Review: O Dia do Curinga

Escrito por: | em 22/07/2011 | Adicionar Comentário |

Eu sei que eu vivo falando sobre Lewis Carrol e “Alice no país das maravilhas” e “Através do espelho” porque são meus livros favoritos e blá, blá, blá e talvez vocês até já estejam cansados da minha fascinação pessoal por literatura infanto-juvenil, então hoje resolvi falar de outro dos meus livros favoritos, mas que não é um clássico, nem é infanto-juvenil e nem sequer é o livro mais famoso do autor em questão.

Capa do livro "O dia do curinga" de Jostein Gaarder

Título: O dia do curinga | Autor: Jostein Gaarder
Tradutor: João Azenha Jr. | ISBN: 978-8571645400| Páginas: 378
Edição: São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

Eu tenho meu “top 3” de livros favoritos bem definido, e até o momento não li nada que conseguisse desbancar “O dia do curiga” da segunda posição.

Ao mesmo tempo eu sempre tenho bastante dificuldade de descrever o estilo deste livro e isso talvez seja porque o Jostein Gaarder tem um estilo que eu considero bastante único. Deste autor já li: “O Mundo de Sofia” (clássico!), “O dia do curinga” (objeto deste post), “O vendedor de histórias”, “Através do espelho”, e “A biblioteca mágica de Bibbi Bokken” (que eu parei no meio, e que tem um estilo meio diferente dos demais). Os livros são romances, mas também são livros cheios de reflexões filosóficas.

Mas, focando no livro: O dia do curinga conta a história de Hans-Thomas, um garoto de 12 anos que, junto com o pai, busca a sua mãe. Nessa viajem o garoto encontra outros personagens interessantes, um anão que lhe presenteia com uma lupa e um padeiro que lhe presenteia com um livrinho (que ele só consegue ler com a lupa). No livro, o garoto descobre a história de outras pessoas e, de certa forma, a sua própria. Não da para contar muito mais da trama sem abusar dos spoilers, então deixarei vocês apenas com essa idéia geral mesmo.

Corte da capa do "kabalmysteriet" de Jostein Gaarder

O melhor do livro, para mim, são as grandes sacadas do autor (como a relação entre o baralho e o calendário) e a forma como a história toda vai se desenrolando e se encaixando ao longo do livro. De todos os livros do Jostein Gaarder que eu li, esse certamente é o que faz isso com mais primazia, e foi um aspecto que tornou a leitura difícil de largar.

O livro é razoavelmente grande, mas fácil de ler. Ele é dividido em 5 partes (Espadas, Paus, Curinga, Ouros e Copas) e cada um desses capítulos se subdivide em cartas de baralho (As, dois, três, rei, valete, etc.) que faz uma relação com a temática do livro. Vale lembrar que em “O Mundo de Sofia” o autor faz uma referência dizendo que os filosofos são como curingas e essa idéia aparece no “O dia do curinga” (de uma forma bem mais prática e menos metaforica) e, ainda, que a narrativa do autor em geral segue o ritmo da “parte romance” daquele livro, nada cansativo ou pesado (como na parte “história da filosofia”).

Veredito:

Tendo em vista que esse livro faz parte do meu “top 3”, acho que já da para prever que a nota dele é 5.

Mas, independente da minha predileção pessoal, acho que esse livro é uma boa recomendação (até hoje, todas as pessoas para quem eu emprestei o livro, adoraram), é muito tranquilo de ler e deixa sempre aquela vontade de saber o que vai acontecer em seguida, o que acaba tornando a leitura razoavelmente rápida.

Ainda assim, eu não recomendaria para pessoas demasiadamente presas na realidade, porque é um livro escrito por um cara que gosta bastante de filosofar e não se importa de “viajar” um pouco fazê-lo (quem se lembra do fianl de “O Mundo de Sofia”, sabe do que eu estou falando), então o mais legal é ler o livro com a mente aberta e saborear as idéias do autor sem muitas preocupações com a verossimilhança da estória.




Categorias: Review: Literatura
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Dani Toste

Advogada, jogadora de RPG, viciada em internet, amante de de livros, séries, música e filmes. Acha que o Lewis Carrol é um gênio, é obcecada pelos livros da Alice que considera os melhores do mundo.

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2 Comentários sobre Review: O Dia do Curinga

  1. Natália

    Dia do Coringa é um ótimo livro! Acho uma leitura muito mais agradável que Mundo de Sofia mas tão intrigante quanto este.

    =)

  2. Andre V.H

    Lá se vão 15 anos desde que li o Dia do Curinga! Foi o primeiro livro do Gaardner que eu li, antes de o Mundo de Sofia e também é meu favorito dele! Acho mais fluído e dinâmico, mesmo quando estamos lendo um livro onde o garoto lê um livro sobre um cara que tá lendo um livro… hehe fica confuso mas é genial hehe.

    Espero que no futuro role um cast sobre este livro, ele sempre me rendeu bons papos!

    Ps: Se vc não conseguiu terminar a biblioteca mágica de Bibbi Bokken nem tente ler o Castelo nos Pirineus, tava tão chato que não cheguei nem na página 50!

    Ps2: O livro Maya também não é dos meus favoritos mas vale a pena porque traz algumas referências ao Dia do Curinga.

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