Lord of the Samples: Promise of Blood (Brian McClellan)

Escrito por: | em 08/05/2013 | Adicionar Comentário |

“I did this for me. And I did this for Adro. So that Manhouch wouldn’t sign us all into slavery to the Kez with the Accords. I did it because those grumbling students of philosophy at the university only play at rebellion. The age of kings is dead, Adamat, and I have killed it.” Promise of Blood Olá a todos. É com grande orgulho que… Corrigindo-me: é com grande pesar que assumo meu atraso, o que resta de orgulho fica para o post ter sido publicado. Hoje vou dissecar… não, não, vou. Não há muito o que dissecar aqui, Promise of Blood é um livro bem enxuto e direto, além de curto.

Para valor de retrospectiva do último post, vou bajular Promise of Blood um pouco. Brian McClellan é ex-aluno de Brandon Sanderson e sua primeira obra veio com a premissa de seguir as “Leis de Sanderson”: ter um enredo intrincado, personagens esféricos, boa construção de mundo, temas reais bem representados e, acima de tudo, um senhor sistema de magia. A sample felizmente mostra tudo isso e um extra, o de ser mais rápida em apresentar tudo que os livros do Sanderson.

A sample cobre três cenas bem satisfatórias: um golpe de Estado, uma morte e o retorno de um filho exilado. O enredo não tem grandes complicações, o conflito central está bem claro desde o começo e não parece difícil prever para onde a história vai, mas a isso somamos todos os diversos arcos de personagens e conflitos menores que já começaram a aparecer nas poucas páginas da sample. Tamas é o marechal que derrubou seu rei e assassinou os maiores magos do país, por acaso é também um habilidoso mago de pólvora, entretanto, alguma profecia (alguma, vejam bem) caiu a seus ombros e os conflitos internos do reino não parecem tão dispostos a cessar. Ah, a pressão externa por parte do império de nome genérico (sempre há um) também marca presença. Para auxiliá-lo na reconstrução do governo – e combate à oposição – tem uma dúzia de magos de pólvora, um investigador particular e seu filho renegado, Taniel “Two-shots” (a alcunha é bem merecida).

Com uma história de reconstrução de nação não é preciso ser muito inventivo, a história real já tem exemplos e exemplos de enredos interessantes, o que me leva a ser mais exigente com personagens e, neste caso, sistema de magia. Quanto a este último… Estou dividido, ainda. Se por um lado acho interessante usar pólvora como fonte de energia e centro de todo o arcanum, sem deixar de manter a dualidade com um estilo de magia tradicional ainda presente no enredo, por outro a sistematização me pareceu muito… Sanderson. Canalizar energia, ok. Localizar pólvora psiquicamente, ok. Controlar explosões e balas, ok. Ingerir pólvora e dela tirar energia mágica que para deixar o corpo mais forte, a mente mais aguçada, os sentidos mais precisos e se recuperar de ferimentos… Não me lembra só de longe Mistborn, é o exato funcionamento de Peltre e Zinco em Mistborn! E não quero ser o chato que diz que tudo é um genérico copiado descaradamente: quando se é aluno de um autor que até mesmo ajuda na divulgação do seu livro, fica impossível escapar a uma comparação com ele.

Em questão de personagens, Tamas é seco, fleumático, profissional, rancoroso, modelo de herói amargurado no campo de batalha. Taniel é mais amargo e emotivo, e mostrou alguns trejeitos interessantes, tem potencial para arrastar o resto do livro. Adamat foi suficientemente superficial para que eu não possa dizer o que penso dele, porque francamente ainda não sei. No mais, a sample foi muito curta para acreditar que tenho algo sólido em opiniões sobre construção de mundo no geral.

Foi rápido, foi enxuto, foi bem escrito (por alguém com um dicionário, diferente do Sanderson), parece promissor.

Brian McClellan ganhou meu voto de confiança.



Categorias: Review: Primeiras Páginas

Lorde Worth

Caçador de Hobbies exóticos, leitor obsessivo e jogador compulsivo.

2 Comentários sobre Lord of the Samples: Promise of Blood (Brian McClellan)

  1. André

    Eu li em uma viagem. Livro muito bom, realmente prende o leitor até o fim!

    Abraço!

  2. Lorde Worth

    Ainda não tive tempo de levar adiante, mas está com certeza na minha lista, André!

    Diga aí,o sistema de magia se desenvolve muito ao longo do livro? Ou ficam só em controlar explosões e comer pólvora?

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