascimento

    Pela primeira vez concordei com praticamente tudo que foi dito neste podcast, a grande diferença é que eu me diverti lendo o livro. Antes de comprá-lo escutei o nerdcast em que o Spohr fala sobre o processo de criação, deixando claro sobre as referências a histórias de rpg, animes e outros assuntos relacionados ao mundo nerd. Além do mais gosto da humildade que o Spohr tem, um autor que está atento às críticas dos seus leitores e sempre disposto a melhorar, só por isso ele já merece os parabéns.

    Também deixo os parabéns aos membros do podcast por conseguirem fazer um programa com mais de duas horas sem torná-lo monótono,continuem assim.

  28. Fabrício Deuner

    Olá, parabens por mais um podcast de alta qualidade e polémico. não leio muitos livros de fantasia, eles não são para mim, eu prefiro ficção cientifica , mas foi legal ouvir a opinião de voces sobre este livro, pois voces foram imparciais e não ficaram puxando o saco do autor só por que ele tem um podcast foda e é brasileiro. Adimiro muito essa caracteristica de voces. Por favor, façam algum livro do Arthur C. Clarke ou do Isaac Asimov!

  29. Drigo Menezes

    Depois de tudo o que vocês falaram eu me sinto forçado a ler o livro. Comprei no ano do lançamento mas até hoje não consegui reunir forças e coragem já que o tema não me interessa muito.

    Parabéns pelo episódio, fico feliz em saber que ainda há pessoas inteligentes que sabem separar as coisas e que, principalmente, não se rendem à moda ou evitam certos temas pra não criar polêmica.

  30. Philipe Albuquerque

    Poxa se esse livro só ganhou 2 grifos imagine Os Filhos Do Éden que é bem clichê , bem eu gostei muito de A Batalha Do Apocalipse , mas não encarei como um livro sério e o pouco que conheço do autor sei que ele tem noção de que fez um trabalho de entretenimento , sei que deve ser complicado fazer podcast mas vocês podiam fazer o interlúdio de cada um mais curto já que eu nem lembrava mais desse , abraços .

  31. Nilton Braga

    Pois é, vamos ao comentário.

    Sou ouvinte do cast desde a edição número 1. Nunca cheguei a comentar, mas dessa vez me senti obrigado.

    Já vinha perdendo o interesse desde o episódio sobre Jogos Vorazes, e devo dizer que não gostei nem um pouco deste cast.

    Minha mãe sempre dizia que a gente pode criticar tudo na vida, mas sempre deve-se manter o respeito. Quando a gente desrespeita e avacalha um assunto, perdemos completamente a razão. Neste caso, foi isso o que aconteceu, e vocês não perderam só a razão – perderam também um ouvinte, e pelo jeito, vários.

    O que mais me deixa triste, no entanto, é que foi um podcast covarde. Covarde porque criticar os outros é moleza. O difícil é colocar essas criticas na roda para serem debatidas, para serem confrontadas.Não sou fan do Sphor nem leitor de seus livros, mas pelo que sei ele sempre aceita participar dos podcasts, e o mínimo que vocês deveriam fazer é tentar chamá-lo. Aí sim seria um podcast válido. Ou entao deveriam chamar um ouvinte que gostasse do assunto. Escutar criticas de via unica nao acrescenta em absolutamente nada.

    Da maneira como vocês conduziram a coisa, perdeu completamente a credibilidade. Serve, sim, para dar algumas risadas, mas o conteúdo é zero.

    Só mais uma coisa. Alguém disse lá em cima que esse é o jeito de vocês, que é como vocês se comportam na vida real. Bom, se é assim mesmo, só lamento, lamento muito por vocês terem essa postura diante da vida, porque não é assim que a banda toca.

    • Dani Toste

      Nilton,

      Sobre o podcast ser covarde por não convidar o autor, me desculpe, mas isso não é “o mínimo que deveriamos fazer”, nem um único episodio do nosso podcast até agora teve a participação do autor, em nenhum único episódio o escritor teve a chance de defender o assunto, e ainda, em nenhum episódio nós chamamos um ouvinte para “balancear” as opiniões. Acreditar que esse livro merece algum tratamento especial que não demos a nenhum outro livro ou nenhum outro autor, isso sim seria injusto.

      Um problema que eu tenho com o geral das criticas negativas a esse episódio é que nós não mudamos nesse episódio em relação aos demais, a única coisa que aconteceu é que como nenhum dos quatro gostou do livro, nós todos estavamos com a mesma “atitude”, mas a vida é assim, as vezes os 4 gostam do livro, as vezes os 4 odeiam…

      E sim, nós nos comportamos assim na vida real, pessoalmente eu prefiro não levar a vida tão a serio e tem funcionado mto bem para mim até agora, mas obrigada pela preocupação.

      Abraços.

    • Gustavo Domingues

      Já que é ouvinte desde o primeiro episódio (ou seja, à dois anos) porquê nunca entrou em contato? Nunca deu uma palavra de apoio se você gostava anteriormente? Nunca fez uma crítica respeitosa quando não concordou com algo (que você disse ter ocorrido anteriormente)?

      Você só fez um comentário quando tinha uma crítica para fazer(“…desta vez me senti obrigado”), e nem um pouco respeitosa.

      Parabéns Nilton, o Sr caiu em sua própria contradição. Você deveria ouvir a sua mãe ao invés de citá-la.

      Mas agradeço pela preocupação.
      Abraço

  32. Jagunço

    Olha ae. Voltei do limbo com essa.

    Ri até cair com o cast. Um humor bem cruel, não adianta negar. Gostei. hahaha…

    Li A Batalha emprestado. Foi um dos livros que não consegui terminar. E entro no coro: admiro o Eduardo pela maturidade dele como pessoa, como nerdcaster, pela humanidade de vir aqui e comentar sobre a crítica, pelo anti-estrelismo que acredito que existe (e que espero que sobreviva). Torço pelo seu desenvolvimento como escritor, mas estou certo de que ele já atingiu um nível “invejável”: a ampla leitura.
    Acho que ele pode ir além do espírito Paulo Coelho (para quem, aparentemente, o sucesso de venda superou a vontade de de produzir literatura como experimento, de quebrar o padrão e atingir outros níveis através da auto-crítica).

    Escrevi um texto grandão sobre isso de “procure o Papo na Estante, você pode gostar mais”. Mas… sei lá… Acho que não ia adiantar. Essa “filosofia da opinião” da Dani está me vencendo pelo cansaço. hahahahaha…

  33. Maria Clara

    Olá, pessoas.

    Cheguei ao programa através de um post na Skynerd. Não conhecia o programa, e é a primeira vez que escuto.

    Li os dois livros do eduardo e gostei muito. Uma coisa que achei engracada é que vocês tanto falaram sobre as repeticões de conceitos e não conseguiram captar coisas básicas, como o conceito de livre arbítrio. O autor deixa bem claro várias vezes que o livre arbítrio (a falta dele, na verdade) não impede um anjo de fazer escolhas, apenas os impulsiona a agir segundo a natureza da casta. por exemplo, um querubim nunca foge da briga e um ofanim nunca toma acoes agressivas, e por aí vai.

    A verbarrogia também não me incomodou. Encontrou uma palavra ou um verbo que não conhecia? vai no dicionário e pesquisa, uai. è um bom jeito de aprender termos novos. Também achei que vcs deram uma forçada de barra em várias partes. Reclamar que a Shamira usa uma Desert Eagle em vez de uma Glock, criticar que as calotas polares não inundariam o planeta… poxa, gente, é fantasia. Que bobagem criticar isso. Também faltou um maior conhecimento da obra como um todo. Lucifer entrega a Fogo Negro para Apollyon na intencao que ele matasse o arcanjo Rafael, como é mostrado em Filhos do Èden.

    Mas o que fiquei mesmo chateada foi essa tentativa (talvez inconsciente) da parte de vcs de denegrir a obra. Isso fica claro no final quando vcs convocam os ouvintes que gostaram do livro a ler ele novamente, dessa vez procurando defeitos, passando a “não gostar do livro”. Enquanto na minha opinião o correto seria vcs darem a sua opinião e incentivarem os ouvintes a ter as deles. Não tem nada de mais vcs não gostarem do livro, mas pedirem que outros passem a não gostar é denegrir a obra sim.

    Com todo respeito (não quero ofender ninguém, tá?), mas acho que são pessoas como vcs que fizeram a literatura nacional de fantasia ficar no limbo por tanto tempo no Brasil. Poxa, pessoal… Agindo assim vcs já pensaram que podem estar prejudicando o trabalho de um cara que ralou muito para chegar aonde chegou e que já ajudou muita gente direta e indiretamente? Não tem problema nenhum não gostar de um livro, o problema é desrespeitar o a obra e convocar os outros a “passar a detestar” o livro também. Isso não é legal…

    • Caio Favero

      Oi Maria, eu cheguei aqui no blog através de um post na Skynerd sobre esse podcast em específico(falando mal, diga-se de passagem).

      Depois de ouvir esse episódio eu voltei e ouvi os outros episódios começando pelos livros que já havia lido, como Tolkien, George R. R. Martin(e por Thor, parem de chamar o “Tirion” de “Tairion”), Douglas Adams e Rick Riordan e não vi muita diferença no modo em que eles dão andamento à conversa.

      Quando você diz “[..]como é mostrado em Filhos do Èden.”, eu sou obrigado a discordar com o seu argumento pois FdE saiu muito tempo depois de AbdA e uma obra(livro, filme ou etc) deve se sustentar sozinha e não pelas suas sequencias e conteúdo extra nas internerds da vida… Se o livro falhou em mostrar isso naquele momento, é justo a correção nos seguintes, mas não muda o fato de que foi uma falha de roteiro(ou revisão) no momento.

      Já quando eles dizem pra ler o livro quem não concorda, eu não vi dessa maneira. Eu vejo como um incentivo a debater melhor o assunto. Se você ler o livro novamente procurando certos aspectos, você pode encontrar detalhes que tinha deixado passar, sejam eles bons ou ruins(saca a regra dos 15 anos?).

      E por fim, quando você diz que esse tipo de crítica prejudica a literatura nacional, eu discordo fortemente. Se não ouvessem discussões como essas na internet, obras provávelmente morreriam esquecidas. “Falem bem ou falem mal, falem de mim”. A crítica é o melhor marketing que existe. E outro ponto, a partir do momento em que você se propõe a entrar na mídia, seja ela qual for, você receberá críticas, a maneira como você lida com elas é o que te diferencia dos outros. Se o Spohr tivesse desistido depois do primeiro não, esse livro que ganha podcast ao lado de george Martin e Bran stoker teria morrido numa gaveta empoeirada ou como um .DOC perdido nas pastas de backup…

    • Dani Toste

      Hey Maria,

      Então, sobre o livre arbitrio: eu li o que o autor escreveu, só que eu acho que não faz sentido. Veja: se vc é impulsionado a agir de uma certa forma, então, na verdade, vc não tem escolha nenhuma. E, mais ainda, no livro o personagem principal (entre outros) efetivamente faz escolhas contrarias ao que é descrito como a natureza de sua casta, com isso todo a questão de “os anjos não tem livre arbitrio” simplesmente nao faz sentido. Não vou te dizer que vc não pode discordar, e achar que a explicação do autor faz sentido, mas por favor, note que nós não “deixamos de captar” isso, nós prestamos atenção, nós falamos disso no cast, nós só achamos que fazia sentido.

      Sobre a verborragia e etc, de novo, não sei se vc entendeu o nosso problema: o Gustavo fez uma super explicação sobre isso num comentário mais acima, mas basicamente: existem varios recursos literários e técnicas e etc. essas coisas podem funcionar em algumas obras, podem funcionar em alguns momentos, podem funcionar em certos casos, mas as vezes simplesmente não funcionam naquela obra, na forma como foram usados, tendo em vista a quantidade de vezes que foram usados, tendo em vista o conjunto da obra, etc. Um autor por usar palavras “complexas” ou sei lá, mas acho que vc não entendeu nossa crítica: não é sobre entender ou não a palavra, é sobre a descrição parecer forçada e sobre não se encaixar no tom da obra. Eu posso dizer que eu tenho uma mente bem aberta em termos de aceitar coisas em literatura fantástica, só que, no fim, a obra tem que fazer sentido, e aquilo tem que se encaixar na obra e não pode gerar aquele sentimento de “estranhamento” em relação à obra. Sobre o que acontece em “Filhos do Eden”… bom, não era esse livro que estava sendo analisado aqui. O que nós fizemos foi analisar ABdA pelos seus proprios méritos.

      Sobre nossa “tentativa de denegrir a obra”, desculpe, mas acho que vc está equivocada, essa foi a nossa tentativa de dar a nossa opinião sobre a obra, que, nesse caso, foi negativa mas sincera.

      Sobre a literatura nacional, quero deixar uma coisa bem clara que eu tentei também explicar quando alguém sugeriu em outro comentário que deveriamos ter dado a chance de o Spohr defender a obra e etc: eu me recuso terminantemente a ser condescendente com a literatura nacional, simplesmente me recuso.

      Longe de nós querermos prejudicar o Spohr ou qualquer autor nacional, alias, acho que deixamos claro que respeitamos muito ele como autor e o que ele fez pela literatura nacional. Mas eu acho que ele, assim como qualquer outro autor nacional, não merece de qualquer forma ser tratado como se não tivesse talento ou capacidade ou qualquer outra coisa para conseguir elogios honestos pelo seu trabalho. Eu não vou ser mais “legal” ou “pegar mais leve” com um autor nacional, pq eu realmente acredito que os autores nacionais tem tanta capacidade quanto qualquer autor estrangeiro para conquistar seu espaço por mérito.

  34. Neto

    Dois? Dois!? nãooooooooooooooo!

    Faz do “apocalipse zumbi” e fala mal, vocês vão ser caçados.

    • Dani Toste

      Livros sobre Zumbis são coisa do Gustavo, mas acho que normalmente ele gosta :)

  35. yasmin

    Eu adoro o podcast de vocês!!! Vocês não teriam algum podcast parecido para me recomendar???
    bjs.

    • Dani Toste

      Hey Yasmin,

      Parecido em que sentido?

      Sobre literatura eu conheço alguns outros, mas cada um meio que tem o seu estilo próprio, me fala o que vc esta procurando e eu vejo se tenho algo que esteja nessa proposta :)

  36. Kairo Abade

    Boa noite.

    Gostaria de, em primeiro lugar, parabenizar pela iniciativa do podcast. Conheço o site a pouco tempo, e acabei fazendo uma “mini-maratona” com os programas sobre os livros que me chamaram atenção. Chegando neste aqui, que escutei mais por curiosidade sobre a opinião de vocês do que para ter uma análise… Gostei muito da diversidade de livros que abordam e da programação.

    Infelizmente não gosto da forma jocosa com que os livros são tratados, primeiro por que não gosto deste tipo de abordagem, e segundo, por que faz perder muito do foco. Porém, pelos programas que já escutei, essa é a “pegada” do cast, uma conversa explicativa, mas ainda sim um bate-papo descontraído. Não garanto que continuarei escutando mas, não posso deixar de parabenizar pela iniciativa e o trabalho.

    Sobre o livro do cast, acho que sou um dos muitos muitos que também não gostou muito. Concordo com as opiniões mais acima, sobre ele ser meio confuso, clichê e com personagens rasos. Não sei se pelo fato de jogar RPG a alguns anos, e reconhecer claramente muitos dos conceitos abordados pelo livro, porém de forma rasa, a leitura tornou-se em muitas partes tediosa. Realmente, foi difícil de terminar. Fui um dos que foi fisgado pela propaganda, mas não consegui chegar até essa diversão apontada pelos fãs. Fico feliz em saber que o autor, como já imaginava por acompanhar o nerdcast, é uma pessoa aberta a opiniões, que participa de outros podcasts, responde e-mails e debate em listas de comentários. Isso, pelo menos para mim, é algo muito importante. Eu não conheço ainda o outro livro, o Filhos do Eden. Acredito que dificilmente vou comprá-lo, principalmente pela lembrança do A Batalha do Apocalipse.

    Agradeço pelo espaço.

    • Dani Toste

      Obrigada Kairo, e obrigada por reconhecer que esse é nosos estilo :)

  37. Italo

    Livro muito ruim!
    O Nome do Vento que tinha que ter vencido, ele é perfeito.

  38. Joader Pereira (rochamdf)

    Ceilândia-DF, 30 de Novembro de 2012

    Olá Equipe do Grifo Nosso,

    Não repare a falta de acentuação pois estou digitando de meu netbook… Pensei muito antes de fazer esse comentário, pensei em ate não o fazer!! Visto que, tanta gente e até o autor já se manifestou a respeito.(Sim, li todos os comentários ate então) Não vou aqui tentar explicar meu ponto de vista quanto à história do livro e seus paradigmas e nem os de outrem, gostei do livro e para mim o autor entregou aquilo que se propôs a fazer. Por isso, acredito na capacidade de compreensão e leitura de vocês. Não vou querer aqui ficar defendendo que vocês não compreenderam a história e blá, blá, blá… Fica demasiado enfadonho esse embate exaustivo de ideias e pontos de vista contrários.

    Mas acredito que algumas coisas devem ser destacadas e ate apontadas:

    E notável que a alma do podcast reflete que para vocês a opinião dos outros vale muito pouco, e que a irreverencia (exagerada ou não), (tendenciosa ou imparcial) e um traco imutável do podcast. Mas, contudo, entretanto gostaria de lançar luz ao fato que essa iniciativa, embora muito importante aos integrantes do cast, pode se tornar problemática no decorrer de sua vida útil. Como optaram por ter um podcast se presume que desejem cada vez mais poder debater os assuntos e que seus pontos de vista sejam vistos. Pois é, é em nome desse sentimento, que tento abrir seus olhos. Quando se esta nesse espírito de “que foda-se todo mundo vou fazer do meu jeito, dizer o que penso e fazer o que me der na telha” é perigoso!! As pessoas podem começar a antipatizar com vocês e passar a não lê-los ou ouvi-los pois pra gente, os leitores, vai ficar parecendo que sempre vão excrotizar os livros que não satisfizerem a sua subjetividade. Quem vai querer por um livro sob sua avaliação nesses termos?? Entendam, não estou pedindo pra pegar leve porque é esse ou aquele autor ou essa ou aquela história. Mas tentar não avacalhar para não antipatizar.

    Atenciosamente,

    Joader Pereira, vulgo Rocham-df
    Técnico Contábil util.

    • Dani Toste

      Devidamente respondido no email :)

  39. Murilo

    Fiquei chateado com a nota, pois considero este livro um dos melhores que já lí (isso por que já lí de Bernard Cornwell e George R.R. Martin à J.K Rolwling e Suzanne Collins)e não me lembro de encontrar outro livro de mesmo segmento.
    Eduardo Spohr na minha opinião levou a literatura brasileira para outro patamar com este livro!
    Estranho esta nota, pois vocês deram 5 para o guia do mochileiro das galáxias que na minha opinião está longe de ser um bom livro…

    • Dani Toste

      Hey Murilo,

      Bom, na verdade eu não acho nada estranho, se vc tivesse concordado com a nossa nota para o Guia e discordado dessa ai seria mais estranho, mas nesse caso, claramente temos gostos diferentes :)

      Para mim o Guia do Mochileiro das Galaxias foi um livro extremamente agradável e divertido de ler :)

      • Murilo

        Sim, claro que cada pessoa tem um gosto.

        No entanto, na minha opinião, vocês não avaliaram o livro de uma forma crítica e sim de uma forma de esculachada, pois desde o início do podcast vocês chutam o balda falando mal e não fazendo uma crítica construtiva…
        Creio que poderia ser um pouco mais tranquilo, levando em consideração que, foi a primeira obra do Eduardo Spohr e obra de um autor brasileiro que uma forma ou outra colaborou e muito com a literatura atual de nosso país e incentivou diversos autores com este livro.
        Não estou dizendo que o podcast de vocês tem de pegar leve ou ser bonzinho com um escritor ou outro só pra agradar o público, mas sim fazer uma crítica mais construtiva a respeito dos livros que estarão por vir.

        Sem mais, gostaria de parabenizar o trabalho que vc´s, pois são trabalhos assim que enriquecem nossos conhecimentos e nos enchem de apetite para a leitura!!! Abraço!

        • Dani Toste

          Então Murilo,

          Vou te contar um “segredo”: nós absolutamente não fizemos uma reunião prévia à gravação desse podcast e decidimos “vamos destruir esse livro”. Nós re-agendamos a gravação umas três vezes porque 3 dos 4 podcasters não estavam conseguindo terminar o livro, mas nós não debatemos sobre ele antes.

          Nós nos encontramos no dia da gravação e cada um falou o que achou do livro. Se coincidentemente nenhum de nós tinha nada de positivo para falar sobre o livro é porque todos nós realmente não gostamos de livro.

          Agora, eu não sei o que vc considera uma “avaliação crítica”, mas eu posso dizer que nossa avaliação aqui não foi mais nem menos crítica do que em outros episódios. E ainda, a nossa proposta não é fazer uma avaliação literária (nós não somos especialistas no assunto), mas é fazer uma avaliação sincera, é compartilhar a nossa experiência e opinião em relação ao livro.

          E, ainda, nós não estamos aqui para analisar o contexto histórico, sociologico, cultural ou qualquer outra coisa do livro, mas pura e simplesmente a experiência que tivemos com aquela obra, naquele momento. Da mesma forma que eu não levo em consideração “o significado que a obra de Julio Verne teve no desenvolvimento da ficção cientifica” quando eu digo que achei “Viagem ao centro da terra” um livro péssimo, eu tb nao vou considerar o ponto em que o Spohr está da carreira dele para analisar ABdA. Eu simplesmente não acredito nisso.

          Por fim: o que vc acha que é uma crítica “construtiva” de um livro? Você acha que nós deveríamos indicar pontos que o autor deveria levar em consideração para melhorar a sua obra?

          Honestamente, não acho que esse seja o papel do podcast.

          Primeiramente porque isso só é válido quando a crítica é dirigida ao autor da obra, e, tirando o Spohr, duvido que os autores das outras obras que analisamos vão um dia ouvir nossos podcasts (até porque, alguns já partiram dessa existência). Mas também porque eu não sei até que ponto acredito na existência de crítica construtiva dentro da esfera artística e, dentro dos limites dos quais eu ouso acreditar que ela exista, eu dificilmente acredito que EU esteja em posição para fazer esse tipo de contribuição.

          Eu realmente acredito que os artistas (autores, músicos, pintores, etc etc) tem que fazer o que eles acreditam que devem, devam expressar o que querem e da forma que querem.

          Eu não estou aqui para dizer que ABdA é , em essência, um livro universalmente ruim, estou aqui para dizer que EU achei o livro RUIM e eu não acho que isso impede que ele seja, ao mesmo tempo, um livro BOM, para outra pessoa.

          Eu não acho que eu tenha qualquer autoridade para dizer para o Spohr que ele deveria ter feito diferente (eu posso até, se tiver uma opinião sobre isso, dizer o que poderia ter me feito gostar do livro, mas nem sempre eu tenho esse tipo de opinião), acho que ele mais do que conquistou seu próprio público e se continuar fazendo exatamente a mesma coisa vai continuar entretendo um grande número de pessoas, só não a mim.

          Agora, se o Spohr, por algum acaso, ao ouvir a minha opinião nesse podcast e achar que ele gostaria de ter agradado a mim (ou ao público que eu talvez represente), então é muito fácil observar os pontos negativos mencionados e evitá-los.

          Nesse ponto, a “construtividade” da crítica, depende da vontade (?) do objeto (?) da crítica de observar naquela opinião o que foi indicado como problemático e repensar esses pontos no futuro.

          • Murilo

            Oi Dani

            Creio que você me entendeu mal.
            A proposta de uma crítica construtiva não tem nada haver com “Avaliação Literária”.

            A crítica construtiva que disse se caracteriza por apresentar o lado positivo da obra em questão.
            É de todo o direito de vc’s expressarem suas opiniões, porém vale lembrar que estas opiniões negativas podem não ser vistas com bons olhos se a mesma for posta de forma exagerada.

            A crítica existe sim é normal, mas o cuidado para não empobrecer a obra de um autor deve ser levada em consideração.

            Para vocês, o livro pode não ter realmente agradado dai surge a crítica natural, mais porque não apontar as qualidades da obra para que outros leitores (público alvo do grifo nosso) se interessem pelo livro.

            Tudo tem seus dois lados, então deixo minha curta opinião sobre o livro ABdA: Um livro fantástico, que propôs uma nova experiencia de personagens e uma trama envolvente!

            Abraço!

  40. Tyrone

    Deboxe total com a obra do autor, segue o velho preconceito com os livros nacionais. Forçam com críticas patéticas em partes específicas do livro qualquer escrita e descrição é motivo para ridicularização do texto e linguagem usadas.
    De qualquer forma é uma análise e sempre é valida apesar do exagero nas críticas.

    • Philipe Albuquerque

      Também não gostei desse tom de deboche e aliás não consegui ouvir até o fim , um dos participantes do podcast também é escritor então só espero que ele escreva um livro espetacular né ou veremos muitos telhados de vidro sendo quebrados , da minha parte só posso dizer que perderam um ouvinte .

      • Thaís Priolli

        Philipe,

        Acredito que seja o primeiro podcast do site que você ouviu, pois caso tivesse ouvido algum outro saberia que não se trata de deboche.
        Quanto ao livro do Gustavo eu acho melhor que o A Batalha do Apocalipse (este eu não consegui terminar de ler), mas é a minha opinião, mas o livro dele não teve o marketing tão bom quanto ao do Spohr. Caso você queira ler, segue o link:

        http://compare.buscape.com.br/perdidos-no-salao-do-crepusculo-gustavo-moscardo-domingues-8589917134.html#precos

        Este livro é de 2005 e o escritor tinha 16 anos quando escreveu, é um bom livro, mas não é o melhor livro que eu já li.
        Mas com certeza o Gustavo tem potencial para ser um ótimo escritor.

      • Dani Toste

        Olha Philipe, vou te dizer que eu não sou super fã do livro do Gustavo (embora tenha sido mais agradavel para mim que ABdA), mas acho que uma coisa não tem nada a ver com a outra.

        Mesmo que o livro do Gustavo fosse o pior livro do universo (não é o caso), isso não faria o ABdA melhor (Da mesma forma que se o Gustavo fosse o melhor escritor do mundo, isso também não faria o ABdA pior).

    • Dani Toste

      Tyrone,

      Entendo e respeito que vc nao tenha gostado ou concordado com as nossas críticas.

      Mas qual o preconceito com livros nacionais? O que nós falamos nesse livro que é especificamente relacionado ao fato de o livro ser nacional? Ou o que em específico é diferente do que fizemos em qualquer outro podcast exceto o fato de que as quatro pessoas nao gostaram do livro?

  41. Eryck

    Gostei da introdução que vocês fizeram falando sobre a importância do obra do Eduardo para o gênero de fantasia no Brasil. Fiquei muito feliz quando vi o livro dele na lista da Veja, sendo eu um grande ouvinte do Nerdcast. Então lá pelo meio do episódio comecei a reparar nas críticas de vocês os motivos pelos quais eu nunca consegui terminar de ler o livro depois de umas três tentativas. Em outras palavras, foi como se vocês estivessem me explicando o porque de eu nunca me interessar pelo livro que comprei com tanto orgulho. Assim como muita gente aqui nos comentários, também achei ruim o modo como vocês riam de qualquer coisa. Porém entendo, já que quando estou com meus amigos faço a mesma coisa e além de tudo respeito e gosto das suas opiniões, senão não teria ouvido quase todos os episódios do Grifo Nosso. Concluindo, me agradou que vocês não tenham tido vergonha de dizer o que acharam. E ver que o autor também se dispôs a entrar na discussão aqui nos comentários foi incrível. Que mais pessoas se interessem em discutir literatura, seja ela qual for.

    • Dani Toste

      Muito obrigada!! :)

      Fico muito feliz de saber que vc entendeu e curtiu a proposta do cast!!

  42. Sérgio

    Concordei com praticamente tudo. O livro foi um dos piores e mais cansativos que já li na minha vida (levei inacreditáveis 2 anos!). Achei-o tão ruim, mas tão ruim, que para mim vocês só abordaram metade das coisas me irritaram nele, o que é triste, pois admiro o Spohr e comprei até versão autografada.

    O problema que percebi foi na FORMA como vocês expuseram esses pontos. Duas horas e meia de cast é cansativo demais, as vozes se sobrepõem o tempo todo e é difícil entender a pauta com tanto grito e risadinha. Creio também que não seja necessário recontar a estória inteira em tom de zombaria; basta explicar o argumento e o roteiro de forma resumida para depois partir para a crítica e explicar por quê o livro não ficou bom. Confesso que quase desisti de ouvir na metade, mas os últimos 30 minutos salvaram o cast. Por fim, acho que poderiam dar uma maneirada nas piadinhas – que em muitos momentos soaram simplesmente babacas (existe uma diferença entre ser sarcástico e ser babaca, e tal atitude pode soar engraçadíssima para vocês, mas só serve para espantar os potenciais novos ouvintes) – e no caipirês, que às vezes é osso ouvir tanto erre puxado.

    No mais, admiro muito a coragem de vocês de ser um contraponto às críticas cegamente positivas deste livro. Espero que entendam que de forma nenhuma quero diminui-los e acho que vocês têm potencial. Só precisam dar uma aparada no conteúdo e trazer um pouco mais de seriedade ao cast, pois inteligência e excelentes argumentos vocês já mostraram que têm. Um abraço e boa sorte com o site!

    • Rochamdf

      Eita Dani Toste, você esta tendo problemas com esse cast heim… Todo mundo “buzinando” praticamente as mesmas coisas no seu ouvido. Me compadeço de você, viu!?

  43. Mariana

    Amei. Não o livro, esse ep. Fiquei muito surpresa com o tanto de coisas que eu já tinha dito praticamente da mesma maneira que vcs a respeito do ABdA! Vou acompanhar vcs serissimamente agora… e me contem, há esperanças de vcs chamarem convidados pra falar de alguns livros?

    • Dani Toste

      Oi Mariana,

      Então, chamar convidados é complicado porque nós gravamos tudo pessoalmente em casa, então tem o problema da estrutura para comportar mais de 4 pessoas, no mesmo local, com o mesmo microfone, tem o problema de deslocamento e tem o problema de encontrar um horário. Nós tivemos acho que uns dois episódios com convidados amigos nossos, mas para chamar outras pessoas é meio difícil :/

  44. Ezequiel

    Olá pessoal!

    Sem duvida o melhor episodio que ouvi.Isso não muda o fato de ter incomodado bastante.Eu li o livro e percebi os mesmos pontos e outros não comentados no programa,o que me deixou chateado é o modo como abordaram os defeitos.O livro do Eduardo nunca foi vendido como o melhor livro de fantasia,muito menos ele se vendeu como um otimo escritor.O que eu acompanhei durante todos esses anos foi a historia de um cara que teve uma ideia,correu atras e com ajuda dos amigos que tinha e os novos que fez pela jornada conseguiu o sucesso.Eu não conheço o Eduardo pessoalmente,mas admiro o cara,é como se fosse um amigo meu,assim no mesmo nivel de vocês que ouço e presto atenção as opiniões e recomendações.E então vocês fizeram um otimo cast,ironico,acido ao extremo e ao mesmo tempo deprimente.É como ver um comediante fazendo a ultima piada boa da vida,e depois disso todos vão reconhecer que a piada é boa mas ninguém mais vai se dispor a prestar a atenção ao que ele tem a dizer porque faltou respeito com o publico,porque o pessoal que chegou até vocês,muitos,adquiriram o habito de ouvir ´podcast com o Nerdcast,pessoas que foram conquistadas pelo Edurdo,que queiram vocês ou não admitir foi tratado com desrespeito,principalmente pelo Gustavo.Enquanto ouvia as criticas lembrei do episodio do nerdcast em que Paulo Coelho fala dos criticos,e o ditado se encaixa perfeitamente sobre vocês meus amigos.Sei que eu não ouvir mais o programa de vocês não faz diferença.E acho que nesse caso o “fale bem fale mal,mas fale de mim” funcionou pra vocês,como uma ultima piada,otima piada.MAs só isso.Acho que a questão é que toda vez que algo assim surge quem assiste o conflito de ideias espera que no minimo quem desafia,debocha e taz a polemica,tenha um motivo,uma ideia pra melhorar o problema que esta incomodando tanto ,mas tudo no cast pareceu gratuito e sem sentido.Porque não foi uma critica,foi um festival de gozações e desrespeito simplismente porque vocês não aceitam o fato de que algo que é tão ruin na opinião de vocês esteja fazendo sucesso?É isso?Se não foi esse o objetivo,qual foi?”Nossa opinião!O grifo nosso!”Se for assim poderia ter sido feito de uma forma diferente que não ia causar o desconforto que causou.Por melhor que seja a piada,se for algo que ofenda algum amigo meu,vai me ofender,se for desrespeitoso com uma pessoa que admiro vai ser um desrespeito comigo também.É isso.

  45. Levi

    É meu primeiro comentário aqui e queria dizer que desde o primeiro episódio que ouvi, sempre gostei do sarcasmo de vocês. Ao contrario do que se possa pensar, esse episódio 25 me fez querer comprar o livro. Ouvi dois casts de dois livros que eu adoro, O Mar de Monstros e Jogos Vorazes, e gostei bastante mesmo com o sarcasmo.

    Parabéns, continuem com o cast. Só tenho uma critica. As vezes vcs falam em cima do outro. E as vezes não consigo ouvir direito porque falam baixo ou distante do microfone.

    é só :D

    • Dani Toste

      Hey Levi,

      Olha, vc não sabe como eu sofro para tentar fazer o pessoal falar mais alto e/ou mais perto do microfone, mas é complicado viu….

      Mas acho que tanto isso quanto falar por cima as vezes é resultado de gravarmos tudo presencialmente, mas por outro lado acho que isso ajuda bastante na dinâmica, então ainda preciso achar um jeito de equilibrar :)

      Valeu pelo comentário!

  46. Daniel Monteiro

    Tô com esse livro na pilha de leitura HÁ MESES, mas não li e pelo visto vou demorar ainda mais. Principalmente pela história de anjos, que não é um dos meus temas favoritos, mas depois dessa dissecada que vcs deram, vou postergar um pouco mais.

    E pô, tanto fuzuê por causa do “olvidar”, huahauhahuaha, sinto que também fui atingido por essa crítica!

    Abraços, foi o primeiro cast de vcs que eu ouvi, já estou ansioso para ouvir outros.

    • Dani Toste

      Quando terminar de ler volte aqui para dizer se gostou :)

      Valeu pelo comentário.

  47. Angelica Hellish

    Me diverti absurdamente!
    Valeu por me livrar dessa ;)
    Sinceridade é tudo nessa vida.
    Nada de rabo preso aqui no Grifo Nosso.
    Vou torcer para um dia a Dani pensar na hipótese de falar de Momo e o Senhor do Tempo do Michael Ende
    Beijão e abraço pra todos vocês. Acompanho sempre!

  48. André

    Meu irmão comprou na NerdStore na época que lançou. Eu tenho ele aqui e precisava de um empurrãozinho para começar a ler. Este podcast apareceu na minha busca na hora certa! =D

  49. Andre V.H.

    Opa depois de bastante tempo finalmente voltei pra por as audições em dia. Eu também tive expectativas altas com esse livro e fiquei um pouco frustrado, ainda assim eu daria uns 3 grifos no geral. Pra mim o pior defeito do livro é que é maçante e os personagens não têm muito carisma. Acho que, pra quem gosta de literatura fantástica, é um livro que vale a pena ser lido, mas poucos terão paciência de reler. Uma vez basta.

  50. Carlos Sekko

    Tinha muitas expectativas nesse livro lá do tempo em que ainda era publicado pelo JN. Quando comprei achei que finalmente encontraria uma bela história escrita por um autor nacional, até porque a premissa parecia ótima, e os “audios” do Briggs fizeram comigo o que o Trailer do Batman e Robin com o Schwarzenegger: me enganaram. Mas bah, que decepção!! Tirando uma ou outra ótima idéia é verborrágico, chato, consegue ser mais cansativo do que a parte do Senhor dos Anéis onde temos que acompanhar od Hobbits e as descrições da flora da terra média no primeiro livro. Não sei se essa impressão ficou pelo fato de antes eu ter lido O Homem do Castelo Alto do k. Dick ou se logo depois eu li Deuses Americanos do Gaiman, mas acho que o livro só é chato mesmo. Isso não quer dizer o mesmo do autor, que é um gentleman. Mas a obra é chata que dói e fez o trabalho contrário comigo: me deu medo de todas essas obras fantásticas de brasileiros, principalmente feitas por “estrelas” de podcasts, como MRG e Rapadura. Óbvio que posso estar enganado…

  51. Rubem Luiz

    Carlos Sekko, tive esse receio algum tempo, e também não gostei do primeiro Filho do Eden (Herdeiros de Atlantida), mas acho que ele se redimiu no Filhos do Eden recente (Anjos da morte), meu preconceito com viagens na maionese, digo, universos ficcionais talvez atrapalhe meu julgamento, mas considero esse último livro muuuuuuuuito superior aos anteriores, tem mais toques de realidade e suspenses que realmente funcionam.

    • André Miola Bueno

      Já eu achei o Anjos da Morte o mais fraco deles (vc já terminou de ler Rubem?).
      Ficcional não, Fantástico.
      O que seria do azul se todos só tivessem olhos para o amarelo?

      • Rubem Luiz

        90% lido. Ficcção exagerada, vigem na maionese, literatura fantástica, pra quem não gosta é tudo a mesma coisa :-)
        ‘Toda unanimidade é burra’, se todos gostasse do azul teria algo errado mesmo.

  52. Stuart

    Opa pessoal, tudo bom?
    Chegando com bom tempo de atraso mas enfim, gostei bastante do podcast e fico “feliz” de ver que minha intuição sobre o livro não estava errada. Não que seja ruim para todo mundo, mas há um bom tempo já estou saturado desse negócio de anjo, demônio, Deus desaparecido, arcanjos perfeitos, etc. Quando começaram descrevendo o início do livro, contando como era o Ablon, já vi logo que não gostaria do livro.

    Mas o podcast, mesmo em tom de resenha (sou do nordeste, ‘resenha’ por aqui é ‘zoar’, ‘tirar sarro’ com os personagens), gostei demais!

    Aliás, gosto muito desse projeto de vocês, estão de parabéns!

    Em tempo, dois livros que li e que fugiram totalmente desse conceito clichê do que é anjo e demônio mas mesmo assim tem a ver com histórias da bíblia, apocalipse e afins, são:
    1.O Cordeiro (Christopher Moore), onde ele narra a história da vida de Jesus, contada pela visão de Biff, seu melhor amigo. É divertido, emocionante e fantástica! Recomendo demais!

    2.Belas Maldições – As belas e precisa profecias de Agnes Nutter, a Bruxa (Neil Gaiman e Terry Pratchet), que conta a história da vinda do anti-cristo ao mundo e como Aziraphale, o anjo que guardava os portões do Eden e Crowley, a serpente que tentou Eva, tem que lidar com isso. Além de divertido, mostra bem esse negócio de “livre arbítrio” do coitado do Aziraphale. É fantástico!

    No mais, é isso! Sucesso e sempre espero ansioso pelos próximos episódios!

    • Aslanterna Verde

      Muito divertido o livro de Gaiman & Pratchett. Uma paródia de “A Profecia”, do nosso querido filhote de capeta, o “Damião”…
      Tem de tudo, até suplente de Cavaleiro do Apocalipse. Totalmente nonsense. Não é um clássico, mas é tão divertido como um filme do Edgar Wright & Simon Pegg.
      Caros, não sei se rende um cast, mas é uma rápida leitura divertida. Li em duas tardes…

  53. Albarus Andreos

    E aí galera. Adoro todos vocês! Eu sou o autor de A Fome de Íbus, comentado no início do podcast. Me senti lisongeado pela lembrança do Gustavo. Gostaria aqui de deixar meu abraço a todos. Descobri agora o prazer dos podcasts, por isso só agora estou lendo esse capítulo 25, já feito há tanto tempo. Vou me tornar assíduo. Abraços a todos.

    • Dani Toste

      Obrigada!! :)

  54. Aslanterna Verde

    Olá pessoal,

    Sou fanzaço do Spohr, como pessoa, como podcaster, mas não gostei de seu livro. Não digo que seja ruim, mas me foi passável, não me despertou nada, fazendo com que sempre fugisse de podcasts deste livro pois não conseguia ver tudo isso nele.

    A pontuação da crítica de vocês chamou minha atenção a este episódio do vosso excelente podcast, que conheço há pouco tempo e já considero o melhor da área…

    Agradeço por me mostrarem que não estava sendo mau e preconceituoso, o que me exime da culpa e me permite continuar fã dele nas outras mídias…

    Valeu!

  55. Anderson

    Sinceramente, a forma do podcast não foi boa, até para críticas existe um certo limite a ser tomado, caso contrario toda a opinião expressada passa a parecer mais com uma singela “birrinha” e a até certo ponto inveja, essa, caracterizada pelo desdenho excessivo por uma obra que quer sim ou quer não, foi um sucesso.
    A melhor parte foi, “um dos nossos integrantes tem um livro, um livro pequeno” o que me deixou tranquilo para me preparar para uma critica completamente destrutiva que provavelmente tenha vindo de um escritor frustrado pelo sucesso que nunca chegou.
    Triste.

    • Gabriel M M

      Achei triste o modo como esse podcast foi conduzido. Realmente muito ruim… esse tom de deboche foi péssimo.
      Ainda bem que esse podcast não atinge tanta gente

  56. Palsy Rangel

    Sou um entusiasta de artes, não só de livros, cinema, pinturas, esculturas, teatro e até mesmo xadrez, queria ter mais tempo para tal, no entanto, como operador do direito tenho de limitar o tempo de dedicação. =(
    Tal limitação me fez desenvolver o sentido crítico a uma obra não pragmaticamente mas mensurando o objetivo do artista, quanto mais ele se aproxima ou afasta da proposta.
    Livros nem sempre são divertidos, tal como telas, as vezes, não o são. Em certos momentos não há nem cabimento criticar, é algo como num jogo de futebol você dizer que o time do cruzeiro não é rápido eis que Jamaicanos correm em menos de dez segundos 100 metros!
    E. G., Você não vai assistir Mercenários cobrando personagens profundos, roteiro inteligente, direção espetacular, se o fez, pode ser que o site ovos mexidos vendeu a película de forma mais atraente aos patrocinadores e menos adequado ao gosto do leitor. outrossim, não faz sentido exigir técnica de coloração ou perspectiva realista numa obra modernista (sim estou falando daquela privada de cabeça pra baixo em NY) .
    O podcast de vocês, por exemplo é uma proposição interessante, mas não pelo profissionalismo envolvido, mas pela liberdade e sinceridade nos comentários.
    A pauta é destituída de organização, vocês se atrapalham para delimitar onde é escrita, personagem, trama e as opiniões da menina parecem extremamente influenciadas pela quedinha que ela tem pelo rapaz (Gustavo), esse aparenta ter certo recalque do conhecido escritor e por isso é ironizador.
    Eu sei que vocês não estão nem próximos do profissionalismo do Nerdcast e da profundidade do Anticast. No entanto ri com os comentários, a voz do Gustavo é divertida, é agradável declarações de outras pessoas sobre livros que li.
    Isso poderia dar num debate tão profundo… O que é arte, qual os critérios para classificá-lá, se há arte independentemente da disposição volitiva do produtor do material a ser analisado… No fundo, eu amo democracia, é possível classificar qualquer obra (digo qualquer mesmo) da maneira mais positiva ou negativa simplesmente redefinindo o viés observatório. Segundo Platão, Descartes, Nietzsche, Palsy, Kant, Valeska Popozuda, Anderson Silva…
    Escrevi demais, sinceramente me perdoem se leram isso tudo, mas pensem pelo seguinte ângulo, olha quanta palavra e comentários gerou esse episódio! Isso é admirável!

  57. Vanessa

    Olá, pessoal! Antes de mais nada, cadê os podcasts de Game of Thrones??? Tá, tô comentando de um em outro, mas só vim aqui dar uma cobrada.
    Agora sobre esse podcast: gosto de vocês, mas infelizmente esse foi demais para mim, de forma que parei no meio. Concordo com quem comentou que exageraram, usaram de um triste humor negro e esculhambaram completamente este livro. Achei a Batalha do Apocalipse uma verdadeira viagem aos tempos antigos, ainda tenho na minha cabeça o quão gostoso foi estar com Ablon na China Antiga, por exemplo. A narrativa de Eduardo Sporh é admirável, rica e memorável, e dá uma surra em muitos autores internacionais de prestígio. Aconselho aos integrantes não se prenderem em livros como Crepúsculo, por exemplo, que foi referendado num determinado ponto para comparar Ablon com Bela. Para mim a argumentação do leitor já cai por si só…
    Não houve embasamento nos argumentos, apenas tiração de sarro das quais eu pensava: WTF?
    Enfim, Eduardo Spohr é um escritor fantástico. Ganhou um concurso literário com esse livro, está sendo traduzido em outros idiomas e vai ter cada vez mais sucesso. Desejo tudo de bom para ele, e para vocês também, aliás. Abraços!

  58. Leandro Rodrigues

    É sério??? Vocês dão 2 para A Batalha do Apocalipse e 3 para Crepúsculo???!!!!
    Tiha escrito muita coisa mas lendo tudo no final percebi que não vale a pena.
    Não iam entender nada mesmo.
    Uma pena.

  59. Romario de Sousa Silva

    Realmente o livro contém problemas. O final foi a parte mais desastrosa, Fiquei decepcionado pois, o encadernado é chamativo tem uma história interessante ao meu ver contudo, pecou nesta parte dita. Porém, o podcast de vocês não procurou tratar a obra de forma sensata, quando forem destrinchar alguma obra critiquem de forma construtiva, o tratem com seriedade coisa que neste neste podcast inteiro não foi respeitado. Sejam profissionais!

    • Gustavo Domingues

      “Tratem com seriedade” “Sejam profissionais”. Olha cara, você não entendeu a proposta do podcast de quatro amigos falando o que quiserem sobre um livro, sem profissionalismo, sem análise técnica, sem nada disso.

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