Nos anos 80, William Gibson tornou-se conhecidos como o pai da literatura Cyberpunk, que procurava extremizar a ira da rebeldia “punk” contra o “sistema” num futuro próximo, um século 21 que se imaginava dominado pela informática e por grandes empresas privadas (ou megacorporações).

Neuromancer é um romance de 1983 e o primeiro da Trilogia Spraw, seguido por “Count Zero” e “Monalisa Overdrive”. Esta edição da editora Aleph se chama Neuromancer 25 pois comemora os vinte e cinco anos da série. A história segue o protagonista Case, um Hacker (Chamados de Cowboys do Ciberespaço na série) de renome, traído e envenenado por empregadores anteriores e incapaz de se conectar à Matrix novamente. É isto mesmo, os acessos são feitos por conexões implantadas cirurgicamente no sistema neural das pessoas, um conceito utilizado mais tarde pelo filme Matrix(que também utilizou o nome matrix, que em Neuromancer se refere à Internet).
Conhecemos Case desempregado e drogado, tentando fazer sua conexão voltar à funcionar com cirurgias em clínicas ilegais de Chiba City, um Spraw do Japão que abarca toda a ilha de Honshu. Mas as coisas começam à mudar, pois alguém viu talento em Case e está decidido à patrocinar sua recuperação para que realize uma missão em seu nome, e este é só o inicio para uma espiral insandecida de conspirações, espionagem industrial e ação para a vida de Case.
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