Notícias Subterrâneas: Semana 40
O transubterrâneo surge no horizonte. Aqui está seu anfitrião, o desagradável Lorde Worth, trazendo mais uma lista de lançamentos literários de sci-fi, fantasia, terror e bizarrices gerais.
Periodicamente preciso explicar as regrinhas da casa, e como não faço isso há tempos, lá vamos nós: esta é uma coluna de prévias, não li nenhum dos livros comentados; para mais informações, sinopses, et-cetera sobre cada livro, cliquem nas capas; os livros comentados não são nem de perto todos os lançamentos da semana, somente cinco selecionados dentre muitos; não comento sobre tantos livros brasileiros quanto americanos ou ingleses pelos fatos de que há mais lançamentos americanos que brasileiros e de que muitas vezes os lançamentos nacionais não têm datas específicas. E não me levem a sério.
Acho que é só isso mesmo, mas em cinco semanas ou algo assim escreverei novamente (sejam sempre bem vindos, novos leitores). Vamos logo aos lançamentos!
Lançamentos
Sacrifice Game Trilogy, livro 2: The Sacrifice Game (Brian D’Amato)
Sci-fi pesado com fundo histórico. Hurray! The Sacrifice Game é a sequência de In the Courts of the Sun, no qual o prodígio da matemática Jed DeLanda foi enviado ao passado para entender como os maias realizavam os rituais para prever o final do mundo. “entender” envolve muitos cálculos, estudos sobre a geometria das pirâmides, et-cetera. Felizmente, a viagem dá errado e o protagonista acaba preso no corpo de um voluntário a sacrifício humano. No segundo livro, Jed não tão surpreendentemente chegou à conclusão de que destruir o mundo é uma rota melhor que tentar salvá-lo. E a organização que o enviou ao passado decide usar todo seu poder para impedi-lo.
O atrativo principal é o extenso trabalho de pesquisa do autor para a construção do “jogo”. Digo, ficções históricas já são a princípio bem pesquisadas, ler uma crítica que diz que uma ficção histórica é “especialmente bem pesquisada” deixa uma impressão duradoura.
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Destroyermen, livro 7: Iron Gray Sea (Taylor Anderson)
Serei bem breve com este. Iron Gray Sea é o sétimo em uma série iniciada, pasmem, quatro anos atrás. Haja fôlego para escrever!
Basicamente, esses sete livros retratam um cenário sci-fi de história alternativa em que brechas dimensionais enviam navios americanos da segunda guerra para um planeta onde duas raças, os Lemurians e Griks, também estão em uma guerra mundial. A partir daí os americanos e japoneses estabelecem contato com as duas raças, alianças são firmadas, novos acordos militares surgem e as guerras mundiais de ambos os mundos se entrelaçam e expandem.
É o sétimo livro, qualquer comentário sobre a sinopse desse livro em específico é uma onda de spoilers dos anteriores. Permanecerei calado. Nenhum comentário. Vamos para o próximo.
Também disponível para Kindle e kobo
The Unincorporated Woman (Dani & Eytan Kollin)
Sequência de The Unincorporated Man e The Unincorporated War, não pretendo falar nada sobre a sinopse de The Unincorporated Woman.
Ao invés disso, vamos falar sobre The Unincorporated Man. Um clássico cult instantâneo, The Unincorporated Man é mais um dos livros da minha lista vermelha da vergonha, cheia de grandes livros de sci-fi que ainda não li. Sou um péssimo leitor de sci-fi, como sempre ressalto. O futuro é a ascensão de uma nova civilização após um colapso econômico completo. Cada ser humano é incorporado a um sistema e luta para conseguir sua parcela do valor de sua vida e comprar ações de todos ao seu redor. E então, um bilionário dos dias atuais é encontrado em estado criogênico e descongelado. Um bilionário-capitalista-selvagem em um mundo onde cada ser humano é dono de parte daqueles ao seu redor mas não dono de si mesmo por completo, o cenário perfeito para uma revolução.
Quanto a The Unincorporated Woman… se não leu The Unincorporated Man e ainda pretende ler, nem chegue a ler a primeira frase da sinopse. Fui atingido na face por um spoiler colossal logo de cara.
The Great Heilen Mystery (Edward M. Wysocki, Jr.)
The Great Heinlein Mystery é um artigo bem… curioso. Praticamente uma versão extrema de myhtbusters. Robert A. Heinlein, autor do clássico Strange in Stranger Land, por vezes disse que uma peça de tecnologia naval americana durante a segunda guerra fora baseada em um de seus primeiros trabalhos, mas sempre recusou-se a identificar sobre qual tecnologia e qual obra estava falando. Agora, em duzentas e tantas páginas, mais um PhD decide fazer um extenso trabalho analisando cada uma das obras do Heinlein antes da segunda guerra e comparando-as às novas peças de tecnologia naval americana da época para identificar se e qual a ligação existente.
Afinal, a ficção científica realmente é capaz de mostrar os rumos reais da tecnologia comprovadamente?
The Hollow City (Dan Wells)
Mais um do Dan Wells, e vejam que não tanto tempo atrás falei de Partials. Bom, já falei anteriormente sobre Dan Wells, autor relativamente novo no mercado e marcado por sua trilogia bestseller “I Am Not A Serial Killer”, sobre um anti-herói sociopata lutando contra si mesmo para não se tornar um serial killer. E o Sr. Wells também é membro de um de meus podcasts favoritos, o Writing Excuses. Agora, Dan Wells lança mais um thriller. E todas as dúvidas que tive quanto a Partials convertem-se em expectativas para The Hollow City.
O protagonista de The Hollow City é um esquizofrênico paranoico em estado grave, que se vê perseguido por homens sem rosto e acredita que todos os aparelhos elétricos ao seu redor estão vigiando-o e mandando sinais com relatórios para um mestre invisível. The Hollow City também é em primeira pessoa, ao que parece. E após muitas voltas pela mente perturbada de Michael Shipman, entra o elemento principal da trama: nem tudo o que consideramos loucura a princípio de fato o é. Algumas das alucinações de Michael são eventos sobrenaturais reais acontecendo ao seu redor. Em outras situações eu estaria bem receoso, mas li um artigo sobre o trabalho de pesquisa feito e fiquei bem confiante de que o resultado será ao menos muito decente.
Estou Lendo
Ainda não acabei Mago e Vidro, mas faltam menos de duzentas páginas. Ao longo da próxima semana me voltarei para o próximo da lista: Cinco Luas. Depois voltarei a ler O Festim dos Corvos, que está parado há meses por minha inaptidão para ler capítulos sobre os Greyjoy ou sobre “aquela vadia”, vulgo Cersei.
Mago e Vidro é bem menos estiloso que os anteriores. Não é escrito de forma a emular um jogo de tarô nem é cheio de trechos de poemas, e a parte do presente baseada no Mágico de Oz é a menor do livro. O flashback não é feito em um formato estiloso, uma pena. Mas o flashback também foi a parte que mais me agradou na Torre Negra até agora. É uma quebra tão grande com o padrão monótono “Roland caminha pelo deserto, Roland caminha pelas montanhas, Roland caminha pela praia, Roland caminha pela floresta, Roland caminha pela planície” e um trecho muito menos desesperador que as partes de Lud e das Terras Devastadas. Pelo ritmo nem parece um trecho da Torre Negra, talvez isso seja bom ou não, não tenho certeza ainda.
E aqui encerra-se nossa excursão. Agradeço a todos pela presença, como sempre.
Não temos menções honrosas. A onda de lançamentos foi colossal, mas passei um pente tão fino que cortei todos os livros fora os cinco comentados (Lorde Worth no modo extermínio, acusando todo e qualquer livro de plágio ou clichês exagerados).
Deixem seus comentários para impedirem que eu entre em uma horrenda onda depressiva que me condenará a atrasar até quarta-feira os próximos posts. Falando sério, preciso dar um jeito nesses atrasos. O dessa semana foi em parte porque estava começando algumas reviews, esperem a primeira das reviews pendentes para esta semana. Os próximos posts sairão no horário, e a isso dedicarei o máximo de esforços possíveis!
Até a semana que vem!





Tomasz Barcinsk Said,
July 11, 2012 @ 00:45
Informo a todos os amigos que se interessaram pelo primeiro livro de Sapkowski que o segundo livro de contos sobre Geralt de Rívia, A espada do destino, foi lançado no dia 26 de junho e já deverá ser encontrado nas livrarias. O livro seguinte, O sangue dos elfos, que é o primeiro volume da saga propriamente dita já está traduzido e, segundo a editora WMF Martins Fontes, será lançado no início de 2013.
Guto Vissoci Said,
July 12, 2012 @ 18:42
Puxa, é só dar uma bobeada que fica atrasado nos reinos substerrâneos… Isso que dá menosprezar Lorde Worth…
Semana quase que exclusivamente sci-fi, curti.
Gostei da maioria, em especial essa série que começa com The Unincorporated Man e esse thriller The Hollow City, pois partem de premissas interessantíssimas.
Já o Iron Grey Sea… uma decepção, ao menos nesse momento de cognição sumária (do juridiquês: pelo que vi do preview) Decepção porque se os navios fossem parar numa realidade alternativa onde a WW2 tomou outro rumo por um detalhe besta, seria muito mais interessante; uma ficção histórica alternativa (da 2ª guerra!!!) seria animal. A série até pode ser boa (para chegar até o sétimo livro, tem que ter algum valor), mas diante dessa outra idéia, para mim, perdeu todo o brilho.
Bom, eu acabei de ler o Dança com Dragões. Com certeza a divisão do livro que levou ao Festim dos Corvos e a demora em terminar d eser escrito, prejudicam esse volume também (embora seja bem melhor de ler que o anterior). Aliás, a separação que ele fez foiesquisita demais. melhor seria escrever tudo e separar no meio, em volumes um e dois… mas, o livro é dele, faz o que quer. No mais, fiquei com a impressão que ele ainda não acabou, que o grande final que seus livros terminam, não veio. Fatos importantes construídos durantes todo o livro (aliás, desde o Festim dos Corvos) ficaram para o próximo, deixando um gostinho de que falta alguma coisa.
Mas, apesar de tudo, ainda é Westeros e eu gostei muito de ler. Pena que vai demorar para voltar a essa terra. Droga!
Lorde Worth Said,
July 19, 2012 @ 02:55
E continuo atrasado até em responder comentários, haha, mas essa semana sairá no horário.
Pois é, essa é aquela semana de sci-fi que aparece a cada virada de ciclo cósmico bizarro ou algo assim, aquele evento raríssimo que temos que comemorar. Acho que a última vez foi no Natal passado.
E pois é, Iron Gray Sea foi mesmo o tapa-buraco da semana.
Eu ainda estou travado no Festim dos Corvos, se o Dança com Dragões é ao menos um mínimo melhor ainda tenho esperança. O final não veio? Como aquele esmaga crânios do primeiro, e o estoura cabeças do segundo e o destruidor de esperanças do terceiro? Que droga.
No mais estamos na torcida para que Lady Morte não chegue ao velho Martin antes que o último livro saia.
Haha, enquanto Westeros está de folga aproveite para encarar a infinidade de livros depois do 1632.
Ronaldo Cavalcante @RonaldoCav Said,
July 15, 2012 @ 19:24
“Lorde Worth no modo extermínio, acusando todo e qualquer livro de plágio ou clichês exagerados” hahahahahaha
Sou só eu ou The Sacrifice Game parece ser muuuito bom??? Sabe quando dá aquela vontade de já ter o livro em mãos??? É Isso!!
sci-fi na veia!!!! Uhuuuuuul… mas nenhum me chamou a atenção…Iron Gray sea deve ser uma loucuraaaaa!!!
Já leu Dança com Dragões, Guto? Devorou!!! E eu to preso ainda naquele que não deve ser nomeado.