Notícias Subterrâneas: Reboot

Escrito por: | em 03/02/2013 | Adicionar Comentário |

Olá a todos! Cá estou, retornando para mais um ano de notícias de ficção especulativa (começando o ano antes do carnaval, pasmem). E para um bom recomeço aplicarei algumas mudanças à coluna. Primeiro, sem mais números de semanas, já perdi a conta. Segundo, agora os posts das Notícias Subterrâneas serão bissemanais. Na semana vaga me apoderarei de uma outra coluna que está meio abandonada (logo descobrirão qual). Meu dia para publicações continua sendo domingo. Terceiro, quarto e quinto… bom, ao invés de dizer colocarei tudo logo em prática.

A Memory of Light

Lançamentos: 20/01 ~ 3/02

Uma das vantagens que estou buscando ao mudar a periodicidade é mais tempo para buscar lançamentos brasileiros, que – com suas datas de lançamento pouco claras ou nunca anunciadas – não aparecem por aqui há meses. Infelizmente, na primeira semana pós-reboot já deixarei isso passar. Só lançamentos americanos dessa vez, pessoal (perdão, novos autores nacionais). E, em se falando deles, tratemos de dois que precisam estar aqui mesmo tendo saído no começo de janeiro: A Memory of Light e The Human Division.

A Memory of Light está entre nós! (cliquem na imagem acima para ver no amazon) Depois de 14 livros, dois autores, um game, algumas músicas e milhares de fãs desesperados, o colossal épico que é Wheel of Time foi concluído. Brandon Sanderson passou o ano passado revisando e revisando seu trabalho com as anotações do falecido Robert Jordan e a Tor finalmente lançou esse arrasador de quarteirões. Se você não leu, não liga ou não sabe o que é: sim, é um livro brega; sim, é cheio de clichês; não, não deixa de ser uma história sobre um pastor que é escolhido para enfrentar o senhor das sombras; não, não é ruim. Mesmo com toda minha implicância com clichês e fantasia clássica fui tragado -completamente deslumbrado- pelo primeiro livro, há alguns meses. E o que dizer sobre isso? As resenhas e opiniões que vi até agora foram todas favoráveis e ótimas. Difícil que não fossem, é o décimo quarto livro, duvido que alguém que não seja muito fã tenha chegado tão longe (e o Sanderson é mais que competente). Logicamente está disponível também para Kindle e em audiobook (também no Audible.com), para kobo há até o momento só o prólogo (o livro todo deve estar disponível logo mais).

E o Sanderson também continua em sua maratona de novellas e livros infanto-juvenis, para apaziguar a ira dos fãs enquanto o segundo livro de Stormlight Archive (provável Highprince of War, com sorte não Book of Endless Pages) não está pronto. Falarei deles no futuro próximo, creio.

Human Division

John Scalzi é outro que está bem ativo no começo do ano. Um maldito, mal tive tempo de ler Redshirts (Damn you, Scalzi!). Pois bem, deixemos minha demora para ler Scalzi, Lynch e outros, de lado. Scalzi está com um projeto interessante de ebooks: The Human Division. Um livro seriado, com uma parte nova lançada a cada terça-feira pelo preço de $1,00 na Kindle Store. A edição completa estará disponível em maio.

Imager's BattalionE, já que estamos falando de autores e séries bem consagrados, há um novo Imager à espreita. Imager’s Battalion, para reiterar que L. E. Modesitt Jr. não abandonará sua série de ouro tão cedo. Novamente, estou irritado com não ser capaz de ler mais rápido do que os autores escrevem: mal comecei o segundo Imager. Alguém aí me encara como se não soubesse o que é um Imager? É quase um Witcher, ora! Ha-ha, perdão.  Imager Portfolio é uma série de fantasia baseada em um sistema de magia muito curioso e aprofundado, pelo qual os magos (imagers) criam objetos a partir de imagens mentais. Não se assustem caso vejam que esse livro é o sexto na série: ele é o terceiro de uma trilogia prequel, precisam passar por só dois livros, não cinco.

Quase me esqueço: podem encontrar toda a saga Imager no kindle ou em audiobook (cliquem na capa, já sabem). Pessoal do Kobo, aqui um link para vocês também: http://migre.me/d5U1O.

E ainda mais! Tim Powers e Catherynne M. Valente têm novos livros pela Subterranean Press. Fiquem com as capas:

Six-gun Snow White

Salvage and Demolition

Serei um pouco mais breve com os seguintes, ainda há alguns para comentar.
Por exemplo, um sucesso de fantasia clássica do ano passado, The Red Knight (Miles Cameron), quanto ao qual não tinha fé alguma na época do lançamento, recebeu uma nova edição pela Orbit Books. Uma coletânea de horror pela autora japonesa Yoko Ogawa (小川 洋子 para os entendidos) recebeu tradução para o inglês pela Picador (desconhecia completamente): Revenge. The Six-Gun Tarot (R. S. Belcher) é um western steampunk que chamou minha atenção. Mais um relançamento (o original é de 2009), Indigo Springs (A. M. Dellamonica) parece ter chamado a atenção da galera do kindle em sua nova versão ebook. E, por fim, o décimo primeiro livro das Aventuras do Caça-Feitiços (Joseph Delaney) já está disponível em inglês.
E não falei de metade dos livros que chamaram minha atenção. Que começo de ano corrido! Espero que considerem esta versão condensada ao menos decente. Quanto a minhas leituras dos últimos tempos… bom, não pretendo mais comentar sobre elas aqui. Ocuparei esse espaço com mais comentários sobre lançamentos. Se quiserem acompanhar minha epopéia em ler dez livros por vez, confiram minhas páginas no Skoob e no Goodreads, pretendo mantê-las mais atualizadas de agora em diante: www.skoob.com.br/usuario/640905 e www.goodreads.com/LordeWorth.
Até a próxima semana, quando escreverei algo que não são as Notícias (oh). Já adianto que não são as “Reviews Malignas com Lorde Worth”, mas logo mais volto com elas também (ao sr. Ronaldo Cavalcante: perdão pela demora de mais de meio ano, Ronaldo, não esqueci a resenha de Cinco Luas que estou devendo).
Agora uma bateria de capas, dos livros que comentei (cliquem para ver no amazon).
The Red Knight
Revenge: Eleven Dark Tales
The Six-Gun Tarot
Indigo Springs
As Aventuras do Caça-Feitiços: Slither



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Lorde Worth

Caçador de Hobbies exóticos, leitor obsessivo e jogador compulsivo.

2 Comentários sobre Notícias Subterrâneas: Reboot

  1. jose fernando rocha lopes

    vai ler crepusculo seu babaca , vc pensa que é o dono da verdade imbecil.
    a roda do tempo foi lançado no começo da decada de 90, antes que harry potters e afins destruissem o conceito da jornada do heroi.
    ou vc vai dizer q star wars , lançado em 1977 com base nesses conceitos, antes que outros autores o utilizassem a exaustao ,tambem e cliche brega ou sei la o que . otario

    • Lorde Worth

      Parece que você não entendeu muito bem o que eu escrevi sobre ter gostado da Roda do Tempo, e entende ainda menos sobre a “jornada do herói”. Olha, primeiro tome um calmante aí e pegue um bloquinho de notas Pronto? Ok, então vou explicar.

      A “jornada do herói” não se tornou clichê após os anos noventa, ela já foi definida pelo Joseph Campbell como um clichê. Melhor dizendo, como um modelo tradicional de enredo usado à exaustão nas lendas humanas para simbolizar várias coisas (amadurecimento e afins). O modelo de herói de Wheel of Time é sim uma coisa batida, e o de Star Wars também é. Isso per si não é ruim, como já falei. O modelo é usado até hoje porque ele faz sentido para a realidade humana, temos até alguns arquétipos Jungianos lá, se você acredita nessa vertente. O que diferencia histórias clichês e chatas de grandes obras como Wheel of Time é a forma como esse enredo já conhecido é desenvolvido. E isso Wheel of Time faz muito bem, Star Wars também e, veja, Matrix também. Uma miríade de outras obras também.

      E nem foi por isso que disse que é clichê e brega. Entre O Senhor dos Anéis e Wheel of Time, já houve uma explosão de livros de fantasia batidos e de má qualidade (ou pensa que os genéricos são um fenômeno pós-Harry Potter?). Quando Wheel of Time apareceu, havia coisas lá tão clichês e usadas à exaustão em livros piores que Robert Jordan apelou até para fazer anagramas, na tentativa de fazer o mundo parecer mais novo. Por que acha que ele escreve “Trollocs” ao invés de “Trolls”? Será que “Ogier” e “Kae’bold” são termos gratuitos? Vai me dizer que a aparição do primeiro Fade não é uma reprise do primeiro Ring Wraith? Já havia D&D antes de Wheel of Time, não?

      É um consenso da época de seu lançamento que Wheel of Time é uma história tradicionalista na base de sua construção de mundo. É uma história de “garoto pastor vence senhor das sombras” altamente maniqueísta em uma década em que na ficção especulativa já tínhamos coisas do nível de Hyperion. E apesar disso é um sucesso arrasador! Diz muito sobre a habilidade do Robert Jordan, não? Eu li recentemente e ainda adorei Wheel of Time, independente e ser brega e clichê ou não. O que quis defender neste post foi isso, que mesmo após vinte anos de renovação da fantasia, Wheel of Time permanece sendo uma grande obra que vale a pena ser conhecida.

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