Outras Mídias: Alice Syfy de Nick Willing

Escrito por: | em 15/12/2009 | Adicionar Comentário |

Fazia um tempo que eu estava pensando nessa coluna para o blog, mas ainda estava definindo formato e pensando em como fazê-la até o presente momento. No entanto uma obra super recente me deixou incontrolávelmente maluca para comentar e essa coluna é o espaço perfeito para isso.

Mas, antes de começar, uma brevíssima explicação: A coluna “outras mídias” vai ser um espaço para comparar adaptações de livros para qualquer outra forma de comunicação, sejam filmes, quadrinhos, séries, comerciais, jogos e seja lá o que for que inventarem.

Dito isso, passo para a primeira obra a ser objeto dessa coluna, que é a minisérie “Alice”, criada e dirigida por Nick Willing e produzida pela emissora Syfy, baseada nos dois livros do Lewis Carroll: “As aventuras de Alice no país das maravilhas” e “Alice atravez do espelho e o que ela encontrou lá”.

OBRA ORIGINAL OBRA DERIVADA
Capa Capa do livro "Através do Espelho" da Zahar Capa da série "Alice" do canal Syfy
Título “Alice no País das Maravilhas”
e “Alice através do espelho”
“Alice”
Autor ou Diretor Lewis Carroll
Nick Willing
Editora ou Estúdio Domínio Público
Syfy
Tipo Livro Minisérie

Primeiramente é importante deixar uma coisa bem clara: a minisérie não é, definitivamente, uma simples versão dos livros para a Televisão, não espere uma obra fiel ao original, aliás, por isso eu fiz questão de usar na tabela acima “obra derivada” e não “adaptação”.

A minisérie conta a história de uma Alice, mas não da mesma do livro, trata-se de uma Alice adulta, no mundo atual (que inclusive já leu a obra do Carroll aparentemente) e que atravessa o espelho e vai parar num País das Maravilhas um tanto diferente do descrito no livro.

Ainda assim, embora o roteiro em sí não tenha seguido a linha do livro, o criador fez um ótimo trabalho em utilizar e reler os conceitos e personagens importantes. Temos sim, um chapeleiro, uma lebre de março, as ostras e o carpinteiro, a rainha de cópas, a duquesa, o dodô, a lagarta entre outros seres de Wonderland,  eles são os mesmos e diferentes, e definitivamente são todos dignos desse País das Maravilhas mais adulto e moderno.

Aliás, como fã de Alice que eu sou e como adoradora de conceitos acerca de “mundos de sonho” e “mundos de imaginação” acho que a série soube usar muito bem os elementos chave da história e criar algo ao mesmo tempo leal e inovador em relação à obra original. Quero dizer: as coisas que eu queria ver numa história de Alice estão lá, mas ao mesmo tempo a história é completamente nova.

Uma coisa mais para os RPGistas: quem, como eu, é apaixonado por Changeling (especialmente o novo) vai encontrar varios elementos legais que tem tudo a ver com o conceito do jogo, como humanos sendo roubados do mundo real para ter seus sentimentos tomados pelos seres de Wonderland.

Conclusão: Se você gosta de nonsense, se você gosta de Alice, se você gosta de Changeling, ou se você simplesmente gosta de coisas diferentes, vale muito a pena conferir essa obra. Se você não gosta dessas coisas ou se você só quer saber de adaptações estritamente restritas á obra original, definitivamente essa série não é para você.

5 grifos

Da minha parte, assisti ontem e só estou escrevendo essa coluna agora porque não tive tempo antes, então definitivamente a série merece 5 grifos com louvor.

Aos que ficaram curiosos segue um pequeno trailer:

Clique aqui para mais informações sobre a série



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Dani Toste

Advogada, jogadora de RPG, viciada em internet, amante de de livros, séries, música e filmes. Acha que o Lewis Carrol é um gênio, é obcecada pelos livros da Alice que considera os melhores do mundo.