Outras Mídias: Tin Man do Syfy por Nick Willing

Escrito por: | em 14/09/2011 | Adicionar Comentário |

No primeiro “Outras Mídias” que eu escrevi, falei sobre a versão de Nick Willing de “Alice no país das maravilhas”. Agora, finalmente, vou falar de uma obra na mesma linha, mas que tem como inspiração outro clássico: “O Mágico de Oz”.

OBRA ORIGINAL OBRA DERIVADA
Capa Capa do livro "O Mágico de Oz" de L.Frank Baum da Leya
Capa de "Tin Man" do Syfy por Nick Willing
Título “O Mágico de Oz”
“Tin Man”
Autor ou Diretor L. Frank Baum
Nick Willing
Editora ou Estúdio Leya
Syfy
Tipo Livro Microsérie


Da mesma forma que “Alice”, “Tin Man” não é, de forma alguma, uma adaptação do livro que o inspirou. O Roteiro pega uma série de elementos da estória original como personagens, cenários e conceitos e cria uma coisa completamente nova.

Nessa microsérie, Dorothy Gale (DG) é adulta, uma garçonete que vive numa fazenda no Kansas e não se sente particularmente ajustada a sua própria vida. É apenas após um ataque em sua casa que DG é mandada para O.Z. (Outer Zone) e começa a uma jornada em busca da “Esmeralda do Eclipse” na qual acaba aprendendo muito sobre si mesma e sobre seu passado. Tanto os personagens (o homem de lata, o espantalho, o leão, o totó, a bruxa má e até Dorothy), quanto O.Z. não são os mesmos que conhecemos no livro, mas tem em si alguma coisa da essência do elemento que os inspirou.

Poster de "Tin Man"

O Leão, o Homem de lata, a Dorothy e o Espantalho, na versão de "Tin Man"

Não quero falar muito da trama, para não deixar spoilers, mas posso dizer que, para mim, a principal semelhança entre a obra original e a derivada é a questão da jornada. Embora na obra original os próprios personagens não pareçam perceber isso, “O Mágico de Oz” é sobretudo uma jornada de auto-conhecimento (ao mesmo eu a vejo assim), é muito menos sobre encontrar um cérebro, um coração, a coragem do que sobre descobrir que já os possui. “Tin Man” é, para mim, semelhante nesse aspecto: o que DG verdadeiramente encontra em OZ é a si mesma – Não o caminho para o lar, mas o lar em si.

A série é composta de três episódios de uma hora e meia e é facilmente encontrada em forma de DVD nas lojas virtuais (Hoje – 14/09/11 – está custando R$ 12,90 no Submarino), mas eu tenho a impressão que essa versão tenha sido editada, já que pela descrição tem 188 minutos (pouco mais de três horas).

Veredito: Eu gostei bastante da série, acho que ela soube usar elementos do livro de forma interessante e ser inovadora e criativa sem desrespeitar a obra original. Diferente de muitas adaptações infiéis que em geral acabam ofendendo os fãs da estória, acredito que os criadores de “Tin Man” (assim como de “Alice”) souberam criar uma fórmula que presta tributo à obra original, criando algo completamente novo sem desrespeitar a beleza da obra que lhe inspirou. Por tudo isso, acho que a série merece 4 grifos.

Aos curiosos, deixo um trailer da série:

Vale a pena também conferir o SITE OFICIAL da série.



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Dani Toste

Advogada, jogadora de RPG, viciada em internet, amante de de livros, séries, música e filmes. Acha que o Lewis Carrol é um gênio, é obcecada pelos livros da Alice que considera os melhores do mundo.

2 Comentários sobre Outras Mídias: Tin Man do Syfy por Nick Willing

  1. Thays

    Muito legal a proposta do blog.
    Traz a noção de que os livros podem ser divertidos e interessantes o suficiente pra ser conversado entre os amigos.
    Além de tudo, não vi outro blog de literatura com essa proposta.
    Parabéns!

  2. Guilherme

    Eu acho os efeitos especiais desses filmes e minisséries do Nick Willing muito toscos. Eu tenho o DVD do Tin Man e não gostei muito da minissérie. Mas do filme Alice no País das Maravilhas de 1999 e a minissérie Alice de 2009 eu gostei.

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