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IBA: a nova plataforma da Abril

Sim, o ícone é muito feio...

A editora Abril acaba de apresentar o beta de seu novo sistema de distribuição de conteúdo digital, o IBA. A coisa já está na Apple Store e promete ser o núcleo de venda e assinatura do grupo. Já estão previstas 23 revistas e mais de 5 mil livros de 50 editoras diferentes, além de jornais do país inteiro. » Continue reading “IBA: a nova plataforma da Abril”

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Comparações literárias

"Viva a diferença!"

Esses dias, em mais um debate mortal com a Dani Toste, estava falando de como sinto falta de uma crítica mais comparativa nas resenhas aqui do Grifo. Pura bobagem cearense, é possível… Mas, quem sabe, renda algum papo a mais.

Começo pelo começo: a leitura tem dois formatos que todo leitor costumeiro conhece: ela pode ser lazer ou pode ser necessidade de trabalho ou formação. Leitores muito, muito ocasionais ou pessoas que tem a coragem duvidosa para alegar que “não gostam de ler” só reconhecem o primeiro dos lados. Os demais sabem da ambiguidade da coisa e de como ela é uma atividade como as demais – que é mais definida pelo contexto do que por qualquer coisa que lhe seja inerente. » Continue reading “Comparações literárias”

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Violentina: um jogo de contar histórias marginal

Para quem acompanha como eu o mundo dos Role Playing Games nacionais, não deve ser novidade a existência de um grupo de pequenas e novas editoras que vem tentando produzir jogos e livros de forma independente. A Secular Games (da qual já falei um pouco) sempre me chama atenção pela capacidade de trazer novidades.

Você já imaginou contar histórias ao estilo Pulp Fiction, Kill Bill, A balada do pistoleiro ou o sagrado Bastardos e Inglórios? » Continue reading “Violentina: um jogo de contar histórias marginal”

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Busca Final: uma promessa narrativa

Contar histórias continua sendo um troço fantástico. Viver um pouco disso, como uma espécie de co-autoria em uma tarde divertida parece ainda mais interessante. Essa é a perspectiva dos RPGs ou Role Playing Games, passatempo onde todo mundo faz parte do processo criativo e conta histórias enquanto joga dados.

O problema dos RPGs de hoje é que parte do lado literário da coisa tem sido pouco explorado. Nos anos 1990 tinhamos linhas inteiras do jogo baseadas em cenários bem construídos e propostas narrativas curiosas. Até o ponto em que esse modelo ficou monotemático nos anos 1990 (tudo girava em torno do lado obscuro do mundo moderno e os fins de mundo a isso relacionados). Foi aí que o modelo ficou chato, melodramático e gerou uma nova geração de produtos na área: os anos 2000 convocaram o lado-jogo do RPG, retomando o lado espada-e-magia que estava em seus primórdios. Caverna do Dragão nunca sai de moda, mesmo. :P

Então, neste fim de 2010 e começo de 2011 tivemos uma boa surpresa no meio: uma pequena editora indie brasileira, a Secular Games, trouxe uma proposta nova e meio mista: um jogo de narrativa baseado em um mundo decadente, transformado pela ausência recente da magia. Os leitores-jogadores são convidados a viver o papel de viajantes em busca da verdade: o que ocorreu com Othora? Por que o mundo sofreu sua Grande Perda? » Continue reading “Busca Final: uma promessa narrativa”

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Palavra Jagunça: um pacote de bons ensaios

É, eu sei. Faz tempo que não cutuco o mundo das leituras rápidas com minha coluna ocasional. Mas vamos lá que vai ser indolor…

O Beijo de Lamourette: mídia cultura e revolução, do historiador americano Robert Darnton (com tradução de Denise Bottmann) é um bom livro sobre… bom cultura, sociedade, literatura, imprensa e revoluções. É dividido em 15 ensaios de tamanho variado, com um boa dose de variedade de abordagens. Publicado pela primeira vez em 1990, ele contém um conjunto de análises diversas sobre temas que vão da profissão do jornalista a história do livro e suas implicações. Brincando com uma linguagem razoavelmente acessível – ponto pelo qual o próprio Darnton luta – o texto dos ensaios varia também do tratamento e na forma, sem deixar de lado uma leve erudição, misturada a uma clareza de jornalista.

Sempre entendi a Revolução Francesa como algo mítico. Leituras diversas, como a do próprio Darton, me fizeram pensar em como, na prática, nossa própria capacidade moderna de fazer julgamentos, de postar em sites ou de criticar governos tem uma raiz mais do que profunda em 1789. Não é literatura, mas é o que sustenta muitas delas. » Continue reading “Palavra Jagunça: um pacote de bons ensaios”

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Confusão no maior prêmio literário do Brasil

Milhares de pessoas entraram essas últimas semanas na onda do “Chico, devolve o Jabuti”. E o mundo do livro anda agitado…

Para quem não sabe, o Prêmio Jabuti – maior premiação nacional do campo literário, criada em 1957 e adminstrada pela Câmara Brasileira do Livro – está no meio de uma polêmica (ou “barraco” ou, como  se diz na minha terra, “a **taria tá comendo de esmola”…).

O negócio é simples: como de outras vezes, o prêmio da categoria “Livro do Ano” foi para uma obra que não tirou o primeiro lugar em sua própria categoria (“Leite Derramado” do famoso/infame Chico Buarque, que ficou em segundo lugar como “Melhor romance”).  Furioso, o grupo editorial Record decidiu abandonar as edições do prêmio, declarando sua revolta em carta aberta. Em seguida, apareceu a ideia de criar uma petição on line (cujo título está lá na primeira frase deste post). Já são mais de 5900 assinaturas e contando… » Continue reading “Confusão no maior prêmio literário do Brasil”

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E tome vampiros na Bienal de São Paulo!

A abertura da 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo está, pelo visto, cheia de novidades. Ela começa para o grande público no 13 do mês de agosto (credo…) e inclui entre suas invenções, a promoção de entrada grátis para todos aqueles que aparecerem fantasiados como seus personagens de ficção favoritos (apenas no dia 13)! Isso é tradição paulista? Dizem as más línguas que a fantasia de Bella (Crepúsculo) é a mais em conta (vá com sua roupa mais baratinha da escola/faculdade e pronto!). Malvadeza.

Me pergunto se eu poderia ir fantasiado de Merlin de Bernard Cornwell: cabeludo, de robe sujo e fedendo a gatos de rua. Hmm… Acho melhor não… :)

Mas voltando para o mundo dos chupadores de sangue: os debates do primeiro dia do evento terão como assunto o vampirismo! Sério. Tão sério que convidaram ninguém menos do que » Continue reading “E tome vampiros na Bienal de São Paulo!”

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Palavra Jagunça: um site para leitores!

É, eu sei. Estou atrasado com minha coluna sertaneja. É que o fim do semestre traz muitas responsabilidades – afinal, quem vai torturar os alunos com provas? :)(Pelo menos eu não sou um daqueeeles atrasos que pode tirar o seu sono!).

Calma, não me xingue. Ao mesmo tempo sou aluno também e sofro as torturas professorais no meu turno. A vida se encaixa em uma reflexão digna do anime Dragon Ball Z: SEMPRE existe um monstro para te dar uma pisa (i.e: surra, coça, ruma de pancada ou “ai meu Deus, quero mais não!”).

Então vamos lá. O tema da coluna de leituras rápidas de hoje é eletrônico, informativo e fez aniversário agorinha em março (o quê? Você achou que ia falar só de contos? Rá!).

Um site com 14 anos é algo raro, acredito. Ainda mais um que trate de leitura, de livros, de obras de literatura. O Projeto Releituras é » Continue reading “Palavra Jagunça: um site para leitores!”

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Leituras Dramáticas!

Para quem mora no Rio de Janeiro, um programa diferente promete misturar teatro e velha literatura tradicional. Não que a ideia em si de misturar os dois seja lá grande novidade, mas a premissa do Ciclo de Leituras Dramatizadas da Academia Brasileira de Letras é a de brincar com o texto e ler… ora, de forma dramática e cênica, o material de autores clássicos. Os eventos começam com a obra de Machado de Assis, mês que vem.

A primeira peça lida será » Continue reading “Leituras Dramáticas!”

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Palavra Jagunça – Você pediu algo épico? Conan!

A fantasia, como gênero de história mais ou menos definido, tem marcas divertidas que atravessam obras, décadas e tentativas ficcionais: magia, guerreiros habilidosos, monstros impossíveis e mulheres lindíssimas (como heroínas, vilãs ou vítimas). A saga heróica de figuras incomuns, através de territórios ainda mais incomuns, tem povoado a nossa imaginação há um bocado de tempo. E se o britânico / sul-africano J.R.R. Tolkien tem grande responsabilidade nisso, o escritor americano Robert E. Howard cavou seu próprio modo de produzir histórias neste tipo de literatura. A minha sugestão de leitura de hoje tem a ver com ele, claro.

Seu personagem mais famoso – Conan da Ciméria – surge como a estrela de contos da Weird Tales, revista pulp publicada pela primeira vez no começo da década de 1920, no EUA. O próprio Conan, por sua vez, estreou nas páginas deste periódico de horror e fantasia em 1932, com o conhecido conto A fenix na espada. O imenso sucesso das histórias de suas façanhas em uma Era fictícia cuidadosamente criada (A Era Hiboriana) cruzou o século, fazendo do bárbaro espadachim um produto comercial e tanto – de HQs da Marvel Comics e Dark Horse a filmes de Schwarzenegger, passando por materiais produzidos por outros roteiristas (bons e ruins), até séries de animação. No fim, com tantas encarnações em outras formas de mídia, poucos tem se lembrado que Conan surgiu nesse gênero de texto rápido.

A Conrad publicou aqui no Brasil, em 2006, uma coleção de » Continue reading “Palavra Jagunça – Você pediu algo épico? Conan!”

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